Arquivos do Blog

Palmeiras 0x2 Chapecoense – BR17

9 pontos disputados, contra A/PR, Vasco e Chapecoense. Dois jogos em casa. Estaríamos a 6 do lider, eles com um jogo a menos.

Mas ai me vai o Palmeiras e soma 1 ponto nesses 3 jogos ridículos de tão fáceis.

Nem vou me dar o trabalho de tentar entender o que aconteceu hoje. Ou nos outros dois jogos. 

Mas fica claro que a falta de padrão, a falta de 11 titulares como tinhamos no ano passado é o que está pesando negativamente.

Pra mim isso ficou evidente hoje depois da boa partida do Tche Tche, que substituiu o TS como 1o volante. Ele jogou na posição dele do ano passado depois de muitos e muitos jogos fora de posição. Hoje rendeu bem. Dificil perceber isso?

Outra coisa que atrapalha muito: os jogadores trocam de posição 4, 5 vezes por jogo. 

Keno, por exemplo, entrou bem pela esquerda. Dai o Cuca sacou o William pra colocar o Borja. O Deyverson foi pra esquerda e o Keno sumiu.

Não precisa ser um gênio pra saber que nada disso deve ser treinado. Seria inclusive impossível treinar tanta variação tática e de posicionamento pra uma única partida.

Mas isso nem se compara ao caos que virou a nossa zaga. Não sei nem por onde começar, mas é só olhar os dois gols que tomamos pra ter certeza que nossa tragédia começa na defesa. 

No primeiro gol, uma falta batida do meio de campo e entraram 4 atacantes contra dois marcadores nossos. Falha do Luan? MAS E O MICHEL, TAVA ONDE???

E no segundo tomamos gol de jogada de lateral que o Dracena cortou mal e o Jean não fez a linha de impedimento. É castigo demais…

Enfim, tá tudo muito errado. E o grande culpado é o treinador. Já tá mais que na hora dele escolher 11 e morrer abraçado com esses caras até o fim do ano pra quem sabe em 18 o Palmeiras entrar jogando um futebol aceitável. 

Chega de inventar. Chega de improviso. Menos calça roxa e mais futebol, por favor!

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 1 (4)x(5) 0 Barcelona – Libertadores17

Difícil encontrar palavras pra expressar esse misto de raiva, decepção e, principalmente, vergonha.

Em menos de 30 dias jogamos fora a Copa do Brasil, a Libertadores e, no último domingo, abdicamos da já improvável disputa pelo bi-campeonato do Brasileirão.

Como explicar que um time inteiro poupado na última rodada do Brasileiro saía de campo todo arrebentado, com as lesões de Mina e de Dudu?

Assim como na Copa do Brasil, o preço de uma primeira partida muito mal disputada foi cobrado no jogo da volta.

Aquele Palmeiras covarde do jogo em Guayaquil mereceu perder de 1×0 com aquele gol moribundo já nos minutos finais de jogo. Mereceu porque abriu mão de jogar futebol como exige a nossa camisa, pra cima, seja de quem for, onde for.

E hoje, achei que o Cuca errou mais uma vez em cismar de colocar o Dudu no meio de campo, onde ele não consegue render nem a metade do que joga quando está aberto pelas pontas.

Ah o Moises e o Guerra não estavam 100%? Sem problemas, jogasse um cada tempo, e o Dudu aberto na ponta. Mas não, o Cuca sempre tem que inventar, sempre tem que ter alguém fora da sua posição de costume, senão não é o Cuca…

Com isso, além do péssimo jogo em Guayaquil, o primeiro tempo de hoje parecia que ainda estávamos no Equador, tamanha foi a inoperância do time, sequer chutamos no gol. Muito pouco pra quem precisava ganhar por dois gols de diferença.

Veio o intervalo, Cuca colocou o jogador certo mas mexeu errado: era o Keno e não o Roger Guedes que tinha que ter saído.

Poucos minutos do Moisés em campo, e do Dudu na ponta e já parecia outro jogo completamente diferente. Aquele golaço do Moisés foi o tempero que faltava pro time deslanchar, e nos dois lances seguintes fizemos um gol, anulado – parece que bem anulado, nem vou ver o lance – e ainda acertamos o travessão num chute do Keno.

E ai o mais surpreendente: aquele time 100% poupado no final de semana ra grande decisão morreu em campo. E quase levamos o empate. E não tivemos força pra chegar ao segundo gol. E fomos pra loteria dos penaltis. E veio o castigo.

Castigo de ter jogado pra não perder em Guayaquil, e mesmo assim perder. Castigo de ter jogado mais uma vez errado no primeiro tempo, de novo tirando nosso melhor atacante da frente pra fazê-lo jogar no meio. Castigo de abrir mão de tudo pela Libertadores e agora tchau Libertadores. Castigo pelo semestre sabático do treinador que na sua volta não consegue fazer um time repleto de bons nomes jogar bola. Castigo.

E muita gente achando que o problema do Palmeiras era o Felipe Melo, que o afastamento dele iria unir o grupo e blablablá. Agora durmamos com o barulho essa eliminação.

Que amanhã nesse cenário de terra arrasada ressurja o alviverde imponente, e não essa piada de mau gosto que virou o time campeão brasileiro do ano passado.  

AVANTI PALESTRA!

Botafogo 1×2 Palmeiras – BR17

13 pontos marcados nos últimos 15 disputados, o Palmeiras definitivamente mostra que não está de turista no BR17. E o Jailson não perde desde a 19a rodada do BR 16, completou um BR inteiro sem perder, isso só pra baixar a bola de gambá que acha que 18 rodadas sem perder é alguma coisa….

Foi um jogo complexo. O Palmeiras teve um primeiro tempo volumoso, chutou pelo menos 8 bolas no gol, a maioria delas com Deyverson, que perdeu um gol incrível depois de ótima jogada do Keno pela esquerda.

No fim do primeiro tempo, o prêmio por um jogo bem disputado, veio numa falta besta de Roger, e gol contra na cobrança de Egidio. Verdão foi pro vestiário com um merecido 0x1.

Mas como nada na vida do palmeirense é fácil, num lance besta do Keno pelo meio, a bola foi trupicando pela nossa zaga até achar o atacante do Botafogo MUITO impedido pra empatar o jogo. Mas você não vai ver nenhum chororo na imprensa por causa disso…

Cuca sacou Keno quase ao mesmo tempo que o placar eletrônico tirou o zero do placar do Botafogo. Colocou o Veiga e tentou deslocar o Dudu pro lado esquerdo.

A partida continuava aberta, mas o Palmeiras não indicava que iria se dar por satisfeito. Cuca sacou o BH e colocou o ZR e sacou o RG pra colocar o Borja.

Num lance em que o Borja encurtou a reposição do Gatito, a bola sobrou pro Deyverson, sozinho, invadir a área e demorar demais pra lacrar o jogo. Era a quarta chance de gol que ele desperdiçava.

Mas aí vem a estrela do cara que não desiste: em uma jogada de profundidade, Egidio esticou pro ZR cruzar pro Deyverson chegar na voadora, no meio da fuça da bola e garantir os 3 pontos do Verdão.

Coisa linda de um time que teve competência e paciência pra vencer.

Se tivéssemos ganhado os 03 clássicos, o Palmeiras hoje teria 41 pontos e seria líder do campeonato. Ou seja, é manter o aproveitamento e vencer os 03 fregueses no segundo turno, que o caneco será nosso. E vai ser aquele golpe duro na imprensa que tanto odeia ver o Palmeiras vitorioso… VAMOS PALMEIRAS!

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 2×0 Avaí – BR17

Vou fazer igual o Cuca na coletiva, primeiro falo do jogo, depois do afastamento do Felipe Melo.

Sobre o jogo, o Palmeiras não teve dificuldades pra ganhar do Avaí, fez 2 gols sem muita dificuldades e o jogo terminou ainda no primeiro tempo, quando Juan foi expulso. Depois disso o Palmeiras administrou a partida e só esperou o tempo passar.

Dudu, de fora da área, fez o primeiro, já aos 10, limpou o zagueiro e bateu cruzado, abrindo o placar pro Palmeiras.

Aos 34, Deyverson recebeu de Veiga (que entrou no lugar do Guerra – machucado), girou e bateu no contrapé do goleiro, 2×0.

Logo depois o Avaí ficou com um a menos e aí já estava resolvida a partida.

Anotou a escalação palestrino? Jailson, Mayke, Mina, Luan e Egidio, Bruno Henrique, Jean e Guerra, Dudu, Guedes e Deyverson. Deve ser esse o time que joga contra o Barcelona daqui duas quartas-feiras, pela partida de volta das oitavas da Liberta. Mudanças pontuais podem ser o TS no lugar do Jean e o Moisés no lugar do Guerra. A conferir.

Sobre o afastamento do Felipe Melo, como aqui não é site de fofoca, não vou reproduzir o que eu ouvi de conselheiros do clube hoje, mas ninguém aqui começou a acompanhar futebol ontem, jogador que não encaixa no esquema tático não é mandado embora, mas quando muito é destacado para aprimorar fundamentos, forma física etc. Ou seja, a história que o Cuca contou na entrevista não cola.

Mas também não importa. Felipe Melo é passado. Nenhum jogador é maior que o Palmeiras. Obrigado pelo soco na cara do uruguaio – com responsabilidade – pela dancinha da vitória na Vila Belmiro e boa sorte nessa vida ousada e no resto da carreira.

AVANTI PALESTRA!

Cruzeiro 1 x 1 Palmeiras – CdB17

Sejamos honestos. A Copa do Brasil terminou pro Palmeiras no apito que decretou o fim do 0x3 no primeiro tempo da partida de ida, no Allianz Parque.

Tudo que se passou depois disso foi lucro. O empate milagroso e inesperado no segundo tempo daquele jogo serviu pra inflar o brio do torcedor palmeirense, mas o Cuca, na coletiva aqui em SP já indicava o golpe: podíamos ter virado e não viramos…

Entramos em campo pro jogo da volta e tivemos um primeiro tempo apagado pra quem tinha a obrigação de buscar o resultado. Nenhum chute a gol na primeira etapa, que foi cozida pela presença de mais um juiz caseiro que apita jogo do Palmeiras fora de casa depois de pressão do adversário dono da casa, vergonha alheia da diretoria que tudo vê silente…

Cuca mexeu bem, e conseguimos, aos 27, num lance único até então – de sorte, aliás – abrir o placar com um gol de Keno, com desvio de Lucas Romero.

Mas o Palmeiras cometeu o pecado mortal do desperdício. Num lance aos 30 e poucos em que estávamos 4 contra 2, Egídio podia abrir pro Veiga na esquerda ou pro Guedes na direita, enquanto o Borja fechava pelo meio, Ele fez a única coisa que não tinha nada a ver, tentou bater no gol…

O castigo veio logo depois, um cruzamento que o Guedes deixou acontecer, e pegou o Mina mal posicionado, acabou virando gol do Cruzeiro, aos 39 do segundo tempo. Castigo até injusto pelo jogo de hoje, e até pela reação no jogo de ida, mas também merecido pelo vacilo inadmissível do primeiro tempo do jogo de ida.

Convenhamos que essa desclassificação, assim como no Paulista, está bem aquém da expectativa do palmeirense pra 2017. Mas também serve de correção de percurso e choque de realidade, ainda temos 1 ou 2 torneios pra disputar, e está mais que na hora de definir prioridades, porque já está desenhado que não temos time pra ganhar todas as disputas, mas ainda temos muita lenha pra queimar nas duas que restam.

Pra cima Palmeiras.

AVANTI PALESTRA!

Flamengo 2×2 Palmeiras – BR17

Foi um belo empate do Palmeiras, apesar das circunstâncias, já que por muito pouco não voltamos do Rio com três pontos (ou com nenhum) na mala.

O importante foi que o Palmeiras mostrou que não precisa temer a nenhum adversário, e sempre que jogar organizado vai dar trabalho, pra quem quer que seja, mesmo saindo atrás no placar.

E também foi bom ter superado os erros individuais que nos custaram os 02 gols sofridos, e a falha monstruosa do Michel que terminou com o Jaílson defendendo pênalti do Diego e garantindo o resultado. Jailsão MONSTRO!

Borja segue sem desencantar, mas agora passará a ter mais chances com a desagradável notícia da contusão do William, que pode ficar até 6 semanas fora. Mas não já nesse domingo, contra o Sport, porque o 9 foi um dos 9 – NOVE – que foram amarelados pelo péssimo arbitro Jailson de Freitas, e é um dos 4 (Dudu, Tche Tche e Michel são os demais) que estarão suspensos.

Não lembro de um jogo em que o Palmeiras tomou tantos cartões como esse. Falaram até num grupo aí que o juiz deu amarelo pro Marcio Araujo do Mulambo porque achou que ele ainda jogava no Palmeiras…

E ainda tão querendo achar chifre na cabeça de cavalo, com essa conversa de que o Mina teria feito falta no Guerrero nos dois lances dos gols do Verdão. Mas eu acho graça, o presidente do Flamengo chorando nas entrevistas já virou tradição, que chore sempre esse trouxa. Entra ano, sai ano e ninguém cala esse chororô… 

AVANTI PALESTRA! 

Palmeiras 4×2 Vitoria – BR17

Uma vitória importante, pra afastar de vez a zica, especialmente pelo Palmeiras ter conseguido reagir depois de mais uma vez sair atrás no placar.

Gol, aliás, que saiu de um erro inofensivo do Felipe Melo no meio, mas que nem o mais sádico palestrino imaginaria que num chute tão (des) pretensioso a bola iria entrar onde entrou.

Mas Felipe Melo é o termômetro do time dentro de campo, Líder, não deixou o time se abater. Foi ele que lembrou ao Roger Guedes e ao Dudu, quando empatamos de penalti (muito penlati, viu Seo Noriega, muito!) em cobrança do 23, que a gente ainda atinha que virar a partida, pedindo aos dois que encurtassem na comemoração.

Logo depois, em jogada iniciada pelo Dudu, e com sorte e inteligência do Guerra, a bola sobrou pro Dudu fazer o segundo.

Voltamos pro intervalo sem mudanças. E o sol do meio dia parecia favorecer mais aos baianos do que aos palmeirenses. O Palmeiras demorou a engrenar e o Vitoria foi crescendo, até bola no travessão levamos, além de uma presepada do Mina que graças a Deus caiu nos pés do fraquíssimo Neilton.

Coube ao Dudu resolver a fatura. Em lance pela direita em que ele jantou dois marcadores do Vitória, a bola cruzada na área sobrou pro William mandar na trave e, no rebote, Maike encher o pé pra fazer o 3×1.

Em outra jogada pela direita, iniciada pelo Mina, Michel brecou o lance e de pé trocado bateu rasteira pra área, pro Dudu só desviar e deslocar o goleiro do Vitória: 4×1.

Borja entrou no lugar do Dudu e ainda teve uma chance de fazer, mas a bola foi caprichosamente pra fora.

Já bem perto do fim, Egídio aceitou um chapéu vexatório do jogador do Vitória, que no 1×2, fez o segundo dos baianos.

Fim de jogo, um 4×2 em que o Palmeiras mostrou toda a qualidade do seu ataque e toda a dificuldade da sua defesa. Tomar 2 do Vitória é preocupante.

Quarta-feira o compromisso é no Rio de Janeiro contra o Flamengo, e o Palmeiras terá a oportunidade de mostrar pra torcida se o Brasileiro ainda é sonho ou se já podemos começar a priorizar Copa do Brasil e Libertadores. O Maluco aposta na primeira opção.

Em tempo, hoje fui pela primeira vez no setor família com a patroa e os meus moleques, uma grata surpresa a organização, as atividades pra criançada, na medida certa – afinal, a principal atração tem que ser o jogo, e não os brinquedos – foi muito bom ver o Palmeiras voltando a investir no seu pequeno torcedor. Parabéns, diretoria, aprovada tanto a iniciativa como a execução!

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 0x2 SCCP – BR17

Uma noite desgraçada é o que pode se resumir o que foi o jogo de hoje.

Difícil – ou seria fácil – apontar o dedo para os culpados. Pela coletiva do Cuca, ele mesmo se culpou, disse com franqueza o que o Palmeiras já sabe: não temos um padrão definido de jogo, como tínhamos no ano passado.

Some-se a isso a perda de peças importantes deste elenco, em razão de contusões (Jean e Moises, do time titular de 2016, só pra citar 2), sem falar nos que saíram sem uma reposição à altura.  

O resultado disso se vê em campo – um time que começou até que bem postado, mas logo no segundo contra-ataque, que foi iniciado pela esquerda da nossa defesa e terminou do outro lado, demos pros Lixos tudo o que eles esperavam: uma bola – e foi o penalti cometido pelo Bruno Henrique. Penalti burro. Era óbvio que o BH não ia chegar na bola.

Ainda assim, depois do 0x1 o Palmeiras continuou com o domínio de todas as ações do jogo. Mas o pouco que se criava se resumia a cruzamentos na área que, à falta de um 9 de ofício (já que o Cuca insiste em improvisar o William lá), não davam em nada.

Voltamos pro segundo tempo sem o Bruno Henrique machucado e com o Borja. Mas aí o Cuca errou. Tirou o Tche Tche da direita e o colocou no meio, transformou o Roger Guedes em lateral direito e o que estava até que de certa forma funcionando (as melhores jogadas do 1T foram pela direita com Gudes, Tche Tche, Guerra e BH fazendo as triangulações) virou um caos, e o Palmeiras que se viu em campo lembrou bem aquele da reta final do BR14.

Uma lástima. Mina virou centro avante. Guedes e Tche Tche batiam cabeça na direita e até por isso tomamos o 2o gol, o que era óbvio, com o zagueiro no ataque, o atacante de LD e o LD de volante, só podia acontecer isso mesmo. E ainda, com o goleiro em má-fase, a bola passa por baixo da mão e entra mesmo.

Essa bagunça toda era tudo o que o Gambá queria. Deram 2 chutes no gol, sendo que um foi de penalti. E foi 2×0. Daí foi aquela patifaria de sempre, tudo sob o olhar sempre conivente deste péssimo apitador chamado Leandro Vuaden, não sei como o Palmeiras ainda admite esse cara apitando jogo nosso… 

Se o Borja tivesse jogado no primeiro tempo, talvez não tivesse sido tão lastimável como foi no segundo. Talvez fosse a mesma merda. Só saberemos quando finalmente o treinador deixar o 9 jogar de 9, o 2 de 2 e assim por diante.

Que não está fácil achar o time ideal, Cuca, nós já percebemos. Agora como criticar um jogador como Tche Tche que, numa única partida exerce 3, 4 funções diferentes? Com um Dudu que joga ora pela esquerda, ora pelo meio? Como exigir padrão tático de um atacante como o Roger Guedes atuando na lateral direita? Fica difícil, né DT??

Uma coisa é certa: esse BR já foi muito possivelmente pro saco, o objetivo aqui tem que ser tentar uma vaga na Libertadores 18, isso se a vaga não vier no único objetivo que ainda nos resta sonhar.

Mas sejamos bastante realistas, o Palmeiras tem pouco mais de 15 dias pra começar a jogar de forma organizada e com um padrão técnico definido. É muito pouco tempo pra tanto problema em campo.

Vamos seguir acreditando numa reação, mas que ela parece cada vez mais improvável, não se pode negar…

AVANTI PALESTRA!

Cruzeiro 3×1 Palmeiras – BR17

Que lixo de semana. 

Tão pavorosa quanto a quantidade absurda de calças roxas na rua em dia de jogo no Allianz Parque. É tão zica quanto andar com pé de coelho, trevo de 4 folhas, ferradura etc.

Depois do 2Tempo horroroso em Guayaquil se esperava um pouco mais. 

E o Palmeiras até que começou bem a partida. Com mais volume, levando mais perigo. 

Até que numa bola quase morta, sempre pela direita do Maike, aquele morfético que eu não falo o nome contou com mais uma falha de posicionamento do Prass pra abrir o placar pras Marias. 

O que já estava ruim – e a essa altura já contávamos com 2 penaltis não marcados pelo sempre péssimo Pericles Bassols – ficou ainda pior quando um chute despretensioso desviou pra mostrar que o Prass, além de mal, também está com um puta dum azar. 2×0. 

Voltamos pro segundo tempo como sempre voltamos quando o Palmeiras está perdendo com o Maike de titular: sem o Maike. Keno entrou e Tche Tche foi fazer a lateral direita. 

Foi em jogada dele com o Guedes que saiu o cruzamento para William descontar pro Palmeiras. 2×1. 

O Palmeiras seguiu pressionando, mas sempre sem qualidade, e quando tinha alguma o safado do juiz dava um jeito de empatar pro nosso lado.

No fim, bem no fim, Luan errou o bote, o atacante do Cruzeiro entrou sozinho, Prass fez uma defesa monstra, mas, quando a zica tá braba, a bola desviou no nosso zagueiro, sobrando livre pro Maria marcar. 3×1 mentiroso, mas ainda assim 3×1. 

Prass está em má fase. E com azar. Assim como o Palmeiras. Sobrando azar e faltando futebol. 

Endeuzaram demais o Cuca, essa turma que veste a calça vinho, como se fosse resolver todos os nossos problemas só pq o cara usa a calça da mesma cor que o treinador… mas ele não é milagreiro, se não tiver peças de qualidade à disposição não consegue resolver. Hoje jogamos mais um jogo sem 9, sem 10 (volta Moises, pelo amor de San Genaro), com o ZR inventado no meio, com um 2 improvisado (pq o contratado nao resolveu) e depois com um 6 improvisado (pq o contratado nao resolveu).

Enquanto isso fica esse mistério nos bastidores como se o Diego Souza fosse chegar e todos os problemas do Palmeiras fossem acabar. Não vão. 

Talvez quando o Borja jogar bola, quando o Moisés voltar, quando o Jailson entrar, quando o Cuca achar o time e esquema ideiais, sei lá…

Que até quarta-feira esse time renasça e se reinvente, que o Cuca se ilumine e defina a escalação certa pra atropelarmos o Gambá. Time pra isso nós temos, e não tem nada melhor que uma surra no velho freguês pra recolocar as coisas no rumo.

E ela virá!

AVANTI PALESTRA!

Carta Aberta ao Presidente da SEP

Estimado Signore Maurício Galiotti,

Sou um admirador da sua pessoa, desde os tempos do primeiro mandato do seu antecessor. Você que me recebeu e a mais alguns lá na Academia de Futebol pra falar dos planos daquela administração para o segundo mandato do então presidente.

Você que foi aclamado presidente da S. E. P., sem adversário no pleito pelo cargo maior do clube e que, logo nos primeiros dias de mandato, recebeu a mim e mais alguns para falar, sempre francamente, pelo futuro do nosso Verdão.

Você que trouxe de volta a gratuidade para crianças em alguns jogos – não em todos, é verdade – e recriou o setor família tão elogiado nos tempos do velho Palestra.

Você que oficializou o fim do lugar marcado no setor Gol Norte. 

Você que tanto está acertando, presidente, não pode deixar passar em branco e continuar avalizando esse inferno que o torcedor palmeirense é submetido a cada novo jogo na nossa casa.

Hoje, mais uma vez, o palmeirense foi feito de otário para comprar um mísero ingresso pela Internet, fato que já vem se tornando corriqueiro a cada novo jogo decisivo.

O ingresso mais barato, do Setor Gol Norte – desde que foram reservados 2 mil lugares para comercialização pela W Torre – se esgota em míseros 18 minutos, o que torna qualquer instabilidade uma penalidade fatal pra quem se mata pra manter o rating com 05 estrelas pra poder assistir o jogo ali.

A questão é que isso ocorre há meses e não há meio do Futebolcard corrigir o problema. Hoje, o pior de tudo foi um comunicado, quase duas horas depois, pelo Palmeiras, anunciando o que mais de 10 mil palmeirenses já sabiam:

A essa altura, Presidente, o caos já estava instalado na vida de milhares de palmeirenses que tentavam seguir com a normalidade de suas vidas ao mesmo tempo em que tinham que conviver com a hipótese de ficar de fora do jogo contra o maior rival.

Depois de 90 minutos que pareceram 90 dias, finalmente o ingresso foi comprado. Aí algum conformista pode dizer – mas então, do que se está reclamado?

Ora, presidente, eu consegui reservar o meu ingresso, graças a ajuda de um amigo, mas sei de muita gente que ficou sem.

Sei de amigos que estão desistindo do prazer de acompanhar o time no estádio porque não têm mais paciência com as incontáveis filas; fila pra comprar ingresso na Internet, fila pra trocar ingresso gratuito no Pacaembu (essa foi a campeã de todas), fila pra trocar ingresso de 1/2 entrada no Allianz, fila pra passar na barreira da PM/FutebolCard, fila bisonha e quilométrica pra entrar no Portão B do Estádio…

É como disse um palestra lá no twitter hoje de manhã: e eu que achei que a fila tinha acabado em 93…

Presidente, sei que o Signore não é dado a medidas populistas, mas já passou da hora de mandar o Futebolcard pra casa do chapéu, de bater o pé com a PM e SSP pra acabar o Palestra Under Siege, esse estado de sítio absurdo que só vale pro Palmeiras e pra mais nenhum clube paulista, uma vergonha e, sobretudo, uma discriminação tão odiosa e retrógrada que remonta aos idos de 1942…

Siga lembrando que você manda no Maior do Brasil, administra a paixão de 17 milhões, dentre os quais estão os 30, 35 mil que a cada nova partida do Verdão em sua casa têm o seu amor posto à prova por tantos desmandos, descasos, arbitrariedades nada isonômicas e também por tanta incompetência dos parceiros que ganham fortunas pra entregar um serviço de péssima qualidade.

Signore Galiotti, tá na hora de deixar o sangue italiano falar: SOMOS PALESTRA! O torcedor, eu lhe garanto, agradece.

 AVANTI PALESTRA!

%d blogueiros gostam disto: