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Palmeiras 1 (4)x(5) 0 Barcelona – Libertadores17

Difícil encontrar palavras pra expressar esse misto de raiva, decepção e, principalmente, vergonha.

Em menos de 30 dias jogamos fora a Copa do Brasil, a Libertadores e, no último domingo, abdicamos da já improvável disputa pelo bi-campeonato do Brasileirão.

Como explicar que um time inteiro poupado na última rodada do Brasileiro saía de campo todo arrebentado, com as lesões de Mina e de Dudu?

Assim como na Copa do Brasil, o preço de uma primeira partida muito mal disputada foi cobrado no jogo da volta.

Aquele Palmeiras covarde do jogo em Guayaquil mereceu perder de 1×0 com aquele gol moribundo já nos minutos finais de jogo. Mereceu porque abriu mão de jogar futebol como exige a nossa camisa, pra cima, seja de quem for, onde for.

E hoje, achei que o Cuca errou mais uma vez em cismar de colocar o Dudu no meio de campo, onde ele não consegue render nem a metade do que joga quando está aberto pelas pontas.

Ah o Moises e o Guerra não estavam 100%? Sem problemas, jogasse um cada tempo, e o Dudu aberto na ponta. Mas não, o Cuca sempre tem que inventar, sempre tem que ter alguém fora da sua posição de costume, senão não é o Cuca…

Com isso, além do péssimo jogo em Guayaquil, o primeiro tempo de hoje parecia que ainda estávamos no Equador, tamanha foi a inoperância do time, sequer chutamos no gol. Muito pouco pra quem precisava ganhar por dois gols de diferença.

Veio o intervalo, Cuca colocou o jogador certo mas mexeu errado: era o Keno e não o Roger Guedes que tinha que ter saído.

Poucos minutos do Moisés em campo, e do Dudu na ponta e já parecia outro jogo completamente diferente. Aquele golaço do Moisés foi o tempero que faltava pro time deslanchar, e nos dois lances seguintes fizemos um gol, anulado – parece que bem anulado, nem vou ver o lance – e ainda acertamos o travessão num chute do Keno.

E ai o mais surpreendente: aquele time 100% poupado no final de semana ra grande decisão morreu em campo. E quase levamos o empate. E não tivemos força pra chegar ao segundo gol. E fomos pra loteria dos penaltis. E veio o castigo.

Castigo de ter jogado pra não perder em Guayaquil, e mesmo assim perder. Castigo de ter jogado mais uma vez errado no primeiro tempo, de novo tirando nosso melhor atacante da frente pra fazê-lo jogar no meio. Castigo de abrir mão de tudo pela Libertadores e agora tchau Libertadores. Castigo pelo semestre sabático do treinador que na sua volta não consegue fazer um time repleto de bons nomes jogar bola. Castigo.

E muita gente achando que o problema do Palmeiras era o Felipe Melo, que o afastamento dele iria unir o grupo e blablablá. Agora durmamos com o barulho essa eliminação.

Que amanhã nesse cenário de terra arrasada ressurja o alviverde imponente, e não essa piada de mau gosto que virou o time campeão brasileiro do ano passado.  

AVANTI PALESTRA!

Jorge Wilstermann 3×2 Palmeiras – Libertadores17

Então bora trabalhar mais e falar menos, EB, porque bola esse time tem – e muita – pra jogar. É só escalar bem, substituir bem e dar padrão – ou pelo menos manter aquele que nos rendeu o título de campeão brasileiro de 2016 – que chegaremos a todos os nossos objetivos.

Assim fechei o post após a vitória épica da quarta-feira passada. Mas foi em vão. Com mais uma atuação trágica da zaga – VH e Jean em especial – e bem abaixo da crítica dos demais setores, o Palmeiras conheceu sua primeira derrota na Libertadores.

O que parecia um bom começo de jogo logo foi sumindo e, de novo, o Palmeiras ofereceu seu ponto fraco pro adversário – a bola parada. Assim como já havia ocorrido com o Penarol em casa, demos as faltas na boca da área pro adversário, até o primeiro gol sair, depois de uma falha vergonhosa de Vitor Hugo no tempo da bola.

Nem deu tempo do Palmeiras assimilar o golpe e, num lance em que o time inteiro assistiu o volante dos caras desarmar o Guerra, atrás do meio de campo, e caminhar tranquilo por toda a nossa intermediária, até acertar um improvável chute de fora da área, já víamos mais uma vez se desenhando a história da semana passada…

Ainda achamos, nos descontos, um gol que parecia dar esperança.

Mas só pareceu mesmo. As alterações no intervalo não deram certo, principalmente a retirada do TS, aos 18 do 2T, pra colocar o Keno. Enquanto nosso meio batia cabeça tentando adequar a falta da referência defensiva de um primeiro volante, em mais um lance bizarro da zaga, dessa vez com Jean, Prass fez um penalti ainda mais bizarro, e o que era chance de conseguir o placar virou vinagre.

O JW ainda fez um gol contra pra nos ajudar, mas mesmo assim não bastou. No fim, 3×2 justo pros donos da casa, e a combinação dos resultados tira o Palmeiras da zona de conforto, apesar de ainda ser o líder do Grupo.

Ainda falta 1 ponto pra classificar e vamos jogar a última rodada em casa, só dependendo de nós mesmos. Qualquer conta agora é só pra passar vergonha.

Com 10 gols marcados em 5 jogos, o ataque segue bem positivo, apesar da quantidade absurda de gols no sufoco. Mas com 8 gols sofridos no mesmo período, fica claro que existe um déficit técnico razoável no sistema defensivo.

Aí o treinador que tinha subido nas tamancas – com razão – na coletiva da semana passada no Uruguai, hoje se dá ao direito de dizer que a culpa do mau resultado era do gramado. Verdade: a culpa é da grama não ser mágica pra fazer um time tão sem recursos técnicos – principalmente na defesa – apresente um bom futebol.

Não fode, Baptista…

AVANTI PALESTRA!

 

 

 

Palmeiras 3 x 2 Peñarol – Libertadores17

Que prêmio. Que justiça. E que bosta de arbitragem, mais uma.

É incrível como argentinos, uruguaios e cia. podem fazer o que bem quiserem em campo num jogo de Libertadores. Um morfético desses jamais deveria pisar num campo de futebol novamente depois de permitir tanta patifaria numa mesma partida de futebol.

E o Palmeiras tem que aprender a ser malandro e não se deixar cair na pilha dos adversários. Foi assim com o JW e dessa vez de novo com o Peñarol. Quem não tem bola pra nos enfrentar vai tentar levar no psicológico.

E o primeiro tempo foi bem isso. Com 3 chutes a gol, e nenhuma defesa do goleiro adversário, o Palmeiras ofereceu ao Peñarol tudo o que ele queria: faltas na intermediária e escanteios.

Até que numa falha do Dracena no tempo da bola, um dos uruguaios acertou uma cabeçada indefensável. 0x1 e assim ficou até o intervalo.

Voltamos pro jogo sem mudanças de jogadores, mas com uma mudança absoluta de atitude. Com 1 minuto já tínhamos perdido um gol na cara, aos 2 William empatou depois de um cruzamento do Fabiano, e aos 6, depois de um lateral batido pelo Fabiano e desviado pelo Borja, Guerra num jogo de corpo entrou sozinho na área e só rolou pro Dudu virar a partida. Seis minutos foram o bastante pra desenhar um massacre e o Allianz correspondia pulsando num uníssono Lelelele lelele ooooo, o Palmeiras é o time a virada…

Mais uns tantos e pênalti no Dudu que era pra ter selado a partida, mas o Borja isolou a bola na cobrança…

O volume do Palmeiras naturalmente diminuiu, em especial aos 24, quando Eduardo sacou o Borja e o Felipe Melo, até então um dos melhores em campo, pra colocar Michel e Thiago Santos. Flertou com o erro…

E aos 32 veio o castigo, em mais uma bola parada, aparentemente a única jogada boa do Peñarol, o Prass ainda conseguiu defender a cabeçada mas deu rebote pro uruguaio só arrematar. 2×2 injusto.

Logo na sequência, Tche Tche roubou uma bola na intermediária, deixou pro Guerra enfiar certeiro pro William, que driblou o goleiro e, só ele e o gol, arrebentou o travessão.

Ainda teve um lance incrível do Tche Tche que da forma mais bizarra possível não entrou.

Mas o time que queria vencer afinal venceria. Depois de muita baixaria por parte dos uruguaios, e uma expulsão da mais safada do Dudu, foi aos 54, sim, 54, com um a menos, que Fabiano acertou a cabeçada vitoriosa numa cobrança de escanteio perfeita do Michel Bastos. A bola ainda bateria na trave antes de decretar os 3 pontos do Palmeiras e uma piroca pros uruguaios.

Nada mais justo, afinal, só um time quis vencer, o outro quis foder o andamento do jogo a todo custo. No final, quem se fodeu foram eles. Delícia…

E o tão cobrado Fabiano foi o herói da partida, fez o seu e participou diretamente dos outros dois, quem sabe agora não dão uma folga pra ele…

7 pontos em 9, 2 vitórias em casa e 1 empate fora, o Palmeiras segue à risca a cartilha pra chegar longe na Libertadores. Só falta um pouco menos de inocência, mas pela forma como os resultados estão vindo, não tá difícil de conseguir. Pra cima Palmeiras, agora vamos ganhar lá no Uruguai.

AVANTI PALESTRA!   

 

 

 

 

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