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Jorge Wilstermann 3×2 Palmeiras – Libertadores17

Então bora trabalhar mais e falar menos, EB, porque bola esse time tem – e muita – pra jogar. É só escalar bem, substituir bem e dar padrão – ou pelo menos manter aquele que nos rendeu o título de campeão brasileiro de 2016 – que chegaremos a todos os nossos objetivos.

Assim fechei o post após a vitória épica da quarta-feira passada. Mas foi em vão. Com mais uma atuação trágica da zaga – VH e Jean em especial – e bem abaixo da crítica dos demais setores, o Palmeiras conheceu sua primeira derrota na Libertadores.

O que parecia um bom começo de jogo logo foi sumindo e, de novo, o Palmeiras ofereceu seu ponto fraco pro adversário – a bola parada. Assim como já havia ocorrido com o Penarol em casa, demos as faltas na boca da área pro adversário, até o primeiro gol sair, depois de uma falha vergonhosa de Vitor Hugo no tempo da bola.

Nem deu tempo do Palmeiras assimilar o golpe e, num lance em que o time inteiro assistiu o volante dos caras desarmar o Guerra, atrás do meio de campo, e caminhar tranquilo por toda a nossa intermediária, até acertar um improvável chute de fora da área, já víamos mais uma vez se desenhando a história da semana passada…

Ainda achamos, nos descontos, um gol que parecia dar esperança.

Mas só pareceu mesmo. As alterações no intervalo não deram certo, principalmente a retirada do TS, aos 18 do 2T, pra colocar o Keno. Enquanto nosso meio batia cabeça tentando adequar a falta da referência defensiva de um primeiro volante, em mais um lance bizarro da zaga, dessa vez com Jean, Prass fez um penalti ainda mais bizarro, e o que era chance de conseguir o placar virou vinagre.

O JW ainda fez um gol contra pra nos ajudar, mas mesmo assim não bastou. No fim, 3×2 justo pros donos da casa, e a combinação dos resultados tira o Palmeiras da zona de conforto, apesar de ainda ser o líder do Grupo.

Ainda falta 1 ponto pra classificar e vamos jogar a última rodada em casa, só dependendo de nós mesmos. Qualquer conta agora é só pra passar vergonha.

Com 10 gols marcados em 5 jogos, o ataque segue bem positivo, apesar da quantidade absurda de gols no sufoco. Mas com 8 gols sofridos no mesmo período, fica claro que existe um déficit técnico razoável no sistema defensivo.

Aí o treinador que tinha subido nas tamancas – com razão – na coletiva da semana passada no Uruguai, hoje se dá ao direito de dizer que a culpa do mau resultado era do gramado. Verdade: a culpa é da grama não ser mágica pra fazer um time tão sem recursos técnicos – principalmente na defesa – apresente um bom futebol.

Não fode, Baptista…

AVANTI PALESTRA!

 

 

 

Palmeiras 1×0 Jorge Wilstermann – Liberta17

Sem condições emocionais pra analisar muito o que foi esse jogo.

Puta que pariu…

Que sufoco, no último lance, na última bola.

Depois de passar 90+ minutos só vendo a patifaria de um time vagabundo que desde o primeiro minuto só fez não jogar bola.

Com a conivência incondicional do safado que apitava o jogo.

Aí realmente as coisas complicam. O esquema de jogo acaba tendo que ser deixado de lado e entra a raça no lugar.

Eduardo até tentou manter a ordem. No primeiro tempo, com o time bem organizado, as melhores chances foram criadas pela direita, com Michel e Guerra; uma sobrou pro Borja dominar e bater, e a outra pra ele cabecear na pequena área, mas a bola não tava muito a fim de entrar.

No intervalo, Eduardo manteve o time mas inverteu o Guerra com o Tchê Tchê, pra ver se o primeiro colava no Dudu pro jogo fluir também pela esquerda, e se o segundo entrava na partida.

Não funcionou. Logo menos já estávamos de novo com o Felipe Melo – um dos melhores – puxando a saída de bola, o que apesar de não ser o ideal, até que hora ou outra funcionava, como em ótima enfiada por cima pro Guerra, sozinho, desperdiçar tentando dar um improvável chapéu no goleiro.

Até fizemos dois gols, um com MIna e outro com Borja (já com a jogada parada), mas em ambos foi marcado impedimento – o primeiro bem discutível, o segundo não vi ainda o lance.

O tempo ia passando, a catimba aumentando, o juiz irritando e o Eduardo começou a mexer. Tirou o Michel e colocou o Keno, tirou o Guerra e colocou o Roger e por último o Tchê Tchê pra entrar o William.

O 4-1-4-1 logo virou um 4-2-4 sem nenhuma lógica e 100% coração.

Nos últimos 10 minutos de tempo regulamentar os bolivianos pararam o jogo pelo menos 5 vezes. Retardaram tudo que puderam, cobrança de lateral, tiro de meta, reposição de bola, atendimentos em campo, substituições. Ah e quando dava, sentavam a bota… Uma várzea, sempre com a conivência do bastardo de amarelo.

Que pelo menos teve vergonha na cara e deu 6 minutos de acréscimo.

E foi aos 50, quando muita gente já achava impossível (mas não lembro de ter visto um palmeirense levantando pra sair mais cedo, pelo menos ali no Gol Norte), num lance que passou quase no pé do time inteiro (Dudu, Keno, Dudu, Borja, Keno, Felipe Melo, Keno e Roger Guedes) até o cruzamento rasteiro sobrar pro Mina, rigorosamente na mesma linha da bola, só empurrar pro barbante.

O Allianz veio abaixo num urro de alívio de 38.420 vozes. Coisa linda.

Vitória da raça, da vontade de ganhar, contra um time que só sabe jogar na altitude de Cochabamba, e que em condições normais só sabe fazer patifaria em campo. Se foderam.

Quando não der na técnica que nos sobra, que dê na superação, na porrada, o que vale, sempre, são os 3 pontos. Deixa a tática pros programas de tv, o que importa é a porra da vitória, seja como for…

Liberta agora só no dia 12/04, contra o Peñarol, em casa, e depois dia 26 já no returno, contra o mesmo adversário em Montevidéu.

Enquanto isso, domingo vamos descer a serra contra aquele time morfético que só sabe abrir as pernas pro Gambá e ser vice do Verdão… Tá na hora de ganhar de novo naquela pocilga!

Pra cima das sardinhas!

AVANTI PALESTRA!

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