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Fala, Maluco! Rogério Zagallo

O Maluco pelo Palmeiras tem a imensa honra de entrevistar Rogério Zagallo, o palmeirense e cineasta que dirigiu e produziu o filme Primeiro Tempo, que conta a história do Palestra Itália desde sua inauguração até o último jogo oficial antes da reforma que o transformará na Arena Palestra.

Zagallo dirigiu também o curta-metragem Juventus Rumo a Tóquio, filme que documentou a épica classificação do Juventus para a Copa do Brasil 2008, da qual eu participei (da classificação, não do documentário), na qualidade de hooligan juventino.

Resolvi mandar um e-mail para o Zagallo depois da última quinta-feira, quando fomos assistir Primeiro Tempo lá no Museu do Futebol (pra quem não viu o post, clique aqui).Além de parabenizar o trabalho primoroso, convidei o Zagallo pra uma entrevista e ele muito gentilmente aceitou participar do Fala, Maluco!

Nos e-mails que formaram a entrevista, uma frase do Zagallo talvez explique o porque vi boa parte do auditório do Museu do Futebol terminar o Primeiro Tempo com os olhos cheios de lágrimas: Sempre monto os filmes pensando numa fala do João Moreira Salles que diz que “o documentário é uma não explicação, é uma experiência sobre o mundo”, contar a história não seria o problema mas o mais difícil é sempre passar a experiência. Quando falamos de futebol isso é praticamente impossível, o jogo ao vivo sempre será mais emocionante, se estamos conseguindo levar um pouco desta experiência para o filme está ótimo.

Com vocês, parmeras, Rogério Zagallo, mais um Maluco pelo Palmeiras:

Zagallo com Evair, em exibição de Primeiro Tempo

Maluquinho – Como e quando surgiu a idéia de fazer o projeto Palestra Italia.doc?

Zagallo – Existia uma vontade antiga minha e de alguns amigos de faculdade de fazer um documentário sobre o Palmeiras. Mas sempre achei o tema muito amplo, uma história muito grande, faltava algo mais definido para fechar o tema principal do documentário. Aí, com a aprovação do projeto da Arena e posteriormente com a aproximação da despedida do estádio, surgiu a idéia. Documentar como era assistir um jogo no Palestra Italia, pra ficar mais dramático, o jogo seria o último jogo oficial. Não adiantava filmarmos um jogo amistoso, não seria a mesma coisa, queríamos documentar para os futuros palmeirenses como era um dia de jogo valendo no nosso querido estádio antes da transformação em Arena.

M – Você também dirigiu o excelente documentário Juventus rumo à Tóquio, sobre a épica classificação do Juventus da Móoca para a Copa do Brasil 2008. Qual o grande desafio de documentar a torcida numa partida de futebol?

ZO filme do Juventus é um projeto totalmente oposto ao do Primeiro Tempo, lá estávamos gravando algumas cenas de pesquisa para um futuro projeto quando um jogo surreal acontece. Naquele caso, não aconteceu direção, quem dirigiu nossos olhares foram a própria torcida e o roteiro fantástico do jogo. No caso do Primeiro Tempo é o oposto, o filme estava na cabeça, a ideia era simples, porém bem mais trabalhosa de ser documentada. O roteiro sempre esteve definido, filmar o Palestra Italia num dia de jogo do nascer-do-sol até o apagar dos refletores. Portanto, o desafio era muito mais de produção do que de direção. Como vou muito ao jogo, eu e a maioria dos cinegrafistas (também assíduos frequentadores do Palestra Italia) já sabíamos o que queriamos documentar. O fato do jogo ser à noite também ajudou, assim pudemos filmar vários momentos do dia e um fim de tarde espetacular. E como todo documentarista também precisa de sorte, 4×2 no placar foi a cereja do bolo. Se vocês lembrarem do momento que o time passava naquele época, o resultado foi bem excepcional, parecia que os jogadores sabiam que tinham que se despedir de forma honrosa do velho Palestra.

M – Apesar dos vários depoimentos de celebridades palestrinas em Primeiro Tempo, a platéia se emocionou muito com o depoimento da torcedora gaúcha que foi ao Palestra Italia pela primeira vez justamente no dia da última partida oficial no Estádio. Sem querer saber dos segredos da produção, foi difícil achar no meio de tanta gente um estreante no estádio, ou foi um lance de sorte?

ZSabíamos que existiria muita gente indo ao estádio para se despedir, portanto colocamos uma equipe nos arredores procurando estas histórias e filmando estes depoimentos.

Mas o depoimento da gaúcha Rosemeri é um achado excepcional, facilmente poderíamos não ter cruzado com ela naquele dia, mas felizmente isso aconteceu. Eu só assisti o depoimento dela na ilha de edição, naquele momento eu estava dentro do estádio fazendo algumas outras entrevistas para o filme. Mas imediatamente na sequência do dia o pessoal da equipe começou a falar dela, todos sabiam que tínhamos documentado uma história de amor ao Palmeiras e ao estádio muito única.

M – O que o palmeirense pode esperar do Segundo Tempo, que contará a história da transformação do Palestra na nova Arena?

ZAs filmagens já começaram, as tristes cenas de demolição são difíceis de serem vistas por nós palmeirenses, mas quando terminado o filme Segundo Tempo terá um efeito diferente do Primeiro.

Ele mostrará uma transformação já ocorrida e o início de um futuro promissor, a nostalgia existirá pelas histórias e imagens do passado mas a sensação de vazio, de falta de casa, que existe agora no torcedor palmeirense será substituída pela euforia dos jogos na nova Arena. E espero que com as cadeiras removíveis atrás dos gols, com a arquibancada possibilitando nós torcedores que gostamos de ver o jogo torcendo de pé. Esse detalhe eu considero fundamental para o sucesso da nova Arena.

M – O Palmeiras e a W. Torre estão apoiando a segunda fase do documentário?

Z – O Palmeiras e a WTorre estão apoiando o projeto autorizando as filmagens desta nova etapa.

M – Qual sua primeira memória de um jogo do Palmeiras que você viu num estádio de Futebol?

ZFoi um Palmeiras x Ponte Preta no Pacaembú, infelizmente não lembro do placar mas sim que teve uma grande correria por causa de briga na saída do estádio.

Na realidade, começo a frequentar o Palestra Italia só mais velho nos tempos da faculdade, já que minha família só tinha eu de palmeirense e morava na Zona Sul.

Depois quando casei escolhi um lugar muito especial para morar, a Vila Pompéia. Perder jogo no Palestra Itália ficou difícil.

M – Pra terminar, gostaria de mandar algum recado ao torcedor do Verdão?

ZParabéns por terem feito parte desse Primeiro Tempo da história do Palmeiras e vamos para o Segundo Tempo que ele está apenas começando.

AVANTI PALESTRA! 

Fala, Maluco! Kristian Bengtson, do Anything Palmeiras

No dia em que tomei coragem e resolvi iniciar um blog sobre o Palmeiras, passei a participar de um universo até então pouco conhecido, a chamada Midía Palestrina.

O projeto inicialmente desenvolvido pelo @periquitoverde, que em conjunto como @parmerista administram o Verdazzo!, visa concentrar e catalogar todos os sites e blogs palestrinos num único ambiente, permitindo que o torcedor do Palmeiras busque com maior facilidade os veiculos de comunicação destinados a informar a nação palmeirense sem o viés gambá da mídia convencional.

Foi lá e, também no twitter, que eu conheci o Anything Palmeiras,  o único blog da mídia palestrina totalmente em inglês:

Se a idéia já é fantástica por si só, eis que ao começar a ler o site se descobre que seu administrador, o Kristian, é um sueco de nascimento que veio para o Brasil há pouco mais de 10 anos, para se apaixonar pelo Palmeiras, como ele mesmo conta, no primeiro Fala, Maluco! de 2011:

“Saí da minha terra natal Suécia, chegando em Brasília no dia 31 de agosto de 1998 para fazer um estágio de seis meses. Neste meu primeiro dia no país, encontrei a mulher que, menos que dois anos mais tarde, se tornaria minha esposa. Também a paixão pelo Palmeiras veio logo de cara, assistindo os jogos pela televisão. Marcos, Alex, Zinho, Galeano, Júnior, Paulo Nunes, Roque Júnior, Oséas… Não tinha como não se encantar. A ligação foi feita e se tornou eterna. A primeira camisa do Verdão foi um presente da futura esposa; carioca da gema e vascaina de sangue e alma.

Por muito tempo eu era “só” um torcedor, sem mais sem menos. A mudança iniciou-se a partir da descoberta do blog do parmerista Conrado Cacace. Nos textos dele encontrei paixão, mas também muita razão. Fui cada vez mais tomando conhecimento dos bastidores do clube, das frações políticas, as peculiaridades administrativas, a necessidade por mudanças. O mundo da “mídia palestrina” se abriu para mim e, ao mesmo tempo, abriu meus olhos. Tornei-me sócio, do interior.
Em certo momento, a vontade de contribuir para a grandeza da S.E. Palmeiras se juntou à percepção de que, de fato, não havia nenhuma fonte trazendo informações sobre o clube para um público internacional. A idéia foi madurecendo e em junho de 2010 – aproveitando um repouso forçado de duas semanas por motivo de cirurgia – nasceu o Anything Palmeiras: ao meu conhecimento o único blog ou página na internet a trazer informações atualizadas sobre o Palmeiras em inglês.

Os números podem não ser tão expressivos (ainda): estamos chegando na casa dos 10.000 acessos em pouco menos de seis meses de atividade. Por outro lado, foram registradas visitas de mais de 75 países e centenas de comentários foram postados. Pois aí está o meu combustível. A satisfação de contribuir, embora de maneira modesta, é plena.

 Espero encontrar muitos de vocês em 2011 no http://anythingpalmeiras.wordpress.com.”
 
O Kristian nos mandou duas fotos dele representando o Palmeiras, uma aqui em São Paulo e outra no Taj Mahal (!):
 O Palmeiras desperta um sentimento nas pessoas que é díficl de mensurar ou mesmo explicar. Para quem torce pelo Palestra, seja desde o berço ou a partir da mais genuína identificação ao se iniciar a vida num novo país e numa nova cultura, não há como não se tornar um apaixonado incorrigível pelo Palestra.
O Kristian é exemplo disso. Nunca ouvi uma história como a dele antes. O Kristian talvez nem soubesse muito à respeito do Palmeiras quando aqui chegou, mas bastou um jogo na TV pra que despertasse nele todo o fanatismo que nós carregamos na alma, a ponto de iniciar um projeto pioneiro de divulgação em inglês das notícias do Verdão para o mundo afora.
O Kristian é, também, uma prova de que a pessoa não escolhe torcer pelo Palmeiras. É o Palmeiras que escolhe o seu torcedor. Afinal, torcer pelo Palmeiras é uma responsa que não é pra qualquer um… Mas nós, que somos palmeirenses, sabemos o nosso papel e não deixamos o Verdão na mão, seja na arquibancada, na Internet, na Suécia ou em qualquer lugar do Mundo.
Por isso que os outros, dá até pena: quem não é palmeirense MORRE DE INVEJA!
É isso aí palestrinos, este foi o primeiro Fala, Maluco! do ano. Acompanhem o Anything Palmeiras e divulguem também. Somos 18 milhões espalhados pelo Mundo e o Anything Palmeiras ajuda pioneiramente a tornar o nome do nosso Verdão ainda mais universal.
E sigo aqui aguardando novos interessados em fazer o Fala, Maluco!  É só entrar em contato!
AVANTI PALESTRA!

Fala, Maluco! Rubens Bambini Jr.

Alguns de vocês conhecem o Rubão, meu tio. No ano passado estivemos juntos no Palestra Itália para assistir alguns jogos da campanha do Palmeiras no Brasileiro 2009. E ele entrou no ritmo da molecada, latinha na mão na Turiassu x Caraibas, na arquibancada atrás do gol, ao lado da Mancha Verde, ali onde o bicho pega!

O Rubão é meu tio, então sou suspeito pra falar, mas como já contei por aqui, essa maluquice toda pelo Palmeiras é devida a ele e ao meu avô, o Lauro. Já disse antes que nasci numa familia de Gambás, mas graças a esses dois, não teve um minuto sequer da minha vida que eu tenha sofrido a ameaça de torcer pro time da Marginal s/n. Camisa do Verdão na porta do quarto na maternidade, desde o dia 19 de julho de 1978. É nóis!

Foi com o Rubinho que gritei pela primeira vez “É Campeão!”. 12 de junho, 1993, vocês todos lembram a data. Não pudemos ir ao jogo, mas assistimos juntos. A tensão foi tamanha que só deu alívio quando o Evair foi bater o penalti e fechar o caixão da Gambazada de uma vez por todas. Ele olhou pra mim e disse: “Daniel, agora pode começar a gritar pela janela!” A comemoração teve direito a invasão do Palmeiras, das arquibancadas do Palestra e do salão de festas da SEP, em ritmo de carnaval!

O Rubão é tão fanático pelo Palmeiras que, ao deixar um cargo de diretoria numa empresa para seguir carreira solo, foi homenageado pelos seus funcionários com um jantar surpresa, adivinhem aonde? Na L’Osteria Palestra Itália, com direito a visita à Sala de Troféus com um certo César Maluco de guia. As fotos a seguir são desse dia:

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Atualmente o Rubão reside em Copacabana mas, não tenham dúvida, não tem um carioca nessa terra que não saiba que ele é Palestra!

A mim só resta um sincero muito obrigado ao Rubão, por ter feito de mim o seu reflexo como um palmeirense de verdade, do jeito que tem que ser, fanático, apaixonado e representando o verde sempre e onde quer que seja. Valeu!

AVANTI PALESTRA!

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