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Vergonha Sem Fim

Leiam a Súmula do jogo do último sábado, que relatou que “nada houve de anormal” durante a partida.

Leiam a entrevista de Aristeu Tavares, responsável pela comissão de arbitragem.

Leiam, agora, a entrevista de Barcos, na qual ele revela que o delegado da partida, Gérson Baluta, se vangloriava de ter prejudicado o Palmeiras.

Pois bem, vamos aos fatos. Em detalhes.

R2 – Gremio x Palmeiras: Penalti absurdo não marcado em Henrique. 1 ponto perdido.

R3 – Sport x Palmeiras: gol mal anulado do Palmeiras, 1 ponto perdido.

R5 – Palmeiras x Vasco: penalti não marcado para o Palmeiras, 2 pontos perdidos.

R13 – Cruzeiro X Palmeiras: 2 gols do Cruzeiro irregulares, 3 pontos perdidos.

R17 – Palmeiras x Flamengo: gol do Palmeiras em impedimento, 2 pontos ganhos.

R18 – A/GO x Palmeiras: penalti não marcado, 1 ponto perdido.

Esses dados são os considerados pelo Placar Real, que não computou o assalto contra o Bahia, em que tivemos 1 penalti não marcado e 1 penalti que não aconteceu pro Bahia (+3 pontos pro Palmeiras e – 3 pontos pro Bahia), a expulsão vexatória do Luan no jogo ontra os Gambás, o jogo contra o Inter, entre outras. Há, ainda, outros jogos em que o Palmeiras foi favorecido pelo arbitragem, mas como não houve interferência no resultado do jogo, também não estão sendo computados aqui.

Considerando apenas os lances que foram identificados pelo, até onde se sabe, isento, Placar Real, o Palmeiras estaria hoje em 13.o lugar, com 38 pontos.

Ao se admitir que o placar do jogo contra o Inter tenha influência direta e imediata das imagens de televisão, por uma questão de equidade, muito antes de pedir a anulação daquele jogo, o Palmeiras teria direito que os pontos perdidos para Grêmio, Sport, Vasco, Cruzeiro e A/GO lhe fossem creditados depois de constatados os erros de arbitragem, correto?

Errado, senhores, porque o futebol é comandado por gente do naipe de Aristeu Tavares, pra quem um dos times mais prejudicados de todo o campeonato estaria, “agora”, tentando, talvez por desespero, mudar o foco.

Curiosamente, a Súmula do jogo, elaborada pelo juiz cujo chefe é o senhor do parágrafo acima, que ficou interrompido por 6 minutos por conta do famigerado lance atesta que nada houve de anormal. Como pode um gol ser primeiro validado, e vários minutos depois invalidado, e nem uma linha de explicação sequer consta do relato do juiz?

A resposta fica óbvia quando se lê o relato do tom de deboche com que o delegado da CBF, um sujeito que deveria ser imparcial e neutro, se dirigiu a um integrante da comissão técnica do Palmeiras, o clube que mais títulos venceu no País…

Mas isso é assim desde que o mundo é mundo. “O mundo do futebol é imundo”, e vai continuar sendo assim sempre. Faz parte do contexto, e prevalece quem sabe dançar a música, ou quem sabe se esquivar dela.

O que salta aos olhos é que, tivesse a diretoria do Palmeiras, ao menos uma vez, se portado com o mesmo brio e amor ao clube que Alexandre Kalil que, ao menor sinal de prejuízo ao Atlético, virou um bicho selvagem, talvez não estivéssemos nessa situação. Talvez não tivéssemos perdido mais de uma dezena de pontos por erros ridículos – pra não dizer propositais – de arbitragem. Talvez não tivéssemos todo tipo de absurdo praticado contra o clube dentro de campo, na beira do campo, nas tribunas de julgamento, etc…  

Um clube do tamanho do Palmeiras, com um currículo invejável de conquistas e glórias, jamais poderia ter sido entregue às mãos de gente tão pouco afeita ao mundo da bola. Culpa não só de quem é eleito, mas de quem elege também.

Quem sabe já nesse próximo pleito presidencial, ainda que indireto, essa gente que tanto mal faz pra instituição seja posta em seu devido lugar e com isso volte o Palmeiras à sua posição de maior expoente do futebol nacional.

Só assim termina essa vergonha sem fim, não do Palmeiras, mas do que fazem do clube a cada novo dia.        

AVANTI RENOVAÇÃO! 

Torcida Mostra Sua Força. Já a Diretoria…

E a torcida do Palmeiras deu mais uma demonstração de sua grandeza na data de hoje.

O Shopping Eldorado foi invadido por mais de 6.000 palmeirenses que foram prestigiar o livro biográfico Nunca Foi Santo, escrito em parceria por Mauro Beting e o próprio Santo. A quantidade de livros vendidos só hoje, 3.000, é a maior já registrada num lançamento nacional, superando a marca anterior de um certo ignóbil goleiro cujo maior feito na carreira foi ter sido reserva do reserva do Santo em 2002.

O número, senhores, é emblemático. Corresponde, praticamente, à quantidade de torcedores que ainda resistem e se deslocam ao cafundó de Barueri a cada novo jogo. É quase o dobro do público pagante naquele mesmo estádio na Copa Sulamericana semana passada, contra o Botafogo.

A Procissão de São Marcos, ocorrida em 25 de janeiro último, por outro lado, foi responsável pela peregrinação de mais de 4.000 torcedores pelas ruas da Pompéia e Pacaembu, e reuniu mais de 25.000 palmeirenses num jogo amistoso sem qualquer importância senão por representar a primeira partida do time no ano da aposentadoria do maior ídolo da atualidade.

São provas de que o palmeirense não perde chances para prestigiar aquilo com o que mais se identifica: o amor de torcedor pelo clube, coisa que ninguém melhor que Marcos simboliza. Aposto que se o Marcos ainda estivesse jogando, Barueri teria um público bem melhor. E basta estar lá o Marcos que a torcida vai atrás onde ele estiver, até mesmo num shopping center em pleno dia útil no meio da tarde. É uma questão de reconhecimento, de identidade, de paixão.

Enquanto isso, a diretoria insiste em fazer de tudo para afastar o torcedor do time e desse amor maluco que o torcedor tem pelo Palmeiras. Jogos naquela pocilga de Barueri, preço cheio, programa de sócio torcedor mal lançado e sem atrativos justos (hoje o que se economiza na compra do ingresso certamente se gasta em dobro com pedágio, estacionamento e combustível pra ir até Barueri), lojas oficiais longe de serem lançadas – é o único time grande da Capital que ainda não as tem, enfim, esses são apenas alguns dos inúmeros atentados praticados contra o torcedor e que só prejudicam o próprio Palmeiras.

Isso sem falar no descaso absurdo com que o clube é tratado por árbitros, pela CBF, pela Globo, pelo STJD, sem que a diretoria tome providências enérgicas e exija o devido respeito que o maior campeão nacional fez por merecer.

Agora imaginem se o Palmeiras tivesse uma diretoria à altura de sua torcida? Imaginem se os jogos fossem marcados no Pacaembu porque é melhor pra torcida, ao invés de Barueri, que é mais barato pro clube (o que aliás é mentira, conforme confirmado pelo Barneschi, pelo Nespoli e por tantos outros)? Imaginem se uma parcela dos ingressos fosse vendida a R$ 15,00, pra que mais torcedores do Palmeiras pudessem ir aos jogos? Imaginem se o palmeirense pudesse economizar em pedágio, combustível e estacionamento, e aplicar esses valores na compra de produtos licenciados do clube? Imaginem se se o palmeirense pudesse contar com lojas oficiais espalhadas em diversos endereços da cidade, ao invés de ter apenas uma opção na Rua Turiassu?

Não é nada difícil de imaginar, mas é pouquíssimo provável que venha acontecer, ao menos enquanto permanecerem no comando do clube dirigentes mais preocupados em manterem-se no cargo do que em exercer o mandato. E a reeleição, que seria natural, caso o torcedor pudesse se sentir prestigiado pelo clube e pelas atitudes da diretoria, não seria mais um problema, mas uma mera consequência.

Com uma torcida tão dedicada, tão leal, tão empenhada em estar incondicionalmente ao lado da camisa e do time, chegaria a ser covardia com os adversários políticos se a atual diretoria se empenhasse o mínimo que fosse pra tornar a vida do torcedor mais fácil. Mas os que hoje estão no comando parecem não enxergar isso. E provavelmente nunca irão.

Afinal, porque outra razão mais de 6.000 torcedores se disporiam a ir a uma livraria e não a um jogo do Verdão? Parece incrível, mas é a realidade do Palmeiras hoje, livrarias cheias e estádios vazios. E está na mão de quem não faz a menor idéia do porque isso acontece para resolver.

E aí, COMOFAZ?

AVANTI PALESTRA! 

Ainda é cedo pra atirar a primeira pedra, mas…

Boa noite palestrinos primo campione mondiale, oINctacampeões brasileiros!

Ontem no TV Famiglia Palestra, programa do qual já tive a honra de participar (não canso de lembrá-los!), Roberto Frizzo foi o convidado e foi entrevistado pelo Tarso, Protti, Formigão e Baianão.

Quem perdeu o programa pode assistir a íntegra no seguinte link.

Lá pelas tantas (a partir dos 47 minutos do vídeo), o Formigão perguntou pro Frizzo o que ele achava da proposta de separar o clube social do time de futebol, entenda-se, manter incomunicáveis as receitas de um e de outro, fórmula que sabidamente resultou em sucesso em outros clubes, como por exemplo o Inter.

Frizzo não concordou, disse que não dava pra dividir o clube social do futebol porque a teta da vaca era a mesma. Em meio ao debate sobre o tema, Formigão insistiu e disse que os donos do Palmeiras são os 18 milhões de torcedores, razão pela qual a receita do futebol não poderia se comunicar com o clube social, para ouvir em resposta que os 18 milhões não são donos, porque eles não pagam pro clube. Os donos são os 15 mil sócios, que são os condôminos… eles que compraram o título, eles que pagam.

Eu quase caí do sofá. Quer dizer que você que é torcedor do clube mas não é sócio, que paga R$ 160,00 para usar uma camisa oficial do Palmeiras; que paga R$ 40,00 pra assistir em pé a um jogo de futebol, muitas vezes com jogadores que você não pararia pra ver jogando num desafio ao galo; que pega uma caravana e vai acompanhar o Palmeiras fora do Estado, viajando 20 horas de busão num final de semana; você que gasta setecentos paus por ano de pay-per-view, você NÃO IMPORTA!

Quem importa são os octagenários que frequentam as quadras de Bocha, porque eles pagam a mensalidade de R$ 50,00. Esses são os verdadeiros agregadores de valor à Sociedade Esportiva Palmeiras. É pra eles que devem ser dirigidas as mulambas campanhas de marketing…

O programa foi pro intervalo e o Formigão nem voltou, de tão puto que deve ter ficado. O Protti deu a oportunidade do Frizzo tentar consertar – sem muito sucesso – e a entrevista continuou, até que o Tarso perguntou se havia possibilidade de numa futura eleição direta os sócios-torcedores terem possibilidade de votar.

A resposta, imediata, foi acho que não, porque eles não são sócios do clubeNós não podemos deixar o destino do clube tão na mão de pessoas que não tiverem um mínimo de vivência dentro do clube.

Resumo da ópera: o Palmeiras não é dos 18 milhões de torcedores, que sustentam o clube e são a única razão de a SEP não ter virado o “Palmeiras de Desportos”, como diz o Milton Neves, nesses 11 anos sem conquistas expressivas e uma visita ao Purgatório da Série B. Mas, o Palmeiras também não é dos seus 15 mil sócios, que pagam a mensalidade do clube e sustentam as despesas sociais…

… o Palmeiras é dos 288 conselheiros que conhecem quem é quem, que acompanham o dia-a-dia do clube, esses sim são os verdadeiros donos do Palmeiras.

Essa é a esplêndida visão da nossa nova diretoria. Quero muito crer que isso não passou de um mal-entendido. Por favor, que assim seja!

É muito cedo pra criticar, pra condenar ao insucesso a nova diretoria. Até ontem, o discurso vinha sendo coerente e o episódio aqui narrado pode ter sido um simples equívoco. Mas o alerta tem que ser dado desde já. Se não for repelida a mentalidade retrógrada e, de certa forma, feudal que há muito assombra o Palmeiras, é melhor o palmeirense manter suas expectativas baixas e a corneta em mãos.

Se os exemplos de sucesso forem desprezados assim como o Diabo fugiria da Cruz, aí sim que o Diabo-boi vai ter que fugir mesmo da Cruz (de Savóia), da Mancha, da TUP, da Pork’s e dos outros 18 milhões de “insignificantes” torcedores do Palmeiras…

Que o espirito do Tirone pai se apresente e ajude que o Tirone filho tenha um pouco mais de visão do que pareceu não ter seu vice presidente de futebol, para promover as reformas estatutárias tão necessárias e, principalmente, que tenha  sabedoria de agregar ao departamento de futebol um gestor profissional e um diretor de marketing dos mais competentes.

Porque pelo andar da carroça…

AVANTI PALESTRA!

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