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Não falta competência. Falta é bom senso.

O Avanti tinha tudo pra ser o melhor programa de sócio torcedor do Brasil.

A começar pela torcida apaixonada, cúmplice do time mesmo nesses muitos anos de poucos resultados bons e de muita, mas muita coisa ruim. 

Some-se a isso o estádio mais moderno da América do Sul, e tem-se a fórmula perfeita pra um programa de sócio-torcedor de primeira linha. 

Bastava um pouco de competência e bom senso de quem administra. Aí é que está o problema. 

Porque quem administra os preços dos jogos do Palmeiras e do Avanti não tem o menor bom senso, pra cobrar o absurdo que vem sendo cobrado do torcedor. 

A última “novidade”, depois do “desajuste” no preço do sócio-torcedor – cada modalidade recebeu um percentual diferente de reajuste ao bel prazer do clube, de 30 a 57% – é agora a alteração no valor do dependente dos planos do Avanti.

O desconto para dependente de um plano ouro, por exemplo, que era de quase 50%, agora caiu pra nem10%. assim, quem pagava 69,90 pelo Avanti titular mais 40,00 pro dependente, num total de 109,90, agora paga 109,99 pra si mais 98,00 pro dependente, ou seja, 208,00. Um aumento de nada mais nada menos que 89%. 

Se for analisado o aumento só do valor do dependente, saiu de R$ 40,00 pra R$ 98,00, um aumento de 145 por cento. CENTO E QUARENTA E CINCO.

Uma pouca vergonha, que levou minha amiga Claudia, por exemplo, a ter que cancelar o plano do Avanti da sua filha Pietra de 02 anos, que embora já tenha ido a diversos jogos no Pacaembu e no Allianz, nunca ocupou um assento. Fica sempre no colo da mãe. Sobre isso, aliás, o post do Blog do Menon já espinafrou o necessário. A seguir, o extrato do Avanti da Cláudia deste mês :

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No meu caso, aqui em casa somos eu, minha mulher e duas crianças de menos de 03 anos: se eu quiser associá-los como dependentes do meu Avanti ouro, tenho que deixar 407 Dilmas no Cofrinho do Palmeiras. Com os outros 198,00 gastos como sócio do clube, lá se vão 605,00 por mês pra ser palmeirense. 

Quem pode pagar uma quantia dessas por mês pra ver o time do coração? Pra ensinar o filho a ser palmeirense? Eu não posso. Ninguém pode. E nem mesmo quem possa chegou a essa condição de ter possibilidade rasgando dinheiro. É proibitivo, é infame.

E o que vai acontecer a longo prazo? Meus filhos assim como a Pietra vão crescer sem poder ir aos jogos com a mesma frequência que eu ou a Claudia, e dificilmente irão gostar do Palmeiras como nós gostamos, a ponto de não se importarem se um dia os filhos deles decidirem torcer pra um rival.

E tudo isso por conta de uma administração que gere o clube como se fosse uma instituição financeira, e é incapaz de entender que ninguém ama o Bradesco, o Itaú ou o Santander igual a gente ama o Palmeiras. 

Se eu não tiver dinheiro pra fazer um título de capitalização pro meu filho no Banco do Brasil, foda-se, procuro outro banco onde eu possa pagar. Só que com futebol a gente não tem essa escolha. Ou pelo menos, até hoje, fomos criados para não ter.

Mas aí, vem essa turma engomadinha do mercado financeiro querer ensinar a gente a ser palmeirense. E fazer a gente pagar uma fortuna por isso. Mal sabem eles que os modelos financeiros e teses econômicas não conseguem medir a paixão do torcedor. E que tudo tem limite.

Quarta-feira, contra o Asa, foram 17 mil pagantes. O pior público do Allianz até aqui. E a tendência é cair cada vez mais, afinal, com os preços subindo na mesma medida em que a torcida cai na real que o time não é lá essas coisas – a ilusão do Paulistão já tava virando um novo pesadelo do Brasileirão até ontem – logo, logo voltaremos a ser os 6 mil de sempre dos últimos 05 anos no Pacaembu.

Ou melhor, um pouco menos, já que muitos desses não conseguirão pagar a fábula que é hoje torcer pro Palmeiras. Enquanto isso, preparem suas moedinhas, porque não importa mais a sua paixão pelo Verdão, o que importa é quanto dinheiro você pode dar por isso. E aí de quem não for abastado…

AVANTI PALESTRA!

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