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Quer ser campeão, ou quer ter razão?

Matéria veiculada pela ESPN Brasil na quinta-feira, dizia que Alexandre Mattos queria os torcedores que acenderam os sinalizadores “presos” e que iria “enviar um ofício e um DVD” à CBF por causa dos erros da arbitragem contra o Palmeiras. Lembro de ter pensado na hora que li a matéria: Porque não pediu pra prender os árbitros também?

Hoje, a manchete era algo do tipo: Paulo Nobre vai à CBF reclamar da arbitragem e diz que comportamento da torcida é “absurdo”. De novo, pensei: E o comportamento dos juízes, não é absurdo também?

E a questão pode ser resumida, pra mim, com um apetite monstro da diretoria pra comprar briga com a torcida organizada e uma lariquinha boba pra defender o clube na CBF e, principalmente, na Comissão de Arbitragem.

Precisou o Palmeiras ser prejudicado pela quarta vez pra sua diretoria parar de mandar ofício e DVD, tirar a bunda da cadeira e ir pressionar pessoalmente o Sr. Sérgio Correia, o que, pra mim e pra toda a torcida, devia ter acontecido na saída do Moisés Lucarelli, lá na segunda rodada… Com os até aqui 04 pontos perdidos, hoje teríamos 20, 1 a frente do atual líder. Pois é…

Mas, pelo menos fizeram isso hoje, até que enfim. PARABÉNS! Que continuem fazendo isso a cada nova patifaria da arbitragem contra o Verdão. Não pode deixar barato, tem que arrepiar mesmo, chega de ofício e DVD. 

Voltando ao tema, as entrevistas de Mattos e do PN dos últimos dias teriam sido perfeitas, se tivessem simplesmente desconversado a respeito do problema com a torcida e focado apenas na arbitragem. E por que? Simples, porque roupa suja se lava em casa, oras.

Que inocência achar que o STJD ou a CBF vão se solidarizar com ele nessa cruzada contra os “bandidos travestidos de torcedores” como ele mesmo define. Não vão mover uma palha. Eles estão cagando.

Logo, só tem um jeito de resolver: conciliação. Porque, quando as coisas não tem solução, quando se está diante de um impasse e nenhum dos lados envolvidos na querela quer ceder e reconhecer as próprias cagadas, alguém precisa ter a nobreza de se perguntar: – quero ser feliz, ou quero ter razão?

Por isso que, se San Gennaro puder iluminar o caminho da diretoria do Palmeiras, que eles entendam de uma vez por todas que não é na imprensa, na CBF ou no STJD que os problemas com a torcida vão ser resolvidos, mas sim entre quatro paredes, numa reunião fechada e que de preferência jamais se saiba que sequer ocorreu, e na qual todas as diferenças poderão ser avaliadas, algumas compostas, outras com certeza não, mas, enfim, que se sele um pacto pra que todos passem a remar pro mesmo lado rumo a mais uma conquista do Verdão.

E então, Paulo Nobre, faça jus ao sobrenome e dê o primeiro passo, ninguém precisa saber que você cedeu em prol de um bem maior. Afinal, presidente, quer ser campeão, ou quer ter razão?

AVANTI PALESTRA! 

Giorno dell’Indipendenza

Já não é de hoje que se cobra aqui neste blog o fim da querela envolvendo Palmeiras e WTorre, que se estende desde antes mesmo da bola rolar pela primeira vez no Allianz, em 19 de novembro de 2014.

Sendo advogado de formação, e atuando na área contenciosa por opção – ou por ser maluco mesmo (quem é do ramo sabe o que eu tô falando kkk) – se tem uma coisa que eu aprendi a perguntar pros meus clientes, em determinadas situações, é: – você quer ser feliz ou ter razão?

Porque muitas vezes essas duas coisas não andam juntas. Querer ter razão, custe o que custar, pode não lhe trazer qualquer felicidade no final das contas. A demora e as consequências de uma batalha jurídica muitas vezes fazem a espera por uma vitória nos tribunais não compensar nem mesmo pra quem ganha. Pra quem perde então…

Em especial quando as partes não falam a mesma língua em hipótese nenhuma, mas se mantêm vinculadas por um contrato do qual nenhuma das duas pode se desvencilhar.

Esse enredo todo ganha contornos de novela mexicana quando o assunto é Palmeiras e WTorre.

Paulo Nobre e Walter Torre, pelo que se escuta, não se suportam e nem se aturam. E, em se tratando de dois sujeitos poderosos e que não estão habituados a serem contrariados em nada, isso certamente não ajuda a manter um nível mínimo de convivência.

O que se vê é que, a cada tantos dias, uma nova atrocidade é cometida contra o patrimônio alviverde.

Por exemplo: dias desses aí, com nosso narrador titular Marcos Costi viajando, a W. Torre, sem avisar o Palmeiras (por óbvio), anunciou Ademir da Guia pra promover a narração do jogo do verde contra o Atlético/PR. Logo depois, veio a notícia de que não seria mais o Ademir, porque o Palmeiras já tinha contratado o locutor do “O seu, o meu, o nosso PAAAAACAAAEMMMBUUUU” pra partida. Como quem manda no estádio em dias de jogos é o Palmeiras, prevaleceu a posição do clube.

Mas aí, eu pergunto: será que isso não foi tipo uma vingancinha? Não que eu vá um dia no estádio pra ver narração do Ademir – eu queria era ter visto ele jogar – mas será que, não fosse essa porra dessa briga interminável, não dava pra ter acomodado o Ademir na operação do jogo, pra narrar um dos 4 gols que o Palmeiras entubou no Atlético/PR??? Hein???

E eis que hoje, chega a notícia de que o Palmeiras não terá o Allianz à disposição, no próximo dia 22, contra o América/MG, porque a WTorre fechou um evento pra 5.000 pessoas assistirem ao filme Independence Day. MAS QUE PORRA É ESSA, MIO SAN GENNARO??????

Se já não bastasse termos ficado sem nossa casa 4 vezes esse ano (sendo um clássico), e mais sei lá quantas no ano passado, por conta de shows no Allianz, agora a porra do estádio virou cinema????

Alguma dúvida que uma putaria dessas só tem lugar num cenário de completa intolerância e falta de diálogo entre dois “parceiros” que precisam tratar um com o outro todo santo dia mas se odeiam profundamente???

E quem perde sozinho nisso tudo, e ainda por cima de goleada, chama se Sociedade Esportiva Palmeiras, o time de futebol. Perde sua casa, seu caldeirão, pra mandar jogo no insosso Pacaembu, ainda mais com o presida colocando a massa no Tobogã… Complicado…

Daí lembro que ainda estamos no segundo dos TRINTA anos em que essa parceria terá que ser mantida, e fico imaginando quanta merda ainda está por vir pra prejudicar o time do Palmeiras e a sua torcida…

E logo me vem na cabeça a pergunta: – e aí, Paulo Nobre, quer ser feliz ou ter razão?

Acaba de vez com essa porra de briga, compra logo o estádio dessa maledetta WTorre, mas resolve a parada, Dio Mio!!! Ninguém aguenta mais essa patifaria toda…

Que venha logo o Giorno Dell’Indipendenza! Compra o Allianz, presida! Pra quem tem todo esse capim, não vai nem fazer cócegas… Não quer ser lembrado como o maior palmeirense de todos os tempos?? Não é sangue na veia??? Então, fica a dica…

AVANTI PALESTRA!

Feliz Ano Velho

E eis que a temporada nem começou e os velhos fantasmas do torcedor palmeirense já voltaram com toda força.

Hoje, enquanto esperava alguma das SETE HORAS que foram necessárias para conseguir reservar meu ingresso pro primeiro jogo da temporada, veio a notícia que ninguém queria, mas todos já imaginavam: Dracena tem lesão muscular e provavelmente perderá a estreia da Libertadores pelo Palmeiras.

Primeiro, falemos do programa de sócio torcedor, a menina dos olhos do Presidente Paulo Nobre. Não há uma entrevista, uma aparição pública, uma palavrinha pra rádio, que nosso administrador não defenda a necessidade de o torcedor ser filiado ao AVANTI. Afinal, um AVANTI mais forte, significa um Palmeiras mais forte e vitorioso, ou é algo que o valha o slogan que é martelado na orelha do palmeirense como uma mensagem nada subliminar.

Pois bem. Embora a falha no sistema ocorrida hoje seja SEM PRECEDENTES, já beirando as 08 (oito) horas de instabilidade/indisponibilidade, não é de hoje que o sistema de funcionamento da reserva de ingresso do Avanti vem mostrando alguma fragilidade, e não foram poucos os jogos do ano passado em que as primeiras horas de venda foram tumultuadas por erros em cadastro, alterações de rating indevidas, problemas de confirmação de pagamento devidamente efetuados, entre outros. Vocês sabem bem quantos de nós passaram por isso.

Fechado o ano passado, era de se esperar que nesses mais de 60 (sessenta) dias desde a última partida disputada em nosso estádio, a diretoria cobrasse e exigisse da administradora do programa melhoras no sistema de aquisição de ingressos.

Não sei dizer se essas cobranças ocorreram ou não. Vou supor que sim, afinal, o sistema hoje pareceu remodelado, embora eu não tenha conseguido identificar qualquer mudança significativa na reserva do ingresso que não fosse puramente estética. 

Agora, se tem uma coisa que não podia ter acontecido em hipótese alguma era, justamente no primeiro jogo do ano, ter ocorrido uma das falhas mais bizarras que esse sistema já viu, e justamente quando o clube alardeava, há nem uma semana atrás, o aperfeiçoamento do serviço, segundo o link, um exemplo mundial de sucesso.

O pior de tudo não é nem a falha, mas sim o silêncio ensurdecedor da Diretoria, que se limitou a publicar no site oficial do clube um pedido de desculpas, não do Palmeiras, mas da FutebolCard, à coletividade palestrina…

Oras, quem é FutebolCard? Eu não sou sócio do FutebolCard, sou sócio do AVANTI, quero que o Avanti se desculpe, pouco importa quem é o terceiro prestador de serviço que foi selecionado pra prestar o serviço de venda de ingressos do CLUBE para o TORCEDOR PALMEIRENSE.

Não torço pra FutebolCard, quem me deve satisfação é o Palmeiras, afinal, pago caro pra ter ingresso à disposição de acordo com o meu rating, e foi justamente o que eu não tive desde as dez da manhã até às 17:21 de hoje, quando, depois de 30 minutos na espera do atendimento por telefone do AVANTI, consegui, depois de uma “atualização de cadastro”, reservar o meu ingresso.

E não tem como participar e colaborar com o mantra do +AVANTI=PALMEIRAS+FORTE se não consigo reservar meu ingresso, se realmente não tem mais nada de interessante que o AVANTI me ofereça que não seja garantir meu lugar ao lado do Verdão.

Por falar nisso, queria aproveitar pra analisar esse tal de Palmeiras+Forte, afinal, me sinto um verdadeiro investidor e, assim, entendo que como acionista do Palmeiras+Forte, tenho direito de analisar os nossos investimentos.

Aí vejo que o zagueiro de 33 anos contratado pra ser titular se machuca e possivelmente não se recupera a tempo para a estreia na Libertadores, o que nos leva a contar com a provável presença de Leandro Almeida no time titular numa partida do torneio mais importante do ano. Le-an-dro Al-mei-da [para ser lido em tom de assombração].

Aí vejo que o camisa 10, que em alguns dias completará um ano de Palmeiras, está machucado de novo, oito semanas fora, não disputou nem dez partidas desde que chegou.

Olho mais um pouco e vejo que nosso atacante reserva é Alecssandro…

Vem cá, Palmeiras, cadê o tal do Palmeiras+Forte que tão prometendo aí pros sócios Avanti? Porque o que eu tô vendo é um time com os mesmos problemas do ano passado, exceção à volância, essa sim, o único setor em que o time não deverá ter os mesmos problemas de 2015…

Mas precisamos urgentemente dum 03, dum 10 e de um 19, presidente, Mattos, alguém PELAMORDDEUS!!

E espero que, até que eles cheguem pra fazer esse Palmeiras+Forte de verdade, já tenham conseguido fazer o AVANTI funcionar de acordo com o que o torcedor paga: CARO.

AVANTI PALESTRA!  

Não Importa o que diga Essa Imprensa de Gambá

 

Não é de hoje que a imprensa esportiva no geral, com as redações infestadas de gambás, vêm faltando com o respeito com a tradição da nossa camisa e com a imensidão do Palmeiras.

10 a cada 9 jornalistas esportivos, no início do mês passado, cravavam que o título da Copa do Brasil já era do Santos. Poderia citar aqui, com rapidez, uns vários, ainda, que garantiam que não só o Palmeiras perderia, como seria humilhado pelo Santos, nos dois jogos.

Até aí, é a opinião de cada jornalista, algumas são embasadas em fundamentos até plausíveis, outras traduzem o mais puro viés contra tudo que o Palmeiras representa. Normal, especialmente em se tratando de imprensa esportiva.

É verdade também que dessa vez a imprensa acabou abusando do desdém.

Por exemplo, vejamos as manchetes do Brasileirão dos dois times nos jogos que antecederam as finais. Parecia até que o Palmeiras não iria disputar a final da Copa do Brasil. A cada novo resultado negativo, e era evidente que eles viessem, principalmente com quase todos jogadores reservas em campo e já com quase nenhuma chance de chegar ao G4, as manchetes vinham com veneno: “TRAVADO”, “VOLTA A JOGAR MAL”, “PALMEIRAS NÃO ENCAIXA”e por aí vai.

Já o Santos, com resultados até piores, e com muito mais chances de se manter no G4, no qual ainda estava antes do jogo contra o Vasco, as manchetes cantavam de outra forma: ‘É QUARTA-FEIRA!”, “CABEÇA NA COPA DO BRASIL” e assim por diante.

Enquanto o Santos se guardava pra decisão, o Palmeiras ia de mal a pior. É assim que a imprensa, que devia ser imparcial, relatava as coisas. Querem exemplos? Tão aqui dois:

 

O Palmeiras entrou com time praticamente reserva contra o Cruzeiro, obviamente priorizando a Copa do Brasil, cujo primeiro jogo, fora de casa, ocorreria em 04 dias. Depois do Cruzeiro sair vencendo, Dudu e Barrios, entre outros, entraram, o Palmeiras melhorou e empatou. Mas a manchete não fez nenhuma referência ao time reserva, e decretou “Alviverde volta a a jogar mal…” seguido de #tropecoemcasa #palmeirasnaoseencontra

Na mesma rodada, o Santos perdeu pro Coxa, quando ainda estava no G4, mas a manchete do mesmo jornal foi beeeem leniente:  “De olho na Copa do Brasil, santistas usam reservas e levam 1 a 0 …” e #cabecanacopadobrasil

Para o Estadão, só o Santos, o provável campeão, que ia humilhar, estava e poupando pra final. O Palmeiras não se encontrava e continuava jogando mal. Imparcial, não?

A mesma coisa fez o Globoesporte.com.

Na derrota para o Coritiba, a manchete foi em tom de funeral: “TRAVADO No 5º jogo seguido sem vencer como mandante no Brasileiro, Palmeiras perde diante do pior público”. Em nenhum momento se preocuparam em i) lembrar que o Palmeiras já não tinha mais chance de chegar ao G4, ou que era quase impossível; ii) que o time inteiro era reserva, à exceção de Lucas que, suspenso, não jogaria a final; e iii) que o Palmeiras jogaria, dali poucos dias, o JOGO DA VIDA neste 2015.

Em São Januário, o Santos acabou de enterrar suas chances de chegar ao G4, contra o segundo adversário seguido na zona do rebaixamento, mas ao invés de criticar como condenou o Palmeiras, o portal global preferiu amenizar com “É QUARTA-FEIRA! Com reservas, Peixe perde, não chega mais ao G4 e agora se concentra na final da Copa do Brasil”.

Nos prognósticos da finalíssima que antecederam os dois jogos, a retórica não mudou: o Santos vai trucidar, vai humilhar, O Palmeiras se jogar o que tá jogando vai se dar mal e blablablá. E aí veio o segundo jogo, o Palmeiras foi o gigante de sempre e deu no que deu.

Mas aí é que temos que refeltir. Ora, não é de hoje que as coisas são assim e o Palmeiras é diminuído pela imprensa especializada. Este blog mesmo, se vocês forem lá ler os primeiros posts, de setembro de 2010, foi criado justamente por não aguentar mais tanta tendenciosidade e má vontade com a gente.

Só que, o que eles não percebem, e eu também não percebia lá no começo, é que isso tudo só nos fortalece. Se não tivessem pisado tanto na nossa cabeça essas semanas e dias todos que antecederam as duas finais, será que o Palmeiras iria entrar em campo com aquela fúria, aquele ódio todo, aquele sangue nos olhos? Talvez não.

No final das contas, a gambazada da imprensa acabou sendo o combustível a mais que precisava pra esse time se superar e superar também um adversário que vinha tecnicamente melhor pros dois jogos decisivos. A continuar assim, que desdenhem sempre, muito obrigado! 

E até prefiro que a imprensa desdenhe mesmo, porque a nossa vitória é muito mais saborosa, improvável (pra eles, pra gente nunca), é contra tudo e contra todos, contra os árbitros, contra os jornalistas, e a conquista é só nossa, não temos que dividir com a CBF, com o STJD, com a Comissão de Arbitragem ou com o dinheiro a mais da cota de TV. Somos campeões, apesar deles!

Melhor que isso, impossível.

Assim é que, no melhor estilo palestrino, com muita gozação e bom humor, que temos que responder pra imprensa como o grande site Mídia Palmeirense fez no vídeo a seguir:

Que a nossa próxima conquista seja festejada em casa,  de preferência abraçando o santista Cleber Machado nos arredores do Palestra enquanto comemoramos mais uma Taça Libertadores da América com direito a eliminação da freguesada.

Deixem os caras falarem, deixem eles virem e verem o quanto o Palmeiras é imenso, porque no final, eles caem de bunda em cima da própria língua.

Não importa o que diga Essa imprensa de Gambá, já dizia o sábio…

AVANTI TRICAMPIONE!

Guerra Declarada ao Torcedor Palmeirense

O que pensar de uma administração que vilipendia seu maior ativo sempre que pode?

Em qualquer sociedade normal, isso seria caso pra interdição imediata. Mas no Palmeiras doentio de hoje, Paulo Nobre é idolatrado por muitos.

Não bastasse um time mediano pra bom, pouco condizente com a camisa vitoriosa do Palmeiras, em contrapartida ao ingresso mais caro do País, sempre justificado sobre a falácia de “se o torcedor quer time campeão e vitorioso, tem que pagar por isso”, eis que, voltando ao Pacaembu, o Sr. Paulo Nobre pratica uma das maiores afrontas à nossa torcida, ao deslocar os torcedores organizados e os sócios Avanti Ouro para o pior ponto do Pacaembu, o tobogã.

O prejuízo para o fator campo será imensurável, pois o coração da torcida está sendo afastado do gramado o suficiente para que os jogadores do Grêmio não se sintam pressionados de forma alguma. Vão jogar como se estivessem em casa, já que a sua torcida organizada estará bem mais perto do gramado do que a nossa.

Não há justificativas para uma atitude dessa, senão o desprezo profundo com que Paulo Nobre e sua administração tratam o torcedor organizado e, também, os palmeirenses de menor poder aquisitivo.

Enquanto nossos rivais se preocupam em incentivar a ida dos torcedores aos seus estádios, com promoções e preços acessíveis para todos os níveis sociais, o Palmeiras trata o pobre e o organizado como um mal a ser extirpado do campo de futebol.

E isso num dos jogos mais difíceis do campeonato, um concorrente direto por uma vaga na Libertadores que acabou de ter sua vida facilitada pela ignóbil administração palmeirense, que se diz ser “da arquibancada”, mas que parece não saber bem que o coração e o pulmão da torcida, precisa estar colado ao gramado, justamente pra deixar o adversário desconfortável, e pra empurrar o time nos jogos mais complicados.

Outra coisa: pago 109,00 por mês pra ser Avanti Ouro, que eu sou desde sempre, que sempre me deu direito de assistir o jogo no Amarelo ou no Verde com 100% de desconto, e agora tenho que pagar 22,00???? O que mudou, Presidente???

É uma vergonha. E há quem apoie e aplauda.

O Palmeiras de Paulo Nobre não me representa.

Mesmo assim, quando esse time fracassar, e ele vai fracassar, porque esta alicerçado em diversas premissas erradas e falaciosas, eu ficarei triste. Porque por mais que eu discorde de boa parte das atitudes dessa diretoria, o apoio à camisa será sempre incondicional.

E vocês, torcedores de dirigente, abram o olho: Paulos Nobres passarão e virão, mas a torcida e o Palmeiras ficam. Não existe clube grande sem torcida, E o que esse senhor está fazendo é uma guerra declarada contra o nosso torcedor, especialmente o organizado e o pobre. Não tem como isso dar certo, simplesmente não tem.

A prevalecer essa rotina de desrespeito e descaso com a parcela maior da nossa torcida, só quem perde é o Palmeiras. Só não vê quem não quer.

Que triste dia pra história gloriosa do Palmeiras…

FORZA, PALESTRA!   

Notícia de Ontem

Não podiam ser mais melancólicos e deploráveis os dias finais de Jorge Toro Valdivia na Sociedade Esportiva Palmeiras.

Tamanho é o mal-estar que o chileno, que nunca se dispôs a atender a mídia de acordo com o que a liturgia que a camisa 10 do PALMEIRAS exigia, apareceu em nada menos do que TODOS os programas esportivos possíveis (Bola da Vez, Jogo Aberto, Globo Esporte), basicamente em todos os canais esportivos onde acumulou desafetos durante sua lamentável segunda passagem pelo Palmeiras e, para que?

Para tentar explicar o porque – segundo sua ótica deturpada das coisas – ele foi “injustiçado” na não renovação do seu contrato.

Antes de mais nada, UM MINUTO DE APLAUSOS EM PÉ para Paulo Nobre e Alexandre Mattos, por terem se livrado dessa renovação de contrato, que seria um desastre em todos os aspectos imagináveis.

A verdade é que o retorno do Valdivia, de uma esperança de tempos melhores, acabou se tornando um marco de má gestão e desperdício dos recursos do clube que tanto nos vitimaram nos últimos 15 anos. Valdívia é o símbolo maior de que um investimento populista, “custe ele o que custar”, não tem mais lugar no futebol do Século XXI.

Não imagino um palmeirense que, 05 anos atrás, não tenha pensado “agora vai” quando, de uma só vez, em meio à Copa do Mundo da África, o Palmeiras repatriou o chileno, o Judas e o Bigode. E deu no que deu (apesar da Copa do BR 2012)…

Felipão e Kleber saíram no meio do caminho, mas Valdívia não, ele seguiu até o fim. Até a última gota do nosso sangue. Da nossa paciência. Até o último segundo do último minuto de contrato. Até o último centavo.

E agora, depois de ter participado de menos da metade das partidas para as quais lhe foi pago 100% do polpudo salário, eis que o cara se sente no direito de ir em todos os programas de TV pagar de injustiçado. Pois é…

Primeiro que eu, advogado que sou, tendo participado de diversos acordos e negociações, NUNCA vi uma parte fazer uma oferta (neste caso o Palmeiras) e a outra simplesmente, como se estivesse do alto de um pedestal, responder com um: NÃO, ME FAÇA OUTRA PROPOSTA.

Na minha experiência funciona assim: A quer pagar 40, B quer receber 100. A oferece 10, B pede 90, e assim por diante segue um tomá-lá-dá-cá até que se chegue a um número que estejam ambos de acordo. Mas se A oferece 10 e B fala – NÃO, quero outra proposta, acabou a conversa. E quem fechou as portas foi B.

Então, não foi a Diretoria que não quis o Valdívia, foi ele que não se dispôs a sequer fazer uma contraproposta ao que lhe foi oferecido, o que, aliás, seria muito próximo dos vencimentos atuais, bastando para isso ele estar em campo. Contrato que, inclusive, vale pra quase todo o elenco, ao menos pra todos que chegaram nesses últimos anos e sob o novo modelo de gestão.

E, tem mais, até Flamengo e Cruzeiro virem a público e confirmarem que fizeram proposta oficial para contratar o chileno, pra mim é tudo conversa. E também é conversa essa história de que no Brasil só joga no Palmeiras, porque jogador tem que ser profissional, não tem que pagar de torcedor.

E o cara quando merece ser idolatrado, pode até ter cagado de vestir as cores do rival, que será perdoado. Sampaio e Edmundo vestiram o pano de chão do gambá, Evair posou com o baby doll dos bambis, e nem por isso são menos ídolos do palmeirense, porque fizeram por merecer quando vestiram nossa camisa. Já o caso do chileno é um pouco diferente…

Valdívia é, sobretudo, um tema polêmico entre os palmeirenses: há os que o veneram incondicionalmente, há os que queriam muito que ele ficasse, e há os que, como eu, não viam a hora dele picar a mula. Cada um na sua razão e respeito os entendimentos contrários ao meu.

Mas, ao passo que me aproximo dos 40 anos – ainda faltam alguns – de idolatria ao Palestra, conto às dezenas os jogadores que, na minha opinião, honraram muito mais o nosso manto. Muitos deles não tinham a metade do talento que o chileno indiscutivelmente tem, mas em termos de comprometimento com a filosofia e com o manto palmeirense, estiveram anos luz a frente dele.

No mais, Valdívia é assunto de ontem. Pra mim, podia estar comendo areia nas Arábias desde o fim da Copa América.

Tchau, vá com Deus, e tenta achar uma sombra lá no deserto. Que a força esteja com você. Mamasté. Até nunca mais. Obrigado por (quase) nada. Ciao.

AVANTI PALESTRA!

Volta, El Mago!

Acabei de ver Chile x México pela Copa América, e eis que o camisa 10 chileno, o nosso 10, deitou e rolou, principalmente no segundo tempo, até gol – mal – anulado fez, de fora da área, de primeira e de canhota!

Como dá gosto de ver, né?

PORRA NENHUMA!

Não vejo a hora do Chile cair fora da Copa América e o Sr. Valdívia voltar pro Palmeiras pra cumprir os pouco mais de 60 dias de contrato que lhe restam.

Pra justificar o gordo salário, não precisa muito.

Pelas minhas contas, se ele marcar 43 gols e der 85 assistências nesses 02 meses, pode ir embora com a benção de toda a torcida palmeirense.

Se eu tô brincando? Negativo, amigos…

Façam as contas, prum cara ganhando o que ele ganha, 1 gol por mês (uma média de 05 jogos por mês) é pedir muito? Não? Então tá. 60 meses de contrato, 60 gols. Valdivia marcou 17 desde 2010, faltam – olha só – 43 gols.

E duas assistências por mês, é querer demais? Também não? Nestes 05 anos de contrato, não tenho os números aqui, mas a considerar que foram 07 assistências no ano passado e – até aqui – uma em 2015, vamos usar a média de 2014 e considerar que foram 35 assistências desde o retorno do “Mago”. Faltam então, olha lá, 85 passes pra gol pra chegar à meta que um craque – digno das cifras fantásticas que o Palmeiras pagou – deve ter.

E há quem o defenda…

Por isso, chega de farra pro Mago na Copa America e venha logo cumprir o contrato, porque vai ter que ralar muito pra compensar os 4 anos e 10 meses de férias absurdamente bem remuneradas e contando…

Aproveito a oportunidade pra desejar boa sorte ao Marcelo Oliveira no comando do nosso Palestra. Ia fazer um bem-vindo Marcelo Oliveira, assim como fiz pro Carmona, Daniel Carvalho, Felipão, Judas (que não veio, amém!) e Gareca, mas vi por aí que já andaram fazendo um post do gênero e aí não faz sentido, até porque o que fizeram tá bem engraçado, apesar do foco ser o – vejam só – Valdivia… Leiam lá no facebook.

Agradeço ao meu amigo Nigri pela inspiração e auxílio intelectual na publicação deste post AHAHAHAHAH

AVANTI PALESTRA!

Ciao, Oswaldo

Oswaldo de Oliveira não é mais treinador do Palmeiras. A derrota para o Figueirense e a consolidação da pífia campanha do time no Campeonato Brasileiro pesaram e a manutenção do treinador não resistiu à pressão de dentro e de fora do clube.

É a quarta demissão de treinador na gestão Paulo Nobre. Dessa vez, pelo menos, não pecaram por omissão. Se Kleina tivesse sido mandado embora em dezembro de 2013, como o mundo queria – menos a imprensa “especializada” (digam aí, os especialistas, o que o valioso Gilson Kleina foi fazer em Bahia e Avai?) – e o Gareca tivesse sido contratado logo em seguida, possivelmente ele ainda estivesse no cargo.

Aquele foi o grande erro. Hoje, foi apenas mais uma consequência. Que dessa vez venha o nome certo, e não me perguntem quem, não sou pago pra saber.

Eu torci o bico quando o Oswaldo veio. Na minha opinião, era uma das últimas opções das que estavam disponíveis no mercado no começo do ano.

Mas ele veio e confesso que me surpreendeu. Ganhou vários jogos perdidos no Paulista nas alterações, trucidou os bambis no Allianz Parque, eliminou os Gambás no Allianz ZL (Zona Leste), ganhamos do Peixe, não fomos campeões do Paulista por um pênalti mal batido, por um impedimento milimetricamente bem marcado, por míseros detalhes.

Mas o recado veio rápido, e a ilusão do Campeonato Paulista pegou o torcedor palmeirense desprevenido, logo de cara um empate em casa com os reservas do Galo, mais outro empate fora com o Joinville – mas sem torcida – uma derrota em casa pro Goiás e mais um empate em casa com Asa de Arapiraca acenderam a luz amarela na Academia.

A queda seria inevitável em caso de derrota para o Gambá, mas aí o Valdivia resolveu jogar bola, o jogo encaixou e de novo sapecamos eles no Allianz ZL. Aquela era a deixa pra virar a mesa e retomar o bom futebol do fraco campeonato Paulista.

Só que de novo time não correspondeu em campo, o empate pros reservas do Inter perante 37 mil palmeirenses foi o último nó na corda no pescoço do Oswaldo, e de novo, era vencer ou vencer contra o Figueirense, que ia a campo com 07 jogadores reservas, entre suspensos e contundidos.

E foi aquela desgraça de jogo que vimos, não preciso lembrar ninguém.

Montar e reformular completamente um elenco demanda tempo. Mas o tempo, no futebol, não existe e, quando existe, só vem com resultados razoavelmente positivos. 1 vitória em 6 jogos é demais pra segurar qualquer treinador no cargo.

Há ainda uma questão de perfil, e nesse aspecto, por mais que esse jeito zen do Oswaldo seja, filosoficamente, a melhor forma de lidar com a vida, infelizmente, no Palmeiras o treinador tem que ser mais explosivo, mais casca grossa, senão é jantado. Faltou um pouco disso pro Oswaldo, acho eu.

Mas não se enganem, a simples troca do treinador não vai resolver os problemas do Palmeiras. Com esse time que temos hoje, podem ver Guardiola ou Klopp que não será diferente. O Palmeiras é um time fraco de armação e finalização.

Isso se dá pela falta de qualidade do elenco. À exceção de Arouca, e do Valdivia – que nunca podemos contar – além das gratas surpresas Gabriel e Lucas, os jogadores contratados são pra compor elenco (um bom elenco), mas ainda não vieram os titulares absolutos, aquele 3, 10 e 9 que vão botar medo no adversário, que vão tirar o sono do técnico e da torcida rival.

E aí, a pressão não pode ser só pela troca do treinador, mas tá na hora de Alexandre Mattos fazer jus à fama, e apresentar os camarões, que desde o Felipão em 2012 ainda estamos aguardando. Não adianta vir só com as sardinhas – a última delas vai pelo nome de Alecsandro – se não chegarem os crustáceos di qualitá, é isso aí o que temos pra hoje: vaguinha na Sulamericana, isso se não for brigar mais um ano pra não cair. vaga na Liberta ou Copa do Brasil, podem parar de sonhar…

Ao Oswaldo, fica o meu agradecimento e de boa parte da torcida palmeirense, pela devolução de um pouco da auto-estima perdida nesses últimos anos. Ganhamos dos três rivais, ganhamos uma casa nova na Zona Leste, quase levantamos o caneco no Paulistão, mas futebol é resultado e o Oswaldo pecou justamente na gestão da crise, na hora de virar a mesa, algo que não pode faltar em nenhum treinador de uma equipe gigante como o Palmeiras.

Quem sabe numa próxima oportunidade, com esse time mais robusto e sem o peso de anos sem conquistas, ele não possa voltar a treinar o Palmeiras. Se até o Jair Pega Pega Pega Picerni passou por aqui duas vezes, não seria o Oswaldo que não ia poder.

E sobre o novo treinador, quem quer que ele seja, que exija antes de chegar 03 contratações de peso, ou então será mais um que virá sem poder se exigir muita coisa, e que até o fim do ano estará procurando emprego de novo.

Ciao, Oswaldo. Arrivederci. Grazie di tutto.

AVANTI PALESTRA!

Não Foi por Falta de Aviso


socio torcedorE hoje pela manhã, aconteceu o que todo mundo já sabia, menos a ilustre diretoria do Palmeiras.

Atualizados os números dos programas de sócio torcedor, foram confirmadas nada menos que 14 mil inadimplências/cancelamentos no Avanti, empurrando o programa para a terceira posição do ranking dos STs.

Honestamente, não poderia me preocupar menos com a posição do clube no ranking. 1º, ou último, não vai ser de mim que vocês ouvirão elogios ou reclamações. Também nunca vão me ver aplaudindo renda. Mas, cada um torce como quer…

O que preocupa é saber que 14 mil pessoas deixaram de pagar ou cancelaram seus planos depois do aumento e, com isso, deixarão de ir aos jogos. Quase 12%. 1/4 do estádio.

E o reflexo do aumento relativo aos dependentes sequer foi sentido ainda, pois como o aumento ocorreu agora em junho, somente em agosto que serão vistos os sinais da debandada generalizada dos adicionais (o Futebol Melhor só contempla inadimplências a partir do segundo mês consecutivo sem pagamento).

Foi como eu disse no post de segunda-feira. Tudo tem limite. O torcedor não é otário. E a situação não tá fácil, em tempos de recessão econômica, apenas os mais abastados podem se dar ao luxo de contribuir para um programa de sócio torcedor desenvolvido para atender apenas a elite palmeirense, sem se preocupar com o torcedor de menor poder aquisitivo, mas igualmente palmeirense ou então com as famílias palestrinas.

Não é possível que não tenha um ser consciente na gestão do sócio torcedor para apontar que esse modelo elitista é falho, que criança e idoso não podem pagar ingresso cheio, e que, a longo prazo, voltaremos a ter estádio vazio e queda no número de torcedores,

Não é possível que esses gênios das finanças não saibam que uma criança que tem seu acesso facilitado ao estádio é um futuro consumidor em potencial, que os 80,00 que são cobrados dela hoje são peanuts  perto dos milhares de reais que essa pessoa vai gastar com o Palmeiras no futuro, comprando camisa, produtos licenciados, tendo o hábito de frequentar o estádio e passando para os seus filhos a palestrinidade. Já ouviram falar em investimento a longo prazo?

Não é possível que não consigam pensar num modelo de Avanti familiar (dois adultos, duas crianças, por exemplo – como era o ingresso-família do Paulistão 2008), ao invés de tratar o dependente como se fosse um oportunista, mesmo que seja uma criança de 02 anos…

Enquanto isso, podem pegar a previsão de que o Avanti seria o primeiro programa de sócio-torcedor até o final do ano, e guardá-la bem lá no fundo do baú, e voltem pra faculdade, mas dessas vez, ao invés de modelos econômicos em Harvard, sugiro que estudem antropologia, ou outra espécie de ciências humanas que lhes permita enxergar um palmo à frente do nariz.

E pra gente, só resta lamentar os 14 mil irmãos palmeirenses que deixarão de frequentar o estádio graças à uma política caolha que vai desde o preço do ingresso até o valor do sócio torcedor do dependente.

Meus parabéns aos responsáveis, e espero sinceramente que quem jurou de pé junto pra diretoria que depois do reajuste a inadimplência “não chegaria nem nos 10%” (“Os estudos apontam que não chegará a 10%”, a diretoria disse na última reunião do conselho) responda pelos 12% de inadimplência logo no primeiro mês. E já adianto: vai aumentar esse número aí, e falo isso com a propriedade de quem não tem nenhum diploma de Economia, Administração, MBA e os caralho na parede, mas que frequenta a laje do Velho Palestra desde 1984, quando o ingresso tinha preço decente e Arena era uma palavra que ninguém ali conhecia.

E não seria vergonha nenhuma acusar o golpe, admitir a cagada e reformular toda a parada, mas acho, só acho, que vai faltar a humildade necessária,

Veremos…

AVANTI PALESTRA!

Não falta competência. Falta é bom senso.

O Avanti tinha tudo pra ser o melhor programa de sócio torcedor do Brasil.

A começar pela torcida apaixonada, cúmplice do time mesmo nesses muitos anos de poucos resultados bons e de muita, mas muita coisa ruim. 

Some-se a isso o estádio mais moderno da América do Sul, e tem-se a fórmula perfeita pra um programa de sócio-torcedor de primeira linha. 

Bastava um pouco de competência e bom senso de quem administra. Aí é que está o problema. 

Porque quem administra os preços dos jogos do Palmeiras e do Avanti não tem o menor bom senso, pra cobrar o absurdo que vem sendo cobrado do torcedor. 

A última “novidade”, depois do “desajuste” no preço do sócio-torcedor – cada modalidade recebeu um percentual diferente de reajuste ao bel prazer do clube, de 30 a 57% – é agora a alteração no valor do dependente dos planos do Avanti.

O desconto para dependente de um plano ouro, por exemplo, que era de quase 50%, agora caiu pra nem10%. assim, quem pagava 69,90 pelo Avanti titular mais 40,00 pro dependente, num total de 109,90, agora paga 109,99 pra si mais 98,00 pro dependente, ou seja, 208,00. Um aumento de nada mais nada menos que 89%. 

Se for analisado o aumento só do valor do dependente, saiu de R$ 40,00 pra R$ 98,00, um aumento de 145 por cento. CENTO E QUARENTA E CINCO.

Uma pouca vergonha, que levou minha amiga Claudia, por exemplo, a ter que cancelar o plano do Avanti da sua filha Pietra de 02 anos, que embora já tenha ido a diversos jogos no Pacaembu e no Allianz, nunca ocupou um assento. Fica sempre no colo da mãe. Sobre isso, aliás, o post do Blog do Menon já espinafrou o necessário. A seguir, o extrato do Avanti da Cláudia deste mês :

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No meu caso, aqui em casa somos eu, minha mulher e duas crianças de menos de 03 anos: se eu quiser associá-los como dependentes do meu Avanti ouro, tenho que deixar 407 Dilmas no Cofrinho do Palmeiras. Com os outros 198,00 gastos como sócio do clube, lá se vão 605,00 por mês pra ser palmeirense. 

Quem pode pagar uma quantia dessas por mês pra ver o time do coração? Pra ensinar o filho a ser palmeirense? Eu não posso. Ninguém pode. E nem mesmo quem possa chegou a essa condição de ter possibilidade rasgando dinheiro. É proibitivo, é infame.

E o que vai acontecer a longo prazo? Meus filhos assim como a Pietra vão crescer sem poder ir aos jogos com a mesma frequência que eu ou a Claudia, e dificilmente irão gostar do Palmeiras como nós gostamos, a ponto de não se importarem se um dia os filhos deles decidirem torcer pra um rival.

E tudo isso por conta de uma administração que gere o clube como se fosse uma instituição financeira, e é incapaz de entender que ninguém ama o Bradesco, o Itaú ou o Santander igual a gente ama o Palmeiras. 

Se eu não tiver dinheiro pra fazer um título de capitalização pro meu filho no Banco do Brasil, foda-se, procuro outro banco onde eu possa pagar. Só que com futebol a gente não tem essa escolha. Ou pelo menos, até hoje, fomos criados para não ter.

Mas aí, vem essa turma engomadinha do mercado financeiro querer ensinar a gente a ser palmeirense. E fazer a gente pagar uma fortuna por isso. Mal sabem eles que os modelos financeiros e teses econômicas não conseguem medir a paixão do torcedor. E que tudo tem limite.

Quarta-feira, contra o Asa, foram 17 mil pagantes. O pior público do Allianz até aqui. E a tendência é cair cada vez mais, afinal, com os preços subindo na mesma medida em que a torcida cai na real que o time não é lá essas coisas – a ilusão do Paulistão já tava virando um novo pesadelo do Brasileirão até ontem – logo, logo voltaremos a ser os 6 mil de sempre dos últimos 05 anos no Pacaembu.

Ou melhor, um pouco menos, já que muitos desses não conseguirão pagar a fábula que é hoje torcer pro Palmeiras. Enquanto isso, preparem suas moedinhas, porque não importa mais a sua paixão pelo Verdão, o que importa é quanto dinheiro você pode dar por isso. E aí de quem não for abastado…

AVANTI PALESTRA!

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