Arquivo mensal: setembro 2019

Inter 1 x 1 Palmeiras – BR19

Citando o amigo Rodrigo Alonso, que muito bem definiu: um dos jogos mais difíceis do segundo turno e somamos ponto, apesar da operação no fim. VARmengo jogou “em casa”, nós fora e a vantagem não aumentou. Foco, jogo a jogo, que dá pra buscar, mesmo contra o sistema. Vamo bora!

Um assalto à mão armada, mais um, que o Palmeiras protagonizou como vítima. Bahia, Gremio e hoje, só pra citar os roubos mais recentes, nos dariam hoje 52 pontos e 16 vitórias.

Fica difícil não desanimar assim. Tentem imaginar um gol como o de hoje sendo anulado em desfavor do líder e falhem miseravelmente.

Ninguém aqui quer ser beneficiado, e se a bola bateu na mão do Bigode mesmo – pra mim não bateu – que o VAR seja devidamente acionado.

Mas ondee estava o VAR no pênalti que o Guerrero sofreu do Rodrigo Caio? E no pisão do Gabriel no Daniel Alves? E no carrinho por trás num lance claro de gol do Cruzeiro que o Rafinha só levou amarelo? Isso só pra citar alguns dos muitos lances em que o VAR não foi acionado em lances capitais contra o líder.

Acho que deve ter um quadro na sala do VAR onde esta escrito, em letras garrafais, NA DÚVIDA, É PRÓ FLAMENGO, ELE JOGANDO OU NÃO.

Porque não é possível ser só muita coincidência…

Sobre o jogo, um primeiro tempo trágico, principalmente do Marcos Rocha e do Scarpa, passando tambem pelo Felipe Melo, resultaram num 1×0 que até ficou barato pro Palmeiras, tamanha a inferioridade nos 30 primeiros minutos de jogo.

Mas aos poucos o Verdão foi recuperando o meio e o jogo começou a virar pro nosso lado.

Já no 2T, Vitor Hugo quase fez de cabeça, numa defesa monstruosa de Marcelo Lomba.

William perdeu um gol feito, mas logo depois se recuperou com um golaço, de primeira e de canhota.

E ai teve o lance calhorda que precisou do VAR pras tungar mais dois pontos e uma vitória do Palmeiras, issso já aos 40 do segundo tempo…

No fim, 1×1 injusto, mas que deixa muito claro o que será esse campeonato até o fim: o Palmeiras lutando contra o sistema, contra os flamenguistas da cabine do VAR, da arbitragem em campo e das cabines de TV e redações esportiva.

Podem vir, salafrários, que o Palmeiras vai atropelar. Que esse ponto de hoje tenha a mesma importância que aquele conquistado contra o Cruzeiro em Araraquara em 2016. E pra cima dos mulambos!

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 6×2 CSA – BR19

Confesso: assisti o 2o Tempo no Buim. 4×0 no 1T e a sede foi mais forte dos que eu. kkk

O que não sai da minha cabeça é que um 4×2 hoje e um 1×3 no primeiro turno teria me deixado muito mais feliz do que essa montanha de gols hoje, estaríamos a 1 ponto do líder…

Mas já foi, o que importa são as 5 vitórias seguidas, a volta da confiança do time, a recuperação de jogadores importantes como Lucas Lima e BH e a forma fácil com que o Palmeiras construiu mais esse resultado, seguindo na cola do cheirinho jogo após jogo.

E finalmente chegou o primeiro grande desafio desse novo Palmeiras, iremos para Porto Alegre enfrentar o time mais chorão do Brasil e, pior, depois deles terem sido assaltados no Maracanã no último jogo.

A chance do Palmeiras ser prejudicado está quadriplicada, todo cuidado é pouco e a indispensável vitória contra o bom adversário do Sul se torna uma missão absurdamente difícil.

Mas é ganhar ou ganhar. Hora de vingar aquela eliminação na Copa do Brasil, afinal, o Palmeiras é muito mais time e esse será o momento perfeito para mostrar isso.

AVANTI PALESTRA!

Fortaleza 0x1 Palmeiras – BR19

Entramos em campo depois que o resto do G6 já tinha jogado e ganhado, à exceção do Santos e, logo, até um empate estava fora de cogitação.

Na arquibancada, a nossa torcida estava ceifada em mais da metade do que poderia, pela patifaria que a diretoria do Fortaleza fez ao primeiro cobrar 140% mais caro do nosso torcedor, e depois que recebeu a ordem do STJD de reduzir o preço, simplesmente encerrar as vendas pro visitante. Ainda colocaram nosso torcedor em risco ao começar a vender ingressos pra torcida local no mesmo setor, e o resultado se viu tanto fora como dentro do estádio, com a torcida alviverde sendo vitima de tentativa de emboscadas e confusões na arquibancada.

O Fortaleza mostrou que não merece jogar na elite do futebol nacional. Desrespeitou todos os regulamentos e a legislação vigentes, e ainda deu um jeitinho de desrespeitar a determinação do Tribunal.

Espero que o Palmeiras leve às últimas consequências o Fortaleza e os responsáveis e para aqueles da nossa torcida que ficam ai lamuriando sobre a rede do setor visitante, que é uma exigência da Polícia que nem mesmo o Procon mandou remover, que fique a lição de como a nossa torcida é tratada Brasil afora.

Sobre o jogo, se de um lado não foi a melhor atuação do Palmeiras no comando do Fratello, de outro, toma ai 3 pontos pra você largar de ser resmungão.

Eu não quero que o Palmeiras jogue bem. Quero que ganhe. É claro que ganhar jogando bem é ótimo e tals, mas ganhar jogando mal é muito, mas muito melhor.

E realmente não foi uma atuação de encher os olhos do palmeirense de orgulho, mas e daí, ganhou, não ganhou?

Que venham os próximos 3 pontos, com ou sem bom futebol.

Destaques ontem pro Vitor Hugo e pro William, o primeiro pela partida excelente na zaga, e o segundo pelo gol, só por isso mesmo…

Quinta o Palmeiras recebe o CSA, e no domingo vamos ao Beira Rio. Semana cheia e só os 6 pontos interessam.

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 1×0 Cruzeiro – BR19

Aquela máxima de que todo mundo joga contra o Palmeiras, não importa a draga que esteja até então, valeu de novo ontem, pelo menos no começo do jogo.

Quem imaginava uma presa fácil deve ter levado um susto quando, já aos 5, Weverton fez duas defesas absurdissimas no mesmo lance, a segunda com uma mão só, coisa de cinema.

Mas aos poucos o jogo do Palmeiras foi ganhando corpo, e o Cruzeiro foi mostrando que não queria muito jogo.

O gol saiu aos 45, em lance pela direita que Marcos Rocha rolou rasteiro, Luiz Adriano dividiu e a bola sobrou pro BH bater firme pra rede.

Só pra variar, ainda tivemos que ficar esperando o VAR confirmar o gol, via crucis exclusiva do palmeirense…

No segundo tempo foi a vez de um show a parte de Dudu, que acabou com a raça da zaga do Cruzeiro pelo lado direito do ataque, deixou todo mundo amarelado, fora a humilhação.

O tal do Leo Santos deve estar até agora na fisioterapia pra tentar desentortar a coluna. Depois foi a vez do Egydio, pena que ele não foi titular o jogo inteiro. kkk

E sobrou pro Leo também… Ahahaha toma refugada dos infernos

Essa é uma das mudanças mais interessantes que o Fratello fez no jeito do Palmeiras jogar: Dudu jogando pelo mesmo lado do pé bom tá rendendo muito mais do que quando jogava invertido.

Gostei também das alterações William/Ze Rafael, Scarpa/Lucas Lima e Luis Adriano/Borja.

O Zé, inclusive, sofreu um pênalti claríssimo que, mesmo com o VAR, foi ignorado pela arbitragem. Como diz o Marcão: qual a novidade?

No fim, o 1×0 foi até econômico pelo que produzimos, mas vale 3 pontos igual, né pai…

Com a vitória, o Verdão recuperou a segunda posição, segue na cola do líder e assim iremos buscar esse caneco até o fim.

100% do Fratello, 3 vitórias, 6 gols pro e 1 sofrido. Tá bom, né?

Agora é ir pra cima do Fortaleza e fazer uma apresentação decente pro torcedor do Palmeiras cearense ver, porque da última vez passamos vergonha…

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 3×0 Fluminense – BR19

Queixas quanto ao atraso na publicação deste post, favor dirigirem ao Sr. Marco Aurélio Néspoli, que se interessou em fazer o texto e depois alegou bloqueio criativo (leia-se ressaca)…
Quem não merece queixa nenhuma, por outro lado, é o time do Palmeiras que não tomou conhecimento do Fluminense, fez 3×0 e poderia ter sido tranquilamente 5 ou 6.
Como aqui não tem euforia precoce, o bom resultado que recoloca o Palmeiras na cola dos líderes da competição é recebido com mera satisfação, já que o abismo técnico entre os dois adversários do jogo de ontem não poderia admitir qualquer outro desfecho que não a vitória.
O problema é que o desempenho que o Palmeiras vinha tendo até então estava muito abaixo da capacidade do elenco, como vimos, por exemplo, nos jogos contra o Ceará, Inter pela CdB, Gremio pela Libertadores, Vasco, Flamengo, entre outros.
Sinal que a mudança de comando já está rendendo frutos, mas ainda são muito poucos.

Até aqui, o Fratello conseguiu fazer com que o Palmeiras se impusesse contra adversários mais fracos. Ótimo.

Logo mais teremos, daqui algumas rodadas, Inter x Palmeiras lá no Beira Rio, e então poderemos ver como o Palmeiras se comporta com um adversário mais à sua altura.

Antes disso a expectativa só pode ser de vitórias contra Cruzeiro, Fortaleza, CSA e Galo, sendo 3 desses jogos em casa.

Hat trick do Luiz Adriano é pra comemorar igual gol de falta: fazia anos que não se via por aqui… Que partida do camisa 10.

Teriam sido 4 gols em 2 jogos, nao fosse aquela safadeza do VAR em Goiânia.

A esse respeito, é incrível que todo gol do Palmeiras tenha que passar por uma investigação a lá CSI, com direto a raio laser e computação 3D pra ser validado pelo VAR. Não vejo isso acontecer com nenhum outro time…

Sábado, contra o Cruzeiro, a pegada e o desempenho do time tem que se repetir.

Temos chance de virar o turno a 1 ponto do lider, enquanto isso a imprensa já elegeu o campeão, o time que disputaria G6 na Premier League.

Melhor assim, deixem eles falarem, enquanto isso o Verdão trabalha.

AVANTI PALESTRA!

Goiás 1×2 Palmeiras- BR19

Eu lembro daquele gol do Robinho, pelo Cruzeiro, que o Zé Roberto tirou com a barriga, lá em Araraquara, como o lance do título do BR16.

Nenhum outro momento teve a importância e o simbolismo de que o Palmeiras seria o campeão do que aquele carrinho salvador da pátria num jogo complicadíssimo.

Hoje foi a vez de 2 quase párias deslizarem pelo gramado e mudarem a sorte do jogo.

Lucas Lima e Borja eram considerados cartas fora do baralho alviverde.

Ambos saíram do banco de reserva hoje pra mudar a sorte do jogo.

Fizeram gols? Não. O carrinho do Lucas Lima, aliás, foi imprudente e lhe custou o segundo amarelo, mas foi o toque final pra tirar o Goiás da retranca e permitir que o jogo chegasse até aquele lateral no campo de ataque, aos 54 do 2T.

O Fratello até comentou na coletiva que a vitória saiu num lance de lateral, numa jogada que virou característica do Palmeiras do Felipão.

E ai foi a vez do Borja subir, disputar a bola com o goleiro e, caído no chão, assim como o ZR em 16, desviar a bola apenas o suficiente pra achar o pé esquerdo do Scarpa pro gol da vitória.

Virada, que há mais de um ano não acontecia, fora de casa, com um a menos e no último lance do jogo.

Tá bom pra vc, apressadão da hashtag #Manonão?

Poderia até não ter vencido, mas trago para vcs algumas verdades:

– Dudu pelo meio, e jogando bem;

– Dudu pela direita, e jogando muito bem;

– time precisando do resultado e sai um volante pra entrada de um meia;

– 66% de posse de bola;

– 18 chutes a gol

– vitória apesar do VAR

São apenas alguns exemplos que mostram como, em tão pouco tempo, foi possível mudar tantas coisas que vinham impedindo o Palmeiras de ganhar e de virar uma partida nessa última passagem vitoriosa do Felipão por aqui.

Eu amo e sempre vou amar o Bigode, mas estava claro que o ciclo dele no Palmeiras tinha chegado ao fim, porque o time não conseguia mais fluir com aquilo que se propunha.

Mas vamos com calma.

Não é momento pra euforia.

Seguimos tendo os mesmos inimigos de antes.

Os 3 gols do Palmeiras foram objeto de análise minuciosa – e até inexplicável – do VAR, o que mostra que entra treinador, sai treinador, e nosso problema segue sendo essa arbitragem louca pra ajudar o cheirinho, custe o que custar…

Por isso que aquele mantra que sempre citamos aqui – tem que ganhar do adversário e do apito – segue valendo, como era a com o Bigode, como será com o Fratello, como será para todo o sempre…

Parabéns pela estreia com vitória, Fratello, e que a pegada siga igual contra o Flor na terça.

AVANTI PALESTRA!

Frate Menezes e a síndrome do peru

Em primeiro lugar, boa sorte Frate Menezes.

Sim, porque Mano é coisa de GAMBÁ. Aqui não será chamado assim.

Se era o meu preferido?

Então, pouco importa o que eu preferia, e por uma razão muito simples: eu, como a imensa maioria da torcida do Palmeiras, somos leigos.

Eu não estudo futebol. Acompanho como torcedor, os jogos do Palmeiras e dos outros que disputam o mesmo campeonato que o nosso.

Minha visão do que acontece em campo é, na maior parte das vezes, enviesada e parcial.

Não reflete, por vezes, o que de fato se passou em campo, embora muitos de vocês possam se identificar com o mesmo sentimento de torcedor, para ver qualidade onde não tem, pra ver roubo em lance normal de jogo, e pra crucificar meio time toda vez que o Verdão perde…

Não escrevi aqui, mas minha primeira reação quando o Bigode foi contratado em agosto do ano passado foi de preocupação.

Não imaginava, porque não acompanhava, que o Bigode iria chegar aqui e deslancharia em 4 meses o nosso décimo campeonato brasileiro, com uma mão amarrada nas costas, sem perder e calando a boca do mundo, inclusive a minha.

Se dependesse só de mim, possivelmente o Felipão não viria, e hoje seríamos só Enea.

E é este imediatismo da nossa torcida – e não só dela – em ter opinião pronta e formada sobre aboslutamente tudo que me chama atenção, e me incluo nessa nóia inexplicável de prejulgar absolutamente tudo ligado ao Palmeiras.

Talvez muita gente ainda estava chateada e emocionada com a saída do Bigode, que já era favas contadas, pelo menos para quem acompanha o Palmeiras de perto há pelo menos 20 anos.

E já se precipitaram a subir hashtag, a ameaçar cancelar o avanti, a abandonar os jogos, a não torcer mais e a prever todo tipo de tragédia e desgraça pra daqui até o fim do ano, caso viesse o Frate pro Palmeiras.

Difícil entender a insatisfação por ter vindo um treinador só porque, há uma década atrás, treinou o nosso rival. Nao pode ser só por isso…

Afinal, Luxemburgo voltou depois de passar por lá, Oswaldo Brandão, pra citar um mais antigo, mas foram diversos que passaram por lá e por aqui: Nelsinho Batista, Tite, Oswaldo de Oliveira, Candinho, Leão, Minelli, num total de 23 treinadores, segundo levantamento inútil, mais um, do PVC.

Mas o que leva então uma torcida a ter essa síndrome de peru de ceia de Natal tão aguda como a nossa?

Porque esse sofrimento precoce antes mesmo do cara chegar, treinar e conseguirmos ver de fato se a contratação foi errada ou não?

Eu não tenho a menor ideia e nem a pretensão de criar hipóteses pra essa patologia comum à maioria das torcidas, mas que no palmeirense parece ser ainda mais nativa e muito mais crônica.

Chega jogador, nem pisou na Academia, mas já tem uma parcela significativa da torcida garantindo que vai dar errado. Lembram do Roger Guedes?

Tinha cara falando que era um absurdo trazer jogador do Criciúma e no fim, era um mala da porra, mas foi importantíssimo pro título de 16…

Só pra citar um.

Isso sem falar naquelas contratações que acham fantasticas e no fim é um fiasco. Ricardo Goulart é o exemplo mais próximo.

Não esqueçamos também daquelas contratações dos rivais, que são absorvidas aqui como tragédias de “como deixamos passar” e no fim viram uns puta duns micos, graças a Deus, nos outros. Diego Souza, quando foi pro Bambi, foi uma choradeira só, e depois…

E já estão fazendo a mesma coisa com o Frate, e numa escala quase majoritária da torcida.

O que divide um pouco é que pra alguns o mundo acabou, e pra outros está em vigor o “eu nao queria, mas já que ele veio…”

Em ambos os casos, a síndrome do peru está presente, porque não há motivo lógico algum pra esse sentimento antecipado de rejeição que mais uma vez domina boa parte da nossa torcida, seja pra odiar, seja pra simplesmente tolerar o novo comandante.

Deixa o cara trabalhar. Já tá assinado e o nosso piti na rede social não vai muda uma vírgula. Se der errado, ai vamos reclamar.

E se der certo, fica economizada muita energia para comemorar os títulos que vierem.

Então, de novo, boa sorte ao Frate e, se começar a gambatear por aqui, daí sim a gente chama aquele volante do Barranquilla que exorcizou o BH, só pra testar um negócio.

AVANTI PALESTRA!

Valeu, Bigode!

7 anos atrás, mas valeria demais, com pouquíssimos reparos, para hoje.
Valeu de novo, Bigode, você é o cara.

Maluco pelo Palmeiras

E lá se foi o Bigode, muito tarde pra alguns, cedo demais para outros. Difícil dizer quem tem razão. Nenhum deles, acho eu.

Não tem certo ou errado. A verdade é que a situação do time estava insustentável, e esta era a última cartada. Nada mais funcionou: aumenta o bicho, aumenta o bicho de novo, conversa, palestra do BOPE, nada. Nessas horas sobra pro treinador, mesmo quando o treinador é ídolo da torcida, mesmo quando é o Felipão.

Ao Felipão, só resta ao palmeirense agradecer. Conseguiu ser campeão com esse grupo de baladeiros e descompromissados que vestem sem nenhuma honra a camisa do Palmeiras. Venceu um campeonato com o time em frangalhos, contusões e suspensões seguidas, tudo e todos contra. Calou muitas e muitas bocas e devolveu, ainda que apenas por um momento, alegria aos olhos dos palmeirenses, o que há 4 anos não se via.

Foram muitos erros também…

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Flamengo 3×0 Palmeiras – BR19

Vou começar por onde não devia.

Mas eu não confio na lisura desse VAR. Longe de querer dar desculpa. Mas dos 4 lances que poderiam ser checados pelo VAR no jogo, os dois a nosso favor foram, os dois contra não.

Invertam-se os lances e eu duvido que os impedimentos, o pênalti e a expulsão teriam sido marcados.

O time que mais brigou pela porra do VAR é tambem.o mais castigado por ele. Só coincidência, é?

“Çei”…

Pronto, falei.

Agora, vamos ao fiasco que foi o Palmeiras nesta tarde desgraçada.

A começar pela inédita escalação de 3 volantes.

Fosse ela usada terça no Pacaembu, até entenderiamos, afinal, estávamos jogando pelo empate.

Mas hoje, não.

Não tinha o menor sentido montar uma retranca contra um time que sabe propor o jogo.

Não bastasse isso, a retranca até podia ter funcionado, não fosse o caminhão de erros individuais na nossa defesa.

Gustavo Gomez no primeiro gol, e Bruno Henrique no segundo, passaram vergonha.

Foram tão juvenis, que o Flamengo nem precisou suar a camisa pra vencer o jogo.

Veio o intervalo e aí o Felipão mais uma vez mostrou que perdeu a mão.

Não apenas por escolher o Veiga pra jogar, mas por deixar o defunto Bruno Henrique em campo e tirar o Mateus Fernandes, um dos poucos que se salvou na 1a etapa.

O resultado foi mais uma vez um Palmeiras inofensivo e resignado com a derrota, sem a menor chance de reação.

Tamanha a inoperância, de novo, que eu apostei que Felipão não iria nem pra coletiva.

Depois eu refleti e entendi que seria uma deselegância dispensar no vestiário um multicampeão pelo Palmeiras como o Bigode é e foi.

Acho que o ciclo dele chegou ao fim. Mas ele merece respeito e o Palmeiras sabe disso.

Ter voltado ao Brasil depois do 7×1, aceitado treinar outra vez o Palmeiras e nos levar a mais uma conquista nacional, Felipão merece um busto nas alamedas.

Mas o ciclo dele com esse elenco se encerrou.

Não funciona mais e as escolhas do Bigode sobre quem.joga, quem sai do jogo e quem entra em campo são prova disso.

Cabe a diretoria decidir se quer ainda disputar alguma coisa esse ano ou se vai inaugurar 2020 desde logo e, nesse caso, seguir insistindo com uma combinação comissão x atletas que nao dá mais liga.

Infelizmente.

Mas futebol é cruel.

O Bigode sabe disso e sairá daqui sem rancor, e nos tambem para com ele. Eu, pelo menos.

Eu te amo, Felipão.

Obrigado.

AVANTI PALESTRA!

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