Arquivo mensal: maio 2018

Cruzeiro 1×0 Palmeiras – BR18

Cada dia mais complicado encontrar inspiração pra escrever sobre um time desalmado e preguiçoso em campo.

Sou contra troca de treinador em meio de temporada, mas me parece que o Roger não tem mais controle do vestiário, se é que algum dia teve.

Exemplo claro disso foi o futebol minúsculo que mais uma vez o camisa 7 jogou, foi responsável direto pelo gol que sofremos e na hora que foi substituído, sai de campo chutando tudo, xingando e tals…

Jogador não é trouxa. Dudu sabia que estava sendo filmado. Fez pra ser visto, pra mandar recado. E quando chega nesse ponto, já era…

Última vez que aconteceu isso, apenas por acaso, foi contra esse mesmo Cruzeiro em Minas Gerais, e desencadeou a crise Felipe Melo x Cuca que culminou no afastamento do volante por meses e a dispensa do treinador no final da temporada, quando já estava tudo perdido.

Pra mim o Roger é pouquíssimo culpado desse time ser tão sem-vergonha e desinteressado em campo. Foi nesse mesmo sistema de jogo que o Palmeira fez jogos memoráveis este ano, como a vitória no Entulhão, a vitória em La Bombonera, a vitória na Arena da Baixada, só pra citar alguns dentre outros tantos jogos bons.

Pra mim é muito muleta falar que o sistema sobrecarrega o Lucas Lima, que o Dudu não pode marcar e blablabla… Com o Carille, que todo mundo morre de amores, o ponta esquerda marca mais que o lateral e ainda faz gol, dá assistência, enfim, é muito menos badalado e muito mais importante pra gambazada do que o nosso 7 tá sendo em campo.

Se eu fosse o Mattos, afastava todos esses jogadores que estão de corpo mole, vocês sabem quem são eles. Mas a gente que é macaco velho no futebol sabe que não é isso que vai acontecer.

Infelizmente, ou felizmente, Roger não deve ser mais o treineiro nos próximos dias ou semanas. A chance de se manter no cargo vai ser ganhar da maior vítima do Allianz Parque, e um resultado adverso contra o bambi será certamente o ponto final da passagem do treinador pelo Palestra. Mas mesmo que ganhe do bambi, se jogar como ontem  contra Flamengo, Gremio ou Ceará, a conta não vai fechar igual…

Por mais errado que eu ache, não tem como tapar o sol com uma peneira. Não dá mais liga, os jogadores não estão rendendo, não sei se por culpa do treinador, talvez um  pouco, talvez muito, mas principalmente porque já cavaram a cova dele e o Palmeiras não pode ficar a mercê disso.

Ontem o jogo do Palmeiras foi pífio. O time não atacou, mal chutou no gol, em nenhum momento ameaçou o Cruzeiro, o meio de campo foi inócuo, os volantes estavam sempre atrasados na cobertura, uma tragédia.

No lance do gol, a marcação pela esquerda, a começar pelo Sr. Dudu, aquele que aparentemente não pode ser criticado e nem substituído pra já começar a dar chiliquinho, ficou olhando o jogador do Cruzeiro cruzar a abola, pra sequência de uma falha bisonha do Dracena e um puta azar da bola parar por acidente na cara do gol e no pé daquele morfético do Sóbis.

– Ah, mas o Caio Ribeiro disse que não concorda que atacante tem que ter responsabilidade de marcar. i) FODA-SE o Caio Ribeiro; ii) se o sistema defensivo está montado para que o ponta inicie a cobertura da marcação, quando o ponta não faz isso, invariavelmente sai o gol do adversário.

Querem exemplos? Palmeiras x Santos, semi do Pacaembu, o primeiro gol do Santos saiu justamente num lance em que o Keno não deu cobertura pro Vitor Luis e a bola foi cruzada na área sem dificuldade nenhuma pro Sacha marcar.

Palmeiras x Gamba na final do Paulistão, o lance inteiro do gol dos lixos começa quando Dudu deixa de acompanhar o Mateus Vital e ele consegue tabelar, Antonio Carlos tem que sair da sua posição pra cobrir as costas do Marcos Rocha e o resto da tragédia vocês lembram bem.

De novo, não vou entrar no mérito se o ponta tem que ajudar na marcação ou não. A questão é, se o sistema montado pelo treinador depende disso, compete ao jogador executar. E quando não executa, dá a brecha pro adversário fazer gol.

É simples, quase cartesiano, não precisa ser cientista de foguete pra entender: o que quer dizer quando o jogador deixa de obedecer o sistema tático proposto pelo técnico?

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 2×3 Sport – BR18

Que lástima.

O que essa derrota fará falta lá na frente não está escrito…

Fica difícil de pensar a longo prazo com um futebol tão instável.

A gente quer acreditar, apoiar e ter esperança, mas é difícil com resultados pífios como esse…

Nem vale a pena falar sobre erros individuais numa derrota que de tão safada não salva absolutamente ninguém.

Que lixo.

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 1×1 América/MG – Copa BR18

Otimistas dirão que o time se ressentiu da ausência inesperada do Dudu, o que fez a equipe montada para compensar a ausência do Borja sentisse em organização e desenvolvimento tático.

Eu vou dizer que, dos 4 mata-mata que o Roger disputou até aqui, foi o terceiro péssimo resultado depois de 4 vitórias na casa do adversário. Só ganhamos do Novorizontino na nossa casa, e sofremos derrotas inexplicáveis contra Lambari e Gambá, além do empate sofrível de hoje, que bastou de forma bem modorrenta para nossa classificação.

Pessimismos à parte, acho que é pra se preocupar sim, O desempenho do Palmeiras em partidas mata-mata tem sido pífio. Na próxima fase da Copa do Brasil só teremos jogos contra times de primeira linha. Na Libertadores, vem por aí Flamengo, Racing, Boca, Independiente, Nacional, só jogo grande, e o Palmeiras não pode prosseguir construindo o resultado fora de casa e depois jogar tudo na lata do lixo no Allianz.

De novo, perdemos a vantagem construída na casa do adversário ainda no primeiro tempo, por erros juvenis que já nos custaram, só nesse ano, duas disputas de penalti e a perda de um título dentro da nossa casa.

Algo precisa ser feito. O espírito vencedor e a concentração que esse time tem fora de casa não podem se dissipar diante da própria torcida. Ainda mais de uma torcida que só apoia e canta sem parar… Não dá pra entender.

Que San Gennaro siga iluminando o Bigode, hoje ele salvou o Verdão de uma possível e irrecuperável tragédia, precisa agradecer, viu Roger…

Alô, Professor! Ainda é tempo de melhorar essa pegada como mandante, e se puder dar uma dica, não escale mais o Deyverson nem no rachão de sexta à tarde, muito menos ainda como titular em jogo decisivo; pode ser?

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 3×0 Bahia – BR18

O Palmeiras fez com o Bahia o que o torcedor gostaria que fosse feito com qualquer visitante. 1×0 logo de cara, 3 antes do intervalo. Depois só administrou o resultado e até podia ter feito mais. Jogo leve, agradável, como a gente quer que seja sempre.

E fica a dúvida se a facilidade do time em campo tem a ver ou não com a ausência do Dudu. Longe de mim querer polemizar, mas com a bolinha que o 7 vinha jogando, certamente sua ausência foi mais positiva do que negativa ao time.

Mais uma excelente partida do Borja, fez o décimo quinto gol em 23 jogos, e ainda deu assistência pro primeiro gol, feito pelo William. O gol dele veio em passe perfeito do Lucas Lima.

E o gol do AC saiu em passe pela direita do Marcos Rocha, em mais uma jogada ensaiada de escanteio.

E  nos 3 gols, a bola passou decisivamente pelos pés do Lucas Lima, que fez uma das suas melhores partidas desde que chegou.

Na parte defensiva, o Bahia bem que criou algumas chances, mas não conseguiu passar pelo Jaílson. Definitivamente, se há um problema que o Palmeiras não tem, é goleiro. Quem jogar, corresponde.

Com a vitória o Verdão chegou a 11 pontos, e segue a 2 pontos do líder Galo, empatado com o Flamengo que ficou no 1×1 com o Vasco.

Se eu fosse o Roger, repetia esse time contra o América. Mais que merecido.

AVANTI PALESTRA! 

Palmeiras 3×1 Jr. Barranquilla – Liberta18

Com a vitória de hoje, o time misto do Palmeiras encaminhou a melhor campanha da Libertadores na fase de grupos. O Verdão poderá decidir em casa em todos as fases do mata-mata.

Foram a campo 9 reservas (Prass, Mayke, Luan, Emerson e VL, TS, Tche Tche, Guerra e William), Dudu e Borja.

E foi um primeiro tempo sofrível, atrapalhado do Palmeiras, r se não fossem 03 milagres do Prass, teria sido tragédia.

No segundo tempo, foi a vez de Borja desencantar e fazer logo 3 gols, todos ali dentro da área, no único lugar do campo onde ele funciona.

Ainda teve um penalti do mais safado marcado pelo juiz, que o Prass pegou, e um gol do mais impedido do Jr., que o juiz deu.

Fica difícil decidir quem foi mais importante, Borja com o hat trick ou o Prass com 4 defesas monstruosas.

Vitória importantíssima do Palmeiras, que fecha a 1a fase com 16 pontos, 14 gols marcados e 3 sofridos, 89% de aproveitamento. Resultado importante também para impedir que o resultado adverso do final de semana impedisse a boa sequencia que o Palmeiras vinha tendo até então.

Não fossem as 3 derrotas pro Gambá no ano, duas delas bem questionáveis, o Palmeiras teria perdido apenas pro Santos, no Pacaembu, num jogo em que o Verdão acabou classificado, e pro São Caetano, com um time inteiro reserva e num jogo sem relevância nenhuma.

Isso não quer dizer que perder 3 jogos de 4 no ano pro Gambá possa ser considerado normal ou aceitável. Nunca será.

Mas também não é pra sair derrubando treinador, seria um absoluto contrasenso. As vitórias contra o Gambá, elas virão no momento certo. Podem me cobrar.

E o ponto alto do jogo pra mim foi ver a faixa de capitão nos braços do Fernando Prass. Esse sim entende o que é e o que representa o papel do capitão pro elenco e pra torcida. No sábado, a faixa deve ficar com Felipe Melo ou Edu Dracena, já que o camisa 7 está suspenso.

E quando ele voltar, que fique longe da braçadeira, que tanto ele fez por não merecer. Melhor assim,

E que venha o Bahia.

AVANTI PALESTRA!   

SCCP 1×0 Palmeiras – BR18

Finalmente uma derrota pra chamar de minha. A primeira em sabe-se lá quantas em que não teve lance decisivo da arbitragem pro time imundo. É quase um alívio…

O que faltou pro Palmeiras foi sorte, tesão de ganhar e uma leitura de jogo acertada do treinador.

Porque o time que não foi mal no 1T desapareceu com as péssimas alterações feitas pelo treinador na etapa final. A começar pela manutenção do Dudu em campo. Não importa quanto o capitão jogue mal, parece que o Roger tem medo de tirá-lo do campo.

A entrada de Guerra pelo segundo jogo seguido e sem jogar absolutamente nada também gera descontentamento. E o Hyoran que estava indo tão bem???

E o Tche Tche no lugar do TS também terminou de bagunçar de vez o time. Péssima tarde do Roger.

E mesmo assim, foram 3 bolas na trave, a primeira delas num lance imediatamente anterior ao gol do adversário, num contragolpe que faltou inteligência pro time do Palmeiras matar a jogada. Deixaram a jogada seguir e levaram o gol. Pura cabacice.

E no segundo tempo, apesar da bagunça tática, mais duas bolas na trave do Gambá.  Sinal de que o Palmeiras não pode contar nem com a sorte quando joga contra a imundície. De novo, nenhuma novidade…

Se é que dá pra tirar alguma coisa de bom dessa péssima partida, é que tem muito jogador que tá mamando no nome faz tempo, e o futebol tá cada vez menor. Dudu de capitão não me representa e já não é de hoje. Se ele tivesse vergonha na cara, depois do futebolzinho de hoje, devolvia a braçadeira e dizia: não mereço.

Lucas Lima também precisa parar de sumir em jogo grande, deitar contra o Novorizontino é fácil, jogar clássico é outra história…

Resumindo, se esse time quer chegar em algum lugar esse ano, tá na hora de mostrar mais sangue na veia. Tá faltando brio…

AVANTI PALESTRA! 

América/Mg 1×2 Palmeiras – CBR 18

Com gol e assistência de Borja, o Palmeiras abriu boa vantagem contra o América/MG pela primeira partida da oitava de finais da Copa do Brasil. Poderia ser ainda melhor a vantagem, não fosse o erro bizarro de AC na zaga, mais um que acabou virando gol do adversário.

Acho o AC um ótimo zagueiro, mas tem um azar da porra. Errou, é gol… Nada que mereça bronca por parte da torcida ou do treinador, o moleque é muito bom e essa zica vai largar do pé dele. Se for a única presepada da semana, já está de bom tamanho.

Ainda teve um erro bisonho da arbitragem que nos tirou o que seria o terceiro gol, num lance em que o jogador do América caiu absolutamente sozinho num lance em que o Keno ficaria livre pra tocar por também livre Borja na cara do gol. Sempre esses morféticos do apito no caminho do Palmeiras… Também se for só essa tosquice do apito na semana, podemos louvar de pé…

Com o gol de hoje, Borja chega a 10 marcados em 19 jogos este ano. Lucas Lima chegou à sétima assistência. E no segundo gol assistência do Borja e gol do Keno, possivelmente o melhor jogador do Palmeiras no ano até aqui. Tá voando o 11!

O América, por sua vez, não vendeu barato a vitória e deu trabalho pro sistema defensivo do Palmeiras, obrigando o Jaílson a fazer várias defesas complicadas. A avenida do Verdão foi pela esquerda do sistema defensivo, principalmente em cima do Diogo Barbosa e aproveitando ainda uma partida modesta do Felipe Melo.

De qualquer forma, a maratona do Verdão como visitante segue caminhando bem: 3 jogos, 3 vitórias. Em 14 dias o Palmeiras esteve em Bs As, Lima, Curitiba e Belo Horizonte, e terminará a semana no extremo leste de São Paulo, o que não deixa de ser também uma viagem…

No ano, são 12 vitórias em 15. As mesmas 12 vitórias que o Palmeiras teve como visitante em 2017 inteiro. São números expressivos, que seriam ainda mais significativos se o Palmeiras estivesse mantendo seu aproveitamento padrão dentro de casa.

Nada que deva ocupar a cabeça do Roger até a próxima segunda-feira, afinal ainda teremos que visitar aquela longínqua pocilga construída com dinheiro público e com entulho do Velho Palestra.

Diferente das duas outras ocasiões em que fomos jogar intra eles este ano, minha expectativa e preocupação com o jogo deste domingo é nenhuma. Já me convenci de que o Derby morreu depois da final do Paulistão e que não existe hipótese de um jogo justo quando do outro lado está reunida toda a imundície do universo do futebol – e não só dele.

Então, qualquer preocupação é perda de tempo e desperdício de neurônios. Que o Palmeiras jogue pra ganhar do Gambá, dos sete integrantes da comissão de arbitragem, dos tutores, da emissora de tv e do seu comentárista/árbitro de vídeo particulr, e de tudo o mais que estará exclusivamente a serviço do adversário. Só assim os 3 pontos virão.

E eles virão.

AVANTI PALESTRA!    

A/PR 1×3 Palmeiras – BR18

Em mais uma exibição de gala como visitante, o Palmeiras não tomou conhecimento do Atlético-PR, que não sabia o que era perder em casa desde novembro.

Com a vitória de ontem o Palmeiras já soma 11 triunfos fora de casa, 2 empates e uma única derrota pro apito lá em Itaquera.

Roger mandou a campo um time diferente, com Moises e William nos lugares de LL e Borja. Prêmio merecido pra excelente atuação dos dois em Lima.

Mas o Moisés sentiu a coxa logo aos 6 minutos, e o LL foi pro jogo.

O primeiro gol veio numa roubada de bola no campo de ataque, aproveitando do estilo de jogo do time do Fernando Diniz, que não dá chutão, mas passa cada perrengue… a bola girou até o Dudu, que inverteu pro Keno dominar, invadir a área e só rolar pro golaço de Bruno Henrique.

No segundo gol, jogada ensaiada no escanteio, Dudu encheu o pé do bico da área e no rebote do goleiro, Marcos Rocha mandou pra rede.

No terceiro, roudaba de bola no campo de defesa, Hyoran fez a ligação direta pro Bigode só apostar corrida com o zagueiro e bater alta na saida do goleiro. 3×0 na casa dos caras…

O gol do A-PR veio em boa jogada por cima da nossa zaga, e o Jailson, que já tinha feito pelo menos duas defesas incriveis, ainda quase pegou.

E o Palmeiras ainda podia ter saido com 4 ou 5, com boas chances desperdiçadas pelo LL num lance e pelo Hyoran e Dudu no outro.

Meio da semana vamos ao Independência pra partida de ida da Copa do Brasil contra o América-MG e no dia das mães vamos visitar o estadual da ZL contra o time que tem várias mães: a arbitragem, a FPF, a emissora de tv… todo cuidado lá é pouco e só nos resta torcer que o jogo seja decidido na bola.

AVANTI PALESTRA!

Agradecimento ao grande Henricão pelo auxilio no post de hoje

Alianza Lima 1×3 Palmeiras – Libertadores18

O Palmeiras confirmou o que todo mundo já percebeu: não há melhor aproveitamento de visitante do que o do Verdão. 100% na Liberta, 82% no ano, ninguém ganha mais ponto fora de casa do que o Palestra. A hora que as vitórias em casa vierem na mesma proporção, vai ficar embaçado pros adversários.

Depois do mau resultado contra a Chapecoense, cobramos aqui que o Roger rodasse o elenco. Hoje, apesar da fraqueza do adversário, o treinador fez exatamente o que se esperava: deu chance pra Mayke, Luan, Thiago Santos, Tche Tche, Hyoran, alguns que mal tinham jogado este ano, para mostrarem seu valor.

Ainda, Roger deu chance ao Moises para jogar mais avançado, e testou um sistema com dois meias e dois atacantes – Borja e William – contra o tradicional 3-1 de Dudu, Lucas Lima, Keno e Borja. 

Deu tudo certo. Moisés mostrou o futebol de 2016, quando jogava justamente mais avançado, e além do fino da bola, ainda deu duas assistências, a última de letra, uma pintura.

Hyoran, em sua primeira partida como titular, a segunda no ano, fez gol, mandou bola na trave, jogou tudo que sabia e mostrou que tem alternativa à inoperância ofensiva no ataque quando o time joga dentro de casa.

William foi outro que jogou demais, fez o dele e ainda criou várias chances de gol, inclusive a que acabou virando o terceiro do Verdão, feito por Borja.

No geral, todo mundo jogou muito bem, e os titulares puderam descansar para a dura partida pelo Brasileiro, contra o Atlético, lá em Curitiba.

Com o resultado, o Verdão confirmou a primeira posição no Grupo e uma vitória em casa garante o Palmeiras com a melhor campanha da 1a fase, com o direito de decidir sempre no Allianz os confrontos da próxima fase.

Agora o Verdão vai pra uma sequencia de três jogos fora – A/PR, América/MG e Gambá, e depois serão 4 jogos em casa – Barranquilla, Bahia, América/MG e Sport, fechando o mês de maio contra o Cruzeiro em BH.

Que com as novas opções testadas hoje, inclusive de variação tática, o Palmeiras tem tudo pra passar a jogar bem no Allianz como tem jogado na casa dos outros. Pra cima deles.

AVANTI PALESTRA!  

        

Quase uma Década depois, a verdade?

– Apitei a falta antes da bola chegar. O Obina puxa o zagueiro e posteriormente o zagueiro puxa o Obina, que mesmo puxado fez o gol de cabeça. O jogo já havia parado. Se a televisão não pegou, é outro problema. Eu vi no campo

Portal Extra, 09/11/2009.

– Os meus auxiliares (José Antonio Filho e Marcelo Bertanha), na volta do intervalo, disseram que o Obina comentou com eles que os dois ficaram se agarrando. E disse ter puxado o zagueiro (na verdade o atacante Maicon) 

Portal Extra, 10/11/2009, citando entrevista dada à Folha de São Paulo.

– O Obina confessou que fez a falta. Tem uma rádio aqui em Porto Alegre que colocou essa fala do jogador, ele dizendo que segurou o adversário. No meu entendimento houve a infração e foi isso que apitei.

Apito Nacional, 21/01/2010.

‘Ele é um bom jogador. Além de tudo, muito honesto. Quando comete falta, como foi o caso do jogo contra o Fluminense em 2008 (na realidade, em 2009), ele mesmo veio ao microfone e disse que fez a determinada falta’

Portal Veja, 02/08/2012, citando declaração dada durante a transmissão pela Fox Sports de Palmeiras x Botafogo na Sulamericana.

Não contou a verdade nenhuma dessas vezes. E não sou eu que estou dizendo. Foi ele mesmo quem confirmou:

– Só mostram uma parte. Não foi escanteio (para o Palmeiras), era tiro de meta (para o Fluminense). Depois, foi cobrado o escanteio, o zagueiro afastou, deu rebote e o Obina fez. Apitei antes. Hoje, assumo que errei. Era tiro de meta, fiquei com a pulga atrás da orelha. O cara dá perigo de gol. Muitas vezes dá certo, essa não. Eu via a fita para ver onde errei. Vi que a gritaria era enorme. De fato, o lance era tiro de meta, foi um equívoco. Tentei acertar e acabei errando. Se acontece o gol, o outro lado iria reclamar, pois era tiro de meta

Uol Esporte, 30/04/2018, citando declaração dada durante o programa Jogo Sagrado, da Fox Sports. Falou a verdade.

Será? Como acreditar em quem contava uma verdade bem diferente dessa durante todos esses anos? Na mesma ocasião do programa da Fox Sports exibido na última segunda-feira, o ex-árbitro ainda disse que sabia que tinha errado logo na semana seguinte ao jogo, ou seja, antes de dar todas as declarações acima transcritas de 2009, 2010 e 2012.

Mas, principalmente, como reparar todo prejuízo causado ao Palmeiras? Sim, porque a confissão dada de livre e espontânea vontade pelo ex-apitador conteve ainda requintes de crueldade, como a admissão expressa de que a anulação do gol bom do Obina foi para compensar um suposto erro na marcação do escanteio no lance anterior.

O tal do perigo de gol. Aquela apitada “providencial” que todo juiz dá, para marcar uma falta de ataque inexistente, logo na sequência de um lance polêmico com muita reclamação da defesa adversária. É uma forma de corrigir um possível erro no lance anterior. 

Mas, relembremos, com as imagens, o que aconteceu naquele lance: primeiro, o lance do escanteio: falta cobrada na área do Fluminense, Obina cabeceia pra baixo, a bola sobe depois de desvio na zaga, e o escanteio é marcado. Um único jogador do Fluminense levanta a mão pra dizer que não teria sido escanteio.

a partir dos 28 mins. 

O jogo segue normal, o escanteio foi batido, a bola foi rebatida e somente no cruzamento seguinte é que o Obina, na frente do marcador, faz o gol absolutamente legal.

Vale lembrar, ainda, que a dúvida quanto ao suposto tiro de meta no lugar do escanteio só foi sugerida pela transmissão da TV no intervalo de jogo, e que nem mesmo o time do Fluminense reclamou na hora do lance – como disse acima, só um jogador levantou o braço e deixou o jogo seguir.

Era um lance de interpretação, e não um erro grave como agora se sugere, para justificar uma suposta compensação com a anulação do gol legal. Fosse tiro de meta ou escanteio, ninguém poderia reclamar com essa veemência toda que, de fato, ninguém reclamou.

Ou seja, tudo leva a crer que não houve compensação porra nenhuma no lance. E mesmo que tivesse havido, seria o maior dos absurdos dos absurdos anular um gol dois lances depois de um escanteio supostamente mal marcado…

É até possível que o Palmeiras não fosse o campeão mesmo que tivesse vencido aquele jogo. Nunca saberemos. Apenas pelos pontos perdidos naquela tarde no Maracanã, não seria, mas 3 pontos na bagagem de volta do rio de Janeiro há 4 rodadas do fim, traria todo um ânimo diferente pra equipe naquela reta final…

Mas, se o gol não tivesse sido mal anulado, o Fluminense teria sido rebaixado, isso se pode afirmar COM CERTEZA ABSOLUTA, pois com o empate (o jogo seria 1×1) teria feito 44 pontos contra 45 do Coritiba, que acabou jogando a Série B de 2010 no lugar do clube carioca (com o 1×0 contra a gente, o Fluminense fez 46 pontos e se safou da degola).

Assim postas as coisas, considerando os interesses e os envolvidos, é bem difícil de acreditar nesta nova “verdade” depois de tantos anos contando histórias bem diferentes da atual.  A principal delas, repetida várias vezes, era a de que Obina teria confessado a falta. Foi desmentido por vezes ao longo desses anos todos, pelo Obina e pelo Palmeiras. O pedido de desculpas, aliás, sepulta a dúvida.

Mas uma coisa jamais poderá ser desdita: é o tal do “perigo de gol” naquele lance. Se foi por causa do escanteio que seria tiro de meta, ou se foi por qualquer outro motivo não revelado, o certo é que, SEM NENHUMA DÚVIDA, houve uma anulação premeditada (pensada, proposital) de um gol legal do Palmeiras, que podia ter trazido então o nono caneco nacional pra nossa sala de troféus (que lá está desde 2016), que teria confirmado mais um rebaixamento do Fluminense e que teria evitado o mesmo destino ao Coritiba, o único que não tinha nada a ver com a história, aquele que foi a vítima da bala perdida da vez…

Essa declaração, com quase uma década de atraso, por mais que não se possa confiar nela cegamente, só vem a confirmar o que há muito se sabe: árbitros interferem nos resultados dos jogos, quer por motivos pessoais – como evitar uma geladeira por validar um gol ilegal – quer por razões outras que jamais conheceremos.

Não é só ruindade, como a imprensa tenta nos empurrar goela abaixo. Muito longe disso. É até natural que os programas esportivos defendam esses lances seguidos de interferência no resultado das partidas como meros erros, porque como vender um produto – a audiência do futebol – se ele tivesse a mesma credibilidade de um telequete?

Por isso é muito raro que se encontre jornalista que, diante de um absurdo escabroso como a final do Campeonato Paulista deste ano, se disponha a investigar os fatos; é muito mais fácil e cômodo, inclusive para manter o emprego, debochar de quem, de forma inédita, decidiu peitar o sistema e o esquema e passou a lutar contra todos para provar o que todo mundo tá cansado de saber.

Para nós, palmeirenses, que somos sempre acusados de sofrermos de mania de perseguição, essa declaração com quase uma década de atraso, se é que serve pra alguma coisa, presta apenas pra confirmar o que sempre soubemos: dependendo do adversário, dependendo do soprador de apito, nunca será um mero erro inocente de arbitragem contra o Palmeiras.

Mas é esse o ônus de quem tem a história limpa, uma cruz que o Palmeiras carrega cada vez mais sem medo das consequências, sejam elas quais forem…

AVANTI PALESTRA!

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