Arquivo mensal: maio 2017

SPFC 2×0 Palmeiras – BR17

Quando começa errado, dificilmente as coisas se endireitam depois.

Cuca mandou pra campo um time totalmente modificado. Estreou o Maike na direita, Usou o Felipe Melo como líbero no meio de Mina e Juninho, Michel na esquerda, Jean e Tche Tche no meio junto de Guerra e Dudu, com William no lugar do Borja.

De trás pra frente, comecemos lembrando que o William de centroavante não funciona. Ainda mais com o time do Jd. Leonor com 03 zagueiros.

E o Dudu deslocado pro meio também não funciona. E Jean e Tche Tche juntos tem funcionado quando o Palmeiras perde o meio de campo, o que não era o caso ontem, já que o bambi não ficava nem 1 minuto com a bola e já devolvia pra gente.

E o Felipe Melo recuado também não pôde produzir o bom futebol que vem jogando.

Ou seja, tudo errado. Mesmo assim, O Palmeiras dominou todo o primeiro tempo, ficou mais com a bola, mas não produziu o suficiente pra abrir o placar.

No segundo tempo, Cuca demorou pra mexer. E o bambi se organizou e começou a criar algumas chances, nada que pudesse ser realmente ameaçador.

Daí, como aquela máxima de quando nada é pra dar certo, não vai dar certo, começaram as falhas individuais.

Primeiro o Prass aceitou um chute ridículo do Pratto, a bola passou entre ele e a trave.

Segundo, o Cuca me tira o Guerra pra colocar o Keno, insistindo em manter o meio de campo com 03 volantes contra um time que já estava com 03 zagueiros e muito satisfeito com o resultado.

Mesmo assim, conseguimos um penalti a nosso favor. E era o terceiro erro, Jean bateu mal demais, pra fora.

Cuca finalmente abriu mão do esquema e sacou o Felipe Melo pra entrada do Borja. E ainda trocou o William pelo Roger Guedes. Mas o Palmeiras não melhorou.

E o Prass ainda aceitou outro gol daqueles que ele não costuma tomar. A bola passou por baixo dele num chute rasteiro da entrada da área do Luis Araújo.

No fim, o que pesou mesmo foi o desempenho modesto do time, muito em conta das escolhas erradas do Cuca, dentre elas deixar o nosso único 9 do elenco no banco pra colocar o Wiliam improvisado na função que, perguntem ao Eduardo Batista, ele não sabe fazer.

Que essa derrota sirva pra acabar com o oba-oba, o Palmeiras não vai ganhar jogo só por ter elenco caro, vai ter que jogar bola, e vai ter que ser escalado com o que tem de melhor, sem invenção.

Quarta-feira, em PoA, espero que o Cuca volte ao esquema e escalação tradicionais.

AVANTI PALESTRA! 

 

Palmeiras 3×1 Atl. Tucuman – Libertadores17

Tivemos hoje o quarto jogo desde o retorno do cuca ao Palmeiras. Na primeira passagem do treinador aqui, contabilizamos nesse mesmo período 4 derrotas e a confirmação da já desenhada eliminação no torneio continental. Tivemos ainda uma sacolada pro Água Santa.

Dessa vez são 3 vitórias e uma derrota do time reserva. 8 gols pró e 2 contra.

É claro que ainda tem ajustes finos a serem feitos. O time vem se ressentindo da ausência de Moisés, apesar do Guerra estar jogando o fino da bola. 

Sempre que o adversário sobe a marcação o Palmeiras sofre em campo. 

Borja também ainda não conseguiu deslanchar com o Cuca, apesar da boa atuação contra o Vasco.

O bom é que agora teremos 4 semanas pra acertar todos os pontos necessários e entrar pra fase decisiva da Liberta com o time voando.

O BR e a CDB servirão de treino. Mas não vai ter moleza, próximos 4 jogos são com Bambi, Inter, Galo e Flu. Melhor assim, é só com grandes desafios que se mede a qualidade do time. 

Sobre o jogo, o Palmeiras saiu na frente com Mina, em bela jogada ensaiada em cobrança de falta.

Depois disso o time penou um pouco com a marcação alta do Tucumán, mas mesmo assim o Roger Guedes teve duas chances claras de gol mas a bola não entrou.

Na etapa final o Palmeiras demorou pra liquidar o jogo e acabou levando o empate numa bola nas costas do Jean e que teve uma borboletada monstra do Prass.

Cuca colocou o Fabiano no lugar do Guedes, e deslocou o Jean pra compor o meio com TS e Tche Tche. E tirou o Borja pra colocar o William.

E deu certo. Em pouco tempo William dominou bola na área, limpou o zagueiro e bateu forte e rasteira no canto, quase a queima-roupa. 2×1.

 Já no fim da partida, depois de bela jogada de Michel Bastos (que entrou no lugar do Guerra) pela direita e Tche Tche achou o Zé sozinho no meio da área pra, de primeira, mandar uma patada no melhor estilo L2+quadrado pra liquidar a fatura.

3×1 complexo. Mas esse time dá todos os sinais que ainda vai render muito mais na mão do Cuca, é questão de tempo.

E já pode começar neste sábado, né? Dia de encerrar o tabu lá no Panetone. E de preferência colocando lenha na fogueira do ajoelhador profissional que teve sua maior fama na carreira como reserva do Marcão.

Pra cima delas!

AVANTI PALESTRA!

Chapecoense 1×0 Palmeiras – BR17

O time misto do Palmeiras não deu conta do recado e perdeu pra Chapecoense lá na arena Condá. 

Faltou bola pra muitos, mas pra alguns faltou vontade. 

Mas não vamos esquecer que o foco é a Libertadores que, nesta quarta, tem jogo decisivo. 

Cuca acertou ao poupar os principais jogadores. Jogo do ano é quarta. No BR ainda tem 36 rodadas pra ir buscar.

E nosso elenco ainda tem lacunas qur precisam ser preenchidas. Mas o Mattos dará conta disso.

Michel Bastos, que jogador.

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 1×0 Inter – CDB17

E o primeiro jogo decisivo do Cuca no seu retorno ao Verdão foi com vitória.

Há quem não tenha gostado do rendimento econômico do time. A vitória simples realmente não empolgou.

Mas em torneio mata-mata, em que gol fora é critério de desempate, quando o primeiro jogo é em casa a regra principal é não tomar gol, a segunda é ganhar. E o Palmeiras fez as duas coisas. Então está ótimo.

Não custa lembrar que Borja driblou o goleiro no primeiro tempo e chutou pra fora. E Dudu, no segundo, era só ter rolado a bola pro Eric e o Palmeiras já teria lacrado o caixão.

E o Inter teve duas chances, em bolas paradas, uma que parou no travessão do que seria um gol contra do Borja, e a outra numa defesa monstra do Prass. 

Resultado bom, e segue o jogo, lembrando que a Copa do Brasil é a terceira prioridade nesta temporada.

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 4×0 Vasco – BR17

OOOOOO, o Cucabol voltoooou!!!!

E junto dele vieram a calça roxa, as goleadas e a consistência defensiva. Só coisas boas.

Voltou também a inteligência de mudar o time sem ter que fazer substituição. Uma simples troca de posição entre Jean e Tchê Tchê transformou um 1×0 apertado num passeio bem confortável do Verdão.

Eu nem comentei na última semana a queda do Eduardo e a contratação do Cuca porque, honestamente, nem era necessário. 10 entre 10 palmeirenses ficaram aliviados com a volta do Cuca e, com ele, a esperança de que o melhor elenco do Brasil voltasse a jogar um bom futebol.

Quando o Eduardo chegou, vi posts e mais posts de gente tentando apresentar o treinador como um grande estrategista, um estudioso, como muita gente o chamava. Vi até representações gráficas dos sistemas defensivos do Baptista, com teorias e mais teorias sobre as invenções e – como falavam – inovações que o Eduardo propunha.

Pensei que veria o sucessor de Rinus Michels no nosso banco de reservas.

Nem vou entrar no mérito se os trabalhos que o Eduardo fez no Sport ou na Ponte justificavam essa impressão dele. Talvez até justificassem. Mas esqueceram que aqui é Palmeiras.

Aqui nem Muricy Ramalho, que até no São Caetano levantou caneco, conseguiu dar a volta olímpica. Não a toa que nos últimos 24 anos, apenas 04 treinadores conseguiram levar o time às conquistas que o torcedor tanto queria (me desculpem o PegapegapegaPicerni e o Gilson Kleina, mas vocês não contam por razões um tanto mais do que óbvias).

Aqui, treinador “inovador” feito o EB é comido com farofa. Tanto que se teve uma coisa que aqui ele inovou, foi transformar a melhor defesa do Brasil de 2016 em uma peneira que já levou quase 02 gols por jogo na Libertadores…

Enfim, boa sorte na sequência da carreira, mas até nunca mais. E nada contra ele, mas sim contra esse perfil de jovem+promessa+vindo+da+Ponte+Preta que até meus filhos que nem 5 anos têm já sabem que não vinga aqui pros lados do Palestra.

Voltando ao jogo, o tal do Jomar vai ter pesadelo com o Dudu hoje AHAHAHAH, conseguiu fazer dois penaltis no 07 mais liso da América do Sul e, para a surpresa até dos cruzmaltinos, não foi expulso pelo complacente apitador, que entre o primeiro e segundo penals já tinha amarelado o pobre camisa 3 vascaíno.

Jean marcou o primeiro penal, e Borja o segundo (o quarto do Verdão na partida). Jean teve participação direta também no segundo gol, com chute cruzado que deu rebote pro Guerra, tranquilo, só desviar pro fundo do gol, ainda na primeira perna da partida.

Antes de marcar o seu penal, Borja já tinha desencantado e feito o terceiro do Verdão, de cabeça, em excelente jogada pela direita que começou no Mina e terminou com o cruzamento perfeito do Tchê Tchê pro Borja só desviar, logo no retorno do segundo tempo.

Mina, aliás, que ao lado do Felipe Melo, sobraram em campo. Jogaram demais. 

No fim, a impressão que deu é que não só o Cuca voltou de férias, mas também o futebol intenso que fez do Palmeiras o melhor time do Brasil em 16.

Esse recesso nos custou o título paulista mais fácil dos últimos 10 anos, mas desde o início já sabíamos que os objetivos desse ano eram muito maiores do que levantar a taça do Estadual.

A primeira meta já está encaminhada, mais 1 ponto e já entramos na segunda fase da Libertadores. A segunda meta será defender esse título brasileiro, com a vantagem de já não ter mais sobre os ombros do time, comissão e torcida o peso de tantos e tantos anos sem conquistar o caneco nacional.

O primeiro passo está dado. Vamos aos próximos 37.

AVANTI PALESTRA!

Jorge Wilstermann 3×2 Palmeiras – Libertadores17

Então bora trabalhar mais e falar menos, EB, porque bola esse time tem – e muita – pra jogar. É só escalar bem, substituir bem e dar padrão – ou pelo menos manter aquele que nos rendeu o título de campeão brasileiro de 2016 – que chegaremos a todos os nossos objetivos.

Assim fechei o post após a vitória épica da quarta-feira passada. Mas foi em vão. Com mais uma atuação trágica da zaga – VH e Jean em especial – e bem abaixo da crítica dos demais setores, o Palmeiras conheceu sua primeira derrota na Libertadores.

O que parecia um bom começo de jogo logo foi sumindo e, de novo, o Palmeiras ofereceu seu ponto fraco pro adversário – a bola parada. Assim como já havia ocorrido com o Penarol em casa, demos as faltas na boca da área pro adversário, até o primeiro gol sair, depois de uma falha vergonhosa de Vitor Hugo no tempo da bola.

Nem deu tempo do Palmeiras assimilar o golpe e, num lance em que o time inteiro assistiu o volante dos caras desarmar o Guerra, atrás do meio de campo, e caminhar tranquilo por toda a nossa intermediária, até acertar um improvável chute de fora da área, já víamos mais uma vez se desenhando a história da semana passada…

Ainda achamos, nos descontos, um gol que parecia dar esperança.

Mas só pareceu mesmo. As alterações no intervalo não deram certo, principalmente a retirada do TS, aos 18 do 2T, pra colocar o Keno. Enquanto nosso meio batia cabeça tentando adequar a falta da referência defensiva de um primeiro volante, em mais um lance bizarro da zaga, dessa vez com Jean, Prass fez um penalti ainda mais bizarro, e o que era chance de conseguir o placar virou vinagre.

O JW ainda fez um gol contra pra nos ajudar, mas mesmo assim não bastou. No fim, 3×2 justo pros donos da casa, e a combinação dos resultados tira o Palmeiras da zona de conforto, apesar de ainda ser o líder do Grupo.

Ainda falta 1 ponto pra classificar e vamos jogar a última rodada em casa, só dependendo de nós mesmos. Qualquer conta agora é só pra passar vergonha.

Com 10 gols marcados em 5 jogos, o ataque segue bem positivo, apesar da quantidade absurda de gols no sufoco. Mas com 8 gols sofridos no mesmo período, fica claro que existe um déficit técnico razoável no sistema defensivo.

Aí o treinador que tinha subido nas tamancas – com razão – na coletiva da semana passada no Uruguai, hoje se dá ao direito de dizer que a culpa do mau resultado era do gramado. Verdade: a culpa é da grama não ser mágica pra fazer um time tão sem recursos técnicos – principalmente na defesa – apresente um bom futebol.

Não fode, Baptista…

AVANTI PALESTRA!

 

 

 

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