Red Bull 1 x 3 Palmeiras – Paulistão17

Está se tornando um padrão. O Palmeiras constrói o resultado – 1 ou 2×0 – e de repente começa a sofrer uma pressão inexplicável do adversário, ainda que de capacidade técnica muito inferior.

É um defeito que precisa ser imediatamente corrigido, às vésperas da estreia na Libertadores. Não é possível um time tão qualificado perder o controle de partidas ganhas e colocar em risco os 3 pontos conquistados até então com certa facilidade.

Ontem foi tipicamente assim. O Palmeiras abriu o placar com William, ainda no começo do primeiro tempo, aos 8. Outras boas chances criadas por William, Keno e Guerra foram desperdiçadas, enquanto que na zaga, a não ser por um chute de fora da área. bem defendido pelo Prass, o jogo seguia bem tranquilo.

No segundo tempo, William, Keno e Guerra deram lugar pra Borja, Michel Bastos e Roger Guedes. E o Palmeiras continuou superior, apesar de já começar a tomar alguma pressão do adversário quando o RG fez o segundo gol.

Era pra liquidar a fatura, mas aos 43 tomamos um gol besta, e era o combustível desnecessário pro Red Bull buscar o empate de um jogo praticamente perdido. O mesmo filme do jogo com a Ferroviária, exceto pelo tempo de jogo.

Mas aí, de novo, tava lá o Borja pra arrumar as coisas. Numa cobrança de falta que o Borja jantou o zagueiro no posicionamento, a bola sobrou livre na quina da área pra ele mesmo, na saída do goleiro do Red Bull, finalmente dar números finais à partida.

No geral, o time foi inteiro bem, mas Dracena, impecável na zaga, Dudu e Zé Roberto pelas ligações rápidas e lançamentos para infiltrações no ataque, e o Michel Bastos, pelo fino da bola que tá jogando, foram os destaques pra mim. E claro, o Borja, entrou-guardou, e o RG, entrou-guardou também desde que o Borja chegou, não podiam passar em branco.

Podem dizer que estou exagerando, mas essa queda de desempenho e de intensidade do Palmeiras no segundo tempo deve ser motivo de preocupação, a 5 dias da estreia no nosso maior objetivo deste ano. Lembrando que isso vem acontecendo contra adversários bem inferiores, moleza essa que não vamos encontrar na Libertadores…

Quem sabe com a volta do Tchê Tchê isso se amenize. Foi na saída dele contra o Botafogo que esse problema começou. Mas com esse elenco qualificado que o Palmeiras tem, era pro Eduardo ter reparado isso já no jogo contra o Ituano…

Finalizo esse post com uma nota de extremo pesar pelo falecimento do Moacir Bianchi, fundador da Mancha Verde e diretor da escola de samba da qual eu tanto orgulho tive em participar na maioria dos desfiles dos últimos 11 Carnavais.

Eu não conhecia muito bem o Moacir. Conversei com ele uma ou duas vezes. Mas posso dizer o quanto ele foi marcante e importante na vida das pessoas e da entidade por ver o quanto ficaram abalados os meus amigos que o conheciam e que conviveram com ele tanto na torcida como na escola de samba.

Moacir, descanse em paz.    

 

 

 

 

 

Publicado em 04/03/2017, em Geral, Palmeiras em Campo e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Marcus Pitterri

    Sobre o jogo, acho q um dos motivos da relaxada no 2oT, pelo menos ontem, foi a inexplicável insistência do EB em voltar a usar o 4 1 4 1, esquema que não tem funcionado. No primeiro tempo, com o Zé mais recuado ao lado do FM, não tivemos sustos. Foi assim contra a Ferroviária tb. Daí, do nada, ele avança o Zé Jô 2o tempo e tudo fica mais travado. Espero q isto se resolva com a volta de Tchê Tchê.

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