Arquivo mensal: fevereiro 2017

Palmeiras 4×1 Ferroviária – Paulistão17

Está difícil analisar o Palmeiras taticamente. 

Depois de um primeiro tempo vistoso, 1 gol marcado pelo Keno, numa pintura do time, e duas chances claras desperdiçadas, uma pelo Keno e outra pelo William, o intervalo chegou com aquela sensação de dever cumprido e de um segundo tempo tranquilo por vir. 

E, óbvio, nao foi isso que se viu. 

Mas até que parecia, quando Michel Bastos, em jogada de falta, fez o segundo. 

E aí começou a ficar esquisito. O Palmeiras tinha o Thiago Santos a frente da zaga. A linha de quatro tinha Zé Roberto, Michel, Dudu e Keno. 

Veio então um pênalti pros caras. Desses que nunca marcam pra gente. E o Prass pegou, mas o safado do bandeirinha mandou voltar – outra regra que só vale pro Palmeiras: 2×1. 

Só que o Thiago Santos machucou. E entrou o Veiga. E virou bagunça. Ninguem sabia o que fazer. E a poderosa Ferroviaria ameaçou crescer.

Mas tinha algo mais hoje. Tinha a estreia do Borja. Que tinha marcado em todas as estreias e hoje não seria diferente. E não foi mesmo.

Foi ele quem criou a chance, depois de uma bola rebatida pela nossa zaga, que o Borja venceu do zagueiro no peito; sobrou ele e o Dudu com um único zagueiro. 

Aí o Borja tocou no Dudu. E o Dudu devolveu. E o Borja liquidou sem dó. 3×1. Força, explosão e técnica. Numa jogada só. Puta que pariu se esse BID sai na terça passada…

Ainda deu pro RG fazer de cabeça o quarto. 

4×1 que mostrou um Palmeiras muito superior, como de fato é e foi. Mas mesmo assim sofreu pressão num jogo ganho. 

Tá errado. E preocupa. Mas por ora nos contetemos com a vitoria expressiva. 

E fecho o post com um salve pra minha querida Mancha Verde e todos os Zés do Brasil!!! Que desfile da hora!

AVANTI PALESTRA!

AVANTI MANCHA!

Gambá 1×0 Palmeiras – Paulistão17

Complicado demais perder de forma tão vexatória. 

Que o gambá tem menos time, que ia jogar por uma bola só, todo mundo sabia. Ou quase todo mundo…

Mas do jeito que foi é inaceitável. O Palmeiras foi passivo demais. Parecia que quem tinha tido um jogador expulso injustamente era a gente.

Não que o Gabriel não tivesse que ser expulso, pois o juiz deixou de dar amarelo pra ele na primeira falta violenta que ele fez. Quando finalmente tomou o primeiro amarelo, já era pra ter sido expulso.

Mas não justifica o erro absurdo do juiz. E menos ainda a inércia do Palmeiras. A falta de criatividade. A incapacidade de criar lances de perigo contra um adversário acuado que só se defendia. A falha bizarra generalizada no lance que definiu o jogo. Tudo inadmissível. 

O Palmeiras precisa decidir logo o que quer da vida. Com todo esse investimento, já passou da hora desse grupo não ter elos fracos.

AVANTI PALESTRA!

Linense 0 x 4 Palmeiras – Paulistão17

Nunca pensei que um 4×0 não fosse me animar.

Mas não me animou.

Nada parecia ser suficiente de acalmar nossa alma depois que Moisés saiu de campo com uma grave torção de joelho.

Maldito campeonato de merda que não serve pra absolutamente nada, mas já nos custou dois dos maiores pilares do título brasileiro de 2016.

Sem ânimo pra escrever sobre o jogo.

Desculpem aí.

Parabéns ao Veiga, Willian, Michel, Barrios e ao Eduardo, mas não vejo motivo nenhum pra comemorar se tivermos perdido nosso principal articulador a 20 dias da estreia da Libertadores.

Maldita, MALDITA camisa 10…

AVANTI MOISES! FORÇA MALUCO!

Palmeiras 2×0 São Bernardo – Paulistão17

 

Finalmente um placar convincente, mas apenas pelo futebol jogado em parte do segundo tempo.

Depois de um primeiro tempo sofrível, de pouca ou nenhuma criatividade por parte da equipe, muito por conta da inoperância do RG, enquanto Moisés e Guerra jogavam em linha sem conseguir produzir muito, foi do excelente banco de reservas do Palmeiras que saiu a vitória.

Primeiro, a saída mais que comemorada do inofensivo Roger Guedes, com a entrada do Michel aberto pela direita deu vida nova ao Palmeiras no jogo. Com a entrada do Veiga no Guerra, o lado esquerdo do ataque também começou a fluir, e aí a retranca do São Bernardo foi pras picas…

Foi num lance pela direita com participação do Michel, Moises e Jean, .que o Palmeiras abriu o placar com Dudu.

E foi nele também o pênalti que originou o segundo gol, convertido por Jean.

No fim, o time titular foi mal, mas a vitória saiu do banco de reservas, com atuações convincentes de Keno, MB e RV.

É isso que queremos ver do Eduardo. O Palmeiras tem muito elenco pra entrar mal escalado, e principalmente para não produzir depois de alterações equivocadas. Que o fiasco de Itu tenha sido só um susto. Que o professor tenha entendido que esse time tem como render muito mais.

E com a produção mais que limitada do nosso centroavante, que aliás, nem centroavante de ofício é, já passou da hora do Baptista dar ao menos uma chance ao Barrios. Em 3 jogos, só Alecsandro e William jogaram, e nenhum dos dois marcou, ou fez alguma coisa de útil. Qual o problema de escalar o paraguaio?

Por último, de um novo recado pra diretoria: 23 mil pagantes, menos de 60% da ocupação… 19:30, quinta-feira, prum Palmeiras e São Bernardo, precisa ter ingresso mais em conta…

AVANTI PALESTRA! 

OS GOLS:

A FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 2 X 0 SÃO BERNARDO
Local: Allianz Parque, São Paulo (SP)
Data-Hora: 16/2/2017 – 19h30 (horário de Brasília)
Árbitro: José Claudio Rocha Filho
Auxiliares: Daniel Luis Marques e Evandro de Melo Lima
Público/renda: 23.708 pagantes/R$ 1.238.229,74
Cartões amarelos: Keno e Willian (PAL), Marcinho, Geandro e Vinicius Kiss (SBR)
Cartões vermelhos: –
Gols: Dudu (19’/2ºT) (1-0), Jean (32’/2ºT) (2-0)

PALMEIRAS: Fernando Prass; Jean, Edu Dracena, Vitor Hugo e Zé Roberto; Felipe Melo; Róger Guedes (Michel Bastos, aos 14’/2ºT), Guerra (Raphael Veiga, aos 13’/2ºT), Moisés (Keno, aos 25’/2ºT) e Dudu; Willian. Técnico: Eduardo Baptista.

SÃO BERNARDO: Daniel; Eduardo (Marcinho, aos 23’/2ºT), Edimar, Anderson Conceição e Breno; Geandro, Vinicius Kiss e Rafael Costa (Alyson, aos 24’/2ºT); Rodolfo, Walterson (Patrick Vieira, aos 24’/2ºT) e Edno. Técnico: Sergio Vieira. 

Ituano 1×0 Palmeiras – Paulistão 17

Sem saber o que é perder um jogo desde outubro do ano passado, o palmeirense amargou ontem o primeiro revés de 2017. E o que se viu foi realmente desagradável para olhos tão acostumados a ver o time vencer.

Se a proposta inicial do Eduardo, trazendo o Jean para o meio pra vaga do Tche Tche, com Fabiano na direita, parecia ser uma opção inteligente, foi tudo por água abaixo quando o treinador resolveu abandonar a ideia para colocar o Thiago Santos em campo no lugar do lateral direito contundido.

Jean voltou pra lateral direita, só que o 1-4 do meio de campo ficou com dois volantes de contenção (Melo e Santos), ou seja, um 2-3 desnecessário e exageradamente defensivo contra um adversário fraco como o Ituano.

A melhor opção seria Michel Bastos, que iria contribuir bem mais pra qualidade da saída de bola e  auxiliar o Guerra na armação das jogadas.

Também não entendi o porquê da inversão de Dudu e Roger Guedes, o primeiro pela direita e o segundo pela esquerda, sendo que ambos rendem muito mais no lado oposto em que atuaram.

Ainda foi numa falha dupla do Prass e do TS (que nem devia ter ido pro jogo) que saiu o gol do Ituano, no segundo tempo, numa cobrança de escanteio.

O Eduardo precisava corrigir o erro de ter mandado o TS pro jogo, mas ia ficar muito feio pra ele ter tirado o volante que ele mesmo colocou no time. Resultado: tirou o Dracena, recuou o TS e mandou Alecsandro pro campo. Ficou mais feio ainda.

No fim das contas, em todo o segundo tempo o Palmeiras teve um único lance perigoso, uma cabeçada do Keno que passou raspando, logo depois de ele ter substituído o péssimo Roger Guedes.

De positivo, a atuação do Guerra foi um contraponto de tanta coisa errada no time do Palmeiras no Novelli Jr., foi possível ver que ele tem muita qualidade, embora no segundo tempo, cansado, caiu bastante de produção.

Sim, é começo de temporada. Mas também é começo de temporada pro Ituano, pro Botafogo/SP e pra Ponte Preta (que foi massacrada ontem no Panetone), e até agora o Palmeiras não conseguiu mostrar um bom futebol contra nenhum dos adversários enfrentados neste ano, mesmo tendo disparado o melhor elenco do país.

É hora de ter paciência, é verdade. Mas conheço pouquíssimos palestrinos que dentre suas virtudes têm a capacidade de serem calmos quando o assunto é Palmeiras. Em especial quando, no segundo jogo da temporada, o treinador já tá quebrando a prancheta tirando zagueiro pra colocar centro avante. Aí fica complicado…

Essa derrota, afinal, pode ser positiva (se é que existe a possibilidade de “derrota” e “positivo” numa mesma frase quando o Palmeiras perde), pois o Eduardo já pôde ter bem uma ideia, na coletiva ao final do jogo, de como a imprensa irá jogar querosene na fogueira sempre que o Palmeiras não tiver o resultado esperado.

A 10 dias do primeiro grande desafio, Eduardo tem muito a aprender com o tropeço de ontem, especialmente porque o time está inoperante. Saímos de ser o time que mais finalizava a gol no final de 2016 pra sermos o pior nesse quesito até aqui, em 2017.

É certo que com a volta do Moisés, já esperada pra esta quinta-feira, contra o São Bernardo, no Allianz, as coisas devem melhorar. É só não inventar que o futebol vai aparecer. Bola esse time já mostrou que sabe jogar.

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 1×0 Botafogo – Paulistão17

Finalmente começou a temporada. E com vitória, que é o mais importante.

A expectativa era grande, apesar da ausência dos dois principais articuladores do Verdão – Moisés e Guerra ainda seguem aprimorando a forma física. 

Achei que o time começou bem, logo de cara Roger Guedes foi lançado na cara do goleiro, mas o botafoguense conseguiu defender.

Tche Tche jogando mais adiantado era o principal condutor das jogadas do Palmeiras, enquanto o Veiga parecia um pouco perdido. O Bigode também pareceu não estar muito afinado com a proposta de jogo do Eduardo Baptista. 

No fim do primeiro tempo o Palmeiras estava bem previsível e o Botafogo até ensaiou uma pressão, obrigando o Prass a trabalhar. 

Veiga e Bigode ficaram no vestiário e o Palmeiras voltou pra etapa final com Michel Bastos e Alecsandro. Logo aos 6, Tche Tche, de fora da área, marcou o primeiro gol do Verdão no campeonato.

Com a entrada do Michel, o nosso lado esquerdo com ele, Zé e Dudu virou a melhor opção de ataque, e várias chances foram criadas, mas o segundo gol não saiu, muito em conta da atuação econômica do camisa 9..

Na zaga, Dracena foi perfeito, embora todo o sistema defensivo, inclusive o Prass, foi bem. Só tive a impressão por um momento que aquele problema de bola nas costas do Zé Roberto da época do MO podia ter voltado, mas que fique só na impressão mesmo. 

24.900 presentes, ou 60% da ocupação dão ao também estreante presidente Maurício Galiotte a dimensão do desafio que terá pela frente pra fazer o Allianz lotar todo jogo, especialmente nesses jogos pouco atrativos do estadual.

Alguns passos importantes já foram dados, como a acertada redução pela metade no valor das centrais e a diminuição dos preços das superiores que, como sempre falei aqui, não podiam nunca jamais custar mais caro que os setores inferiores.

Outro ponto positivo é que com a distribuição das cadeiras da W Torre, todos os setores inferiores agora estão abrindo pra venda ao público geral, o que corrige o fato de que, antes, todos os ingressos mais baratos acabavam na pré-venda.

Ainda assim, 90 pratas como valor mínimo é muito, mas muito dinheiro prum jogo como o deste domingo. 

Mas essa nova administração está no caminho certo. A hora que resolver esse cerco absurdo que a PM faz em volta do Palestra, cairá de vez nas graças da torcida.

AVANTI PALESTRA! 

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