Arquivo mensal: dezembro 2016

Vitória 1×2 Palmeiras – BR16

E acabou o melhor Brasileiro de pontos corridos da história. Pra gente, é claro, porque é só o que importa.

Ainda fomos jogar na Bahia com o time inteiro modificado, e mesmo assim fizemos nossa obrigação, que era mandar o Vitória pra Série B, que só não foi porque o Inter quis mais. E também, porque o Vitória já quis mais que a gente em 2014. A cicatriz de 2002 está finalmente remediada, pelo menos com o time baiano, mas nunca vai sair dos nossos corações.

Lembro como se fosse hoje aquela tarde maldita de domingo no Barradão, lembro onde eu estava, com quem, a tristeza aumentando, os minutos acabando, aquela angústia do caralho e a desgraça total no apito final.

14 anos e duas malditas séries B depois, finalmente terminamos o campeonato no Barradão com o já conquistado título, pro ódio profundo das redações esportivas do Brasil. Essa banca de inimigos da imprensa que habitam os jornais, rádios, e programas esportivos do país não tem ódio, na verdade eles tem é um medo enorme de ver o Palmeiras nesse estágio.

Sabem que quando nossa hora chega, ela chega mesmo. Isso aliado à uma administração competente, à camisa mais valiosa do Brasil e ao estádio e programa de sócio torcedor mais rentáveis do país, deve ser fruto da insônia da gambazada que trabalha com o microfone na mão.

E não há como negar que a administração do Palmeiras foi competente. Isso depois da quase tragédia do primeiro mandato, quando o presidente finalmente entendeu que seu lugar não era conduzindo o futebol, e sim administrando o Palmeiras e deixando quem é do ramo tocar o barco. Basta ver a diferença de resultados e de qualidade técnica do time entre 13/14 e 15/16 pra se ver o óbvio.

Tivesse sido assim logo no primeiro mandato, talvez hoje o Palmeiras estivesse no Japão se preparando pra algo ainda maior do que esse dificílimo título brasileiro. Mas, enfim, o que passou já foi e é hora de olhar para a frente.

Paulo Nobre teve muito mais acertos do que erros, e assim deve ser lembrado, apesar de errar na maior parte das vezes com a nossa torcida. Segue o jogo. Obrigado, e que venha o Maurício pra manter o que foi feito de correto, e corrigir os erros de percurso pra tornar o Palmeiras ainda mais gigante.

O jogo de ontem marcou a despedida do profético e indecifrável Cuca. Quantos não foram os jogos que quebramos a cabeça tentando entender que diabo ele tava fazendo com aquela escalação, com aquela substituição e quase sempre quebramos a cara quando no final tudo dava certo. Mas quem duvidou dele quando ele cravou, na semana em que ia começar o BR, que a gente ia ser o campeão? Eu não!

Cheguei ao ponto de escrever várias vezes aqui, que desisti de entender o que o Cuca tava fazendo, pra mim bastava acreditar que ia vingar, e pronto, vingava. Uma ou outra vez, claro, não vingou, mas pensa num cara intuitivo e iluminado, é esse Alex Stival… Hoje eu até entendo o que a torcida do Galo quer dizer com aquele ridículo “Eu acredito” que, aliás, desde que ele saiu de lá, nunca mais funcionou … Fará uma puta falta pra gente no próximo ano, sua obstinação e competência (e sorte também) não se encontram em qualquer esquina.

Mas, igualmente, obrigado Cuca, volte sempre e que venha o Eduardo pra seguir nesse caminho de conquistas e glórias.

E se tem um a quem realmente devo me redimir, esse é o Alecsandro. Quantas vezes não foi aloprado aqui? Nem vou contar porque foram várias. Mas mostrou que merece vestir essa camisa, principalmente no último semestre, quando desbancou todas as demais opções – mais jovens ou mais badaladas – pra ser o substituto direto do Jesus, função que restou coroada com o último gol do Verdão na competição, que nos garantiu a 24ª vitória e os 80 pontos conquistados. Valeu Alecgol!

E o que falar do Jaílson, o Invencível?

Do Gabriel?

Do Highlander ZR?

Do incansável Tchê Tchê?

Do Maestro Moisés?

Do Dudu – finalmente um 7 pra valer?

Do Jesus?

Do Jean?

Do Mina?

Do VH?

Do Dracena?

Ia passar semanas escrevendo sobre cada um, até caírem os dedos…

Só nos resta torcer que fiquem todos, que saíam apenas aqueles que pouco agregaram e que os que cheguem continuem essa trilha vitoriosa.

Vamos prum 2017 ainda mais foda do que 2016.

Obrigado, Palmeiras!

Minha vida é você!

AVANTI PALESTRA!

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