Arquivo mensal: novembro 2016

Palmeiras 1×0 Chapecoense – BR16

Em 1994 eu tinha 16 anos. Entendia de Palmeiras o quanto um moleque podia entender. Mas eram outros tempos, o Palmeiras consagrava o bicampeonato brasileiro, justamente em cima da Gambazada, e foi aquele atropelo que ninguém esquece.

18 meses antes, eu via o Palmeiras ser campeão pela primeira vez, também em cima dos lixos, e lembro que aos 14, nem sabia como era ao certo comemorar um campeonato.

Em 1994, o quinto título seguido tinha um gosto que quase se aproximava da soberba. Como era fácil ser campeão.

Não era. E não foi.

Um Paulista fenomenal em 1996, a Copa do Brasil escapando pelos nossos dedos com um dos melhores elencos que já defenderam nossas cores, o vice brasileiro em 1997, com um Vasco com Evair e Edmundo do lado de lá.

98 a Copa do Brasil e a Mercosul prenunciavam a conquista da América em 1999, o injusto vice campeonato mundial. 

7 anos de hegemonia e protagonismo deram lugar a uma derrocada vertical. Em pouco mais de 03 anos conhecemos o fundo do poço em 2002. Parecia mentira mas não era. O mesmo time que jantou o M.United no Japão, mas não levou, ia disputar a série B quase tempo nenhum depois.

 Foram 06 anos até a conquista do Paulista de 2008. Era pouco.

E foi mesmo.

Mais 4 anos até a Copa do Brasil e, no mesmo ano, mais uma tragédia inexplicável e muito mais dolorida.

Depois do maldito calvário do Centenário, a Copa do Brasil em 2015, desacreditado que foi o Palmeiras, teve um sabor de cara lavada, de apontar o dedo na cara de quem desrespeitava a grandeza da camisa, e esquecia da história que vinha por trás dos resultados na maior parte magros dessas últimas duas décadas.

Mas ainda faltava um passo a mais. O título brasileiro por pontos corridos, que disputado nesse formato há 14 anos, nos escapou por muito pouco em 2009.

E o engraçado é que embora o Palmeiras tenha liderado 28 das 37 rodadas deste campeonato, dessa vez o título nunca esteve tão perto quanto no fatídico 2009. Pelo contrário, quis o destino que justo na nossa vez o campeonato mais disputado de todos os tempos se colocasse como mais uma barreira a ser superada rumo ao título.

A linha editorial da maior parte das redações esportivas também foi outro obstáculo a ser batido. Poucos jornalistas se deram ao trabalho de disfarçar sua preferência pelo nosso insucesso. Avaliações rasas, brigas com imagens e até com a eficiência da equipe se tornaram emblemas dessa gente que não suporta ver o nosso triunfo.

Veio a Olimpíada e com ela acho que recebemos o maior golpe nessa caminhada: Prass, o melhor de 2015, que já ficaria de fora de pelo menos 9 partidas por causa dos jogos olímpicos, sofre uma contusão e é declarado como carta fora do baralho pra essa temporada.

E eis que surge a improvável estrela dum completo estranho, Jailson, que estreiou na Série A aos 35 anos, simplesmente para nunca perder vestindo a nossa camisa. Só isso: NUNCA PERDEU. Como não ser campeão com um goleiro que não perde nunca?

Tiveram também as incontáveis punições, tiraram nossos instrumentos, tiraram nosso Gol Norte por 05 jogos – o único clube que cumpre integralmente as punições desse circo chamado de Justiça Desportiva -tiraram até o nosso direito de ir e vir pelos arredores do Palestra, esse último golpe com os inexplicáveis apoio e conivência da nossa diretoria, uma verdadeira mancha numa gestão que mostrou, em seu segundo mandato, extremas competência e também intransigência, principalmente quando o assunto é torcida.

Mas nem isso foi capaz de abalar nossa festa e a nossa vitória. Se não tínhamos a Caraíbas, teríamos Congonhas, a Marquês, o mundo…

E nem vou entrar no mérito de onde a festa foi mais saborosa, dentro do elitizado estádio ou nas sarjetas da rua Caraíbas: é uma questão de predileção, eu sei a minha, mas não julgo a sua.

O importante foi vibrar, gritar e chorar esse título tão suado e sofrido como tinha mesmo que ser, há tempos digo aqui, nada é fácil pra nossa gente, e o primeiro título brasileiro por pontos corridos, 22 anos depois, durante os quais nunca os rivais sequer chegaram perto de nos ultrapassar em número de títulos, não poderia ser – e nem gostaríamos que fosse – diferente.

Se essa campanha vai ter um símbolo, nenhum gol marcado teve mais importância do que esse não sofrido, que representa tão claramente o quanto foi lutado e brigado esse caneco, que nenhum filho da puta ouse diminuir essa conquista!ze-roberto

Pra fechar não posso deixar de falar que há 22 anos, meu tio Rubinho e os amigos descolaram uma kombi pra levar toda a molecada, eu incluído, pra ver o Verdão bater o Vitória e ganhar o Brasileirão de 94. Hoje foi minha vez de levar o Rubão pro primeiro título dele na nossa nova casa. Foi o primeiro jogo dele lá também. Tive o prazer de retribuir a gentileza e agradecer um pouquinho essa herança maravilhosa de torcer pro Verdão que ele e o Laurão me proporcionaram.

PARABÉNS MAIOR CAMPEÃO NACIONAL DE TODOS! #NINGUÉMTEMMAIS

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 1×0 Botafogo – Br16

Falta muito pouco pra essa angústia toda acabar. Nunca na história dos pontos corridos um time foi tão provado, reprovado, desdenhado, ameaçado e duvidado pela imprensa como nessa edição.

Nunca houve tanto equilíbrio, tantos candidatos ao título, é verdade, mas um a um ficaram pelo caminho os queridinhos, os preferidos  da imprensa maldita, que bem aos poucos foi parando de se inconformar com a nossa conquista iminente.

Até festa em aeroporto só era bonita a dos outros, a nossa era motivo de polêmica. Nem numa coisa tão banal como essa conseguiram disfarçar o quanto o Palmeiras incomoda quem vive de noticiar esporte.

O tal padrão de futebol bonito jamais exigido nas 13 edições anteriores do BR disputado por pontos corridos – sempre se falou em regularidade – agora pro Palmeiras era obrigação, não aceitavam o tal do Cucabol, que nada mais é do que o melhor futebol do Brasil…

De repente treinadores que nunca ganharam porra nenhuma na vida – Zé Ricardo, Roger, os péssimos Dorival e Marcelo Oliveira, todos, sem exceção, eram melhores do que o Cuca, que lidera a competição ininterruptamente há nada menos que 24 das 36 rodadas disputadas até aqui. Vai entender…

A melhor defesa do campeonato sempre acusada injustamente de correr riscos demais. O melhor ataque sempre acusado de não ter criatividade: só arremessam lateral dentro da área, diziam os língua podres de plantão.

Vergonha alheia era mato pra boa parte das emissoras. Aquele vídeo do cheirinho da Sportv é o emblema do quanto o Palmeiras desagrada as redações esportivas do Brasil. Por favor, sigam torcendo contra, a gente agradece…

Pouquíssimos se propuseram a fazer o contraponto. E coube mesmo aos de sangue verde – Antero, Beting, Oddi – exercer a resistência obrigatória contra a injusta campanha contra o sucesso do Palmeiras, que mais recentemente passou a ser seguida por parte dos demais que ainda ligam para não passar – muita – vergonha.

E com toda essa torcida contra é natural que o palmeirense esteja esgotado nessa reta final de campeonato. Às vezes duvido se quero o Palmeiras disputando títulos no ano que vem, tamanho o stress e desgaste que estamos suportando rumo ao título, mas depois isso logo passa. Palmeiras tem que disputar tudo, sempre foi assim e a gente vai estar lá aguentando o que vier pela frente.

Hoje tivemos um dos melhores primeiros tempos dos últimos jogos, mas a bola teimava em não entrar, ora na cabeçada do Moisés, ora na joelhada do Jesus, o Palmeiras chegava mas não conseguia abrir o placar.

Fomos pro intervalo com o Cruzeiro vencendo o Santos, um dos resultados que nos daria o título. Mas nada disso bastaria se não fizéssemos o gol. E era óbvio que o gol não sairia com o péssimo Cleiton Xavier em campo.

A melhor definição que ouvi dele hoje foi: – que cara fora de sintonia. É isso mesmo, jogador desalmado, um walking dead de chuteiras, o Palmeiras tem obrigação de dispensar ele já no dia 05 de dezembro.  O time inteiro voando, suando sangue, e o cara apático, como se estivesse participando dum amigos do Romario x Amigos do Bebeto. Terá ido tarde…

Me custa demais admitir, mas o Palmeiras estaria bem melhor com o sem vergonha do Valdívia do que com esse enganador aí…

Veio o Alecsandro, o Palmeiras foi melhorando e finalmente Dudu, o melhor em campo ao lado do Moisés, fez, de cabeça, em passe certeiro do Gabriel Jesus. 1×0 merecido e mais três pontos garantidos no caminho do nono caneco.

Como o Santos teve mais um penalti absurdo marcado a seu favor, o título não veio hoje, e teria vindo, vejam só, com gols de Amaral e Judas, que garantiram o empate do Coxa e a eliminação da Mulambada. Cheirinho? Caffung my egg e sente o cheirinho, seus otários AHAHAHAHAH

Melhor assim, lugar de levantar o caneco é dentro de campo. Ser campeão no vestiário não teria a mesma satisfação pra nossa torcida. Queremos pular, gritar, chorar e abraçar uns aos outros ao som do apito final dentro da nossa casa. Não pode ser de outro jeito…

Temos 6 pontos pela frente precisando fazer 1. E os Lambaris tem que ganhar os dois. Eu se sou o Palmeiras só entro em campo as 18:40, e ficaria de camarote vendo Urubu e Lambari se matarem pra ver quem vai ser o vice. Porque o campeão, esse nós já sabemos quem será.

Mas não vamos falar, né? Respeitar as crenças que não é hora de mexer com orixá nenhum…. Por enquanto só um Aiaiaiai, tá chegando a hora…

E ninguém segura mais os porco…

AVANTI PALESTRA!

OS LANCES:

A FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 1 X 0 BOTAFOGO

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data/horário: 20 de novembro de 2016, domingo, às 17h
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires (ambos de GO)
Público e renda: 39.690 presentes/R$ 3.174.042,74
Cartões amarelos: Emerson Silva, Sassá e Fernandes (BOT)
Cartão vermelho: Leandrinho (BOT)

Gol: Dudu, 17’/2ºT (1-0)

PALMEIRAS: Jaílson, Jean, Mina (Thiago Martins, 12’/1ºT), Vitor Hugo e Zé Roberto; Tchê Tchê (Gabriel, 31’/2ºT), Moisés e Cleiton Xavier (Alecsandro, 9’/2ºT); Róger Guedes, Dudu e Gabriel Jesus. Técnico: Cuca.

BOTAFOGO: Sidão, Emerson, Joel Carli, Emerson Silva e Diogo Barbosa; Dudu Cearense (Sassá, 24’/2ºT) e Rodrigo Lindoso; Alemão (Fernandes, 441/1ºT) (Leandrinho, 35’/2ºT), Camilo e Neilton; Rodrigo Pimpão. Técnico: Jair Ventura.

Atlético/MG 1×1 Palmeira – BR16

Mais um ponto conquistado com muito sangue e suor. Fizemos até por merecer os três pontos, mas paramos um pouco na falta de sorte e numa defesa monstruosa do Victor.

E pecamos também num minuto de vacilo do Roger Guedes, que deixou o Robinho cruzar uma bola improvável pra um desvio mais improvável ainda do excelente Lucas Pratto.

Foi o único lance de perigo do Galo, apesar da pressão constante. E do nosso lado, os contraataques iriam definir a nossa sorte. No primeiro, bola milimétrica do Dudu e finalmente gol do Gabriel Jesus. Amém SE NHOR!

E chega de falar desse jogo, foi tão estressante e desgastante que já é hora de pensar no próximo.

Faltam 9 pontos, se fizermos 6, o caneco é nosso, e temos duas partidas em casa pra confirmar essa porra desse título. Seguimos forte e o caminho é um só.

Os meus cumprimentos aos amigos e parceiros que foram cavar esse ponto pra gente lá em Belo Horizonte. Que tenham uma boa noite e um bom retorno pra casa.

Nos vemos no domingo.

AVANTI PALESTRA! 

Palmeiras 1×0 Inter – BR16

Mais 3 pontos conquistados, já são 70 no total, com 21 vitórias, provavelmente mais do que tivemos nos últimos dois anos somados. A vantagem que era de 5 agora é de 6 pontos e faltam 12 para serem disputados. 2 vitórias em casa e dificilmente o Caneco não será nosso. Mas o número que mais preocupa o palmeirense é o 11.

Serão 11 longos, infinitos e intermináveis dias até que o Palmeiras entre em campo novamente pelo BR, graças as malditas datas Fifa. A ansiedade do palmeirense até o jogo do Independência no próximo dia 17 não poderá ser medida por escalas conhecidas pelo homem.

De positivo, será o tempo ideal pra que o bujão dos jogadores esteja completo nesses 4 últimos jogos.

Hoje, se o Palmeiras não foi brilhante, e realmente não foi, teve o controle absoluto e indiscutível da partida o tempo inteiro. O Inter, que precisava do resultado de qualquer jeito – tanto que a derrota o devolveu pra zona do rebaixamento – simplesmente não ameaçou o gol de Jaílson. As duas ou três bolas mais agudas foram todas pra fora.

No ataque, o Palmeiras podia ter sido um pouco mais criativo, mas abriu o placar no momento certo, com Cleiton Xavier aos 16, e depois administrou o resultado. Ainda podia ter feito o segundo no último lance do primeiro tempo, em ótima cabeçada do Vitor Hugo que o Danilo Fernandes tirou praticamente de dentro do gol.

No intervalo, perdemos o Roger Guedes, por contusão, e o Cuca voltou com o Alecsandro, deslocando o Jesus pra direita. Depois, foi a vez de Cleiton Xavier precisar sair por contusão, e Fabiano foi pra lateral direita com o Jean indo fazer a do CX.

E ambos foram muito bem, Fabiano quase fez um golaço de canhota e o Alecsandro participou diretamente da nossa melhor chance no segundo tempo, que terminou com o Jesus entrando de cara pro gol e o goleiro dos caras de novo fez uma defesa monstra e a bola ainda bateu na trave. Tá osso dessa bola do Jesus entrar…

Mas ela vai entrar na hora certa. O time segue firme e confiante no nosso objetivo, e hoje estamos a duas vitórias de consegui-lo. Esses 11 malditos dias vão servir pra entrarmos ainda mais preparados pra mais uma vitória contra um Galo que com a derrota de hoje para o Coxa já deu adeus ao BR e que estará a 6 dias de uma final de Copa do Brasil.

Por fim, não podia deixar de falar da festa linda que a torcida fez ontem, em frente à Academia de Futebol, em demonstração de apoio incondicional ao elenco, como pode ser visto no vídeo abaixo. Pena que boa parte dessa torcida é a mesma que fica impedida de sequer chegar perto do estádio pela ação absurda e desprezível da PM, que impede o cidadão de ir e vir  aos arredores do Allianz se não tiver ingresso e documento na mão. Coisa lamentável…

AVANTI PALESTRA!

OS LANCES:

A FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 1 x 0 INTERNACIONAL

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data-hora: 6/11/2016 – 17h (de Brasília)
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (Fifa-PE)
Auxiliares: Clóvis Amaral da Silva (PE) e Cleberson do Nascimento Leite (PE)
Cartões amarelos: Não houve
Público/renda: 31.967/R$ 2.112.466,12

GOL: Cleiton Xavier, aos 16/1ºT (1-0).

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