Palmeiras 1×0 Gambá – Paulistão16

Cuca dizia logo após a derrota pro Água Santa que preferia que o próximo jogo fosse o clássico, e não contra o Rio Claro. E o repórter perguntou: – mas contra o melhor time do campeonato? ao que ele respondeu – clássico é diferente.

E foi mesmo. O Gambá, tão badalado pela imprensa como se fosse uma máquina de jogar bola, mais uma vez, se comportou como o time pequeno que é. Basta analisar que não fosse o lance capital que decidiu a sorte do jogo, Prass teria saído de campo com o uniforme limpo.

Cuca repetiu, naquilo que pôde, a escalação de quinta-feira, com Prass; Jean, Thiago Martins, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Arouca, Zé Roberto e Robinho; Gabriel Jesus e Alecsandro. De diferente do time que venceu o Rio Claro, tinha Gabriel no Matheus Salles e Zé no Barrios. Foi justamente essa última mexida que fez a diferença tática, Cuca povoou o lado esquerdo do Palmeiras, e matou o jogo pelo melhor lado do Gambá. 

E não há um jogador sequer que não tenha entrado em campo do jeito que a torcida quer ver sempre, com ódio do adversário, com sangue nos olhos, disputando cada dividida como se fosse a última da carreira. O resultado é que todos os jogadores que estavam devendo uma atuação decente jogaram partidas mais que respeitáveis: Egídio, Arouca, Zé Roberto e Jean são exemplos de clara evolução no jogo deste domingo, Gabriel Jesus e Alecsandro também.

Sim, fizemos um penalti infantil e, acreditem se quiser, foi penalti mesmo, ao contrário daquelas palhaçadas que só é penalti pro Gambá, dessa vez não teve o que discutir: o erro começou pela esquerda da defesa, depois de um desarme bem feito, Gabriel quis dar uma bola de calcanhar, entregou de mão beijada pro Gambá e na sequência do lance Thiago Martins chegou atrasado e cometeu a falta dentro da área.

Mas, àquela altura do jogo, só um time buscava a vitória, e não era o Gambá: logo no começo do segundo tempo, em excelente jogada do Jesus, Alecsandro arrematou de primeira quase dentro da pequena área, e Cassio fez uma defesa monstruosa. E o jogo seguia com o Palmeiras querendo ganhar, o Gambá encurralado cozinhando o jogo, até aquele pênalti totalmente fora do contexto da partida.

Foi o tal do Lucca pra bola, mas esqueceu que debaixo da trave tinha um ET, um cara que embora a Ciência não explique, está se tornando um dos maiores mitos a vestir a camisa 1 palmeirense. Eu, pra variar, não olhei a cobrança, sempre de frente pro gramado, mas cabeça pra baixo, olhos fechados e o santinho que levo no peito na mão direita, as duas mãos fechadas em frente ao rosto.

É uma sensação inexplicável não ver uma cobrança de penalti contra o seu time de dentro do campo: o som da torcida vaiando e pressionando até o segundo final, aquele silêncio momentâneo de milésimos de segundo que parecem durar dias até a explosão da torcida confirmando que o Prass tinha operado mais um milagre… Que sensação incrível!

Quis San Gennaro que nosso gol saísse quase na sequência, numa cobrança de falta de Egídio, que o Zé cabeceou pra cima meio sem sentido, mas que a bola foi achar o Dudu, justo o menor jogador do Verdão, NA MESMA LINHA, vencer de cabeça o abobado que veste a 12 do Gambá – aliás, todas as 12 deveriam ser aposentadas no futebol, não apenas no Palmeiras, porque jamais haverá outro 12 igual a São Marcos di Palestra Italia – 1×0 justíssimo!

Que teria sido 2, se o Gabriel Jesus, este sim em posição de impedimento, não tivesse desviado numa bola de Dudu que provavelmente teria entrado sozinha, mas não dá pra ter absoluta certeza… Enfim, se fosse 0,1 a 0, já ia estar perfeito.

O Palmeiras fez o que tinha que ter feito, e reencontrou a confiança justamente pra disputar a primeira final do ano: contra o Rosario, quarta, vale vida ou morte na Libertadores. Se o Palmeiras não ganhar, muito provavelmente dará adeus ao torneio continental.

Com nem 2o dias no comando do Palmeiras, Cuca já conseguiu fazer o que parecia ser impossível: fez aquele amontoado de jogador voltar a parecer um time de futebol de verdade. Muito precisa ser melhorado, inclusive de fora pra dentro, com a vinda de novos reforços para as posições que sabemos serem deficitárias, mas ao menos o palmeirense já consegue ter de volta a esperança.

E pra encerrar, é claro que não podia faltar um efusivo CHUPA GAMBÁÁÁÁÁ! Crise? Chama os Gambás que passa AHAHAHAAHAH

Pra cima do Rosario!

AVANTI PALESTRA!

OS LANCES:

A FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 1 X 0 CORINTHIANS

Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data-Hora: 3/4/2016 – 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Junior e Anderson Jose de M. Coelho
Público/Renda: 21.219 pagantes / R$ 644.765,00
Cartões amarelos: Gabriel Jesus, Arouca, Egídio e Alecsandro (PAL), Lucca, Felipe e Giovanni Augusto (COR)
Gols: Dudu 32′ 2ºT (1-0)

PALMEIRAS: Fernando Prass, Jean, Thiago Martins, Vitor Hugo e Egídio; Arouca (Lucas 27′ 2ºT), Gabriel (Thiago Santos 38′ 2ºT), Robinho (Dudu 16′ 2ºT) e Zé Roberto; Gabriel Jesus e Alecsandro. Técnico: Cuca

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Yago, Felipe e Uendel; Bruno Henrique, Elias (Maycon 8′ 2ºT), Giovanni Augusto, Guilherme (Romero 12′ 2ºT) e Lucca (Danilo 37′ 2ºT); André. Técnico: Tite

Publicado em 04/04/2016, em Geral, Palmeiras em Campo e marcado como . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. O número na camisa do Alfácio é em homenagem à torcida:
    “Art. 12 da Lei de Drogas de 1976. Importar ou exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda ou oferecer, fornecer ainda que gratuitamente, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar ou entregar, de qualquer forma, a consumo substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar;”

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