Arquivo mensal: dezembro 2015

Flamengo 1×2 Palmeiras – BR15

Fizemos 15 pontos de 18 possíveis contra os cariocas. Ganhamos os 03 jogos no Rio. Há muito tempo que isso não acontecia. E a única derrota veio quando o time já estava com a cabeça apenas na final da Copa do Brasil, o que não serve de desculpa, pois jogamos em casa.

É verdade que a 9ª posição é muito menos do que esperávamos, mas a vaga garantida na Libertadores é motivo mais que suficiente pra relevar o lugar na classificação.

Sobe o jogo hoje, Marcelo mandou pra campo um time misto, com Fabio, Lucas Taylor, VH, LA e João Paulo, Amaral, Matheus Salles Zé Roberto e Allione, Dudu e Alecssandro.

Incrível como um título deixa os jogadores mais leves em campo. João Paulo, por exemplo, com duas assistências, fez sua melhor partida com a nossa camisa.

Os nossos gols couberam aos dois melhores jogadores do ano – ao lado do Prass -, VH e Dudu. Dudu, aliás, com o gol de hoje, fechou o ano com 16 gols e é o melhor goleador do Verdão na temporada.

E o gol sofrido saiu de uma falha bizarra – mais uma – do goleiro. Nas duas únicas chances que teve no ano, Fabio não correspondeu. Contra o Coxa também foi bem mal, principalmente na saída do gol. A não ser que ele arrebente na pré-temporada, tem grandes chances de puxar a fila de negociáveis pro ano que vem.

No final, o placar refletiu o que foi o jogo, o Palmeiras foi muito mais time – como de fato é – do que o Flamengo, e o jogo, mesmo em ritmo de treino, só teve um time em campo, mandamos no jogo do começo ao fim.

Agora começa aquele período maldito em que i) não tem jogo do Palmeiras; e ii) começam as especulações da imprensa esportiva.

Marcelo vai ter oportunidade de finalmente montar o elenco, afinal, esse time que tá aí foi praticamente todo montado pelo Osvaldinho. Precisamos de pelo menos dois laterais, um zagueiro e dois meias, já que não temos a menor condição de depender de Cleiton Xavier ou Fellype Gabriel.

E como vamos pra Liberta, é natural esperar que sejam todos reforços de primeira linha, e que pelo menos 02 ou 03 sejam pra deixar os rivais com inveja e com muito medo.

É isso. Que tenham medo do Palmeiras. Porque esse time nunca vai chegar tão forte e preparado pruma nova temporada como em 2016.

E o resto, bom, o resto é com a gente.

Parabéns mais uma vez pra torcida palmeirense. Abraçamos e carregamos o time pra mais uma conquista, como ninguém mais consegue fazer. O que porventura faltar no ano que vem, deixa na mão da torcida. 

E com isso, encerramos mais um ano aqui no Maluco pelo Palmeiras. É hora de recarregar as baterias e, por outro lado, sem bola rolando e com toda a especulação que já está começando, não terei nada de útil pra escrever por aqui.

Voltamos em janeiro ou antes, quem sabe, vamos ver…

AVANTI PALESTRA! 

Não Importa o que diga Essa Imprensa de Gambá

 

Não é de hoje que a imprensa esportiva no geral, com as redações infestadas de gambás, vêm faltando com o respeito com a tradição da nossa camisa e com a imensidão do Palmeiras.

10 a cada 9 jornalistas esportivos, no início do mês passado, cravavam que o título da Copa do Brasil já era do Santos. Poderia citar aqui, com rapidez, uns vários, ainda, que garantiam que não só o Palmeiras perderia, como seria humilhado pelo Santos, nos dois jogos.

Até aí, é a opinião de cada jornalista, algumas são embasadas em fundamentos até plausíveis, outras traduzem o mais puro viés contra tudo que o Palmeiras representa. Normal, especialmente em se tratando de imprensa esportiva.

É verdade também que dessa vez a imprensa acabou abusando do desdém.

Por exemplo, vejamos as manchetes do Brasileirão dos dois times nos jogos que antecederam as finais. Parecia até que o Palmeiras não iria disputar a final da Copa do Brasil. A cada novo resultado negativo, e era evidente que eles viessem, principalmente com quase todos jogadores reservas em campo e já com quase nenhuma chance de chegar ao G4, as manchetes vinham com veneno: “TRAVADO”, “VOLTA A JOGAR MAL”, “PALMEIRAS NÃO ENCAIXA”e por aí vai.

Já o Santos, com resultados até piores, e com muito mais chances de se manter no G4, no qual ainda estava antes do jogo contra o Vasco, as manchetes cantavam de outra forma: ‘É QUARTA-FEIRA!”, “CABEÇA NA COPA DO BRASIL” e assim por diante.

Enquanto o Santos se guardava pra decisão, o Palmeiras ia de mal a pior. É assim que a imprensa, que devia ser imparcial, relatava as coisas. Querem exemplos? Tão aqui dois:

 

O Palmeiras entrou com time praticamente reserva contra o Cruzeiro, obviamente priorizando a Copa do Brasil, cujo primeiro jogo, fora de casa, ocorreria em 04 dias. Depois do Cruzeiro sair vencendo, Dudu e Barrios, entre outros, entraram, o Palmeiras melhorou e empatou. Mas a manchete não fez nenhuma referência ao time reserva, e decretou “Alviverde volta a a jogar mal…” seguido de #tropecoemcasa #palmeirasnaoseencontra

Na mesma rodada, o Santos perdeu pro Coxa, quando ainda estava no G4, mas a manchete do mesmo jornal foi beeeem leniente:  “De olho na Copa do Brasil, santistas usam reservas e levam 1 a 0 …” e #cabecanacopadobrasil

Para o Estadão, só o Santos, o provável campeão, que ia humilhar, estava e poupando pra final. O Palmeiras não se encontrava e continuava jogando mal. Imparcial, não?

A mesma coisa fez o Globoesporte.com.

Na derrota para o Coritiba, a manchete foi em tom de funeral: “TRAVADO No 5º jogo seguido sem vencer como mandante no Brasileiro, Palmeiras perde diante do pior público”. Em nenhum momento se preocuparam em i) lembrar que o Palmeiras já não tinha mais chance de chegar ao G4, ou que era quase impossível; ii) que o time inteiro era reserva, à exceção de Lucas que, suspenso, não jogaria a final; e iii) que o Palmeiras jogaria, dali poucos dias, o JOGO DA VIDA neste 2015.

Em São Januário, o Santos acabou de enterrar suas chances de chegar ao G4, contra o segundo adversário seguido na zona do rebaixamento, mas ao invés de criticar como condenou o Palmeiras, o portal global preferiu amenizar com “É QUARTA-FEIRA! Com reservas, Peixe perde, não chega mais ao G4 e agora se concentra na final da Copa do Brasil”.

Nos prognósticos da finalíssima que antecederam os dois jogos, a retórica não mudou: o Santos vai trucidar, vai humilhar, O Palmeiras se jogar o que tá jogando vai se dar mal e blablablá. E aí veio o segundo jogo, o Palmeiras foi o gigante de sempre e deu no que deu.

Mas aí é que temos que refeltir. Ora, não é de hoje que as coisas são assim e o Palmeiras é diminuído pela imprensa especializada. Este blog mesmo, se vocês forem lá ler os primeiros posts, de setembro de 2010, foi criado justamente por não aguentar mais tanta tendenciosidade e má vontade com a gente.

Só que, o que eles não percebem, e eu também não percebia lá no começo, é que isso tudo só nos fortalece. Se não tivessem pisado tanto na nossa cabeça essas semanas e dias todos que antecederam as duas finais, será que o Palmeiras iria entrar em campo com aquela fúria, aquele ódio todo, aquele sangue nos olhos? Talvez não.

No final das contas, a gambazada da imprensa acabou sendo o combustível a mais que precisava pra esse time se superar e superar também um adversário que vinha tecnicamente melhor pros dois jogos decisivos. A continuar assim, que desdenhem sempre, muito obrigado! 

E até prefiro que a imprensa desdenhe mesmo, porque a nossa vitória é muito mais saborosa, improvável (pra eles, pra gente nunca), é contra tudo e contra todos, contra os árbitros, contra os jornalistas, e a conquista é só nossa, não temos que dividir com a CBF, com o STJD, com a Comissão de Arbitragem ou com o dinheiro a mais da cota de TV. Somos campeões, apesar deles!

Melhor que isso, impossível.

Assim é que, no melhor estilo palestrino, com muita gozação e bom humor, que temos que responder pra imprensa como o grande site Mídia Palmeirense fez no vídeo a seguir:

Que a nossa próxima conquista seja festejada em casa,  de preferência abraçando o santista Cleber Machado nos arredores do Palestra enquanto comemoramos mais uma Taça Libertadores da América com direito a eliminação da freguesada.

Deixem os caras falarem, deixem eles virem e verem o quanto o Palmeiras é imenso, porque no final, eles caem de bunda em cima da própria língua.

Não importa o que diga Essa imprensa de Gambá, já dizia o sábio…

AVANTI TRICAMPIONE!

Palmeiras 2 (4)x(3) 1 Santos – Copa BR

De toda a ansiedade, angústia e preocupação que tomaram conta da alma do palmeirense nessa última semana, depois de termos sido absurdamente prejudicados, não termos jogado nada e ainda escaparmos de um 3×0 que teria sido definitivo, uma única coisa acalmava a tensão, pelo menos a minha: a fé incondicional na justiça divina.

Quis o destino que um pênalti mal batido pelo Dudu nos custasse o título Paulista, quando éramos muito mais time que os adversários do litoral, que inclusive fizeram de tudo pra impedir que o Palmeiras jogasse no jogo da ida. No fim, o placar magro não foi suficiente, e o 2×1 na praia levou o jogo pros pênaltis e, enfim, todos lembram o que aconteceu.

Deixamos escapar, nós perdemos, eles não ganharam o Paulistão.

Veio o Brasileiro, foi o Oswaldo, chegou o Marcelo, aí perdemos o Gabriel, disparado nossa melhor contratação. E o time que vinha numa crescente caiu. Da terceira melhor defesa da competição, viramos uma das piores. 02, 03 gols por jogo.

Na fase aguda da Copa do Brasil, despachamos Cruzeiro, Inter e Fluminense, sempre favoritos para a imprensa, até chegarmos na final contra o “infinitamente melhor” Santos, também segundo os ilustres jornalistas esportivos.

Mas aí eu falava de justiça divina.

Antes da finalíssima, o Palmeiras escapou duma surra na Baixada em jogo válido pelo Brasileiro, no qual o camisa 9 do adversário, este moço bom e religioso que todos conhecem, resolveu mexer com o nosso brio.

Fez careta depois de marcar um gol que, afinal de contas, não serviu pra bosta nenhuma, já que esse bom senhor irá assistir a Libertadores no ano que vem do sofá de casa ou na sua congregação religiosa.

Ricardo Oliveira devia ser um adolescente em 1993, mas já devia saber que não se provoca o Palmeiras antes da hora. Lembra do Viola?

E o mais curioso que humildade é uma coisa que não se aprende. Um cara que sempre foi coadjuvante a carreira inteira, nunca foi peça chave pra conquista de nenhum título importante que ele tem no currículo (e não são poucos), de repente se reinventa aos quase 40 anos, vira artilheiro do campeonato brasileiro, é convocado pra seleção, mas ao invés do cara se sentir agradecido, não, resolve tripudiar pra cima dum colega de trabalho.

O gol que ele fez aos 40 e sei la quantos minutos do segundo tempo, e que deu números finais ao jogo de hoje e encaminhou a decisão para a marca de cal, tinha um propósito maior.

E realmente teve. Ricardo Oliveira teve que assistir justo o Fernando Prass, quem diria, marcar o gol do título. CHUPA!

Ainda sobre justiça divina, não ia ser na nossa casa que um zé ninguém como David Braz – que seria ainda mais zé ninguém se não fosse justamente o Palmeiras, de onde saiu mais pelas portas do fundo do que qualquer outro jogador – iria comemorar um título. Pelo contrário, saiu de maca, chorando. Pois é…

Justíssimo também que, passados exatos 360 dias desde aquele maldito e vexatório 07 de dezembro de 2014, em que o Palmeiras pessimamente comandado por Dorival Junior envergonhou sua torcida e dependeu do Vitória não vencer seu jogo para não ser rebaixado, seja dado o troco pra esse treineiro que jamais deveria ter integrado nosso departamento técnico.

Divirta-se você também, Dorival, assistindo a Libertadores na FOX, amigão!

Querem outra justiça? Dudu, que tinha perdido o penalti que nos custou o Paulistão, fez os dois gols que encaminharam a nossa conquista. Amém!

Que gostoso vai ser assistir, ler, ouvir e rir amanhã de todos os comédias das redações esportivas, esses Rizeks, Cerettos e companhia limitada, que tanto menosprezam a camisa verde, mas que justamente pelo time que torcem deviam saber como a banda toca. Nada mais justo.

E, por último, justiça seja feita à festa maravilhosa que nossa torcida fez em campo hoje, nós fizemos a diferença, todos juntos, organizados ou não, fizemos valer o nosso caldeirão e merecemos também essa conquista. E o cara que teve a ideia de colocar o Prass no mosaico merece uma estátua na entrada do Allianz. Que insight!

Finalmente estamos de volta na nossa casa. Agora quero ver segurar…

É nóis na Liberta!!!!

Parabéns, Palmeiras! É CAMPEÃO!!!!

AVANTI PALESTRA!

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