Arquivo mensal: julho 2015

Vasco 1×4 Palmeiras – BR15

G4, somos Palmeiras, chegamos pra não sair mais.

Com a vitória de hoje, o aproveitamento do Verdão com Marcelo Oliveira chega a 79%  no Brasileirão(6V1E1D) e 81% contando também a vitória na Copa do Brasil sobre o Asa em Londrina.

E o Vasco foi uma presa tão fácil que com 15 minutos o jogo estava decidido, nem vale comentar o jogo, de tão fácil que foi. O Palmeiras teve postura de time grande que quer chegar a algum lugar no Campeonato. Adversário na zona do rebaixamento, em casa ou fora, tem que ser vitória, nem empate rola. 

Algumas coisas interessantes puderam ser vistas, como a manutenção da equipe titular (time que tá ganhando…), e o rodízio nas substituições: contra o Santos, Dudu saiu e entrou o Jesus, hoje foi o Rafael Marques que deu lugar ao Cristaldo, que dessa vez foi utilizado pela lateral. Robinho deu lugar ao Cleiton, na semana retrasada quem entrou foi o Zé Roberto, o que mostra que o treinador segue um planejamento rigoroso na utilização e aproveitamento de todos os jogadores em busca da melhor formação.

Mesmo com todo esse aproveitamento positivo, o cara não para de trabalhar, não se acomoda. Essa é a diferença que estava faltando no time do Oswaldo. Daí aqueles empates irritantes, a derrota pro Goiás etc.

Outra coisa, o Marcelo dificilmente muda o time pra segurar resultado, exceção feita ao jogo contra o Sport, mas ali realmente a pressão estava complicada. Via de regra, time ganhando, e ele mexe no ataque, faz com que o time siga no campo do adversário e explorando os contra-ataques, ao invés de entupir o time de volantes e trazer o outro time pra perto do nosso gol.   

Sobre os jogadores, o Leandro Pereira segue em ótima fase, já fez 4 gols desde que o Palmeiras contratou o Barrios e, por enquanto, segue titular absoluto e com um belo reserva de luxo no banco. Barrios, aliás, que vai precisar suar bastante pra entrar no ritmo de jogo do Palmeiras. De novo deu impressão de estar fora de sintonia com o time.

Dudu fez outra partida excelente e o trio Gabriel-Arouca-Robinho mostrou mais uma vez o por que merece o título de melhor meio campo do Brasil. A única coisa que me preocupa é que estão todos pendurados (além de Lucas e Leandro Pereira), mas do jeito que as coisas tão funcionando, é bem capaz do Marcelo encontrar um jeito de jogar sem um ou mais deles em campo.

Aliás, outra característica desse time é o número muito baixo de cartões recebidos, outra coisa que parece ter o dedo do técnico, mas é uma análise pra ser feita outra hora.

Agora, é foco total no Atlético Paranaense e que não se enganem os torcedores com o jogo de hoje: vai ser uma pedreira ganhar esses 03 pontos, mas não tem jeito, em casa tem que vencer. Pra cima Palmeiras, pra cima Palmeiraaaasss!

AVANTI PALESTRA!

OS GOLS:

A FICHA TÉCNICA:

VASCO 1 x 4 PALMEIRAS

Estádio: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 26/7/2015 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Fabio Pereira (TO) e Rafael da Silva Alves (RS)
Renda/público: 13.775 pagantes/R$ 348.740,00
Cartões amarelos: Rodrigo, Dagoberto e Madson (VAS) e Victor Ramos (PAL)

GOLS: Leandro Pereira 3’/1’ºT (0-1), Dudu 17’/1ºT (0-2), Victor Ramos 34’/1ºT (0-3), Leandro Pereira 9’/2ºT (0-4) e Riascos 23’/2ºT (1-4)

VASCO: Martin Silva (Jordi intervalo), Madson, Aislan (Serginho intervalo), Rodrigo e Julio Cesar; Anderson Salles e Guiñazú; Jhon Cley, Andrezinho e Herrera; Dagoberto (Riascos intervalo). Técnico: Celso Roth.

PALMEIRAS: Fernando Prass, Lucas, Victor Ramos, Jackson e Egídio; Gabriel e Arouca; Dudu, Robinho (Cleiton Xavier 30’/2ºT) e Rafael Marques (Cristaldo 15’/2ºT); Leandro Pereira (Lucas Barrios 18’/2ºT). Técnico: Marcelo Oliveira.

Palmeiras 1×0 Sardinhas – BR15

Foi uma vitória sofrida em cima dos lambaris pra 38.220 palmeirenses roerem as unhas no Palestra.

No fim, o que vale sempre são os 03 pontos, mas quase tivemos um replay do jogo contra o Sport, em que o Palmeiras deixou, na bacia das almas, escapar dois pontos que podem fazer falta lá na frente. Hoje, teríamos 27 e no terceiro lugar.

E o que está se repetindo e que merece alguma preocupação é que o Palmeiras recua demais depois que faz o gol. A estratégia é oferecer o campo e apostar no contra-ataque, mas tanto na defesa, como na saída pra matar o jogo, as coisas não tem saído muito bem.

Ontem a defesa quase não falhou, mas sempre que recuperávamos a bola, a ligação com o ataque falhava, principalmente pela esquerda, com Egídio e Gabriel Jesus errando vários passes.

No ataque, precisa melhorar a pontaria. Perdemos duas ou três boas chances de matar o jogo, uma delas claríssima, como Gabriel Jesus, que errou o lado do drible e perdeu a chance de entrar com bola e tudo.

Mas, como eu disse, o que importa são os 03 pontos. Leandro Pereira mostrou que vai vender caro a posição de titular do nosso ataque, o que é ótimo. Barrios entrou no lugar dele, meio fora de sintonia, mas ainda é cedo pra cobrar adaptação ao estilo de jogo do time. No fim, não foi mal.

Gabriel Jesus não teve a mesma atuação de quarta-feira, e jogou mais ou menos como vinha jogando antes da partida em Londrina, ou seja, mal.

E quem saiu do banco pra jogar muito bem, na minha opinião, foi o Amaral, que foi pro jogo no lugar do Arouca e deu conta do recado.

Entre os titulares, além do Leandro, Gabriel jogou demais. Incrível o que esse moleque faz em campo. Tira o olho, hein Dunga…

Agora vamos pegar o Vasco no Rio, outro que, como os lambaris, resolveu deixar de ser saco de pancadas justo antes de jogar contra a gente. Mas, que venham os 03 pontos, como vieram ontem, e pra cima Palmeiras!

AVANTI PALESTRA!

OS LANCES:

A FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 1 X 0 SANTOS

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data/hora: 19 de julho de 2015, às 16h (de Brasília)
Juiz: Wagner Magalhães (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Correa e Dibert Pedrosa (ambos RJ)
Público/Renda: 38.220 pagantes / R$ 2.741.640,00
Cartões amarelos: Leandro Almeida, Arouca, Egídio e Rafael Marques (PAL); Ricardo Oliveira, Werley e Neto Berola (SAN)

GOL: Leandro Pereira, aos 14’/1ºT (1-0).

PALMEIRAS: Prass, Lucas, Victor Ramos, Leandro Almeida e Egídio; Gabriel, Arouca (Amaral, 17’/2ºT) e Robinho; Rafael Marques, Dudu (Gabriel Jesus, 17’/2ºT) e Leandro Pereira. Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, Werley, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia (Marquinhos Gabriel, 22’/2ºT) e Lucas Lima; Gabriel (Nílson, 39’/2ºT), Geuvânio e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior 

  

Asa 0 x 1 Palmeiras – Copa BR15

Em Londrina, num pasto digno de campo de fazenda, o Palmeiras sofreu um pouco pra bater o Asa de Arapiraca e avançar pras oitavas da Copa do Brasil.

Em muito, o sofrimento se deu pelo time 90% reserva que foi pra campo. Algumas opções, como Leandro e Amaral, pareciam ter sido escolhidos apenas para nos irritar.

O Leandro, aliás, foi um capítulo à parte: desde passe de calcanhar errado no campo de defesa, até um gol absurdamente feito que ele perdeu, passando por uma furada de bola na nossa área que podia ter nos custado um gol do Asa e terminando com uma entrevista em que, sem ter outra reação que lhe parecesse plausível, ele simplesmente riu – da nossa clara, é claro.

Já o Amaral, ele não teve todo esse “brilho”. Ele foi “só”ruim. Terminado o Paulista e os jogos fáceis da Copa do Brasil, não consigo pensar mais nesses dois jogando com a nossa camisa até o final do ano. Precisa contratar outro volante urgente, porque o Andrei também não é nenhuma maravilha, e qualquer jogo que o Gabriel ou o Arouca não joguem, estaremos fodidos.

O 0 a 0 do primeiro tempo, que até parecia engraçado, se é que existe graça em torcer prum time de futebol, começou a tomar contornos de preocupação no segundo tempo, porque cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça.

Graças àquele futebol modorrento do time na primeira perna desse confronto, do Sr. Ozzzzzzzzzzzzzwaldinho, em que o Palmeiras tinha a obrigação de atropelar o visitante, fomos jogar contra o Asa hoje precisando marcar gol pra não correr o risco de uma disputa de penaltis.

E o intervalo, pelo menos aqui em casa, foi de reflexão – “só faltava esse time morfético aprontar pra cima da gente de novo…”

Mas o Marcelo se agilizou, e já no intervalo deixou o Leandro no vestiário, pra poupá-lo do que seria um caminhão de ofensas se fosse substituído durante o segundo tempo, e mandou pro jogo o Gabriel, o Jesus.

Um pouco depois – aos 15 – foi a vez do Girotto sair, pra entrar Dudu. E aí, o futebol do Palmeiras, que já estava melhor com a entrada do Jesus, melhorou de vez, ao mesmo tempo em que o Asa já se preocupava apenas em não tomar gols e tentar levar o jogo pros penais.

E numa jogada em que o Gabriel Jesus fez o pivô, girou pro Dudu e correu pra, de carrinho, arrematar o cruzamento rasteiro do CX (que até a entrada desses dois, estava completamente apático no jogo) e fazer o primeiro gol dele como profissional com a nossa camisa.

E o menino até chorou. 12 jogos como profissional, nenhum gol até aquele lance. E na seleção, na categoria de base, na Copinha, o moleque deitando de tanto fazer gol. Que seja o primeiro de muitos, que ele siga tendo oportunidade e jogando sempre como hoje.

Cleiton Xavier finalmente jogou os 90 minutos. Ainda está difícil do time acostumar com o ritmo muito cadenciado dele, principalmente quando se tem que jogar com Dudu, Kelvin, Gabriel e outros jogadores rápidos. Mas, no fim das contas, com o time mais adequado no segundo tempo, ele jogou bem e até deu a assistência pro único gol da partida.

Agora pausa na Copa do Brasil até o sorteio que define os duelos das oitavas (já com os times que disputaram a Libertadores), o lance que importa é domingo. Pra cima dos lambaris.

AVANTI PALESTRA!

OS LANCES:

A FICHA TÉCNICA:

ASA 0 X 1 PALMEIRAS

Local: Estádio do Café, em Londrina (PR)
Data/Hora: 15/7/2015 – 22h
Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
Auxiliares: Pedro Martinelli Christino (PR) e Luiz Souza Santos Renesto (PR)

Público/Renda: Não disponíveis
Cartões Amarelos: Fábio Alves, Max Carrasco e Jorginho (ASA);
GOLS: Gabriel Jesus, 24’/2T (0-1)

ASA: Pedro Henrique; Gabriel, Lucas Bahia, André Nunes e Fábio Alves (Rayro, 35’/2T) ; Jorginho, Max Carrasco, Marcos Antônio, Marlon (Everton, 25’/2ºT) e Didira (Uederson, 17’/2ºT); Alex Henrique.  Técnico:  Vica.

PALMEIRAS: Fernando Prass; João Pedro, Victor Ramos, Jackson e João Paulo; Amaral e Andrei Girotto (Dudu, 16’/2ºT); Leandro (Gabriel Jesus, intervalo), Cleiton Xavier e Kelvin (Gabriel, 38’/2ºT); Cristaldo.  Técnico: Marcelo Oliveira.

Sport 2×2 Palmeiras – BR15

Empate doído demais.

Mas foi infelizmente justo, por mais que a gente possa querer pregar o João Pedro na cruz por, um minuto antes do gol do empate, perder o gol que fecharia o caixão daquele time maldito.

Diante das circunstâncias de antes do jogo, com o Palmeiras sem 3 dos seus 4 titulares na zaga, e de novo sem Robinho, um empate era visto com bons olhos, a não ser pelo fato de os 5 primeiros colocados terem, todos, ganhado os seus jogos.

Mas com a bola rolando, o Palmeiras já foi logo de cara perdendo dois gols, um com Leandro e outro com o Zé Roberto. E quando estava melhor tomou 1×0, num lance de escanteio.

O empate merecido veio aos 44, num lance monstruoso do Gabriel, pruma cabeçada certeira do Leandro Pereira. O gol fez justiça ao time que buscou mais o resultado.

No segundo tempo, a esperada saída do Zé Roberto não aconteceu no intervalo. Marcelo Oliveira quis esperar não sei o que. E o Palmeiras acabou achando o gol, numa jogada pela direita com chutes de Lucas, Arouca, até a bola sobrar pro Leandro Pereira fazer o segundo.

Era o resultado perfeito pro Palmeiras jogar no contra-ataque, mas não foi isso que se viu. Contra o Avai, elogiei muito o Marcelo que, vendo o Palmeiras oferecer demais o campo pro adversário, tirou o Zé Roberto e colocou o Kelvin pra puxar o contra-ataque, em 5 minutos o jogo estava resolvido.

Dessa vez o Kelvin entrou no lugar do Dudu, e a alteração não surtiu o mesmo efeito. o Zé Roberto, se arrastando em campo, só foi sair aos 27, pra entrada do Andrei, o que trouxe o Sport ainda mais pra cima da nossa defesa.

O Sport teve uma, duas, três, cinco chances de fazer o gol do empate. Todas iam parando nas mãos milagrosas do Prass. Até que os 43, num lance pela esquerda, João Pedro perdeu, sozinho, a chance de matar o jogo. Tentou driblar o goleiro e errou feio.

O castigo veio logo a seguir, num lance em que o Andrei perdeu de cabeça prum cara da metade do tamanho dele e a bola acabou lançada pro atacante do Sport finalmente vencer o inspiradíssimo Fernando Prass.

Castigo porque, diferente dos 4 últimos jogos, o Palmeiras deixou o Sport jogar, pressionar, apertar e criar várias chances de empatar o jogo. Uma hora a bola ia entrar mesmo. Não fosse o Sr. Cleiton Xavier um engodo que o Palmeiras engoliu a preço de ouro, era ele quem devia ter começado jogando ou, pelo menos, ter entrado no lugar do Zé Roberto no intervalo, pra fazer a bola sair da nossa zaga com qualidade e isso resultar em mais lances ofensivos.

Então, é muito cômodo botar a culpa pelo empate no gol perdido pelo João Pedro. É bem mais fácil do que analisar que o conjunto não foi bem hoje, e que o treinador, assim como no jogo contra o Grêmio, tem sua parcela de culpa no resultado.

Um time com uma camisa do peso da nossa não pode ter medo do adversário. Seja ele quem for. Pra mim, foi isso que faltou hoje.

Apesar disso tudo, o empate fora de casa contra um adversário direto não é mal resultado. A única merda é que todos os outros times ganharam e voltamos a ficar a 7 pontos do líder e 4 do G4.

Mais esse time ainda tem muita lenha pra queimar. São 13 pontos ganhos de 18 desde que o Marcelo chegou e, com os devidos ajustes, com o Barrios, e com algum meia de ofício (Felipe Gabriel, CX ou o Robinho que seja), esse time ainda vai encaixar melhor e jogos como o de hoje serão raridades.

Taí uma coisa que não é do meu feitio falar, mas acho que é hora de ter paciência. O que tá bem difícil depois de perdermos 02 pontos na bacia das almas… Que não façam falta lá na frente…

A FICHA TÉCNICA:

SPORT 2 x 2 PALMEIRAS

Data e horário: 11 de julho de 2015, domingo, às 18h30
Local: Arena Pernambuco, São Lourenço da Mata (PE)
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Assistentes: Marcio Eustaquio Santiago e Guilherme Dias Camilo (ambos de MG)
Público/Renda: 35.163 pagantes / R$ 1.084.320,00

Cartões amarelos: Renê e Marlone (SPO); Jackson (PAL)
Cartões vermelhos: –

GOLS: Matheus Ferraz, aos 21’/1ºT (1-0); Leandro Pereira, aos 43’/1ºT (1-1); Leandro Pereira, aos 13’/2ºT (2-1); André, aos 44’/2ºT (2-2)

SPORT: Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Renê (Danilo, aos 31’/2ºT); Rodrigo Mancha, Wendel (Régis, aos 15’/2ºT), Neto Moura (Samuel, no intervalo), Diego Souza e Marlone; André. Técnico: Eduardo Baptista

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Jackson, Leandro Almeida e João Paulo (João Pedro, aos 30’/2ºT); Gabriel e Arouca; Rafael Marques, Zé Roberto (Andrei Girotto, aos 27’/2ºT)  e Dudu (Kelvin, aos 11’/2ºT); Leandro Pereira. Técnico: Marcelo Oliveira

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 4*x0 Avai – BR15

Pro mundo inteiro foi 4×0. Menos pro canalha do bandeirinha, que se não viu o gol do Kelvin, foi por que não quis.

Kelvin, aliás, que levou o motorádio pra casa no jogo de hoje. Ele e o Marcelo Oliveira, que teve a “coragem” de deixar o time num 4-2-4 digno da década de 70, mesmo com o jogo 1×0 pra gente.

E o porque disso? Simples, porque a melhor defesa é sempre o ataque. Depois de um primeiro tempo bastante consistente, com o ZR no lugar do machucado Robinho, e no qual o Palmeiras podia ter feito pelo menos mais 02 gols além do golaço de fora da área do Rafael Marques, o time voltou pra segunda etapa apagado.

E o problema era nítido: ZR tinha cansado, e o Palmeiras não conseguia mais fazer a transição defesa-ataque com eficiência, os contra-ataques eram desperdiçados e rapidamente a bola já estava na nossa área de novo.

Em coisa de 20 minutos, o Avai já tinha perdido várias chances de gol, uma inclusive que parou no travessão, num vacilo generalizado pelo lado esquerdo.

E o Marcelo Oliveira, que se fosse outro Oliveira teria reforçado a defesa pra tentar garantir o resultado, mostrou porque é o atual bi-campeão brasileiro: tirou o único meia-armador e colocou Kelvin, como quarto atacante. E foi justamente o divisor de águas da partida.

Em questão de minutos, jogada incrível dentro da área do Kelvin pela esquerda, bola no segundo pau e gol de cabeça do Lucas. O jogo estava liquidado. Gol com dedo do técnico.

Depois, foi só colocar o Cristaldo pra fazer o dele e fechar de vez o caixão de Gilson Kleina, Tinga, Jeci e companhia limitada (onde esse Avai quer chegar assim, Dio mio??).

E ainda teve tempo pro Kelvin fazer dois gols, um que ele fez, e o outro que o bom goleiro do Avaí, ex-Ituano campeão paulista de 2014, pegou ainda-não-se-sabe-bem-como.

5 jogos com o novo treinador, o Palmeiras tem uma – injusta – derrota, 4 vitórias, 11 gols marcados e 1 único sofrido. De penúltimo fora do Z4, chegamos, temporariamente, ao quarto lugar. 11 posições em 5 jogos. Se o Gambá empatar amanhã e o Fluminense perder, terminamos a rodada no G4 e vamos pra Recife lutar pela segunda posição.

Cenário pouco imaginável há algumas semanas atrás.

Mas a caminhada é longa e não dá tempo de acomodar.

Olhando pra tabela, temos apenas o Sport – próximo adversário – na nossa frente, já com chance direta de ultrapassá-lo no domingo. Depois ainda temos – não nessa ordem – Cruzeiro, Flamengo e Atlético/Pr (atualmente na intermediária), e três dos quatro atuais ocupantes do Z4, Santos, Coxa e Vasco.

Tem muito ponto pra ganhar nessas próximas sete rodadas, e começar o segundo turno indo pra Minas disputar o título contra o Galo. Que assim seja.

OS LANCES:

A FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 3 X 0 AVAÍ

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data/Hora: 8/7/2015 – 21h
Árbitro: Igor Junior Benevenuto (MG)
Auxiliares: Bruno Boschilia (PR) e Pablo Almeida da Costa (MG)

Público/Renda: 37.530 pagantes / R$ 2.405.755,00
Cartões Amarelos: Egídio e Victor Ramos (PAL); Renan, André Lima, Claudinei, Emerson, Nino Paraíba e Roberto (AVA)
GOLS: Rafael Marques, 7’/1ºT (1-0); Lucas, 19’/2ºT (2-0) e Cristaldo, 43’/2ºT (3-0)

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo (Leandro Almeida, intervalo) e Egídio; Gabriel, Arouca e Zé Roberto (Kelvin, 15’/2ºT); Dudu, Rafael Marques e Leandro Pereira (Cristaldo, 30’/2ºT).  Técnico:  Marcelo Oliveira

AVAÍ: Vagner; Nnino Paraíba, Jeci, Emerson e Romário; Renan, Tinga e Claudinei (Renan Oliveira, intervalo); Rômulo (Roberto, 18’/2ºT), Anderson Lopes e William (Tauã, 31’/2ºT).  Técnico: Gilson Kleina.

AVANTI PALESTRA!

Ponte Preta 0 x 2 Palmeiras – BR15

Quando as coisas começam a funcionar, até quem tava devendo pra torcida vai lá e marca dois gols numa única partida.

Dudu desencantou e quem sabe tenha finalmente colocado uma pedra sobre aquele penalti na final do Paulistão. 

Afinal, foram 02 gols, ainda no primeiro tempo, depois de dois passes fantásticos de Rafael Marques.

E, sem falar do jogo, vamos falar da tabela. Com os resultados da rodada, o Verdão marcou nada menos que 17 pontos, 06 contra a Ponte e ainda tiramos 03 de diferença pro Atletico/PR e mais 02 de Gambá, Bambi, Fluminense e Sport,

São 08 posições conquistadas em 04 jogos com Marcelo Oliveira no comando.

Na semana teremos o Avaí, em casa, na quarta, e o Sport fora no domingo. Serão dois jogos pra mostrar a consolidação dessa arrancada, principalmente domingo.

O importante é que o time está encaixando, os adversários, fáceis ou difíceis, estão sucumbindo e o Palmeiras já vai deixando claro que não vai pagar comédia pra ninguém nesse campeonato.

Pra cima deles!

OS LANCES:

A FICHA TÉCNICA:

PONTE PRETA 0 X 2 PALMEIRAS

Local: Arena Pantanal, em Cuiabá (MT)
Data/hora: 5 de julho de 2015, às 18h30 (de Brasília)
Juiz: Vinicius Gonçalves Dias Araújo (SP)
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Alex Alexandrino (ambos de SP)
Público/Renda: 11.074 pagantes / R$ 800.370,00
Cartões amarelos: Cesinha, Vitor Xavier, Renato Chaves (PON); Lucas, Victor Ramos e Dudu (PAL)

GOLS: Dudu, 8’/1ºT (0-1) e Dudu, 39’/1ºT (0-2)

PONTE PRETA: Marcelo Lomba; Rodinei, Renato Chaves, Pablo e Gilson; Juninho, Paulinho (Leandrinho 17’/2ºT), Roni (Biro Biro, 29’/2ºT) e Vitor Xavier; Cesinha (Diego Oliveira, 35’/2ºT) e Felipe Azevedo. Técnico: Guto Ferreira.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Arouca, Rafael Marques (Cleiton Xavier, 28’/2ºT), Robinho (Zé Roberto, intervalo) e Dudu; Leandro Pereira (Cristaldo, 14’/2ºT). Técnico: Marcelo Oliveira

AVANTI PALESTRA! 

 

Palmeiras 2×0 Chapecoense – BR15

Ontem o Palmeiras conseguiu um resultado bem mais expressivo do que o placar, e o adversário, sugerem.

Ganhar de 2 x 0 do Chapecoense em casa parece não ser grande coisa, mas se engana quem pensar dessa forma.

Porque, nos últimos anos, o Palmeiras vinha meio que se especializando em perder pontos justamente nos jogos “fáceis”, e que tanta falta fizeram depois no fim do Campeonato. Perder um clássico, perder um jogo pro Grêmio fora de casa é até aceitável, dependendo das circunstâncias. Mas perder pontos em casa pra times menores é inadmissível e, nos últimos anos, se mostrou ser fatal pro Palmeiras em suas pretensões nas competições.

E a impressão que dá é que a sorte do Palmeiras começa finalmente a mudar, desder o jogo contra o Fluminense, vencido na bacia das almas com um gol-quase-perdido pelo Cristaldo, que seria uma tragédia, não tivesse a bola cabeceada na trave voltado inteirinha pro atacante empurrar pra rede e decretar a virada e os 03 pontos pro verdão.

Domingo, contra a turma do Jardim Leonor, o primeiro gol do Palmeiras saiu de um chute do Leandro Pereira que desviou no zagueiro e matou reserva do Marcos, abrindo caminho pra confortável vitória do Verde.

E ontem, de novo, o chute de Egídio desviou no zagueiro e deixou o goleiro do Chapecoense vendido no primeiro gol do Palmeiras.

Dizem que a bola não entra por acaso, e acho mesmo isso, mas um pouquinho de sorte pros lados do Palestra finalmente está vindo em muito boa hora.

Egídio, de novo, com um gol e o cruzamento que originou o segundo, sobrou em campo, mas Robinho e Dudu também sobraram em campo, assim como Gabriel, Arouca, Victor Hugo, enfim, todo mundo jogou de forma consistente.

Por outro lado, como nem tudo são flores, a entrada do torcedor no estádio foi algo de bisonho. Primeiro, no Portão B, um injustificável caracol de cancelas fazia com que o torcedor andasse em “procissão de pinguim” por quilômetros até chegar na revista, onde 04, isso mesmo apenas quatro PMs faziam a revista. Eu demorei, sem brincadeira, 35 minutos pra entrar no estádio, mas teve gente que só conseguiu chegar no intervalo.

Do lado do Portão A, me disseram que quem precisa trocar o ingresso comprado pela Internet enfrenta filas absurdas, onde um punhado de funcionários tem que pegar o cartão de crédito do comprador e fazer um decalque, vejam só, o estádio mais moderno do país operando cartões como se fazia na década de oitenta…

Não é possível que, depois de 08 meses de funcionamento, o Palmeiras e a W Torre ainda não tenham conseguido organizar a entrada do torcedor junto com a polícia de forma decente e no mesmo nível que o estádio de primeira linha e o ingresso mais caro do país exigem.

Outra coisa que merece comentário foi a quantidade de crianças que estiveram presentes ontem no jogo, lá no Gol Norte estava cheio delas, pequenos e pequenas palestrinhas que, apesar de não serem nada bem-vindos lá – quer pela falta de estrutura adequada, quer pelo fato bisonho de se cobrar ingresso de um torcedor menor de 05 anos – foram dar o ar de sua graça e apoiar o Verdão em mais um triunfo.

Tá até rolando uma petição eletrônica por aí pra pedir gratuidade pros nossos pequenos palmeirenses até 05 anos, e apesar de eu não botar muita fé na efetividade desses tipos de documentos (especialmente em se tratando de Palmeiras que não liga muito pra opinião do torcedor), essa causa vale o esforço, quem quiser participar acesse o link aqui e divulgue também no twitter com a hash #CriançasdoPalmeiras. Abre o olho, Presidente!

Mas, pra não falarem que eu só reclamo, ontem o valor dos ingressos foi reduzido, e os valores cobrados foram de 60, no Gol Norte, a 150, nas Centrais. O que é um bom começo e mostrou boa vontade da diretoria na iniciativa, mas ainda está longe de ser o ideal, a se considerar que o ticket médio foi de R$ 50,80, ou seja, ainda assim seria o segundo mais caro dentre todos os clubes da Série A (os gambás cobram, em média, R$ 54,82).

Porém, contra os R$ 65,92 que, em média vinham sendo praticados até então, é um bom avanço. Vale a diretoria refletir ainda, que a redução do preço teve um resultado muito positivo em termos de público, pois um jogo sem muitos atrativos no meio de semana teve um público de mais de 32 mil pessoas, acima da média do estádio na competição, que é de 31 mil.

Agora, acertar mesmo eles vão a hora que pararem de cobrar mais caro no anel superior do que no inferior, e quando finalmente for criado um pacote pro torcedor família (02 adultos, e duas crianças, com preço mais em conta). Enquanto isso, seguimos aguardando e fiscalizando.          

Com a vitória sobre o 10º colocado, e a derrota do Inter em Recife, o Palmeiras virou de página e garantiu, até o fim dessa rodada, a 9ª posição e, dependendo do resultado de Gambá e Ponte e Santos e Fluminense hoje, tem chance de chegar a algo tão impensável há 15 dias atrás como a 5ª colocação, já no fim de semana, caso vençamos a dificílima Ponte Preta em Cuiabá, graças a dois confrontos diretos na parte de cima tabela (hoje, Gambá e Ponte, e no final de semana, Bambis x Fluminense).

Ganhar da Ponte fora não será nada fácil. A Macaca já empatou fora de casa com Gremio, Cruzeiro e Santos e ganhou do Vasco, só perdeu um jogo contra o Fluminense no Rio e só perdeu 02 pontos em casa contra o Goiás, num empate sem gols pela 7ª rodada.

Mas agora é assim, daqui até o final do ano serão 28 finais de campeonato, e se jogarmos com a mesma pagada de domingo e ontem, vamos dar trabalho.

OS GOLS:

A FICHA TÉCNICA: 

PALMEIRAS 2 X 0 CHAPECOENSE
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data/Hora: 1/7/2015 – 21h
Árbitro: Pablo dos Santos Alves (PB)
Auxiliares: Luis Filipe Gonçalves (PB) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
Renda/Público: R$ 1. 663.574,99 / 32.742 pagantes
Cartões Amarelos: Wagner, Wiliam Barbio e Neném (CHA)
GOLS: Egídio, 27’/1ºT (1-0) e Cristaldo, 24’/2ºT (2-0)
PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Arouca (Andrei Girotto, 38’/2ºT) e Robinho; Rafael Marques, Dudu (Zé Roberto, 20’/2ºT) e Leandro Pereira (Cristaldo, 23’/2ºT). Técnico: Marcelo Oliveira
CHAPECOENSE: Danilo; Apodi, Rafael Lima, Neto e Dener; Elicarlos, Gil (Neném, 21’/1ºT), Cleber Santana e Camilo (Hyoran, 32’/2ºT); Wagner (Wiliam Barbio, intervalo) e Edmílson Técnico: Vinicius Eutrópio.

AVANTI PALESTRA!

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