Ciao, Oswaldo

Oswaldo de Oliveira não é mais treinador do Palmeiras. A derrota para o Figueirense e a consolidação da pífia campanha do time no Campeonato Brasileiro pesaram e a manutenção do treinador não resistiu à pressão de dentro e de fora do clube.

É a quarta demissão de treinador na gestão Paulo Nobre. Dessa vez, pelo menos, não pecaram por omissão. Se Kleina tivesse sido mandado embora em dezembro de 2013, como o mundo queria – menos a imprensa “especializada” (digam aí, os especialistas, o que o valioso Gilson Kleina foi fazer em Bahia e Avai?) – e o Gareca tivesse sido contratado logo em seguida, possivelmente ele ainda estivesse no cargo.

Aquele foi o grande erro. Hoje, foi apenas mais uma consequência. Que dessa vez venha o nome certo, e não me perguntem quem, não sou pago pra saber.

Eu torci o bico quando o Oswaldo veio. Na minha opinião, era uma das últimas opções das que estavam disponíveis no mercado no começo do ano.

Mas ele veio e confesso que me surpreendeu. Ganhou vários jogos perdidos no Paulista nas alterações, trucidou os bambis no Allianz Parque, eliminou os Gambás no Allianz ZL (Zona Leste), ganhamos do Peixe, não fomos campeões do Paulista por um pênalti mal batido, por um impedimento milimetricamente bem marcado, por míseros detalhes.

Mas o recado veio rápido, e a ilusão do Campeonato Paulista pegou o torcedor palmeirense desprevenido, logo de cara um empate em casa com os reservas do Galo, mais outro empate fora com o Joinville – mas sem torcida – uma derrota em casa pro Goiás e mais um empate em casa com Asa de Arapiraca acenderam a luz amarela na Academia.

A queda seria inevitável em caso de derrota para o Gambá, mas aí o Valdivia resolveu jogar bola, o jogo encaixou e de novo sapecamos eles no Allianz ZL. Aquela era a deixa pra virar a mesa e retomar o bom futebol do fraco campeonato Paulista.

Só que de novo time não correspondeu em campo, o empate pros reservas do Inter perante 37 mil palmeirenses foi o último nó na corda no pescoço do Oswaldo, e de novo, era vencer ou vencer contra o Figueirense, que ia a campo com 07 jogadores reservas, entre suspensos e contundidos.

E foi aquela desgraça de jogo que vimos, não preciso lembrar ninguém.

Montar e reformular completamente um elenco demanda tempo. Mas o tempo, no futebol, não existe e, quando existe, só vem com resultados razoavelmente positivos. 1 vitória em 6 jogos é demais pra segurar qualquer treinador no cargo.

Há ainda uma questão de perfil, e nesse aspecto, por mais que esse jeito zen do Oswaldo seja, filosoficamente, a melhor forma de lidar com a vida, infelizmente, no Palmeiras o treinador tem que ser mais explosivo, mais casca grossa, senão é jantado. Faltou um pouco disso pro Oswaldo, acho eu.

Mas não se enganem, a simples troca do treinador não vai resolver os problemas do Palmeiras. Com esse time que temos hoje, podem ver Guardiola ou Klopp que não será diferente. O Palmeiras é um time fraco de armação e finalização.

Isso se dá pela falta de qualidade do elenco. À exceção de Arouca, e do Valdivia – que nunca podemos contar – além das gratas surpresas Gabriel e Lucas, os jogadores contratados são pra compor elenco (um bom elenco), mas ainda não vieram os titulares absolutos, aquele 3, 10 e 9 que vão botar medo no adversário, que vão tirar o sono do técnico e da torcida rival.

E aí, a pressão não pode ser só pela troca do treinador, mas tá na hora de Alexandre Mattos fazer jus à fama, e apresentar os camarões, que desde o Felipão em 2012 ainda estamos aguardando. Não adianta vir só com as sardinhas – a última delas vai pelo nome de Alecsandro – se não chegarem os crustáceos di qualitá, é isso aí o que temos pra hoje: vaguinha na Sulamericana, isso se não for brigar mais um ano pra não cair. vaga na Liberta ou Copa do Brasil, podem parar de sonhar…

Ao Oswaldo, fica o meu agradecimento e de boa parte da torcida palmeirense, pela devolução de um pouco da auto-estima perdida nesses últimos anos. Ganhamos dos três rivais, ganhamos uma casa nova na Zona Leste, quase levantamos o caneco no Paulistão, mas futebol é resultado e o Oswaldo pecou justamente na gestão da crise, na hora de virar a mesa, algo que não pode faltar em nenhum treinador de uma equipe gigante como o Palmeiras.

Quem sabe numa próxima oportunidade, com esse time mais robusto e sem o peso de anos sem conquistas, ele não possa voltar a treinar o Palmeiras. Se até o Jair Pega Pega Pega Picerni passou por aqui duas vezes, não seria o Oswaldo que não ia poder.

E sobre o novo treinador, quem quer que ele seja, que exija antes de chegar 03 contratações de peso, ou então será mais um que virá sem poder se exigir muita coisa, e que até o fim do ano estará procurando emprego de novo.

Ciao, Oswaldo. Arrivederci. Grazie di tutto.

AVANTI PALESTRA!

Publicado em 09/06/2015, em Visão da Arquibancada e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. E aí Maluquinho como vai? Acho que o Barrios vai chegar, em relação a técnico os dois citados são muito bons Cuca e Marcelo, acho que o Palmeiras não precisa de 3 nomes de peso não, acho que está faltando o técnico mesmo e o tal do 9! Ah… Precisamos de um bom zagueiro. Abraços…

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