Arquivo diário: 05/06/2015

Palmeiras 1×1 Inter – BR15

Cinco jogos sem vencer dentro de casa, pelo campeonato Brasileiro. Os dois do ano passado e os três deste ano. Aí vejam só: pegamos Sport – derrota, A/PR – empate, reservas do Galo – empate, Goiás – derrota e reservas do Inter – empate.

Só time pequeno ou reserva de time grande. E em 15 pontos disputados no Allianz pelo BR, somamos 3. Em 5 jogos, nenhuma vitória.

Os fatores responsáveis por isso podem ser inúmeros, e passam desde o elenco limitado ao treinador pouco arrojado. Mas não tenham dúvida, o que falta pra esse time e sangue nos olhos, e isso só vem da bancada pra grama e, convenhamos, esse novo público elitizado do Allianz jamais vai conseguir incendiar um jogo e empurrar o Palmeiras pra glória.

Me desculpem, mas vocês que num jogo como hoje só estão preocupados em aparecer dando tchau no telão do estádio, lamento, mas a culpa é de vocês, sim. Vi do lado de fora – hoje, por acaso, entrei aos 15 do primeiro tempo no campo – a Rua Turiassu lotada de gente que perderia as cordas vocais na arquibancada se amontoando pra acompanhar o jogo na TV dos bares da Caraíbas. Gente que não tem mais dinheiro pra incentivar o time do coração até a voz acabar.

Aquele silêncio na maior parte do estádio, mesmo no segundo tempo, quando o protesto das organizadas já tinha cessado, pesa. O Palmeiras entra em campo pra uma plateia e isso, senhores, tem seu peso. Quantas vezes no velho Palestra times piores do que esse conseguiram resultados absolutamente improváveis na base do abafa? É isso que falta hoje.

Quem abafou e conseguiu o ponto que veio buscar foi o Inter. Em cinco minutos, num corajoso 4-2-4, conseguiu, na cagada, mas na raça, o gol que lhe valia a igualdade, resultado mais que suficiente pra valer toda a aspiração de um time todo remendando e que, se fosse titular, dificilmente não teria levado de volta a Porto Alegre os 3 pontos.

E o time do Palmeiras não é pior que o Goiás, ou que os reservas de Galo e Inter, mas falta coração. E é nesse ponto que Paulo Nobre jamais vai entender que, quanto mais caro e inacessível for o ingresso, mais caro custará para o time em campo. Porque o coração vem da massa, e a massa está assistindo o jogo na TV, em frente ao estádio, porque não tem dinheiro pra entrar.

Enfim…

Sobre o jogo, de novo o Palmeiras merecia melhor sorte. Muita criação, pouca finalização, e mais uma vez jogamos contra um time que veio pra – e conseguiu – não perder.

Oswaldinho optou por um improvável 4-2-3-1 com Zé Roberto na armação e Dudu e Kelvin abertos e Rafael Marques centralizado. Não deu certo.

No segundo tempo, tirou o melhor em campo no ataque – Kelvin -e colocou Cleiton Xavier, que segue fora de forma e burocrático. Matou o time duas vezes, no meio e no ataque. E mesmo assim o gol veio numa cobrança de escanteio. Não seria de outra forma.

Aí veio o fator azar. Uma única bola que o Inter conseguiu ir até a linha de fundo o jogo inteiro, a cagada é tamanha que o rebote desvia nas costas do péssimo Rafael Moura e entra no gol. Não deu nem 10 minutos de sossego.

9 pontos disputados em casa e 2 ganhos. O que salva um pouco são os 4 faturados em 6 jogados fora de casa. Se continuar assim, e voltarmos com uma também improvável vitória de Santa Catarina no domingo, o Palmeiras terá o melhor aproveitamento do campeonato fora, e um dos piores em casa, o que deve nos garantir o mesmo velho décimo lugar na tabela. Que bela merda.

Oswaldo que se cuide. A sombra dele tá pesada. E só os resultados que vão aliviar a cobrança. A essa altura, e principalmente depois de domingo, era pras coisas terem sido diferentes. Acorda, Oswaldinho, acorda…

Sem lances, sem vídeos.

AVANTI PALESTRA!

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