Arquivo mensal: maio 2015

Gambá 0x2 Palmeiras – BR15

Nada melhor que trucidar o rival pra afastar a crise e enterrar ainda mais o caixão dos lixos. Parece que até invadiram vestiário lá. Depois de hoje, quem já não tava de saída do Lixão, deve tá ligando pro empresário pedindo pelamordedeus pra arrumar uma vaga na reserva do Bragantino! O último que apague a luz AHAHAHAHHAAHAHAH eu quero é mais!

Os gambas não tiveram a mesma sorte dos Lambaris. Se o Arouca joga a final, não ia ter boi. A diferença do Palmeiras em campo hoje em relação aos outros três jogos do Brasileirão foi gritante. Ele estava em todo o campo. Arouca, o Onipresente, ahahahah íncrivel como o Palmeiras parece outro time com ele em campo. 

Outra volta fundamental foi a do Rafael Marques. mas o mais importante mesmo foi a mudança tática do time, com um 4-4-2 sem centroavante, abandonando o 4-2-3-1 mais que manjado e que já não dava resultado desde o fim do Paulistão.

O Palmeiras não tomou conhecimento do Small Club. Dominou o meio de campo o jogo inteiro, não sofreu nenhuma pressão, parecia jogo-treino em casa. E do lado de lá deu dó, que catadão, é esse time aí que ia ganhar a Champions? HAHAAHHAAH Nem no playstation…

E o departamento de lavanderia do Palmeiras mandou avisar o Prass que não vai lavar o uniforme dele.  Não usou, não  sujou, não lava. Racionamento de água tá osso.  Ahahahahahaah

E na conta do Gambá, era hoje que eles iam nos passar no confronto direto depois de mais de 40 anos? É então, fica pro ano que vem… Ahahahhaahh

E se não fosse tão fora da cidade, bem que a gente podia mandar uns jogos lá no estádio do Governo Federal. 4 pontos de 6 disputados em 2015 e uma eliminação pra cima do arrendatário, bem melhor jogar lá do que no Allianz. Escolhe uns adversários menores, tipo Figueira, o Gambá, o Avai, o Gambá, a Ponte, quem mais… Eu já falei o Gambá, e bora invadir o Aterrão que é tudo nosso! Ahahahaha

Pena que nem vai dar tempo de sossegar, quinta já tem adversário de verdade no Brasileirão, recebemos o Inter em casa. Sugestão pra CBF – no ano que vem, põe os clássicos ida e volta um na sequência do outro. Assim dá tempo de tripudiar mais. Ahahahahahahah

Boa noite freguesada!

OS LANCES

A FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 0 X 2 PALMEIRAS

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)

Data/hora: 31 de maio de 2015, às 16h (de Brasília)

Juiz: Vinicius Gonçalves Dias Araújo (SP)

Assistentes: Rogério Pablos Zanardo e Daniel Paulo Ziolli (ambos de SP)

Público/Renda: 29.479 pagantes / R$ 1.784.531,76

Cartões amarelos: Ralf, Renato Augusto, Gil, Edílson e Danilo (COR); Arouca, Egídio, Lucas, Valdivia e Kelvin (PAL)

GOLS: Rafael Marques, 24’/1ºT (0-1) e Zé Roberto, 46’/1ºT (0-2).

CORINTHIANS: Cássio; Fagner (Edílson, 25’/2ºT), Edu Dracena, Gil e Fábio Santos; Ralf (Mendoza, intervalo), Petros (Danilo, 20’/2ºT), Bruno Henrique, Jadson e Renato Augusto; Romero. Técnico: Tite

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas (Ayrton, 30’/2ºT), Jackson, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Arouca (Amaral, 36’/2ºT), Zé Roberto, Valdivia e Kelvin (Leandro, 42’/2ºT); Rafael Marques. Técnico: Oswaldo de Oliveira

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 0x0 Asa – CopaBR15

E lá se vão 270 minutos de um único e mesmo jogo, em que é proibido o Palmeiras marcar gol.

A bola gira, gira, gira, gira mais um pouco e gira de novo, mas não tem um salafrário pra chutar no gol.

Quando chutam, é pra fora, ou nas pernas do zagueiro adversário.

Nas poucas chances que o Palmeiras consegue levar algum perigo ao gol do adversário, a finalização ou cabeçada é fraca, fácil pro goleiro.

Foi assim em Joinville, foi assim contra o Goiás, foi assim hoje, e será assim sempre.

Na coletiva desta terça-feira, Oswaldo já deixou claro que só vai alterar a forma de jogar quando estiver no prejuízo. Como se não fosse uma desgraça para a camisa do Palmeiras os últimos x resultados, sem marcar gol, com esse futebol tão insosso contra adversários inexpressivos que só não dá sono porque desperta um ódio profundo.

Saí do estádio jurando nunca mais voltar. Sim, é mentira.

Eu sou um imbecil. Assim como vocês. E aconteça o que for, vamos continuar voltando a esse lugar maldito, elitizado, burguês e sem alma que virou a casa do Palmeiras.

Tem que mudar tudo. Hoje deve ter sido o pior público da Arena desde sua inauguração: 17 mil pagantes. Como convencer o torcedor a pagar uma fábula pra ver esse time modorrento “jogar”bola?

Mas o problema está longe de ser só esse. Porque esses 17 mil pagantes de hoje em nada se assemelham, por exemplo, com os 18 mil que assistiram em 22 de maio de 2010, o último jogo no falecido Palestra Itália, 4×2 frente ao Grêmio.

O último jogo oficial do Palmeiras na sua casa teve praticamente o mesmo público que hoje, mas com uma diferença gritante: lá, tinhamos 14 mil torcedores de arquibancada pulando e apoiando incessantemente, a um preço médio de R$ 29,00.

Hoje, fomos pouco mais de 5 mil torcedores de arquibancada, pagando em média R$ 55,00.

O que isso demonstra? O protesto das organizadas, que ficam e ficarão em silêncio em todos os jogos em que o preço for o absurdo praticado hoje, deixa claro que o novo frequentador do Allianz Parque não é do tipo que é dado a cantar o jogo inteiro. Sem as torcidas do Gol Norte, o estádio vira um cemitério de selfies e gritos de “gol” antes da hora, com gente mais olhando e dando tchauzinho pra câmera do telão do que se revoltando com o resultado absurdo que é empatar com o Asa de Arapiraca em casa. 

Sem desmerecer e respeitar este – ou qualquer outro – torcedor, o que a Diretoria não consegue entender é que esse torcedor do Allianz só vai cantar e pular quando o time der espetáculo. Quando fizer gols e mais gols e mais gols. E não há nada de errado nisso. De novo, têm todo o meu respeito.

Mas é inegável o prejuízo que o time sofre sem o apoio da massa, dos torcedores de arquibancada que se dispõem a ficar em pé o jogo inteiro e cantar e incentivar o time sem parar. Porque esses são os caras que tão ficando de fora.

De novo, não estou entrando no mérito de quem é mais palmeirense quem é menos, apenas que são estilos diferentes de torcer, e os caras que estão acostumados a carregar o time nas costas são os que ocupariam os cerca de 23 mil assentos vazios que tivemos hoje num jogo decisivo de mata-mata.

Tirando os pouco mais de 6 mil lugares do Gol Norte – o único setor realmente cheio no jogo de hoje, havia espaços vexatórios em todo o anel superior e nos setores Gol Sul e Leste e Oeste.

E não há como negar que o jogador – ainda mais esses bagres que vestem nosso manto hoje – sente a diferença. Aí vão dizer “Pô, mas esse protesto das organizadas prejudica o time”. Pode ate ser, mas como não ver e reconhecer que todos esses assentos vazios e a exclusão dos “torcedores populares” prejudica muito mais?

Como não constatar que à família de menor poder aquisitivo, mesmo pagando Avanti, fica quase proibitivo ir a maioria dos jogos?

Desafio que você faça um teste, Paulo Nobre. Venda o anel superior inteiro a R$ 40,00 no próximo jogo e se o Palmeiras não ganhar de um Goiás ou um Asa de Arapiraca, nunca mais escrevo uma linha sobre preço de ingresso.

Mudando de assunto, hoje pra mim foi o limite com o treinador. Domingo será a cereja do bolo, ou ganha ou que vá arrrrrrastarrrrrrrr o errrrrrrreeeeeeee lá no casa do carrrrrrrrrrrrrrralho. A essa altura dos acontecimentos era pra esse time ter um padrão de jogo, ainda que fosse uma puta duma bola parada ou jogada de linha de fundo, cobrança de escanteio, foda-se, qualquer coisa, mas algo de produtivo tinha que ser visto.

Mas não, apenas esse infame e desgraçado para-brisa, a bola gira de um lado pro outro, ninguém chuta, não acontece merda nenhuma. Pra jogar assim não precisa de treinador. Aliás, precisa sim, põe eu lá, que eu faço a mesma coisa e por 1/20 do preço.

E Mattos, vai esperar até a Copa América acabar pra mandar embora esse chileno safado em modo operação-padrão e trazer gente séria pra vestir essa camisa? Lembra o que foi que aconteceu com a pausa da Copa do Mundo do Gareca? Pois é, abre o olho cara-palida, aqui não é aquela moleza das marias não…

Que puta moral que vamos chegar pra jogar o clássico, hein? Parabéns, malditos!

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 0x1 Goiás – BR15

O empate, que já ia ser absolutamente terrível pras aspirações do Palmeiras no campeonato, acabou virando uma tragédia com requintes de crueldade.

O maior público do campeonato passou vergonha, e muito ódio.

É, porque renda não ganha jogo, não ganha título, o Paulista tá aí pra não me deixar mentir.

E o torcedor que é explorado com o ingresso mais caro da América do Sul, ainda tem o desprazer de ver o time de volta ao maldito 16º lugar na Tabela de classificação.

Isso porque fizemos 2 pontos de 9 e não jogamos contra ninguém. E agora vem pela frente Gambá e Inter…

Até quando teremos que aguentar essa sina?

Sem análise do jogo, sem melhores momentos e sem ficha técnica.

A gente não merece essa tortura.

AVANTI PALESTRA! 

Joinville 0x0 Palmiras – BR15

Uma partida lastimável. Uma vitória colocaria o Palmeiras no topo da tabela, mas o time não teve vontade de vencer.

E começou estranho, com Valdivia, que era pra ser o melhor jogador do time, no banco (depois descobriríamos o porquê).

O Joinville se postou com 10 homens na defesa e o Palmeiras pouco fez no primeiro tempo. Muita troca de passe entre os zagueiros e Gabriel, e nenhuma boa chance de gol. Num português claro, foi uma verdadeira bosta.

Nada que, porém, Oswaldinho não pudesse piorar. E como piorou.

Se no primeiro tempo tínhamos Egydio pela esquerda fechando o espaço na defesa e ainda apoiando no ataque, no segundo tempo o lateral saiu pra entrada do desinteressado – pra falar o mínimo – Valdívia, e o Zé Roberto foi habitar a avenida recém inaugurada na nossa defesa.

A mexida matou o já moribundo Palmeiras. No minuto que o técnico do Joinville viu a cagada, botou o time inteiro dele pela direita do ataque, nas costas do Zé Roberto.

Aí, além do Palmeiras ter perdido força na frente – já que o Zé Roberto estava fazendo bem mais do que o bosta do chileno passou a fazer – ainda começamos a correr risco na defesa, mesmo jogando com um adversário inexpressivo como o Joinville.

Na frente Rafael Marques, Dudu e Leandro terminavam de enterrar qualquer chance de resultado positivo pro Palmeiras. Ainda vieram Kelvin no Rafael Marques e Airton no machucado Lucas, mas nada que pudesse mudar a má sorte do porco na partida.

Com o empate sem gols, o Palmeiras já ficou na segunda página da tabela, e o recado pros otimistas está dado: o “bom”campeonato Paulista não é parâmetro pro Brasileirão. Um empate como o de hoje, pelas circunstâncias, foi mais doído do que o da semana passada, pros reservas do Galo. Ali empatamos na bacia das almas, salvamos um ponto perdido, mas hoje era o dia da recuperação, sem presão da torcida adversária, e foi um puta dum fiasco.

Jogamos três pontos no lixo.

Vamos às lições que o palmeirense tem que tirar do jogo de hoje.

Primeiro: Oswaldinho, Zé Roberto na esquerda sem o Arouca em campo NÃO DÁ MAIS. OK, FERA?

Segundo: Valdívia está de tiração. A falta de vontade, o pouco empenho, o quase deboche são mais que suficientes para uma rescisão por justa causa, depender dele NÃO DÁ MAIS. OK, VALDIZETES?

Por último: Tá de férias, Alexandre? O campeonato tá em pleno vapor e o Palmeiras segue sem um xerife, um garçom e um matador e já ficou claro que os bons valores contratados servem muito mais pra compor elenco do que pra dar conta do recado todo jogo. Com esse bando de reserva de luxo NÃO DÁ MAIS. OK, MATTOS?

E agora, pro próximo domingo, um jogo que era pra ser tranquilo, domingão, 11 da matina, já tem toda aquela carga negativa e pressão que eram absolutamente desnecessárias a essa altura do campeonato, até porque na rodada seguinte voltamos ao Aterrão pro Derby contra os Gambás e a última coisa que precisamos é chegar pro clássico sem moral nenhuma.

Cleiton Xavier e Arouca, pelo amor de San Gennaro, voltem já! E fora chinelinho safado!

AVANTI PALESTRA!

*Sem ficha e lances por motivos de ninguém merece mais esse martírio.

Palmeiras 5×1 Sampaio Correa – CopaBR15

Depois de 45 minutos de puro terror, e um segundo tempo de lazer, o Palmeiras passou de fase contra o Sampaio Correa na Copa do Brasil, e agora espera a definição do próximo adversário entre Vitória e Asa.

Com uma escalação que contou inexplicavelmente com Wellington e Amaral no time, o Palmeiras passou vexame no primeiro tempo da partida, e saiu de campo pro intervalo perdendo de 1×0.

Era um princípio de tragédia que foi logo resolvido com a saída do Amaral no intervalo, e a entrada de Robinho. Em tempo nenhum o jogo já tava 2×1, e depois os demais gols saíram naturalmente.

Como já reforçado em outros posts, Oswaldinho mostra capacidade de mudar o jogo com as substituições, mas ainda falta uma leitura mais apurada de cada adversário na hora de escolher o time titular. Foi assim em Itaquera, foi assim na Vila, e ontem também.

Por exemplo, qual o motivo pra se entrar com 02 volantes de contenção contra um time fraco como o de ontem? E ainda, com o Palmeiras tendo a obrigação – senão pelo regulamento, moral – de vencer um visitante de pouca expressão? Oswaldo que responda.

E, mesmo que decidisse entrar com dois volantes, porque não dar uma chance ao Andrei, ao invés de insistir com o fraquíssimo Amaral?

Menos mal que isso foi corrigido antes que o porco fosse pro brejo, mas já tá começando a irritar esse negócio de o Palmeiras estar sempre correndo atrás do prejuízo, desnecessariamente.

Outra coisa que, assim como um leitão voador, caiu muito por terra, foi o mito absurdo construído no Campeonato Paulista de que o Palmeiras finalmente tinha uma zaga de respeito. Não tem. Precisamos contratar um zagueiro de peso, urgente. Com essa zaga aí o Palmeiras não vai a lugar nenhum. Conseguimos tomar um gol do Sampaio Correa com um tal de Cleitinho humilhando o VH. Depois, quando o jogo tava 3×1, deixaram um cara cabecear sozinho quase na pequena área – o Prass fez uma puta defesa – e ainda tomamos duas bolas na trave na sequencia. E ainda tomamos um gol em contra-ataque -Meu Deus, exclamação (na voz do Avalonne)- que foi anulado por impedimento.

No sábado, contra o Galo, a zaga “titular” também deu show de horror. Precisa resolver isso aí, ou podem esquecer qualquer pretensão nos dois torneios que ainda disputamos este ano.

Por último, essa porra de perder pênalti já irritou. Já perdemos um título com essa displicência, tem que fazer hora extra na Academia porque, vamo combinar, um time pra quem nunca se marcava penalti na história, agora que marcam vai ficar pedendo? Tão de brinkation with me? (na voz do Papai Joel)

Domingo visitamos o Joinville com portões fechados. Só a vitória importa, pra manter a média de 66% tão preciosa pro torneio. E já aposto ai, com gol do Egydio 66, a peça que faltava pro Oswaldinho parar de inventar o Zé na lateral.

Pra cima Palmeiras!

OS LANCES:

A FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 5 X 1 SAMPAIO CORRÊA
Local: estádio Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data e horário: 11 de maio de 2015, terça-feira, às 21h50
Árbitro: Fabio Filipus (PR)
Assistentes: Moisés Aparecido de Souza e Sidmar dos Santos Meurer (ambos do PR)
Público/Renda: 24.443 pagantes/R$ 921.447,62
CARTÕES AMARELOS: Dudu e Fernando Prass (PAL); Gil Mineiro e Válber (SCO)
GOLS: Diones, 21’/1ºT (0-1), Vitor Hugo, 4’/2ºT (1-1), Cristaldo, 10’/2ºT (2-1), Zé Roberto, 21’/2ºT (3-1), Kelvin, 34’/2ºT (4-1) e Zé Roberto, 47’/2ºT (5-1).
PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Wellington, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel e Amaral (Robinho – Intervalo); Rafael Marques, Zé Roberto e Dudu (Leandro, 42’/2ºT); Cristaldo (Kelvin, 26’/2ºT). Técnico: Oswaldo de Oliveira
SAMPAIO CORRÊA: Ruan; Gil Mineiro, Edvânio, Luiz Octávio e Raí; Diones, Moisés Ribeiro, Rogério (Edgar, 23’/2ºT) e Válber (Cleitinho, 12/2ºT); Pimentinha (Dudu, 35’/2ºT) e Robert. Técnico: Arlindo Maracanã (interino)

AVANTI PALESTRA! 

Palmeiras 2×2 Atletico/MG – Br15

Ia sendo de novo uma derrota pro time reserva do Galo.  Prum time do lazarento do Levir Culpi, com mais um gol do Patrik. pra torcida do lamentável “Eu Acredito!”.

Mas não foi. a dez segundos do fim, o gol de empate muito mais do que justo saiu nos pés de Rafael Marques. Sufoco da porra…

Sobre o jogo, algumas constatações:

Que puta falta faz o Arouca. perdemos na proteção da zaga – Vitor Ramos simplesmente se caga todo sem o 5 na sua frente. Perdemos no meio com o Gabriel sobrecarregado, com o Robinho sofrível no primeiro combate e com a falta que ele faz no apoio ao ataque. Perdemos meio time.

Que falta não faz o Valdívia. Craque indiscutível em 2008, ultimamente só sobrou a carcaça se arrastando em campo. Falta hoje, quem fez foi o Cleiton Xavier. E quando o corpo que veste a dez deixou o gramado, aí sim as coisas começaram a mudar pro verde.

Apesar do resultado muito ruim pruma estreia em que se almeja bem mais do que o pesadelo do ano passado, Oswaldo mostrou mais uma vez que sabe reverter um resultado adverso. As diversas alternativas táticas que giram principalmente em torno do posicionamento e função dos três atacantes foi fundamental pra evitar a derrota que seria terrível. Resta agora ajustar o time pra que os resultados adversos nem aconteçam. Aí sim podemos esperar alguma coisa pra esse ano.

Que bosta é não ter bastidores. Qualquer Zé Ruela, totalmente desconhecido, vem aqui na nossa casa e fode o Palmeiras com o apito na boca e nada acontece. o que esperar de um clube que não manda representante pro sorteio da arbitragem pruma final de campeonato? do outro lado, o presidente do rival foi quem “tirou a bolinha” que devia conter não o nome, mas uma das órbitas oculares do árbitro que “não viu” um dos pênaltis mais escandalosos da historia do futebol. Pois é… 

Por último, que falta fez a bancada no jogo de hoje. Em protesto pelos preços abusivos dos ingressos e o aumento do Avanti, TODAS as Organizadas resolveram assistir ao jogo sentadas e só cantaram o hino do clube. O resultado foi um jogo que mais parecia estar acontecendo de portões fechados. e os torcedores dos outros setores não conseguiram segurar a pegada, resultando num prejuízo intangível, que foi justamente a ausência daquela pressão vinda da laje pro gramado que tanto serve pros jogadores se superarem.

O protesto é absolutamente legítimo, até porque o aumento do preço do Avanti foi maior pro setor das organizadas, de quase 60%, enquanto que os outros planos tiveram reajuste de 33% a 47%. E até que alguém consiga explicar a lógica por trás dessa discriminação com os torcedores que frequentam o Gol Norte, como eu – que não sou filiado a nenhuma organizada – ninguém poderá condenar o protesto. 

E pra quem se deu o trabalho de xingar os palmeirenses do Gol Norte, que tal assistirem o jogo em pé e cantarem o jogo de todo? Me parece mais proveitoso ao Palmeiras, apenas isso…

OS LANCES:

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 2 X 2 ATLÉTICO-MG

Local:  Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data/hora: 9 de maio de 2015, às 18h30 (de Brasília)
Juiz: Felipe Gomes da Silva (PR)
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn e Rafael Trombeta (ambos do PR)
Público/Renda: 28.781 pagantes / R$ 2.004.965,00
Cartões amarelos: Gabriel e Robinho (PAL); Jô, Patric e Josué (ATL).

GOLS: Patric, aos 6’/2ºT (0-1); Vitor Hugo, aos 36’/2ºT (1-1); Jô, aos 40’/2ºT (1-2) e Rafael Marques, aos 50’/2ºT (2-2).

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel (Alan Patrick, 25’/2ºT), Robinho, Valdivia (Egidio, 14’/2ºT), Rafael Marques e Dudu (Kelvin, 25’/2ºT); Gabriel Jesus. Técnico: Oswaldo de Oliveira

ATLÉTICO-MG: Victor; Patric, Tiago, Edcarlos e Pedro Botelho; Josué, Eduardo (Danilo Pires, 33’/2ºT), Cardenas (Carlos, 13’/2ºT) e Giovanni Augusto; Maicosuel e Jô. Técnico: Levir Culpi.

AVANTI PALESTRA!

Sardinhas 2 (4) x (2) 1 Palmeiras – Paulistão15

O Palmeiras não foi campeão. Mas, não tenham dúvida: sai vencedor desse campeonato.

Porque são duas coisas que podem render prum time na disputa de qualquer campeonato: a taça e respeito.

A taça não veio, mas o respeito tá ai. Ganhamos de volta nosso respeito em Itaquera. Hoje, de novo, mostramos que a camisa merece respeito. E eu escrevi aqui, o campeonato já podia ter acabado naquele dia lá no Lixão.

Porque a taça é, às vezes, menos importante do que sair do campeonato com respeito.

O Santos é o exemplo perfeito disso. Um time bom, mas que todo mundo sabe que não vai chegar em lugar nenhum. Ninguém imagina esse time do Santos disputando uma vaga na Libertadores pro ano que vem. O máximo que chega é na final do Paulista, às vezes ganha, outras perde pro Ituano, e não sai disso.

Se eu não fosse nascido em 1992 ou em 1997, talvez estivesse mais chateado. Mas eu lembro que depois do vice do Pauiista de 1992 pros bambis, veio 93 e 94, que depois do vice do Brasileiro de 1997, vivemos os títulos inesquecíveis de 98 e 99.

E muita gente deve ter ficado com o cu na mão quando achou que o jogo tinha acabado no primeiro tempo, e o Palmeiras foi lá e cabeceou com o Leandro e a bola parou em cima da linha. Zé Roberto quase faz um golaço de fora da área. Valdivia deu um passe perfeito pro Lucas fazer o primeiro, e o Amaral fez o segundo, mas tava impedido. Por 2 segundos naquele lance, o Palmeiras não cala a boca do mundo.

Mesmo assim, o respeito, esse voltou. Quem pensava no Palmeiras como o time que correu risco de ser rebaixado até o último minuto do campeonato Brasileiro de 2014, e agora vê esse time disputando título, deve saber que alguma coisa mudou.

Quem não pensar assim, que espere e vai ver.

E sobre o Dudu, não é hora de crucificar o moleque, mas um enquadro bem dado da diretoria deve bastar pra que ele não vire outro Leandro. Bo , ele é. Falta um pouco de cabeça.

Valeu, Palmeiras, bora correr atrás d que é nosso.

AVANTI PALESTRA!

Segunda Chance

Salve meus amigos, tá chegando a hora!

Algumas coisas na vida se resumem a apenas uma única chance (dizem que o casamento se enquadra nessa máxima), outras nos dão a oportunidade de se reerguer e se firmar de vez. Estamos exatamente nesse momento. Desde o biênio 2008/2009, não víamos a estrutura consistente, seja na Diretoria de Futebol, na comissão técnica, na torcida e principalmente no elenco.

Desde o ano passado reclamávamos da falta de pensar GRANDE, algo que não entrava nas nossas cabeças, por tudo que nos rodeia: torcida apaixonada e volumosa, história de títulos e conquistas, e por aí vai.  Queremos o título de qualquer jeito e mesmo que não venha (algo que acho muito pouco provável), já teremos a certeza que estamos no caminho certo.

Quando um ser humano recebe sua segunda chance na vida, todos olham com ares de desconfiança e piedade. Com o Palmeiras nada disso aconteceu, todos abraçaram a nova tentativa de resgatar a história de glórias. Mesmo numa crise econômica, os preços altíssimos de ingresso trouxeram e vem trazendo palmeirenses de todos os cantos, com todos os sotaques e percepções.

E quando esse segunda chance se transforma em resultados sólidos e êxito, muitos concluem que há males que vem para bem e graças a esses percalços da vida, que o ser humano: aprende, evolui e malogra. Tenho certeza que aprendemos a lição de viver na linha de baixo dos campeonatos, de ter jogadores medíocres e ser manchete de desgraças e coisas ruins.

Essa nova onda maldita começou logo após a perda do título Brasileiro de 2009 e nos acompanhou até o dia 07 de Dezembro de 2014, foram quatro anos de amarguras, com eliminações vexatórias e jogadores de dar dó (alguns davam raiva também). Chega desse papo!

Hoje a tarde encontraremos um dos nossos maiores rivais da história e num estádio que já tivemos resultados e desempenho dignos de um Palmeiras e hoje não será diferente. O segredo? Segurar os 15 minutos iniciais, como fazem muito bem os times Argentinos quando vem decidir nas terras Brasileiras, com catimba, toque de bola e enervando o adversário que precisa do gol de qualquer jeito. Um contra ataque pode ser o golpe de misericórdia.

Há tempos não via a torcida Palmeirense tão participativa e otimista, com sensação de engajamento. Sim meus amigos, somos responsáveis por esse gigante que renasceu, somos a base desse time que tem nos orgulhado em campo e seremos muito importantes de hoje em diante, com a participação efetiva no Brasileirão e na fase final da Copa do Brasil.  TEM QUE JOGAR COM A ALMA E COM CORAÇÃO!

“Segunda chance existe e todos merecem uma, desde que tenham aprendido algo com seus erros na primeira.” Autor desconhecido

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