Arquivo mensal: fevereiro 2015

Palmeiras 2×0 Capivariano – Paulistão15

Gritar gol no meio da cetimônia de casamento: quem nunca? Foi inevitável. segundos antes da noiva entrar o Robinho faz aquela pintura de gol, fazer o que? GOOOOOLLLLL e um belo esporro da Dona Maluquinha. Faz parte.

Já o segundo, deu pra segurar o grito. Iam sendo trocadas as alianças.

Veio o apito final, o bambi Bernardo e a Karin já eram marido e mulher e mais 3 pontos na conta do Palestra.

Que venha a Baea – se fosse Salvador ia ter gringo novo em campo, hein? – e depois o Bragantino. Pra cima, Palmeiras!

AVANTI PALESTRA!

Crescimento e retenção de clientes

Salve meus amigos Palmeirenses.

Que fase estamos vivendo!  Quem diria que seríamos o exemplo de gestão em menos de 04 meses após aquele fim de campeonato tétrico que tivemos o BR2014. Nossa camisa vale R$65 Milhões por ano, temos quase 100 mil sócios torcedores, adicionalmente não adiantamos cotas de TV e temos um elenco competitivo, além disso nossa Arena foi considerada a TOP1 em âmbito mundial e no nosso maltratado País.

Mas tudo isso é maravilhoso e passamos em 2008/2009 por esse crescimento, só que agora é diferente, pois iremos exigir sempre times competitivos e que briguem por títulos e não por rebaixamentos. Esses hiatos devem ser coisa do passado, pois uma coisa puxa a outra, ou seja, times competitivos atraem torcedores, isso gera rendas expressivas, pois temos uma Arena de 1º mundo e isso faz com que tudo conspire a favor: Time competitivo, casa cheia e cofres expressivos, simples assim.

Todavia há uma máxima no Marketing que prega: É muito mais oneroso atrair novos clientes do que retê-los e isso deverá ser aplicado ao nosso programa de sócios torcedores, que se tornou uma base sólida de receita e tem tudo para superar espaços na camisa (R$65M) e cotas de TV (R$80M). Um cálculo rápido: com uma base de 150 mil torcedores com preço médio de R$50,00 mês teremos aproximadamente R$90M por ano, fora as bilheterias que podem nos gerar R$70M ano, em suma, um time com R$300M por ano, isso sem contar as ações de Marketing e licenciamentos, além da venda de jogadores. Cenário perfeito e inimaginável até pouco tempo atrás.

Visando a manutenção de nossa base de Avantis e se amparando no cenário atual de nosso país (crise econômica), seguem 05 sugestões básicas que podem atrair e manter nossos apaixonados torcedores:

1) Sorteio de 300 ingressos gratuitos por jogo aos sócios torcedores que não detém gratuidade e são do bloco mais suscetível a desistência. Esses deveriam ser oriundos dos ingressos destinados aos conselheiros do clube, que ganham bilhetes para os jogos e ficam distribuindo dentro do clube (em troca de votos passados e futuros) ou aos cambistas da Rua Turiaçu. Acabem com essa mamata e utilizem esses TKTS para manter o programa saudável.

2) Pacotes de transporte, estadia e Arena Tour aos sócios torcedores que vêm do interior, para que se sintam prestigiados e não tenham a preocupação de ter que se virar na selva de pedra.

3) Pacote exclusivo aos setores leste e Oeste da Arena, assim como tínhamos o Setor Visa no antigo Palestra Itália, onde teríamos uma mensalidade de R$250,00 mês e descontos de 75% nas áreas centrais, com isso acabaríamos com esses clarões que temos hoje nas áreas centrais do estádio e conseguiríamos transformar nossa casa num caldeirão.

4) Implementar uma pesquisa aos sócios torcedores e identificar quais produtos/serviços seriam adequados para vínculo de parcerias e aplicação de descontos. Seja nas lojas oficiais, seja em estabelecimentos parceiros (Prevent Senior, TIM e Faculdade das Américas), seja na própria arena. Exemplo: Sócio torcedor tem x% de desconto nos sorvetes, alimentos e bebidas.

5) Categoria sócio torcedor Caravana, onde pagaria um pouco mais e teria o ingresso gratuito, transporte com descontos e quando necessário hospedagem no local. Temos hoje arenas no Rio de Janeiro, em Minas, no Rio Grande do Sul e em Curitiba. Em Santa Catarina teremos 04 times, em suma, não seria restrito apenas aos abonados que podem aderir ao Palmeiras Tour e bancar pacotes de R$1.500,00 num jogo.

É meus amigos, se continuarmos nesse toada, será difícil segurar essa marca campeã e apaixonante.  Definitivamente, A CBF, a Globo e o PT não contavam com isso…azar deles, sorte a nossa!

Penapolense 0 x 2 Palmeiras – Paulistão15

O Palmeiras segue numa crescente. Dessa vez, com o mesmo time-base que vinha jogando as últimas partidas, exceção ao lateral João Paulo no lugar de Zé Roberto lesionado, o Verdão bateu o Penapolense, por 2×0, dois de Cristaldo, sem muita dificuldade e confirmou a terceira vitória seguida.

Robinho e Allione, assim como Cristaldo, foram os destaques. Dudu oscilou entre bons e maus momentos, um pênalti perdido sendo o lance mais emblemático. Na defesa a volta de Tóbio garantiu um jogo sem muitas surpresas, e as poucas que tiveram foram no lado do instável mas carismático Victor Hugo.

Prass, quando necessário, foi bem. Sem novidade.

E ainda falta jogarem Arouca e Cleiton Xavier, o último só na próxima fase. E logo mais uma chance pro Gabriel Jesus não seria pedir demais, hein Oswaldo? Pra quem botou Maikon Leite de titular contra os Gambás, aliás, não é pedir nada…

O Palmeiras tem tudo pra chegar forte na fase decisiva. Como tem que ser sempre.

Merece menção, por fim, o “sucesso” de vendas do pacote de R$ 1.599,00 vendido pelo Palmeiras Tour pra ver o jogo em Penápolis. Parece que foram dez pessoas que encararam a “promoção”. O “Palmeiras para os Ricos” segue a todo vapor. Só que não…

OS LANCES:

A FICHA TÉCNICA:

PENAPOLENSE 0 X 2 PALMEIRAS

Local: Tenente Carriço, em Penápolis (SP)
Data/Hora: 22/2/2015 – 18h30
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho (SP)
Auxiliares: Risser Jarussi Corrêa (SP) e Rafael Tadeu Alves de Souza (SP)

Renda/Público: Não disponíveis
Cartões Amarelos: Jailton (PEN); Allione, Vitor Hugo, Leandro e Robinho (PAL)
GOLS: Cristaldo, 45’/1ºT (0-1) e 34’/2ºT (0-2)

PENAPOLENSE: Leandro Santos; Arnaldo, Jaílton, Gualberto e Denner; Washington, Gilmak, Ronaldo Mendes (Wellington Bruno, intervalo) e Rafael Costa (Diego Rosa, intervalo); Crislan e Léo Melo (Sérgio Mota, 20’/2ºT).  Técnico: PC Gusmão.

PALMEIRAS: Prass; Lucas, Tobio, Vitor Hugo e João Paulo; Gabriel, Robinho, Allione (Rafael Marques, 42’/2ºT) e Alan Patrick (Victor Luis, 29′;2ºT); Dudu e Cristaldo (Leandro Pereira, 37’/2ºT).  Técnico: Oswaldo de Oliveira.

AVANTI PALESTRA!

NEM SEI POR ONDE COMEÇAR DE TANTO AMAR SEU MANTO SAGRADO

10407916_901224963262994_6551388491437544716_nO título desse post é, também, a primeira estrofe do samba que a Mancha Verde levou pra avenida este ano.

Digo também, porque foi exatamente assim que começou este blog, há quase 5 anos atrás: sem saber ao certo como falar da maior paixão que move este coração verde.

Desfilei a primeira vez em 2008. Gostei tanto que voltei em 2009, 2011, 2012, 2014 e sexta passada. E em 2013, não fui por conta de uma lesão no pé, mas mesmo assim não deixei de ir aos ensaios, muletas nas mãos, gesso no pé e o samba na ponta da língua.

Quando eu comecei a ir na Mancha, o osso já tava roído. Desde os tempos de bloco até os grupos de acesso, já tinha muita história que eu não conhecia, mas que eu aprendi a admirar e respeitar. Cheguei na fase do filé, a Mancha no Grupo Especial, desfilando no Anhembi – sim, nem todos os desfiles eram lá quando não se está na elite do Carnaval.

Em 2013, justo o ano que eu não pude ir, a Mancha sofreu o primeiro descenso desde sua chegada ao Grupo Especial do Carnaval. Pra mim, era mais um motivo pra querer participar no ano seguinte. E a escola decidiu justamente revisitar um tema que já havia sido enredo da escola noutros carnavais: a injustiça, esse tão conhecido substantivo pro palmeirense.

E assim fomos pro Anhembi no domingo de Carnaval buscar nosso retorno ao Especial, cantando do fundo do peito

O mundo não vai me calar
Injustiças não vão me deter
Da cinzas se renasce para a vitória
Na adversidade se aprende a crescer
São fatos que descrevem nossa história
O verde é a razão do meu viver

E a Mancha subiu. E chegou finalmente a vez de falar sobre a maior paixão de todo palestrino: o Palmeiras.

Eu não conheço nada de Carnaval. Nem nunca tive essa pretensão.

Mas eu conheço bem de Palmeiras, como todo bom palmeirense que é, por natureza, engajado, fanático, apaixonado pelo Verde.

E posso afirmar com a segurança de quem participou do desfile mas também assistiu de camarote toda a escola passar pela minha frente – saí na última ala -, que não poderia ter sido mais lindo ou emocionante pra qualquer palmeirense ver a história do Verdão ser transmitida ao vivo pra mais de 170 países, pra gente que, assim como eu, não entende nada de samba, mas ficou sabendo tudo de Palmeiras em 63 minutos de pura exaltação ao Palestra.

É óbvio que o resultado não foi o esperado. Mas também não surpreende que isso tudo que acontece com a Mancha tanto se assemelhe à história de lutas e perseguições que o Palmeiras sofreu em todas as esferas no século passado – e ainda sofre da mídia esportiva imunda – e que mesmo assim não o impediu de ser o campeão daquela porra toda.

Agora tenham uma certeza: o prazer de cantar e desfilar sua maior paixão no Sambódromo não há nota que um jurado safado possa medir, não há homem no mundo que possa avaliar ou valorar. Isso ninguém nunca vai tirar de quem pisou no asfalto do Anhembi e soltou a voz, ou cantou dos quatro cantos do mundo com olhos marejados em frente a tv:

Olê palestra!
Com raça venceu a perseguição
Olê palmeiras!
De fato o eterno campeão

[…]

De braços abertos vou me declarar
Eu amo você palmeiras
100 Anos de lutas e de glórias
Canta mancha verde guerreira

Pros amigos da escola que deram o sangue pra história do Palmeiras ser contada neste Carnaval, cabeça erguida, fizemos uma festa linda e não merecíamos essa palhaçada.

Pros rivais que possam se divertir com o descenso, meu silêncio, especialmente pra quem não faz a menor ideia do que é fazer parte da história do seu time contada na maior festa popular do Mundo.

E pros “palmeirenses” que comemoraram o resultado, voltem aqui no blog e leiam de novo o trecho do samba na próxima vez que vocês ficarem indignados que o Palmeiras for eliminado ou sofrer uma derrota com mais um erro grotesco da arbitragem… quem sabe um dia consigam entender,,,

De mim, ninguém tirará o prazer e a alegria que eu pude sentir na última sexta, ao lado dos meus, falando do meu Palestra querido. Resultado nenhum iria mudar isso e, sinceramente, o improvável título – porque nunca deixariam a gente ganhar falando de Palmeiras – não ia mudar em nada esse sentimento.

E no ano que vem estaremos lá de novo, podem apostar!

AVANTI @MANCHACARNAVAL!

São Bento 0x1 Palmeiras – Paulistão15

Em mais um jogo difícil, em que o adversário se preocupou muito mais em marcar do que enfrentar o Palmeiras, o Verdão conseguiu uma vitória suada com gol de Dudu, aos 30 do segundo tempo.

E o que resolveu o jogo foi, pra surpresa do Oswaldo, mas não pra nossa, o Zé Roberto jogando na meia.

Pra mim já tá claro, deixar o Zé na lateral é um desperdício. Especialmente enquanto continuarmos sem um camisa 10 de ofício no time.

Abre o olho, OO.

—————–

Tive a honra de fazer parte de mais um desfile primoroso da Mancha Verde ontem.

Cantamos a história do Palmeiras na avenida, pra mais de 170 países, ao vivo, terem a certeza do quanto somos gigantes.

E tudo isso sem um dedo de ajuda da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Vergonha dessa diretoria tão inimiga da nossa torcida.

Chega logo, 2017.

AVANTI PALESTRA! 

Palmeiras 3 x 0 Rio Claro – Paulistão 15

Custou mas finalmente saiu a primeira vitória do Palmeiras como mandante no Allianz Parque, depois de malditas 03 derrotas e 1 empate.

Oswaldo tirou Maikon Leite e Leandro Pereira do time que começou jogando contra os Gambás, e mandou o Palmeiras pra campo com Prass; Lucas, Tobio, Victor Hugo e Zé Roberto; Gabriel, Robinho, Alione, Alan Patrick e Dudu; Cristaldo.

Apesar da ofensividade de um meio de campo formado por 1 volante e 4 meias, o Palmeiras demorou pra desenrolar o jogo amarrado que o Rio Claro, com 10 jogadores atrás da linha da bola, impunha.

Aos 32, finalmente, depois de poucas oportunidades, Cristaldo abriu o placar numa boa jogada de Alan Patrick pela esquerda, e foi só no primeiro tempo.

Aos 18 do segundo tempo, nova assistência do Alan Patrick, e gol do Zé Roberto. O 2×0 liquidava a fatura e decretava a primeira vitória do Verdão como mandante no Allianz Parque.

Oswaldo aproveitou pra tirar Allione e colocar Rafael Marques, e João Paulo no lugar do Zé Roberto. Ainda deu tempo pro Rafael Marques fazer o terceiro, num bom cruzamento de Robinho pela esquerda.

Foi um jogo fácil contra um adversário fraco. A falta de entrosamento fica evidente ante a dificuldade que o time tem de criar lances ofensivos com times pequenos que jogam fechados na defesa por uma bola, como o Rio Claro e as duas Pontes Pretas, nosso últimos adversários.

Mas com o tempo, com a estreia de Cleiton Xavier e Arouca, esse time deve engrenar. O resultado de hoje, aliás, foi importante pra manter a tranquilidade nesse início de trabalho de formação de um elenco que teve 21 saídas e 19 chegadas. Que o trabalho continue, mas sem invenções, hein, professor? Maikon Leite nunca mais!

Depois de quatro partidas na Capital, agora o Palmeiras enfrenta o São Bento em Sorocaba  – a R$ 120,00 o ingresso do visitante – ó lá o presidente fazendo escola – e depois vai a Penápolis, no dia 21, voltando a atuar no Allianz Parque apenas no dia 28, contra o Capivariano.

Público de hoje, mesmo com a revisão do preço dos ingressos, foi de 17 mil pessoas, para R$ 1,2 MM de renda. Ou seja, mais de 25 mil assentos vazios… Quem sabe esses 17 dias iluminem as mentes da diretoria e finalmente achem a fórmula correta pra fazer o estádio encher. Sugestão: corta tudo pela metade, presidente!

AVANTI PALESTRA!

OS LANCES:

 

A FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 3 X 0 RIO CLARO

Data/Horário: 11/2/2015, às 20h30
Local: Allianz Parque
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo
Assistentes: Anderson José Moraes Coelho e Fábio Rogério Baesteiro
Público/Renda: 17.528 pagantes/R$ 1.134.780,00
Cartões amarelos: Jaílson (PAL); Guaru (RCL)

GOLS: Cristaldo, aos 34’/1ºT (1-0); Zé Roberto, aos 19’/2ºT (2-0) e Rafael Marques, aos 39’/2ºT (3-0)

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Tobio, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel e Robinho; Allione (Rafael Marques, aos 22’/2ºT), Alan Patrick (João Paulo, aos 29’/2ºT) e Dudu; Cristaldo (Leandro Pereira, aos 39’/2ºT). Técnico: Oswaldo de Oliveira.

RIO CLARO: Richard; Vinicius Bovi, Pitty, Gilberto (Luiz Eduardo – Intervalo) e Renan Luis; Nando Carandina (Nenê Bonilha – Intervalo), Alê, Matheus e Guaru; Paulinho (Carlinhos, aos 24’/2ºT) e Macena. Técnico: Buião.  

O Silêncio que Vale por Uma Borrachada

De toda a barbárie que se passou no quadrilátero formado pelas ruas Turiassu, Caraibas, Venancio Aires e Diana no última 08, o que mais impressionou não foi a reação absurdamente desproporcional  da Polícia, que jogou a torcida inteira do Palmeiras na vala comum midiática do “torcedor é tudo bandido” e mandou bomba e bala de borracha pra cima de famílias, crianças, idosos e quem mais tivesse o infortúnio de estar em frente a um estádio de futebol como se estivesse bobeando numa zona de guerra.

O que mais espanta é que até o momento o Palmeiras não se pronunciou de maneira alguma sobre os incidentes, nem mesmo para se solidarizar com a parte maciça dos que foram tratados a balas e bombas de efeito moral e que não tinham nem ideia do que estava acontecendo.

Imagino o pavor que avós, pais e filhos devam ter sentido ao se depararem com cenas de batalha em meio a uma praça esportiva, que deveria ser um ambiente apenas recreativo.

– Ah, mas o que o Palmeiras poderia fazer?

Pra começar, podia romper o silêncio. Uma nota lamentando os fatos, se colocando à disposição das autoridades e exigindo de todas elas as punições cabíveis aos responsáveis, sejam eles torcedores ou polícia, seria o mínimo.

Não pega bem na relação do clube com o seu torcedor quando este se dá conta de que, da porta da rua pra fora, ele não faz parte da preocupação da agremiação. É cada um por si. Isso num evento esportivo em que o ticket médio foi de R$ 93,00…

O sujeito gasta quase 200 Dilmas pra ir no campo com o filho, paga mais 50 paus pra parar o carro, chega no estádio levando bomba da polícia na cabeça e o clube, organizador do evento esportivo, que tem responsabilidade objetiva (independentemente da apuração de culpa) pela segurança do torcedor – antes, durante e após o evento – sequer se dá ao trabalho de um pronunciamento oficial.

Menos mal que as chapas e grupos de conselheiros da Sociedade Esportiva Palmeiras romperam o silêncio da instituição e exigiram, por meio de uma nota, que as autoridades adotem as medidas imprescindíveis para apuração dos exageros da polícia e punição dos responsáveis.

É uma pena que o Palmeiras tenha tanta agilidade para se pronunciar rapidamente sobre coisas banais, como trocar farpas ou escusas com dirigentes dos times rivais, mas não se pronuncie sobre os fatos extremamente graves e lamentáveis que colocaram em risco a integridade física da sua torcida, o maior bem intangível que integra a Sociedade Esportiva Palmeiras.

É, no fim das contas, uma questão de valoração. Afinal, quanto mais desses eventos acontecerem, sem o Palmeiras se posicionar, menos se verá os espectadores de ópera que tanto são esperados para fazer jus aos “convidativos” ingressos a preço de baile de formatura.

Porque é aquela história, se o clube não é parte da solução, ainda que apenas pra fazer um pronunciamento, exigir apuração de responsabilidades ou o que quer que seja, então ele é parte do problema, por pura e simples omissão.

Com a palavra, o Palmeiras.

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 0 x 1 Gambá – Paulistão 15

Clássico se ganha no detalhe, dizem. Palmeiras e Gambá tem sido assim. No último jogo, no Pacaembu, um acidente nos minutos finais nos tirou a vitória merecida, mais uma.

Hoje não foi um desses dias. Dessa vez, o Palmeiras mereceu perder.

A imprensa suja dirá que os reservas do Gambá ganharam do Palmeiras, mas não dirão que o time foi pra campo sem o seu camisa 5 e o 10 – estou falando do Cleiton Xavier, porque o outro já não considero mais jogador do Palmeiras, ficou de fora de mais um jogo importante. Que passe fome no Flamengo.

Mas, como eu dizia, clássico ganha quem erra menos. E o Palmeiras abusou de errar. Era tudo o que Gambá queria pra fazer esse joguinho sujo e morfético de sempre, arrastar o jogo até o fim sem deixar a bola rolar. 

Errou o Victor Hugo, que chegou falando muito e jogando pouco, e teve participação direta nas duas derrotas até aqui.

Errou o Amaral, que deu cento e oitenta passes para trás, um deles o que resultou no gol dos lixos. Futebol é pra frente chapa…

Errou o treinador, que abusou da boa vontade do torcedor, ao achar que Maikon Leite tinha alguma possibilidade de ser titular num clássico.

E errou o presidente, que ao que parece transformou um dos jogos mais importantes da Arena até aqui numa verdadeira baderna, tudo, só pra variar, por causa de dinheiro.

Sim, segundo aquele blogueiro do UOL, o Palmeiras teria tentado articular a torcida única – ou pelo menos juntou a fome com a vontade de comer caso assim tivesse sido – pra poder vender mais 12 mil ingressos que, caso os gambas estivessem no Allianz Parque, estariam vetados pela PM. Se isso aconteceu, deixou-se de lado toda a tradição do Derby por meia dúzia de moedas. Uma vergonha.

Levou um baile nos bastidores, fez mais um papelão numa semana de clássico – quem se esquece do “jogo da paz”, quando era pra gente ter passado o carro na lixaiada em crise? – e só por isso a derrota foi merecida pra você Paulo Nobre.

Pobre do torcedor, que não tem nada a ver com isso e vai pagar o pato com as piadas dos rivais. Sério, é vergonhoso o despreparo dessas pessoas que cuidam do futebol do Palmeiras.

Pensem se a situação fosse inversa: se o clássico fosse jogado no Cadeião e o MP decidisse que ia ter torcida única, alguém acha que o presidente do Palmeiras ia mover uma palha pra garantir nossa torcida lá em Itaquera?

Nem precisa responder. Um cara que põe ingresso mais barato a R$ 100,00, que cobra R$ 350,00 num jogo numa quinta a noite com chuva não quer ver torcedor em campo, quer é plateia de ópera. Entenderam?

De todos os males, pelo menos ontem conseguimos eleger vários torcedores de arquibancada pro Conselho, que irão nos defender naquele antro retrógrado que tanto atrasa o lado do Palmeiras.

Que essa derrota sirva de lição pro Victor Hugo, pro Amaral e pro Oswaldinho. Da diretoria, assim como do Valdivia, eu já desisti.

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 0 x 1 Ponte Preta – Paulistão 15

Não vou escrever que foi uma derrota pra conter a euforia e botar os pés no chão.

Nem que o time está em formação, até encontrar os 11 titulares leva tempo, que o Paulista é pra isso mesmo e blalablá.

Não é hora de falar disso. 

O que eu quero falar hoje é que faltou estádio.

Sim, porque de novo o Palmeiras jogou pra metade da capacidade do Allianz Parque, com os setores Gol Norte e Superior praticamente lotados, e as laterais do campo com nem 10% da capacidade, especialmente a Leste.

Daí, o que acontece é que por mais que a gente faça a nossa parte ali atrás do gol e no setor superior, aquela pressão de caldeirão do Velho Palestra sobre o adversário e sobre o juiz nunca sai completa, porque o estádio está metade vazio, principalmente no meio do campo.

Dirão que teve 1,7 milhões de renda, que foram 24 mil pessoas no jogo de hoje e etc. Ok, isso porque o ingresso do Palmeiras é o mais caro do Brasil. Imaginem se o valor fosse decente, quantas pessoas não seriam no jogo hoje? 35? 40 mil?

Quem sabe com 40% a mais de torcedores não tivéssemos sido vergonhosamente assaltados mais uma vez dentro de casa, e o adversário não se sentisse tão a vontade pra catimbar e amarrar o jogo. Com estádio metade vazio, principalmente no meio do campo, onde mais importa, isso vai continuar acontecendo com a mesma frequência de sempre.

No jogo de sábado, foram 93 os pagantes no setor Leste. 93. Somando os Avantis, foram 226 pessoas ao todo. Dá tipo 10 pessoas por fileira, num espaço que cabe tranquilamente 6000 palmeirenses. Enquanto isso, 6167 pessoas se amontoavam no Gol Norte, e 13.325 no setor Superior.

Na noite de hoje, foi isso mesmo que se viu no Gol Norte e Superior:

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Enquanto isso, no Setor Leste:

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Que fizessem ali o antigo ingresso Fam[ilia do Setor Limão do velho Palestra. Que pusessem ingresso a R$ 300,00, válido para dois adultos e duas crianças. Mas não, custa R$ 350,00 paus, pra um único pobre mortal…

Porra, acorde pra realidade, Paulo Nobre, abra o olho e veja bem em frente ao seu camarote o quanto é deprimente aquele vasto mar de cadeiras vazias. Deixa eu te ajudar.

É assim que está:

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É assim que devia estar:

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Veja, Presidente, que só time bom e estádio de última geração não é sinônimo de casa cheia. Ninguém em sã consciência vai pagar 350,00 pra ir ver Palmeiras e Ponte Preta numa quinta-feira de chuva, 19:30 hs. Deu pra entender?

E sim, não vou falar mais nada do jogo. Não quero criticar ninguém no segundo jogo do ano. E o que importa é dia 08.

AVANTI PALESTRA!

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