Arquivo mensal: dezembro 2014

Palmeiras 1×1 Atlético/PR – BR14

Um dos piores Palmeiras que já se viu jogar pisou no gramado sagrado de Palestra Itália para, mais uma vez, nos envergonhar nesse ano maldito que, graças a San Gennaro, acabou sem que uma desgraça maior tivesse ocorrido.

Não fossem os competentes jogadores de Santos e Coritiba, podíamos ter vivenciado uma das maiores tragédias do futebol. Em 06 jogos, o Palmeiras conseguiu marcar 1 único ponto, sofreu 12 gols e marcou 2. Terminou o campeonato como a pior defesa, com 59 gols sofridos, um belo troféu pra ser exibido por essa diretoria.

Dorival Júnior mostrou toda sua incompetência ao mandar pra campo um time com 03 volantes e só 1 atacante, isso precisando de uma vitória pra não passar sufoco. E o que se viu foi um festival de Gabriel Dias e Renato aramando o jogo. Vai entender o que se passa na cabeça desse cara, ou então de quem contrata um treinador com um gabarito tão baixo quanto esse…

Mas, na real, nem quero falar do jogo em si. Falemos apenas de Fernando Prass e Valdívia, os únicos que podem merecer algum respeito do torcedor. Sem eles, esse time estaria completamente fudido.

Prass foi mais uma vez monstruoso. Evitou que o Palmeiras fosse goleado. Mais uma vez. 

Já o Valdívia é um caso a parte, temos todos os motivos do mundo pra odiá-lo, mas na tarde de hoje não teve ninguém em campo mais empenhado em vencer do que ele. Foram carrinhos às dezenas, passes perfeitos, bronca nos perebas a todo momento e muita luta, mesmo estando claramente baleado. Hoje, mereceu vestir nossa camisa. Quem dera fosse sempre assim, quem sabe não passe a ser de agora em diante…

E a torcida foi disparado o melhor homem em campo. O Palmeiras não merece a torcida que tem. Tantos e tantos anos de tropeço atrás de tropeço e o palmeirense parece que fica cada vez mais fanático. E ainda tivemos a desonra de ter que comemorar pela primeira vez uma vitória na nova casa, só que quem ganhou o jogo foi o Santos… Puta que pariu, é muito sofrimento pruma torcida só!

E agora vou dormir finalmente em paz. O que não conseguia há quase 06 meses, Time maldito, reflexo de uma diretoria absurdamente incompetente, que fez de tudo pra que esse time fosse rebaixado, mas por um milagre divino e por muita bola jogada por Flamengo, Santos e Coritiba, não conseguiram.

Que no ano que vem, esse clube renasça com a certeza da sua grandeza, que toda essa banca de incompetentes suma, um por um, e caiam no nosso esquecimento e eterno desprezo.

Que comece a faxina.

AVANTI PALESTRA!

É guerra!

Senhores!

Vejam as manchetes das páginas esportivas:

Com futuro em xeque, Henrique vive seu maior jejum no Palmeiras

Time do Palmeiras custa mais do que o dobro de rivais na luta contra degola

Indefinição entre Série A e B deixa Palmeiras engessado em negociações

Argentino do Palmeiras aumenta mistério de compatriota do clube

Pressão sobre Dorival cresce, e técnico faz ‘jogo da vida’ no domingo

Zagueiro do Palmeiras posta mensagem enigmática no Twitter

Mouche deve voltar à Argentina se Dorival permanecer no Palmeiras

Palmeiras completa um mês sem fazer pontos no Brasileirão

Dorival deve deixar o Palmeiras, que quer Mano Menezes e busca um executivo

Mouche questiona Dorival: “Para nós, argentinos, custa ter continuidade”

Não tenham dúvidas, essas manchetes foram colocadas no ar com o único propósito de desestabilizar ainda mais o já instável ambiente do Palmeiras. As redações esportivas, infestadas de gambás e bambis, estão em polvorosa sambando numa possível desgraça do Palmeiras.

Infelizmente, o clube não respondeu à altura de tantas e tantas investidas para desmoralização do Palmeiras e não conseguiu blindar o elenco como em outras oportunidades, justamente na semana mais importante (e sofrida) do Palmeiras no ano mais importante de sua história.

Declarações como a insatisfação de Mouche, uma possível briga entre Dorival e Prass, a saída do treinador, a intenção de contratar Mano Menezes, comentários sobre o que o Tobio postou no twitter, além das costumeiras matérias em tom de deboche, não podiam ter passado sem no mínimo algum tipo de retaliação oficial do Palmeiras.

Aí você lembra que a última nota oficial do clube foi justamente pra responder a uma legítima convocação da torcida pra protestar pacificamente no dia das eleições do clube, e volta à cabeça a impressão de que a diretoria não perde tempo pra mostrar os dentes pro torcedor insatisfeito com o desempenho do time, mas vê com leniência e passividade a imprensa tripudiando dessa mesma situação difícil que o Palmeiras enfrenta, justamente quando o que mais se precisa é paz. Lamentável, e algo pra se aprimorar no próximo ano.

Mais uma vez só cabe à nós, torcedores, fazermos nossa parte, ignorarmos o sarcasmo da imprensa suja e empurrarmos esse time no domingo até perdermos a voz, em uníssono, e fazermos valer o peso gigantesco dessa camisa tão maltratada pelos que hoje às vestem dentro das 4 linhas.

Se pisarmos no Allianz com essa carga negativa e suja que a imprensa pilhou a semana inteira, será o nosso fim… Vamos esquecer por 90 minutos o ódio eterno aqueles jogadores que todos sabemos os nomes e que nunca deviam ter vestido nossa camisa, mas que hoje aí estão, pois serão eles que poderão nos tirar dessa situação, para apoiá-los e fazer com que consigam produzir um mínimo de futebol necessário pra garantirmos os 03 pontos.

Com o apito final, aí sim, cada um por si, quem quiser xingar que xingue, quem quiser comemorar que comemore, quem quiser simplesmente celebrar o alívio e ir embora pra casa esperando que em 2015 essa campanha estapafúrdia não se repita, que assim seja.     

Agora é com a gente.

É guerra!

Pra cima Palmeeeeiras!

Essa imprensa de Gambá, FDP!      

Torcedor não é bicho

Ontem acompanhei, em tempo real do Lance!, a entrevista do promotor que, nesta semana, oficiou a CBF e a FPF pedindo que o Palmeiras fosse proibido de jogar em seu próprio estádio na última rodada do campeonato Brasileiro.

Estádio este que, depois de ter sido parcialmente vetado pela Polícia para a inauguração contra o Atlético Mineiro, obteve todos os alvarás necessários da Polícia, Bombeiros, Contru etc. e recebeu o jogo contra o Sport, 19/11, bem como os shows de Paul McCartney no dias 25 e 26/11. Ao todo, 140 mil pessoas estiveram no estádio nessas 03 datas, sem que tenha sido registrada qualquer ocorrência significativa, mesmo no jogo em que, na estreia, o Palmeiras perdeu vergonhosamente para o Sport.

Com todo o respeito, os argumentos a justificar uma suposta alteração do local da partida, de tão vazios, não se sustentam ao menor sopro de vento.

Comparar um jogo de futebol a uma operação tática como se a polícia fosse subir algum morro é simplesmente injustificável.

Pode dar errado? Pode. Mas se for pra dar errado, dará no Pacaembu, em Barueri, no Allianz Parque e até mesmo em Alcatraz. Até lá, se pudesse ser realizado o jogo, daria errado em caso de uma trágica derrocada do Palmeiras novamente para a Série B.

O problema, obviamente, passa longe de ser o Estádio e menos ainda a situação que o Palmeiras se encontra no campeonato.

Em 2008, por exemplo, na final do Paulista, jogo de risco nenhum, em que a Polícia adotou medidas como uma das sugeridas na coletiva de ontem – de que pessoas sem ingresso não possam ficar no entorno do estádio – não foram suficientes pra evitar confronto ao final da partida entre polícia e torcedores. Era um dia de festa, o título, ao final confirmado com um sonoro 5 x 0, já tinha sido ganho em Campinas, uma semana antes, quando o Verdão ganhou de 1 x 0 da Macaca, gol de cabeça do Judas.

Outro argumento equivocado é o de que na Turiassu há bares ao lado do estádio, o que não ocorreria no Pacaembu. Talvez se o senhor promotor frequentasse o Pacaembu, iria ver a mesma quantidade de bares servindo torcedores na Praça Villaboim, ou então as incontáveis reuniões de torcedores nas praças ao lado do estádio, sempre regadas a churrasco e cerveja. Na Turiassu vende álcool tanto quanto em qualquer outro estádio de futebol, e nos que não vendem, como no Morumbi, a torcida leva o isopor de casa.

O problema também não é a bebida que, aliás, é vendida em alguns estádios do Brasil, como na Bahia, por exemplo, sem que lá isso se torne motivo de maior violência nos jogos de futebol do que aqui. Muito pelo contrário.

Mas, pra mim, o pior argumento é o de que não existem grades de contenção no Allianz Parque, como se o torcedor tivesse que ficar enjaulado tal como um animal de zoológico, separação sem a qual se veria cena semelhante àquela do menino indiano que caiu na jaula do tigre meses atrás. Admite-se, com esse pensamento, a vala comum de que torcedor é tudo delinquente e devem ser tratados como tal.

Isso porque se está falando da arena multiuso mais moderna do país, com sistemas de imagem de reconhecimento de face que, em questão de segundos, consegue identificar as pessoas que porventura provocarem atos de depredação e/ou vandalismo, tecnologia esta que as autoridades que garantiriam a segurança do jogo no Pacaembu, por exemplo, nem sonham em ter á sua disposição.

No fim da coletiva, vencido pela própria fraqueza da tese, o promotor “garantiu” a partida na nossa casa, sujeita a uma vistoria marcada pra tarde de hoje, em que, não duvido, mais sugestões e exigências descabidas serão propostas.

Que me desculpe o Sr. promotor, mas torcedor não é bicho. A imensa maioria sabe das consequências que uma invasão de campo ou a depredação do patrimônio do clube trarão, e é essa maioria que tem que ser tratada com o devido respeito, seja num jogo com ou sem risco, fazendo valer, inclusive, o Estatuto do Torcedor que garante a esses torcedores, entre outras coisas, a impossibilidade de se alterar o mando de campo com menos de 10 (dez) dias da sua realização.

Por fim, não custa dizer, toda essa preocupação não passa de fumaça, porque o Palmeiras não cairá.

AVANTI PALESTRA!

Inter 3 x 1 Palmeiras – BR14

5 jogos. 5 derrotas. 11 gols sofridos. 1 gol marcado. E toda a esperança do palmeirense reside apenas numa vitória no próximo jogo. Só depende da gente, sim, mas como confiar que um time que vem descendo ladeira abaixo sem nenhum freio irá reagir?

Pelo resultado das urnas no sábado, o associado do clube realmente não está desconfiado dessa gestão, que poderá iniciar o segundo mandato exatamente onde começou o primeiro: na segunda divisão com um time pífio e sem um puto de dinheiro. Com a diferença que, em janeiro de 2013, esse time ainda tinha patrocínio. Ainda tinha Henrique. Ainda tinha Barcos. Enfim… 

Falando sobre o jogo, se eu fosse o Marcelo Oliveira, pedia pra não jogar nunca mais como jogador profissional. O caso dele é crônico, a mesma coisa que, tempos atrás, aconteceu com o goleiro Bruno. Simplesmente tudo que ele encosta vira merda, o negativo de um Rei Midas.

E o Dorival se mostra cada vez mais perdido, primeiro ao insistir com esse maldito desse Marcelo Oliveira, depois por ter escolhido logo o Bruno Cezar pra entrar em campo quando o jogo ainda estava 2 x 1, parece até piada, mas foi isso mesmo que aconteceu.

E agora tudo depende mais uma vez de quem? Sim, senhores, se Valdivia não jogar contra o Atlético, podem se preparar para o pior. De novo nosso destino está nas mãos desse sujeito. Dele, do Santos e do Coritiba, que também podem resolver a nossa vida se o Palmeiras não tiver a competência para tanto.

E seja o que San Gennaro quiser…

REAGE PALEMIRAS!

  

 

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