Arquivo mensal: abril 2014

Manifesto Palmeirense por um #CentenarioPopular

É apenas quarta-feira e podemos dizer que já atravessamos a semana mais maldita do Palestra desde o fim de 2012.  Perdemos uma referência no time e um dos jogadores mais importantes do elenco, tivemos que ouvir – e rebater – impropérios do mais desclassificado dos inimigos, enquanto vemos a imprensa suja se deliciar por um dos maiores infortúnios vividos pelo campeão do Século XX desde que essa diretoria chegou ao poder.

Passado o baque e decepção iniciais, nós, OS TORCEDORES DA SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS, entendemos que não é hora de apontarmos os dedos para os culpados, mas de unirmos nossos braços em prol do nosso Verdão!

Chega de divisão, chega de racha – no bom sentido porque aqui não tem bambi – chega de verdadeiros versus organizados, chega de segregação!

É hora da TORCIDA DO PALMEIRAS AGIR E ABRAÇAR A CAMISA MAIS GLORIOSA DO FUTEBOL!

 Precisamos mostrar nossa FORZA no ano do Centenário! A torcida fará a sua parte, se a diretoria corresponder e permitir.

Faça um teste, Presidente, confie no torcedor palmeirense, reduza o preço do ingresso para o jogo contra o Goiás para R$ 10,00 e veja como nós responderemos ao chamado e lotaremos o Pacaembu tal como fizemos tantas e tantas vezes.

Presidente, se una ao palmeirense no #CentenarioPopular! 

Vamos carregar juntos esse time nos ombros ao lado dos nossos corações, e assim seremos sempre imbatíveis!

Faça-o pelo resgate da alma Paletsrina! 

Por um Palmeiras de todos e para todos!

Deixe o torcedor do Palmeiras ser o seu maior reforço, o seu melhor jogador!

Centenário Popular 

Nós não decepcionaremos, presidente!

AVANTI TORCIDA PALESTRINA!

Os pontos cruciais na perda do 14

Finalmente a diretoria do Palmeiras, na pessoa de seu presidente, resolveu se pronunciar sobre o caso Alan Kardec. Foi confirmada a saída do atleta para a bicharada, e eleitos os culpados, o próprio jogador que não teve consideração,  e o time antietico do Jardim Leonor. Assumiu a culpa pelo fracasso na negociação, assim como é culpa do presidente quando o time perde um pênalti.

Então, cartas postas na mesa, vamos, por pontos, como de costume aqui nesse blog, analisar a presepada.

1. Jogador só quer saber de dinheiro. Isso é assim desde que alguém decidiu pagar pra um cara jogar futebol. De uns tempos pra cá, porém, isso se tornou ainda mais evidente. O que surpreende é a diretoria do Palmeiras não saber que, assim que chegasse uma proposta melhor pelo Kardec, a negociação estaria encerrada. Você está oferecendo 200, e deixa espaço pra oferecem 350, um abraço, amigão… Achar que jogador vai lembrar que há um ano atrás estava no time B dum campeonato apagado como o português e que só porque o Palmeiras lhe deu uma chance ele teria alguma consideração é, no mínimo, inocência, pra usar um termo da moda. 

2. Empresário de jogador então… Quantos e quantos casos precisarão acontecer pro Palmeiras aprender? Desenterramos Kleber da Ucrania, enchemos o cara de moral, ele depois voltou e, na primeira oportunidade, o empresário dele sambou na nossa cara. Algum tempo depois, o Palmeiras contratava o grandissíssimo  Correa, do mesmo agente, pra vir terminar de enterrar o time rebaixado de 2012. A Traffic, que já tinha – enquanto parceira – colocado Gaúcho no Flamengo, trouxe o Kardec por empréstimo, mas além de uma gorda comissão, ainda exigiu a contratação de Felipe Menezes por 03 anos. Daí trouxeram o Bruno Cesar – abandonado nas Arabias – por empréstimo, outra gorda comissão, mas toma aí o tal de Paulo Henrique (quem?) em definitivo por 03 anos. E na primeira oportunidade que tem, uma milha a mais na jogada, tiram o jogador que ajudamos a tirar do esquecimento e colocam no rival. Entenderam como é que dança essa ópera? Se o Palmeiras tivesse vergonha na cara, mandava avisar a Traffic que jogador nenhum mais que tenha o dedo deles vestiria a camisa do Palmeiras. E se já tiver alguém no elenco, manda pra Guarulhos. E o pai do jogador então? Essa intransigência toda, a falação toda na imprensa, vocês acham que foi gratuita? Com certeza já tinha chegado na orelha dele que alguém pagaria mais do que o Palmeiras estava oferecendo. Tudo muito bem pensado… Por isso mesmo que com essa gente não pode vacilar, mas, principalmente, o cara que te passou pra trás uma vez não pode sentar na sua mesa de negociação nunca mais. Fool me once, shame on you. Fool me twice, shame on me.

3. No futebol, tempo é dinheiro… Regra mais do que básica no futebol é que, quem quer montar time competitivo, tem que chegar antes dos rivais em todos os aspectos, na hora de contratar jogador, negociar patrocínio e, enfim, buscar capacitar seu time. Quem chega antes, sai na frente sempre e não toma chapéu do adversário. Se o Palmeiras tinha intenção de renovar com o Kardec, se já tinha valores fixados com o Benfica, tinha que renovar com o jogador antes dele começar a despertar interesse nos rivais, ou seja, no final do ano passado. Arrastar por mais de quatro meses uma negociação dessas, com um jogador em ascensão e que, por estar emprestado, podia sair a qualquer momento, foi a grande brecha da história, muito mais do que pechinchar os valores. E a história se repete como padrão, foi assim com o Leandro e com o Kleina, que “deu certo”, foi assim com o Kardec, que deu errado, e está sendo assim com o Wesley e com o Patrik Vieira, que poderão assinar pré-contrato com outro time em agosto e em dezembro, respectivamente. Vão correr o risco de dar merda de novo? Vencer pela paciência nem sempre é vitória. Basta ver a disposição do Leandro que, desde que renovou por bem menos do que queria, parou de jogar bola.

4. Não existe ética no futebol Sim, os bambis foram sujos e sorrateiros, como sempre fizeram, como sempre farão. E todo mundo sabe disso. O próprio presidente, na coletiva de hoje, confirmou que foi consultado sobre eventual boicote à bicharada na Copa SP, dado serem contumaz aliciadores de jogadores da base. E, nem precisa ser tão recente, o caso Ilsinho já faz alguns anos. Então, se não era novidade, essa puta moscada que deram não pode ter como desculpa a falta de ética dos afrescalhados do Jd. Leonor. No minuto que se ouviu, pela primeira vez, que os bambis tinham interesse, tinham que agir rápido. Não o fizeram. E eles já anunciaram que vão levar o Wesley também. E aí, vão se coçar ou deixar darem o tiro de misericórdia?

5. A tal da produtividade Apesar de ser um conceito correto e coerente, a diretoria tem que entender que toda mudança brusca de filosofia tem que ser introduzida com calma. Decidir, da noite para o dia, que o Palmeiras só contrata por produtividade só daria o resultado esperado se – e somente se – boa parte das outras equipes decidisse adotar o mesmo conceito. Caso contrário, será o Palmeiras remando contra a maré, e a chance do modelo dar resultado passa a ser nenhuma. Basta ver que, no mercado brasileiro, esse modelo de contrato só tinha sido utilizado até hoje para contratos de risco (Adriano é o exemplo mais emblemático). No Palmeiras, só vingou com os perebas – Marcelo Oliviera, Bruno, Wendel, etc., com os bichados ou em fim de carreira – Victorino, Lucio, Diogo, e com os jogadores que acabaram de surgir – Marquinhos Gabriel. Mas não serve pra todo mundo. Vários titulares do ano passado não aceitaram e foram embora, pra bem ou para mal. Mas a lição que tem que ficar é que nada emplaca na marra.

6. O prejuízo intangível Quando se senta numa mesa de negociação, muitos interesses estão em jogo, parte deles tem expressão financeira, e outra parte, muito mais valiosa, não. O nome do clube, a marca, a moral da torcida, não têm preço. Muito mais importante que a saúde financeira do clube, é a saúde do patrimônio intangível do clube. Numa negociação fracassada como essa, em que saímos esculachados pela bicharada, quem mais perde é a marca e o nome do clube. Que patrocinador vai querer estampar seu nome na camisa se o time perde de mão beijada pro rival o jogador que mais vendia camisa? Que é passado pra trás como se tira doce de criança? Quantos torcedores do Palmeiras, os mais novos principalmente, não vão ser zoados pelos rivais? Quanto custa toda essa perda? Por isso na hora de contar as moedinhas, não são só os números que tem valor. Que fique de lição.

7. A situação financeira do clube é assunto interno Não se comenta no Palmeiras – nesta gestão – negociações de atletas em andamento. Perfeito. Mas a condição financeira do clube está na boca do povo.  O FDIC – ou sei la como se fala – de 54 milhões saiu em todos os jornais. Os empréstimos avalizados pelo presidente, 85 milhões, todo mundo sabe. Só que isso atrapalha tanto quanto comentar negociações de jogadores. Que diretor de empresa vai pagar 30 milhões para patrocinar o clube se, sabendo da situação financeira, pode oferecer 20, “porque eles tão quebrados, vão acabar aceitando”? E qual dirigente de adversário não vai tentar roubar os jogadores do Palmeiras pondo mais dinheiro na mesa? Enquanto nos outros clubes as contratações são comentadas durante a negociação e os jogadores fecham, mas não se ouve um ‘a’ sobre dívidas (e elas existem, acreditem), no Palmeiras é o contrário o que acontece. Precisa mudar.

8. Kardec não vale tudo isso No fim das contas, Alan Kardec acabou saindo muito mais valorizado do que efetivamente vale. É um atacante comum, um dos melhores jogadores comuns que passou por aqui nos últimos tempos, muito mais comum que o Barcos, por exemplo, e que estava numa fase excelente, a melhor de sua modesta carreira. Não vale 4,5 MI de euros e mais 350 mil por mês por 60 meses. 36 milhões de Reais em 05 anos. Pro cara ser reserva. Os bambis ficaram loucas. O que não diminui o bote que o Palmeiras levou, que fique claro. Mas o palmeirense tem que entender que assim como achamos que o mundo acabaria com a saída do Barcos, eis que surgiu o Kardec e nos fez esquecer o argentino, e logo mais virá alguém – que seja o Henrique – que nos fará rir do mediano pra bom Alan Kardec. Ele, aliás, que dê muito a bunda do outro lado do mundo.

9. A entrevista Considerados todos os pontos anteriores, achei a entrevista do presidente ruim. Visivelmente abatido, olheiras profundas, Paulo Nobre  mostrou claramente que acusou o golpe. É até natural, apesar do vacilo tremendo, ninguém duvida que, como todo palmeirense, ficou chateado com o desfecho. Mas faltou um pouco de humildade, todo mundo sabe que a forçada de barra – a pechinchada final – deu errado e nos custou um jogador importante. A falta de leitura da situação, o excesso de confiança no desfecho favorável, foram muito mais determinantes do que as previsíveis faltas de ética bambi e de consideração do jogador. É aquela fábula da rã e do escorpião, quem não conhece, vá pro google e pesquise. Então, botar a culpa nos outros, e não em si mesmo (e comparar a responsabilidade por essa negociação fracassada a um pênalti perdido em campo), soou muito mais como xororô do que a resposta que o palmeirense gostaria de ouvir. Um simples “CAGAMOS!” já teria mais valor que os longos minutos tentando explicar o inexplicável. E haverá troco. Amanhã, o presidente dos bambis já marcou sua resposta, e o fim da história é que seremos muito mais humilhados do que já fomos. Denecessário.

10. O cancelamento do Avanti Muita gente decidiu cancelar o Avanti. Respeito e entendo, mas não farei o mesmo. O argumento é válido, porém. O relacionamento com o sócio-torcedor é, da parte do torcedor, uma forma de contribuir com o time, mas só funciona se tiver o mínimo de resultado. Time competitivo, com pretensão de título, é o mínimo que se espera. Mas o Palmeiras perde um jogador importante atrás do outro, já foi o capitão e o artilheiro e a impressão que passa pro torcedor – principalmente depois da entrevista estúpida do CEO – é de que títulos não são prioridade. Daí achar que o cara vai ser Avanti só pra pagar menos do ingresso mais caro do Brasil pra ver Serginho, Miguel e cia. é muita inocência. De qualquer forma, temos que continuar indo aos jogos, o Palmeiras precisa da torcida mais do que nunca. Cancelar o Avanti não será a solução. Mas que dá vontade, isso dá. Por isso que eu entendo quem o fez.

11. O dia seguinte Sejamos sinceros. O ano do centenário acabou. E não foi hoje, com o anúncio oficial da saída do Kardec. O ano acabou quando perdemos para o Ituano a chance de ser campeão paulista, o único título que tínhamos alguma chance de ganhar, e a missão agora é manter o Palmeiras longe da zona do rebaixamento e de mais um dos corriqueiros vexames na Copa do Brasil. Que comece agora o planejamento de 2015 e que inicie pela demissão imediata do Kleina e do Brunoro. As razões são óbvias, e todas anteriores ao episódio Kardec. Nenhum dos dois teve culpa. Mas se tem que dar uma chacoalhada no elenco, que seja com as cabeças do treinador, responsável pela apatia do time nos dois primeiros jogos do BR – assim como tantos outros – e do CEO que acha normal perder o Kardec, que não acha obrigatório ser campeão, que acha que falta de patrocínio não atrapalha, que apostou em Weldinho, Victorino, Felipe Menezes, Paulo Henrique, Josimar… E bora contratar urgente. 

12. ____

REAGE, PALESTRA!

Palmeiras 0x1 Fluminense – BR14

Faltam 36 jogos e 47 pontos por Palmeiras escapar do terceiro rebaixamento de sua história.

Porque não se pode esperar outra coisa de um time que perde seu melhor jogador pra virar reserva no inimigo. Por conta de 20 moedinhas…

Transformaram o Palmeiras na nova Portuguesa. Vão falar que o Kardec é mercenário, que não era só 20 mil, que o clube tá sem dinheiro (sem expliar porque não temos patrocínio), que a austeridade financeira blablablá e, por último, que a culpa é do STJD, da CBF , da imprensa e da torcida organizada, menos dos verdadeiros responsáveis. 

Parabéns aos envolvidos, principalmente os cegos funcionais que decidiram abrir mão de torcer pelo Palmeiras e resolveram torcer por dirigente. VOCES MERECEM TUDO ISSO E UM POUCO MAIS! Ah, se fosse o Tirone que fizesse isso… 

Pra mim, o tesão de acompanhar o Palmeiras dependia de 03 fatores fundamentais: i ) o time, a torcida, e o estádio. E o Sr. Presidente conseguiu foder com os três. Perdeu 02 dos melhores atacantes em atuação no Brasil em 14 meses, rompeu e rachou a torcida, e brigou com a construtora do estádio, contribuindo para aumentar ainda mais o atraso da obra.

Vou continuar acompanhando essa sina maldita, mas o tesão de ser palmeirense só voltará quando essa gente esnobe e incompetente deixar o poder. NÃO SÃO DO RAMO!

Espaço está aberto para o sabichão que me chamou de “politiqueiro do contra” no comentário do último post escrever sobre o jogo, comentar a atuação dos jogadores, enfim, vamos ver o que ele tem a dizer de um time que terminou jogando com Wendel, Thiago Alves, Juninho, Marcelo Oliveira, Serginho, Diogo, Miguel e o grande estrategista GKleina no banco… Afinal, não quero ser do contra, sabe como é, e o cara é o VERDADEIRO palmeirense, quem sabe ele nos dá alguma esperança…

AGONIZA, PALESTRA! 

Dando Mole pra Kojack

Bezerra da Silva, que junto do Tim Maia devem comandar toda a algazarra no Céu (ou onde quer que eles estejam), eternizou a expressão da malandragem carioca dos anos 60, Dando mole pra Kojack, que, todos sabem, significa ficar vacilando, dando colher de chá pro azar e tal, embora a referência musical faça menção ao malandro que marca toca com a polícia.

Pois acho que é isso mesmo que o Palmeiras está fazendo na renovação com o Kardec. Vacilando. Pela demora também, mas principalmente por permitir que outros interessados, clubes de insignificância muito maior que o Palmeiras mas de situação financeira muito mais confortável, e que com condições de propor muito mais dinheiro ao jogador, comecem a acreditar que não será necessário muito esforço pra tirá-lo do Palmeiras.

Se o discurso do pai do jogador, que só está interessado em conseguir mais $$ pro filho, precisa ser ouvido com ponderação, por outro lado sua irritação deveria sim preocupar, e muito. Se amanhã esse cara cismar que não gostou da postura do Palmeiras e que não quer mais saber de renovar com o clube, dinheiro nenhum vai demovê-lo dessa ideia. Dinheiro, aliás, que o clube não tem, ou diz não ter.

Essa indefinição compromete, aliás, o desempenho técnico do jogador, que se sente desvalorizado pelo clube, ademais depois de ter a certeza que, ao lado de Lúcio, já em fim de carreira, foi a única contratação acertada dessa gestão.

A demora traz a tona, novamente, as feridas do caso Barcos, e o medo de perder dois dos melhores atacantes do país em pouco mais de um ano assombra o torcedor até o último fio de cabelo. A ponto de situações esdrúxulas como a criação de um site para que o atleta não deixe o clube. Como se fosse isso que faltasse pra quem tem o martelo na mão fechar o negócio…

Mas, o que mais preocupa, na minha análise, é que, a não ser pra se livrar do Barcos, o que aconteceu num piscar de olhos – não importando para o fim deste post quais foram os motivos – a marca registrada dessa gestão tem sido a vagareza, e isso tem custado ao clube diversas oportunidades.

Que o Palmeiras queira implementar um novo modelo de contrato baseado na produtividade é algo a se aplaudir, mas não se pode querer reinventar a roda ou o fogo da noite pro dia, e esperar que toda uma cultura de décadas simplesmente seja deixada para trás.

Não são poucos os bons valores que o Palmeiras perdeu e ainda perderá caso deseje continuar levando à ferro e fogo esse modelo, e ninguém tem dúvidas de que não se faz um time campeão apenas com jovens promessas e jogadores em estado físico questionável ou em fim de carreira, os únicos que até aqui, toparam sem ressalvas a produtividade.

Da mesma forma, quantas oportunidades de patrocínio não devem ter sido rejeitadas, por não chegarem no valor pretendido, que dizem ser de R$ 30 milhões? E se ofereceram 20, 17, não teria valido a pena? Ou esses 350 dias de espera por uma proposta messiânica sem patrocínio nos valeram de alguma coisa?

E, enquanto só se fala no Kardec, seguimos sem reserva pra ele, sem um lateral direito, sem um segundo zagueiro, sem goleiro pra substituir o Prass, com o Wesley na iminência de sair também, e todos os outros times contratando – Hudson nos bambis, Elias, Ferrugem e Petros nos Gambás, só pra citar alguns nomes.

E o campeonato já começou, enquanto temos a certeza absoluta que, hoje, não podemos confiar no banco de reservas, a não ser quando o inocente do técnico decide colocar os titulares na reserva…

Por isso, toda essa demora na negociação com o Kardec não me deixa nada tranquilo, e mesmo que tiver dado certo no final, essa estratégia de vencer pelo cansaço não terá valido a pena. Mesmo porque, a chance de dar certo fica cada vez menor. É como diz aquele outro samba: Camarão que dorme a onda leva… 

AVANTI PALESTRA!

 

Criciuma 1 x 2 Palmeiras – BR14

Antes de mais nada, bem vindo, palestino, de volta ao lugar de onde nunca devíamos ter saído, onde somos os maiores, os primeiros octocampeões. Esperamos exatos 38 malditos, insuportáveis, inacabáveis jogos, pra ver de novo o Palmeiras no seu devido lugar.

Cansei de escrever aqui que o importante são os três pontos, sempre. Embora isso jamais deixe de ser uma verdade, precisamos olhar com franqueza pro jogo de hoje e afirmar com convicção: o Palmeiras NÃO mereceu vencer.

Foram 18 dias pra treinar e montar o time ideal, elenco inteiro à disposição. O que me faz Gilson Kleina??????? resolve botar no banco justamente o Wesley, o divisor de águas do time, pra dar lugar ao JO-SI_MAR, sim aquele que não quis jogar a série B pelo Palmeiras. Além disso, Leandro deu lugar ao Marquinhos Gabriel. Fomos de Prass; Wendel, Lucio, Tiago Alves e Juninho; M. Oliveira, Josimar, Bruno Cesar e Valdivia; Marquinhos Gabriel e Alan Kardec, O resultado foi lastimável, com direito a gol de falta de Paulo Baier, e um Palmeiras que não chutou no gol no primeiro tempo. Uma triste realidade de gelar a espinha de qualquer palmeirense sensato.

Fomos pro segundo tempo com duas alterações, maior atestado de burrice de treinador impossível. Me digam um treineiro que com o jogo na mão troca 02 jogadores duma vez só? Se trocou 02 é porque tinha cagado na escalação. Entraram Wesley e Leandro, saíram Marcelo Oliveira e Marquinhos Gabriel. E que não seja surpresa pra ninguém, que o Leandro fez o gol de empate, e  o Wesley cobrou a falta na cabeça do Kardec pra garantir o gol da vitória.

Vão dizer que foi a mão do técnico, os menos afetos, mas a gente que entende de bola sabe que só foi ele consertando a burrice sem tamanho de escalar o time como ele fez no primeiro tempo.

Outra questão preocupante: esse Thiago Alves não serve de lateral, e muito menos de zagueiro. O cara conseguiu fazer 02 penaltis no mesmo lance, uma voadora no jogador do Criciuma  e uma cortada na bola, tudo junto, e o juiz livrou a cara do cabaço não marcando nada,  ficou barato demais.

Enfim, o que vale são os 03 pontos, mas se for pra jogar assim, só podemos pensar que ainda faltam 45 pontos.

Cadê o patrocínio master?

CHUPA João Vitor!

OS LANCES:

A FICHA TÉCNICA:

CRICIÚMA 1×2 PALMEIRAS

Local: Estádio Heriberto Hulse, em Criciúma (SC)
Data/hora: 20/4/2014, às 18h30
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises (RJ) e Paulo Cesar Silva Faria (MT)
Renda e público: 11.768 pagantes/ R$ 249.590,00
Cartões Amarelos: Marcelo Olivera, Valdivia, Fernando Prass e Alan Kardec (PAL); João Victor, Escudero e Silvinho (CRI)
GOLS: Paulo Baier 12’/1ºT (1-0); Leandro 37’/2ºT (1-1) e Alan Kardec 42’/2ºT (1-2)

CRICIÚMA: Bruno; Eduardo, Fábio Ferreira, Escudero e Giovanni; Serginho, Ricardinho, João Vitor (Bruno Cortez, 44’/2ºT) e Paulo Baier (Wellington Bruno, 29’/2ºT); Silvinho e Bruno Lopes (Vitor, 15’/2ºT). Treinador: Caio Júnior

PALMEIRAS: Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Tiago Alves e Juninho; Marcelo Oliveira (Wesley, Intervalo) e Josimar; Bruno César (Rodolfo, 19’/2ºT), Valdivia e Marquinhos Gabriel (Leandro, Intervalo); Alan Kardec. Técnico: Gilson Kleina.

AVANTI PALESTRA! 

Não Tem a Menor Graça

Não concordo com os muitos palmeirenses felizes com a derrota do Santos e o título do Ituano.

Primeiro de tudo, porque este foi um dos títulos mais fáceis de todos os tempos que o Palmeiras deixou escapar. Se o Palmeiras tivesse tido um pouquinho de competência, principalmente de seu treinador, hoje estaríamos todos gritando É Campeão!, fazendo a festa pelas ruas da cidade.

Os mais incautos vão dizer – perdemos pro campeão! Errado, perdemos pra nós mesmos. Perdemos pra nossa própria incompetência. Como acontece no mais das vezes.

O Ituano que venceu o Palmeiras não foi nem sombra do time que venceu o Santos semana passada e perdeu hoje. Chutou 03 bolas no gol do Palmeiras e bastou pra acabar com nossa chance de campeonato. Aquele jogo, se o Palmeiras jogasse 100 vezes, sem o Kleina e o Bruno, ganhava as 100.

Depois, não faz o menor sentido comemorar derrota do Santos. O Santos nunca foi rival do Palmeiras, que graça tem rir da derrota do Santos? E mais, esqueceram de todas as vezes que o Palmeiras parou nos pés de um time pequeno? Tão rindo porque sabem o quanto é ruim, é isso?

E, por último, e o pior de tudo, rir da desgraça alheia tem se tornado praticamente a única diversão de parte da torcida palmeirense. Queremos mesmo ser esse tipo de torcedor que só sabe gozar com o pau dos outros? Que não tem motivos pra comemorar os trunfos do próprio time e se rende ao pseudo prazer de ver o torcedor do rival provar um pouco do desgosto que tem sido ver o Palmeiras sucumbir campeonato atrás de campeonato?

Eu não quero. Quero gritar é campeão. Quero ver o Palmeiras calar a boca de todos, a minha inclusive, e poder rir dos outros porque vencemos, e não porque os outros perderam. Quero ver o Palmeiras com patrocínio na camisa, disputando grandes contratações, e não penando pra manter o elenco, perdendo jogador pro mercado, com zagueiro jogando na lateral direita, sem centroavante reserva. Quero ver o Palmeiras disputando título como favorito, etc.

Enquanto esse dia não chega de novo, vou continuar achando tudo isso sem graça nenhuma…

Escrevi antes no twitter que quem tava rindo do Santos não merecia ser palmeirense. Besteira minha. Cada um faz como quer. Mas vale a reflexão: rir do Santos aliviou o desgosto de deixar passar o título mais fácil dos últimos 5 Paulistões? 

AVANTI PALESTRA! 

Palmeiras 2×0 Vilhena – Copa BR14

Um convalescido Palmeiras voltou a campo pela Copa do Brasil, depois da eliminação catastrófica do final de semana.

Um time judiado, com no máximo 03 titulares, esboçando toda a fraqueza do elenco; entraram em campo Bruno; Thiago Alves, Lucio, Wellington e William Matheus; Eguren, Marcelo Oliveira, Mendieta e Bruno Cesar; Leandro e Miguel, para enfrentar o modesto time do Vilhena.

Como sempre, um jogo que era pra ser fácil, pra ser vencido sem problemas, começou a tomar aqueles contornos de desgraça quando, já aos 20 e poucos do 2º tempo, o Vilhena acertou uma cabeçada na trave. Inadmissível.

E não foi por falta de criação, pois os atacantes do Palmeiras – e até o Marcelo Oliveira – foram colocados na cara do gol várias vezes, com o Leandro cabeceando pra fora com o goleiro vendido, e outras sei lá quantas bicudas cara a cara, sempre no peito do goleiro. Falta qualidade, falta tranquilidade.

Aos 27, numa jogada pela ponta do excelente – e inexplicavelmente ausente no domingo – Marquinhos Gabriel, bola rolada pra trás no meio da área pro Bruno Cesar m,arcar, ele que ainda sofreria, pouco depois, e converteria, o pênalti que selaria o placar final.

É impressionante a capacidade do Palmeiras de transformar jogos fáceis em verdadeiros martírios para o torcedor.

E, por falar em torcedor, a arquibancada verde tava interditada ontem? Ou será que ficou exclusiva pras organizadas que estão lá todos os jogos? Porque os verdadeiros, esses que acham bonito ser eliminado pelo Ituano, que não xingam diretoria e jogadores, mas xingam quem o faz, esses não foram ontem. Que estranho…

4.800 Palmeirenses – com P maiúsculo – em campo. E bem que perguntaram e cantaram ontem na bancada, onde andará a verdadeira torcida do Verdão? 

Agora serão 17 longos e inacabáveis dias até nossa estreia no Brasileirão, contra o Criciúma, fora de casa. No Pacaembu, só dia 26, sábado a noite, contra o STJDense, Lusa ou sei lá quem.

Até lá, esperamos: patrocínio master; um lateral direito; um zagueiro; um centro avante; e a reformulação integral da comissão técnica e do departamento médico, que mais parece um necrotério: quando o jogador entra lá, não sai nunca mais.

Isso, é claro, se a diretoria não estiver disposta a fazer o Palmeiras passar apuro mais um campeonato brasileiro. Veremos.

OS GOLS by TV PALMEIRAS:

A FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 2 X 0 VILHENA (RO)

Local: Estádio Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/Horário: 2 de abril de 2014, quarta-feira, às 22h
Árbitro: Wanderson Alves de Sousa (CBF-MG)
Assistentes: Luciano Roggenbaum (CBF-PR) e Diego Grubba Schitkovski (CBF-PR)
Público/Renda: 4.430 pagantes / R$ 124.950
Cartões amarelos: Carlinhos, Edilsinho, Júnior, Tayron e Dalton (VIL); Bruno César, Leandro e Eguren (PAL)
Cartões vermelhos: nenhum

GOLS: Bruno César (27’/2ºT) e (31’/2ºT)

PALMEIRAS: Bruno; Tiago Alves, Lúcio, Wellington (Serginho, Intervalo) e William Matheus; Eguren, Marcelo Oliveira (Josimar, 29’/2ºT), Mendieta (Marquinhos Gabriel, 15’/2ºT) e Bruno César; Leandro e Miguel Técnico: Gilson Kleina

VILHENA: Dalton; Júnior, Marinho (Tayrão, 36’/1ºT) e Alex Barcellos; Portela, Maycon (Tiago Silva, 41’/2ºT), Carlinhos, Cucau e Edilsinho; Jaílson (Roallase, 23’/2ºT) e Sandro Técnico: Marcos Birigui

AS FOTOS DA TORCIDA by BOB LIRA:

https://www.facebook.com/bob.lira.10/media_set?set=a.232459413621665.1073741903.100005728242877&type=1

AVANTI PALESTRA!

A valorização da Camisa

Blog do Menon, ontem, trouxe fato alarmante, levantado pelo jornalista Rubens Leme da Costa: nos últimos 31 anos, o Palmeiras sofreu 35 eliminações em casa. Eis os jogos relacionados na matéria:

TODAS AS 35 ELIMINAÇÕES DO PALMEIRAS EM CASA NOS ÚLTIMOS ANOS:
Copa do Brasil (9): Ceará (1994), Grêmio (1995), Cruzeiro (1996), Flamengo (1997), São Paulo (2000), ASA (2002), Santo André (2004), Ipatinga (2007), Coritiba (2011).
Sul-Americana (3): São Caetano (2003), Goiás (2010), Vasco (2011).
Libertadores (4): Grêmio (1995), Boca Juniors (2000), Boca Juniors (2001), Tijuana (2013).
Mercosul (2): Flamengo (1999), Vasco (2000).
Conmebol (1): Bragantino (1996).
Brasileiro (4): Vasco (1983), Corinthians (1989), Cruzeiro (1998), São Caetano (2000).
Paulista (10): XV de Jau (1985), Inter de Limeira (1986), São Paulo (1987), Ferroviária (1990), Corinthians (1995), Corinthians (1999), Santos (2000), Santos (2009), Corinthians (2011), Ituano (2014).
Rio-São Paulo (1): São Paulo (2002).
Supercampeonato Paulista (1): São Paulo (2002).
Lembro de praticamente todos esses tristes dias. Tá bom, vai, 83 eu não lembro muito, tinha 5 anos. Mas foi na minha vigência.
Primeira Academia, Segunda Academia, 06 títulos brasileiros, 20 Paulistas, só ouvi pelo Laurão e pelo Rubinho, meus mentores na palestrinidade.

Pior, dessas 35 eliminações, boa parte delas eu estava, como muitos de vocês, de pé, cantando ao Palmeiras, no concreto do Palestra, do Pacaembu ou do Panetone.

Triste constatar que tão grandes são nossas conquistas do passado quanto são os constantes tropeços dos últimos anos. Nem mesmo épocas áureas como 1996 e 1999 nos livraram de perder, em casa, num jogo eliminatório.

Mas desses todos, nem todos são vexames, podemos excluir os jogos perdidos pra rivais como Flamengo, Gambá, Bambi, Lambari, Vasco, Gremio, Cruzeiro e Boca.

Mesmo assim, impressiona, e incomoda, constatar a quantidade de fiascos pra Ipatinga, Ceara, Asa, Santo André, Coritiba, Tijuana, Bragantino, São Caetano, XV de Jau, Inter de Limeira, Ferroviaria e Ituano. Mais de um terço. “Feitos” praticamente inconcebíveis até os idos de 76.

E o que tanto mudou de lá pra cá, e que vem se repetindo ano depois de ano a acumular essa marca tão frustrante pro palmeirense?

Parabéns a quem souber “a” resposta. Porque não existe uma. São inúmeras as causas.

E nem me proponho aqui a respondê-las. Mesmo porque, transcendem à atual gestão, à anterior, e à que veio antes daquela, etc.

É apenas uma triste constatação. De que, no fim das contas, o palmeirense tem que ser maluco da cabeça pra continuar impondo o manto alviverde nas ruas ano após ano, desgraça após desgraça. Aqui não há, como sempre disse o grande Barneschi do saudoso Forza Palestra, o tal do sofrimento seletivo.

Aqui a gente sangra mesmo, como insiste em publicar por todo o Facebook o lendário Maníaco.

E quanto mais vemos diretores, técnicos e jogadores incompetentes desvalorizarem nossa camisa – SIM, O PALMEIRAS É NOSSO – mais sentimos a obrigação de valorizá-la, estampá-la no peito e empurrar o time além dos limites imagináveis, contra todas as previsões e a secação alheia, que no mais das vezes – mas nem todas – saem vitoriosas às nossas custas. 

E paro pra pensar e percebo que passo semanas sem ver uma camisa do Bambi na rua, meses sem avistar uma do Lambari e dias sem ter o desgosto de encontra o pano de chão da gambazada, mas não tem um santo dia sequer que não vejo o manto alviverde a circular pela cidade. E não é só aqui, como anotou o carioca Edu Goldenberg no seu Boteco do Edu. A ostentação da fibra é pelo mundo afora.

E amanhã, sejam os 6 mil de sempre, ou os 31 mil de de vez em quando do último domingo, estaremos lá no Pacaembu, na frente da TV ou do lado do radinho, 16 milhões de apaixonados, esperando por um triunfo, mas sem nunca arredar o pé caso venha mais um vexame.

Não se esqueça nunca disso, senhor presidente, o Palmeiras só é o gigante de sempre graças à essa torcida, ela inteira e não segregada, todos os milhões e não apenas os 40 mil sócios torcedores, os sei-lá quantos torcedores “verdadeiros”, os sei lá quantos sócios do clube. Somos nós todos que não desistimos nunca, que sempre estamos de volta, que não deixamos de valorizar e honrar esse camisa, não importa o tamanho do fracasso, o quanto vocês a maltratem. Não desmereça isso, ou sucumba como seus antecessores no esquecimento e na mesmice.

Diretores passam, treinadores passam, jogadores passam, mas a torcida, essa é pra sempre.

PORQUE NÓS SOMOS O PALMEIRAS!

AVANTI PALESTRA!

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