Palmeiras Futebol Clube

Salve meus amigos, já classificados para a fase final do Paulistão 2013, basta agora garantir a primeira colocação e tudo indica que teremos uma mini decisão com os lambaris na Vila, onde já nadamos de braçada diversas vezes. O tema de hoje é mais vasto e certamente será a alternativa mais viável para a modernização e avanço do Alviverde mais amado e vitorioso do mundo.

No início do Século passado, diante da forte imigração no Brasil e em especial na capital Paulista, as pessoas tinham a necessidade de conhecer aqueles que vieram do mesmo país de origem e assim se socializar nesse novo mundo. E com a Colônia Italiana não foi diferente, onde o Palestra Itália já possuía um estádio próprio e um clube social numa localização próspera na cidade.

O tempo foi passando e o clube crescendo, logicamente que o futebol se desenvolvendo – e muito – em paralelo. Só que várias vezes os caminhos se cruzavam, afinal os Diretores e dirigentes se dividiam entre coisas do futebol e o tratamento da piscina (por exemplo), assuntos completamente distintos, com prioridades e impactos diferentes. Somado a isto, as pessoas que decidiam as coisas pelo clube e futebol nem sempre eram Palmeirenses, daí a coisa começou a desandar.

Na década de 70, o futebol andava por si só, tínhamos uma seleção e ganhávamos todos os títulos que disputávamos, daí veio a estiagem e com ela a geração Mustafá, para ser mais exato em 1978, na fatídica final contra o Guarani, onde minutos antes da final, a Diretoria e jogadores estavam discutindo premiação. Vieram os anos 80 e todos sabemos o que aconteceu com o futebol. No clube tudo as mil maravilhas, mais de 15 mil associados, o melhor conjunto aquático do Brasil, salão de festas com shows todo final de semana (Jorge Benjor, Tim Maia,Legião Urbana, entre outros).

Os anos 90 trouxeram a profissionalização do Futebol e o clube ganhou piscinas aquecidas e novas quadras de tênis, tudo em paz, receitas separadas e custos conjuntos, pronto, começou a confusão. Com o crescimento dos grandes condomínios, o clube começou a esvaziar e passou a ser deficitário, enquanto isso as receitas do futebol estouravam. Com o fim da parceria, uma herança complicada e interesses se colidindo nas mesas de negociação. O futebol começou a cair, o clube mal das pernas e a renovação não acontecia no poder decisório do Palmeiras.

Problema a resolver: Futebol ou clube?

Na cabeça dos conselheiros e dirigentes Jurássicos, o futebol que se dane, o clube tinha que ser mantido a todo custo, pois assim poderiam usufruir de suas facilidades de forma gratuita e perpetuar no comando. Por sorte, em 2007 tivemos um suspiro com a entrada de um novo conceito e logo no ano seguinte ganhamos o título Paulista de 2008, dali em diante o futebol passou a ganhar importância e infelizmente a gastança comeu solto, na ânsia de colocar o Palmeiras de volta ao lugar de destaque rapidamente.

Vieram Belluzzo e Tirone, o último deles a pior gestão de todos os tempos e por ironia do destino, um título que caiu no colo – a Copa do Brasil 2012. 2ª divisão novamente em 2013, queda nas receitas e parceria com a WTorre a todo vapor, uma luz no fim do túnel.  Veio a gestão atual e com ela a profissionalização do futebol, com CEO, CMO, COO e todas as siglas imagináveis. Em paralelo, o clube em obras, começa a perder associados – temporariamente.

Como podemos perceber, as duas unidades de negócio (clube e futebol) trilharam caminhos completamente distintos nesses últimos tempos, daí vem a questão: O que fazer?

O primeiro caminho é analisar separadamente o fluxo financeiro de cada unidade de negócio e assim gerar planos de ação. No clube as receitas deverão ser provenientes das seguintes fontes:

– Mensalidade dos associados e novos sócios.

– Pagamentos extras por atividades dentro do clube.

– Concessões a terceiros para exploração de lanchonetes e restaurantes.

– percentual a ser recebido nos shows da arena , saindo de 5% e crescendo no passar dos anos.

Já no futebol, as receitas são provenientes de bilheteria e sócio torcedor, cotas de TV, Patrocínios, produtos licenciados, venda de jogadores e outras fontes referentes a repasses e participações. Em ambos os negócios, compara-se aos custos decorrentes e geram-se os planos de ação, simples assim.

Para isso, a reforma estatutária deverá ser aprovada, onde teremos duas gestões completamente separadas e pessoas preparadas para ocupar os cargos em questão. Conselheiros não entram no CT e jogadores não freqüentam o clube. Com isso, as notícias passam a ser fortemente controladas (sem Giltos e afins) e o principal, as contas passam a ser aprovadas por pessoas mais qualificadas.

Como resultado, teremos um clube de ponta numa localização privilegiada e um time de futebol com vida própria e gente do ramo. O mesmo caso deverá ser aplicado aos esportes amadores, que não devem ser deficitários, vide o caso do Basquete, que vem crescendo com aporte da Meltex- por exemplo.

Torço para que esse dia chegue logo!

Publicado em 08/03/2014, em Geral, Marketing e Afins, por Marcelo Nacle. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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