Palmeiras, uma marca maltratada

Olá pessoal, não é de hoje que a nossa Marca Palmeiras é maltratada, seja por interesses paralelos, seja pelo amadorismo total.  Todavia, vale lembrar que essa marca já foi símbolo de modernidade, avanço e profissionalismo. Indo aos fatos, recordamos que fomos o primeiro time a explorar a logomarca do fornecedor de material esportivo, vestimos a camisa da seleção, enfiando um 3X0 nos Uruguaios e na década de 90 mostramos ao mundo a vitoriosa e saudosa parceria com a Parmalat.

Desde o fim da parceria com a Multinacional Italiana, nosso time foi visto e reconhecido como uma marca decadente e ultrapassada, tendo lampejos de recuperação entre 2007 e 2009, e só. Como recuperá-la? O que devemos fazer, nós reles torcedores para contribuir e ressuscitar esse símbolo de modernidade e vitórias?

Não é tão simples e os profissionais de Marketing que hoje estão no Palmeiras devem estar pensando todos os minutos o que fazer. O começo de todo esse plano de recuperação começa com a definição dos pilares de sustentação da marca Palmeiras, e como exemplo, podemos ilustrar os casos de marcas famosas como a General Electric que tem os seus pilares atrelados a liderança e inovação, ou seja, toda e qualquer ação de Marketing da empresa tem que estar atrelada a esses valores de sustentação, caso contrário não são aprovadas.

A Victoria Secret, por exemplo, adota os pilares de conforto e sensualidade, caso algum produto não atenda a esses requisitos, nem lançados serão.  Empiricamente posso afirmar que nossa marca  Palmeiras tem 03 pilares de sustentação – estão inclusive no nosso hino: Imponência, liderança e paixão. Todos os planos, ações e mensagens devem estar atreladas a isso.

Ilustrando, não podemos nunca, repito: nunca, ter uma postura de pensar pequeno, com mesquinharias e discursos negativos e depreciativos, tal qual vem ocorrendo com questões como a falta de dinheiro, contratos por produtividade e redução salarial, isso afasta jogadores e torcedores e se pretendem alavancar o programa Avanti dessa maneira, estão redondamente enganados.  A postura de liderança se vincula totalmente a esse pensamento imponente, de quem realmente sabe de sua importância e força. Líderes inovam, seguidores copiam e perdedores nada fazem. A Arena pode ser um excelente meio para mostrar liderança, fazendo do Allianz Parque um local de vitórias e respeito – pelos adversários.

Por fim, a Paixão, isso no mínimo é a reciprocidade pela atitude desenfreada de amor que boa parte da torcida tem, as mensagens devem emocionar, impactar positivamente e o uso de ídolos é o caminho acertado. Porque a Diretoria não pensa em promover 100 ações apaixonadas em alusão ao centenário? Ações essas que podem ser de cunho social, promovendo a inclusão ou até trazer alegrias a crianças carentes ou pessoas idosas abandonadas.

Meus amigos, e o nosso papel como torcedores?  Temos que cantar e vibrar, defender nossa história e acima de tudo, participar ativamente do futuro. Cornetar sem fundamento e jogar contra não nos levarão a lugar nenhum, pelo contrário, nos deixarão num marasmo e definitivamente não combina com o Campeão do Século XX. Oxalá, nesse segundo século de vida a  nossa marca seja reparada e recuperada , trazendo mensagens positivas e vitórias, itens essenciais para a longevidade.

Publicado em 13/12/2013, em Marketing e Afins, por Marcelo Nacle. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Gerson Guarino

    Sempre sensato ! abs !

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