Arquivo mensal: setembro 2013

Palmeiras 0x0 America RN – BRB13

Um primeiro tempo com várias chances desperdiçadas, duas boas defesas do goleiro viadinho do América e uma bola na trave.

Aliás, sobre o goleiro do modesto América de Natal, os 5 minutos de fama que ele tanto queria não vieram. Ao ser xingado pela torcida depois de tanto fazer cera, ainda no primeiro tempo, ouviu um “Goleeeeeeeiro Viaaaaaaaado!” Isso mesmo: ninguém sabia o nome do sujeito. E vai continuar sendo assim. Aonde ele for, vai ser conhecido como “goleiro”. Que ele tenha boa sote na Série B no ano que vem e no resto da carreira. 

E, quanto ao segundo  tempo, viu-se o quanto Gilson Kleina não sabe mexer no time. Leandro e Vinicius, mesmo jogando mal (e eles jogaram), não podem jamais serem substituidos por Serginho e Caio. Este último, por sinal, perdeu um gol que até eu fazia. Aliás, em se tratando do Caio, nenhuma novidade…

No fim das contas, o time sentiu muito a falta do Wesley e do Mendietta, e ficou na mão do cachaceiro chileno pra resolver. E ele até que deu um ou outro passe, botou os caras na frente do gol, mas não era dia ontem.

O que eu vou lembrar da Série B no ano que vem? A derrota e o empate pro America/MG, a derrota pro Boa e esse empate de ontem. Coisas que jamais podiam acontecer com times grandes, mas em se tratando de Palmeiras…

Agora, por conta da punição que o clube sofreu essa semana no STJD, ficaremos 6 rodadas sem jogar em casa. O próximo jogo no Pacaembu será contra o São Caetano, mas é bem provável que, na semana anterior, em Bragança, confirmemos o retorno.

A Série B vai terminar pro Palmeiras como começou, longe de casa. Bora botar o pé na estrada.

OS LANCES

A FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 0 X 0 AMÉRICA-RN

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data-Hora: 28/9/2013 – 16h20 (de Brasília)
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Auxiliares: Rodrigo F. Henrique Corrêa (RJ) e Janette Mara Arcanjo (MG)
Público/renda:
R$ 598.430,00/17.534 pagantes

Cartões amarelos: Vilson, Alan Kardec (PAL); Adriano Pardal, Andrey, Edson Rocha, Tiago Adan (AFC)
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols:
Nenhum

PALMEIRAS: Fernando Prass; Luis Felipe (Wendel – 26’/1ºT), Vilson, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Charles e Valdivia; Vinicius (Caio – 31’/2ºT), Leandro (Serginho – 14’/2ºT) e Alan Kardec. Técnico: Gilson Kleina.

AMÉRICA-RN: Andrey, Norberto, Cléber, Edson Rocha e Wanderson (Renatinho Potiguar – 36’/2ºT); Rafael Coutinho, Mazinho, Daniel, Chiquinho Gaúcho (Almir 39’/2ºT) e Vinícius Pacheco (Tiago Adan – 21’/2ºT); Adriano Pardal. Técnico: Pintado.

AVANTI PALESTRA! 

Palmeiras 2 x 1 Sport – BRB13

Aquela derrota do primeiro turno tava atravessada.

Se não fosse pela displicência de Valpiranhagem, 2 vezes, e Ananias, 1, teria sido vingada à altura.

Já o Wesley e o Prass fizeram a parte deles.

E o Virsão, de novo, decepcionou, não marcou direito o maluco que fez o gol dos Gambás pernambucanos. Tá falhando demais, assim Chora a Mooca…

Isso sem falar na especialidade do Palmeiras em tomar gol com um jogador a mais.

Mas, segue o jogo…

1239002_164379460429661_1768333792_n23 mil pessoas – 21 mil pagantes – bom número, considerando que o jogo passou na TV aberta inclusive pra São Paulo. Essa foto ao lado é do Bob Lira, mais fotos na página do facebook dele, aqui.

Com a derrota da Chapecoense, abrimos 9 pontos na liderança, e 17 pontos do quinto colocado. Mais um mês e já estaremos de volta. Ou nem isso.

Sábado que vem, Palmeiras e América/Rn no Pacaembu. Estaremos lá, pra garantir mais 3 pontos.

OS LANCES:

A FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 2 X 1 SPORT

Local: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data e hora: 21/9/2013, às 16h
Público e renda: 21.054 pagantes / R$ 729.525,00
Árbitro:
 Célio Amorim (SC)

Auxiliares: Helton Nunes (SC) e Rafael da Silva Alves (SC)
Cartões amarelos: Rithely, Pereira, Tobi e Felipe Azevedo (SPO); Wesley (PAL)
Cartões vermelhos:  Tobi, aos 20’2ºT (SPO);

GOLS: Wesley, a 1’1ºT (1-0) e aos 9’2ºT (2-0); Rithely, aos 35’2ºT (2-1); 

PALMEIRAS: Fernando Prass, Luis Felipe, Vilson, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Wesley (Eguren, aos 40’2ºT) e Valdivia (Felipe Menezes, aos 28’2ºT); Ananias, Vinicius e Kardec (Charles, Intervalo). Técnico: Gilson Kleina

SPORT: Magrão, Tobi, Pereira e Vinicius Simon; George Lucas (Chumacero, aos 11’2ºT), Anderson Pedra (Aílton, aos 14’2ºT), Rithely, Marcelo Cordeiro e Lucas Lima (Oswaldo, aos 25’2ºT); Felipe Azevedo e Marcos Aurélio. Técnico: Geninho

AVANTI PALESTRA!

Dia do Palmeiras #MalucopeloPalmeiras3anos

Passarela Palmeiras na Rua TuriassuO primeiro jogo da Sociedade Esportiva Palmeiras contra os leonores ocorreu no dia 20 de setembro de 1942 e foi não apenas o primeiro clássico mas também o primeiro jogo da história da recém nomeada Sociedade Esportiva Palmeiras, que acabou resultando, também, no título Paulista daquele ano, já que neste dia foi disputada a partida decisiva do Paulistão.

Muitos e mais renomados palmeirenses já tiveram oportunidade de contar, com maior propriedade, os fatos que serão a seguir reproduzidos. Vou contar o que eu sei e li a respeito.

Em primeiro lugar, há que se lembrar que em 1942 o mundo vivia as mazelas da 2ª Guerra Mundial. De um lado, os países do Eixo (Japão, Alemanha e Itália), do outro, as Forças Aliadas, de quem o Brasil fazia parte. Resultado: tempos de muita perseguição aos imigrantes italianos.

Em abril daquele ano, Getúlio Vargas promulga um Decreto em que proibia em qualquer entidade o uso de nomes relacionados aos países do Eixo, sob pena de perda de seu patrimônio. Essa possibilidade de emcampar para si todo o patrímonio do Palestra Itália fazia com que os dirigentes do então inexpressivo São Paulo, à época sem estádio, esfregassem as mãos.

A pressão política e desportiva persistiu mesmo após a troca do nome. A implicância se dava com a palavra [de origem grega] “palestra”, que ainda resistia no nome da recem criada S.E. Palestra de São Paulo.

Enquanto isso, a campanha do time era de causar inveja. Às vésperas de enfrentar o São Paulo, o Palestra contava com 18 jogos, somava 16 vitórias e apenas 02 empates. Marcara 61 gos e sofrera apenas 15. Uma vitória do verde confirmaria mais um título paulista.

No dia 14 de setembro, na semana que antecedeu o jogo do título, o diretor de esportes da cidade de São Paulo, em nome de “entidades superiores”, exigiu que o nome fosse mudado novamente, naquela que era a data limite para o atendimento ao Decreto-Lei de Vargas. E foi então que, naquela noite, o Palestra passou a ser chamar Sociedade Esportiva Palmeiras, excluindo-se o nome da palavra [grega] Palestra e a cor vermelha que compunha o uniforme em conjunto com o verde e o branco.

O que estava por vir, no dia 20 de setembro seguinte, eu empresto o texto de Miro Tavares que, com muito mais propriedade, narrou [texto integral em http://palestrinos.sites.uol.com.br/Palmeirenses/Cronicas_e_Hitorias/Miro-11.htm é leitura obrigatória]:

Chega-se finalmente o grande dia, o clima em toda a cidade de São Paulo não poderia ser diferente Todas as atenções estavam voltadas para o estádio do Pacaembu, que recebera um enorme público. Ao PALESTRA uma vitória garantia-lhe por antecipação o título Paulista de 42. E também toda a expectativa que acabou envolvendo as torcidas dos dois protagonistas: PALESTRA e São Paulo F.C. Sejam no campo esportivo ou político.

Para “apimentar” ainda mais a partida, fora colocado em disputa o “Troféu Campeoníssimo” (instituída pelo nosso adversário) entre o “trio de ferro” (PALESTRA, Corinthians e São Paulo) que com uma só conquista, ficaria de posse definitiva da equipe que fosse campeã. O referido troféu era uma enorme escultura em bronze em tamanho natural, retratando um jogador de futebol. Hoje, para a nossa alegria, ornamenta a nossa riquíssima sala das conquistas alviverdes. Chegou-se a pensar que aquela escultura que ali está, referia-se a algum atleta alviverde, mas é fruto de nossa laboriosa conquista de 42.

Aqueles “oportunistas e covardes”, ainda não se contentando em ver o PALESTRA, ter sido obrigado a mudar o seu nome, tentaram armar um clima totalmente hostil. A esquadra palestrina, assim que adentrasse o gramado do estádio Municipal do Pacaembu, naquela histórica tarde, seria recebida com uma estrondosa vaia, jamais endereçada a uma equipe de futebol no Brasil.

Sabendo do ardil são-paulino, os palestrinos tiveram a seguinte idéia: O oficial do exército brasileiro o Capitão Adalberto Mendes (3º vice-presidente), adentraria ao gramado juntamente com os jogadores alviverdes, ostentando uma enorme bandeira brasileira. Obs: A imagem de nosso glorioso PALESTRA-PALMEIRAS surgindo ao gramado com a bandeira nacional e o oficial do exército ficou perpetuado em pinturas, gravuras, fotos como: Arrancada Heróica… de 1942!

Como diz a introdução de nosso amado hino: “Quando surge o Alviverde imponente…” e adentra ao gramado do Pacaembu, todo o estádio silencia-se por alguns instantes. Ao invés de hostilidades e vaias, foram nossos atletas esmeraldinos, recepcionados e aplaudidos de pé, tanto pela a gente palestrina, como pelos contrariados são-paulinos. Pois, todos que ali estavam, perceberam, que tantos aqueles atletas alviverdes, como o clube que representavam, eram tão brasileiros, quanto a todos que ali se encontravam. Aqueles entusiastas italianos, assim como amavam a sua antiga Pátria, também, nutriam por aquela nova terra que os acolheu, um enorme carinho.

Mas ao iniciar a partida, aqueles jovens palestrinos em campo, não havia esquecido, dos que os perseguiram e o obrigaram a trocar o nome de seu amado “filho”. Os atletas alviverdes disputavam cada bola e defendiam a meta palestrina, como se fosse a própria vida.

Não demorou muito, e abrimos o placar aos 20 minutos de jogo, através do jogador Cláudio; 3 minutos depois, Waldemar de Brito, empata a partida 1 x 1. Partida nervosa, muito disputada, mas aos 43 minutos da primeira etapa, o PALESTRA, volta a ficar a frente do placar, através de Del Nero. O primeiro tempo termina 2 x 1 para a equipe palestrina.

Inicia-se o segundo tempo, que prometeria fortes emoções aos presentes no Pacaembu, pois a vitória garantia o título de Campeão Paulista ao PALESTRA ITÁLIA, e a equipe são-paulina, só a vitória interessava. Mas para a alegria da imensa massa palestrina, o glorioso alviverde, amplia o placar para 3 x 1, aos 14 minutos da etapa complementar, através do jogador Echevarrieta.

Os jogadores são-paulinos sentiam que nada conseguiram abalar o ânimo daqueles palestrinos. Então começaram a armar uma “farsa” naquela tarde no Pacaembu. Aos 19 minutos do segundo tempo, o árbitro Jaime Janeiro, expulsou de campo o atleta são-paulino Virgílio, após entrada desleal em Og Moreira e assinalou um pênalti a favor do PALMEIRAS.

Os jogadores tricolores recusaram-se a dar prosseguimento a partida, e após se reunirem no meio campo, decidiram sentar-se ao gramado, impedindo com isso a cobrança de pênalti e o prosseguimento da partida. Ou seja, fugiram da possibilidade de uma goleada iminente, pois sabiam, que se com 11 contra 11 as coisas estavam difíceis frente à equipe esmeraldina, tamanha era a disposição que os atletas alviverdes disputavam aquela partida, o que dirá com um atleta a menos.

Para a irritação de todos ali presentes, sejam atletas ou torcedores palestrinos, o São Paulo, resolveu “fugir” de campo, para que a vergonha não fosse ainda maior. O árbitro Jaime Janeiro aguarda o tempo regulamentar e dá a partida por encerrada. Para a alegria da imensa coletividade palestrina-palmeirense, seja presente no estádio, em toda a cidade de São Paulo, ou em qualquer lugar em que houvesse um torcedor palestrino, o glorioso, sofrido, perseguido, injustiçado, mas acima de tudo, AMADO PALESTRA ITÁLIA, sagrava-se CAMPEÃO PAULISTA DE 1942. Melhor ainda, que fora sobre aqueles que mais nos perseguiram naqueles idos de 1942.

Assim encerra-se mais uma página histórica da gloriosa saga alviverde, que desde o ano de 1914, abrilhanta o esporte no Brasil. Uma célebre frase poderia resumir o que foi a conquista do título Paulista de 1942.

“Morre  O PALESTRA LÍDER, e  nasce O PALMEIRAS CAMPEÃO ! ”

Muitos e muitos anos depois, em 2005, a Câmara Municipal aprovou e o Prefeito José Serra sancionou projeto de lei que estabeleceu 20 de setembro o Dia do Palmeiras. Desde então, no jogo que antecede a data histórica, o time do Palmeiras tem entrado em campo repetindo o gesto dos campeões paulistas de 1942: Com a bandeira do Brasil em mãos, simbolizando e reencenando a “Arrancada Heróica”. E  tem dado sorte: 3×1 no Sao Paulo, em 24/09/2006; 1×0 no Corinthians, em 23/09/2007 (foto ao lado); 2×0 no Vasco, em 21/09/2008; e 1×2 no Cruzeiro, em 23/09/2009, entre outros. A vítima deste sábado será o Sport, pela maldita Série B, mas segue valendo.

AVANTI PALESTRA!

Fontes: Site oficial do Palmeiras www.palmeiras.com.br e os levantamentos feitos pelo site www.palestrinos.com.br.

 

No último dia 14/09, o Maluco pelo Palmeiras completou 3 anos. O post acima foi um dos 3 primeiros posts publicados em 14/09/2010 e que segue hoje republicado (e reeditado) porque não teria muito mais pra falar do que o que está ai em cima.

Vamo que vamo.

Até amanhã no Buin, como sempre. 

AVANTI PALESTRA!

Avai 2×4 Palmeiras – BRB13

No intervalo do jogo, só se falava da arbitragem – péssima, por sinal – que tinha anulado um “gol” do Valdívia e não marcado 2 penaltis pro Verdão. Mas, porra, o Palmeiras é assaltado pela arbitragem – vergonhosamente – há pelo menos 10 anos, e não há um Cristo dirigente que se oponha. Além disso, jogamos Série B, com juízes de nível série B. O que mais vocês queriam?

Cinco minutos que o Palmeiras se empenhou e esqueceu do juiz no primeiro tempo, empatou com o Valpinharagem e quase virou o jogo que tava 1×0 pros caras.

Mas o retorno pro segundo tempo foi apático. Virsão, que já tinha cagado no primeiro gol – com a ajuda fundamental do Wesley – tomou um giro humilhante e ficou de bunda no chão, pros caras desempatarem o jogo. 2 x 1. Eram 22. E chora a Mooca…

Logo aos 25, jogada pela direita do 10, bola nos pés do Mendieta, que até então tinha errado tudo, mas dessa vez fez o suficiente – 2×2.

Aos 36, golaço do Vinicius, grande fase e grande ano do moleque. Faz falta quando não joga. Mas, tá jogando bem na Série B, precisa continuar jogando bem no ano que vem.

E um pouco depois, cobrança de falta do Wesley na trave, rebote do brutal Eguren, 4×2.

Não é motivo pra comemorar. O Palmeiras fez de tudo pra não ganhar. Os jogadores perderam a cabeça de forma infantil no primeiro tempo. Foram 3 cartões amarelos por reclamações, todas justas por sinal. Com isso, perdemos o Mendieta pro próximo jogo. Time grande em campeonato como a Série B, tem que entender que é o adversário a ser batido. O pau já tinha comido contra o Paysandu e contra o América, e hoje de novo quase acontece a mesma coisa.

Os adversários vão continuar batendo, vão continuar provocando. E os juízes vão continuar sendo a mesma merda de sempre ou até piores. É só jogar bola que – pra série B – basta. Já subimos, só falta ter paciência pros 15 jogos que faltam passarem voando.

No segundo tempo, Kleina perdeu completamente o meio de campo, e enquanto o Avai mexia pra ganhar ainda mais campo, o treinador palmeirense não tinha a menor ideia do que fazer. Chamou o Charles. Tomou o segundo gol, mandou o Charles sentar e chamou o Caio. Isso mesmo, o Caio. Ai, por sorte, o Palmeiras empatou antes do Caio entrar, e foi o Charles pro campo. Restabelecido o domínio do meio de campo, foi só questão de tempo pro time virar o jogo.

Mas pensem que, se o segundo gol tivesse demorado pra sair, tínhamos ido de Caio e provavelmente teríamos perdido o jogo. O Kleina demora muito pra enxergar onde mexer, e normalmente isso acaba virando resultado desfavorável, aí ele escancara o time inteiro e fica contando com a sorte ou com a ruindade dos adversários pra reverter o placar. Se quiser treinar o Palmeiras no ano que vem, precisa melhorar.

18/07/2010. Estadio da Ressacada. Estreia oficial de Luis Felipe Scolari de volta ao comando do Palmeiras. 4×2 pros caras, num jogo improvável. Que, além do vexame, nos rendeu um jogador aqui chamado apenas  /\ , que desgraçou a lateral esquerda do Palmeiras por quase 02 anos.

Naquele  mesmo ano, retribuimos a goleada com um 4×1 em casa, mas faltava voltar à Ressacada maldita e exorcizar de vez o capeta que habita a lateral esquerda do Palmeiras desde então. E não podia ter sido aberto o caminho da vitória – do bem sobre o mal – de outra forma que não fosse pelos pés de um dos mais desnutridos jogadores que já vestiram a camisa 6 verde e branca: cruzamento milimétrico do Juninho, gol do Chilenébrio. Incrivel…

Missão cumprida, demonho eliminado, agora vamos ver se sem a intervenção do capiroto o futebol do Juninho aparece… Tá “fassiu”…

Ah, e pra torcida do Avai, que gritou timinho a cada nova garfada que o juiz os favorecia, só uma coisa: Chupa Maryeva! 

Sábado tem que afundar o Sport. Estaremos lá.

OS LANCES:

A FICHA TÉCNICA:

AVAÍ 2×4 PALMEIRAS

Local: Ressacada, Florianópolis (SC)
Data-Hora: 17/9/2013 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (PR)
Auxiliares: Diego Grubba Schitkovski (PR) e Édina Alves Batista (PR)

GOLS: Márcio Diogo, aos 14’/1°T (1-0); Valdivia, aos 37’/1°T (1-1); Luciano, aos 21’/2°T (2-1); Mendieta, aos 24’/2°T (2-2); Vinícius, aos 36’/2°T (2-3) e Eguren, aos 43’/2°T (2-4).
CARTÕES AMARELOS: Wendel, Valdivia, Mendieta e Henrique (Palmeiras); Anderson Uchoa, Eduardo Costa, Marquinhos e Héracles (Avaí)
CARTÕES VERMELHOS: Nenhum
PÚBLICO E RENDA: Não disponíveis

AVAÍ: Diego; Ricardinho, Alex Lima, Bruno Maia e Héracles; Eduardo Costa, Anderson Uchôa (Diego Jardel, 36’/2°T), Cleber Santana e Marquinhos; Márcio Diogo (Luciano, 11’/2°T) e Beto (Tauã, 11’/2°T). Técnico: Hemerson Maria.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Wendel, Vilson, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Wesley, Mendieta (Charles, aos 27’/2°T) e Valdivia (Eguren, 40’/2°T); Vinicius e Leandro (Ananias, 18’/2°T). Técnico: Gilson Kleina.

AVANTI PALESTRA! 

America/MG 1×1 Palmeiras – BRB13

Antes tarde do que mais tarde, eis aqui o tardio post sobre o jogo de ontem – quase antes de ontem.

Num campeonato tão ridículo como a Série B, não se pode levar a sério um time que perde 5 pontos pro América mineiro.

A derrota vexatória do primeiro turno tinha que ter sido vingada com uma goleada sem precedentes, mas não foi o que se viu.

O time tava estranho, meio sem tesão. Com menos de 8 minutos, já tava 1 x 0, mas ninguém comemorou o gol de Leandro, parecia que tinha feito gol em amistoso. Ou o Leandro já jogou no América ou não entendi a falta de comemoração.

E foi meio que assim, sem pegada, que o Palmeiras tomou o empate aos 21, num lance que zagueiro de seleção não faz, entrar de pé murcho em dividida, aliás, nem zagueiro de várzea faz, capitão do time então… Vergonha alheia do Henrique e seu pé de princesa.

E eu até podia reclamar da arbitragem sem vergonha, mas, convenhamos, botar nas costas do juiz esse empate é que seria falta de vergonha na cara, não ganhou porque não mereceu ganhar. Ponto,

E pra piorar ainda perdemos o Luis Felipe e o Kardek pra terça na Ressacada, um dos poucos jogos difíceis dos 16 que faltam.

De bom, apenas, a manutenção da vantagem de 15 pontos pro quinto colocado, posição que agora é dividida pelo Avai, próximo adversário, Sport, com quem jogamos na sequencia, e pelo próprio América. Serão dois jogos de 6 pontos e o Palmeiras só depende dele pra arrancar de vez nesse campeonato maldito, pra acabar logo com essa porra.

Como digo sempre, é o mínimo que se espera.

OS LANCES:

AMÉRICA-MG 1 X 1 PALMEIRAS

Local: Arena Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data-Hora: 14/9/2013 – 16h20 (de Brasília)
Árbitro: Cláudio Mercante Júnior (PE)
Auxiliares: Roberto José de Oliveira (PE) e Marcelino Castro de Nazaré (PE)

Público/renda: Não disponíveis
Cartões amarelos: Luis Felipe, Leandro (PAL); Andrei, Jaíltoin (AMG)
Cartões vermelhos: Alan Kardec (43’/2ºT); Matheus (43’/2ºT)

GOLS: Leandro, 12/1ºT (0-1); Leandro Silva, 21’/1ºT (1-1)

AMÉRICA-MG: Matheus; Leandro Silva, Jaílton, Vitor Hugo e Danilo; Claudinei, Andrei Girotto e Bady (Marcelo Moretto – 46’/2ºT); Willians, Marcão (Elvis – 32’/2ºT) e Alessandro (Fábio Júnior – 20’/2ºT). Técnico: Silas.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Luis Felipe, Vilson, Henrique e Wendel; Márcio Aráujo, Wesley, Mendieta (Serginho – 26’/2ºT) e Valdivia (Felipe Menezes – 50’/2ºT); Leandro (Ananias –  34’/2ºT) e Alan Kardec. Técnico: Gilson Kleina.

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 3 x 0 ASA – BRB13

– 15 pontos de vantagem pro quinto colocado, 5 pro segundo. Por enquanto.

– 5 rodadas de antecipação pra voltar pra Série A. Por enquanto.

– 9.000 pagantes. Como sempre.

– 3 gols marcados. Todos com a participação do Kardec.

– 1 penalti perdido. De novo.

– 1 assistência do Wendel. Essa é a primeira vez.

– 1 jogo a mais que o Rondinelly não joga. Como sempre.

É o que basta falar do jogo de ontem no Pacaembu.

Mas o que valeu o ingresso mesmo foi a arquibancada.

Festa da Mancha, principalmente no segundo tempo. Tá no vídeo:

E o chefe da grade foi monitorar os acontecimentos…

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enquanto tuas tias acompanhavam cada lance do Verdão:

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Fechando o post, de todos os números de ontem, o mais importante é: MENOS UMA.

Chega logo, 2014.

OS LANCES:

 

A FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 3 X 0 ASA-AL

Data/Horário: 10/9/2013, às 19h30
Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Árbitro: Wagner dos Santos Rosa (RJ)
Assistentes: Carolina Romanholi Melo (CE) e Rafael Trombeta (PR)

Público/renda: R$ 272.895/8.699 pagantes
Cartões amarelos: Leandro (PAL); Glaybson, Gilson, Milton Júnior, Reinaldo (ASA)
Cartões vermelhos: Não houve

GOLS: Alan Kardec, 35’/1ºT (1-0); Wesley, 4’/2ºT (2-0); Serginho, 34’/2ºT (3-0)

PALMEIRAS: Fernando Prass, Luis Felipe, Vilson, Tiago Alves (André Luiz – 40’/1ºT) e Wendel; Márcio Araújo, Wesley e Felipe Menezes (Valdivia – 21’/2ºT); Vinicius (Serginho – 31’/2ºT), Leandro e Alan Kardec. Técnico: Gilson Kleina.

ASA: Gilson; Maicon, Tiago Garça, Fabiano e Chiquinho Baiano; Glaybson (Kleiton Domingues – 19’/2ºT), Milton Júnior (Reinaldo – 14’/2ºT), Djair e Didira (Tallyson – Intervalo); Wanderson e Lúcio Maranhão. Técnico: Leandro Campos.

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 3×1 A/GO – BRB13

15 minutos e já estava 2×0. Como deveria ser todo jogo na série B. Nada mais que a obrigação, prum time da tradição e com o peso da camisa que tem o Palmeiras.

A diferença do time montado com 3 atacantes, mesmo com a presença do TWD que veste a 40 em campo, pro maldito esquema de 3 volantes do qual o Kleina quase nunca abre mão, é gritante. Abre o olho, Gilsão!

Outra coisa que nunca pensei em escrever aqui, é como o Vinicius fez falta no mês passado. “Haja o que hajar”, o 19 tem que jogar, e o 14 e o 38 também. 3 atacantes na Série B é o mí-ni-mo.

E sobre o Alan Kardec, o que pesa contra ele não é a quantidade de gols marcados, mas sim de gols perdidos. Se ele melhorasse um pouquinho na finalização, já tava com 20 gols no campeonato. Mas, pra atual conjuntura, tá bem melhor do que o último ocupante da camisa 9.

“OOOO, o Vilsão voltouuuuuu!!!!!!” ecoava na Móoca sem parar durante e depois do jogo.

E infelizmente não pude assistir o jogo ontem na festa de 99 anos do Palmeiras oferecida pelo Dissidentis, pelo que fiquei sabendo, foi épica. Na festa dos 100 anos, pode reservar meu ingresso.

14 pontos na frente do quinto. Subiremos em 02 de novembro, se esse número não melhorar. Mas vai melhorar.

OS LANCES:

A FICHA TÉCNICA:

ATLÉTICO-GO 1 X 3 PALMEIRAS

Local: Juscelino Kubitschek, Itumbiara (GO)
Data-Hora: 7/9/2013 – 18h15 (de Brasília)
Árbitro: Jean Pierre Lima (RS)
Auxiliares: Marrubson de Freitas (DF) e Rener Carvalho (AC)

Gols: Alan Kardec, aos 11’/1ºT (0-1) e aos 15’/1ºT (0-2); Leandro, aos 33’/2ºT (0-3); Ricardo Jesus, aos 38’/2ºT (1-3).
Cartões amarelos: Artur e Tiago Alves.
Público: 22.691 pagantes.

ATLÉTICO-GO: Roberto; Rafael Cruz, Artur, Ednei e Ernandes; Dodó, Régis (Jonh Lennon, 19’/1ºT), Marino (Jorginho – Intervalo) e Bida (Thiago Rômulo, 24’/2ºT); Michael Jackson e Ricardo Jesus. Técnico: PC Gusmão.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Luis Felipe, Vilson, Tiago Alves e Wendel (Léo Gago, 35’/2ºT); Márcio Araújo, Wesley e Felipe Menezes (Charles, 32’/2ºT); Vinicius (Serginho, 36’/2ºT), Leandro e Alan Kardec. Técnico: Gilson Kleina.

AVANTI PALESTRA!

Um Mistério Chamado Rondinelly

Caro leitor,

Sinceramente, caso você saiba de alguma coisa que eu não sei, caso você acompanhe o dia-a-dia da Academia de Futebol, caso você tenha alguma informação de vestiário, caso seja amigo do treinador, parente do presidente, sócio do CEO ou apadrinhado do MUMU, caso você ganhe todas as promoções do Avanti, por favor, me explique o que acontece com o Rondinelly e responda:

Ele té jogador?

Ele treina mal?

Ele é brigado com o técnico?

Ele tem chulé?

Ele tem bafo?

Ele tem trejeitos estranhos?

Ele é baladeiro?

Ele é cachaceiro?

Ele tem dois pés esquerdos?

Ele é gambá ou bambi assumido/a?

Ele ainda aparece no BID como jogador do Gremio?

Se a resposta pra todas essas perguntas for NÃO, então por favor, caro leitor, me responda:

PORQUE POHA ELE NÃO JOGA NUNCA?

Aguardo respostas nos comments sobre esse intrigante mistério chamado Rondinelly, 1/4 do pagamento do Barcos, que até hoje só fez por ser isso mesmo, uma letra de câmbio que nunca entra em campo.

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 0 x 0 Chapecoense – BRB13

O Palmeiras não conseguiu marcar um mísero gol contra o modesto time do Chapecoense, cuja única missão no Pacaembu ontem era se defender. O resultado foi medíocre, como é a Série B, como é esse time do Palmeiras, como é o treinador.

Juninho, Alan Kardec, Wesley, Andre Luiz, Thiago Alves, Vinicius, todos tiveram boas chances de marcar, mas faltou qualidade. Que novidade I.

No caso de Juninho, que entrou sozinho na área e chutou torto de direita pra fora, não há mais salvação. Esse cara não pode mais jogar no Palmeiras, não tem condição ser tão ruim assim. É melhor jogar sem lateral esquerdo do que continuar essa tortura.

Marcio Araujo, dessa vez, não comprometeu, mas também  o Chapecoense não atacou, então nenhum mérito pro jogador, que aliás, não é primeiro volante, não é segundo volante, não é meia ou lateral. O que seria Marcio Araujo? Outro que fará um favor sumindo do Palmeiras.

Tivesse o Palmeiras ganhado, a distância pro quinto colocado teria ido a 13 pontos. Pelo menos, com o empate modorrento de ontem, foram mantidos os 11 pontos de vantagem., já que o Joinville – o quinto – também empatou

Metade do calvário já foi. O Palmeiras deve encerrar 2013 no fim de outubro, com a classificação matemática pra Série A confirmada, pouco importando o que acontecer depois. Campeão da Série B? Prefiro que nem seja… Não é troféu pra orgulhar ninguém, sejamos honestos.

9.400 pessoas ontem.  Só os de sempre. Que novidade II.

OS LANCES:

A FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 0 X 0 CHAPECOENSE

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/Horário: 3 de setembro de 2013, às 21h50
Árbitro: Arilson Bispo da Anunciação (BA)
Assistentes: Márcia Bezerra Lopes Caetano (RO) e Luiz Claudio Regazone (RJ)
Renda e público: R$ 272.700,00 / 8841 pagantes
Cartões amarelos: Tiago Luis, Danilinho, Wanderson, Rafael Lima (CHA); Alan Kardec (PAL)
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Nenhum

PALMEIRAS: Fernando Prass, Luis Felipe, Tiago Alves, André Luiz e Juninho; Márcio Araújo, Wesley, Felipe Menezes (Serginho – 18’/2ºT) e Mendieta; Ronny (Vinicius – intervalo) e Alan Kardec. Técnico: Gilson Kleina.

CHAPECOENSE: Rodolpho, Fabiano, Rafael Lima, André Paulino e Fabinho Gaúcho; Wanderson, Paulinho Dias, Danilinho (Athos – 32’/2ºT) e Diego Felipe; Tiago Luis (Caion – 20’/2ºT) e Soares (Nenem – 40’/2ºT). Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

AVANTI PALESTRA! 

No Fundo do Poço, e Cavando

Caminhamos para o fim do futebol, senhores.

Chega a notícia de que o camisa 10, o Pingaiada, digo, o Valpinga, digo, o Valdivia, foi punido com 02 jogos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, por ter forçado o terceiro cartão amarelo no jogo contra o Paraná. O lance foi a julgamento porque o meia, burro pra carai, anunciou que ia tomar o terceiro cartão antes do jogo e ainda fez piada sobre o fato no fim da partida.

Dois pontos são importantes para a conclusão que empresta título a  esse texto.

O primeiro é que, forçar o cartão é tão ou mais velho que andar pra frente. Não foi o Valdívia quem inventou. Faz parte da malandragem do futebol, sempre que o jogador é convocado, sempre que está na antevéspera de um clássico ou jogo decisivo, os jogadores forçam o cartão pra cumprirem a punição durante a ausência temporária. Cumprem a regra do campeonato e não prejudicam o time. Pronto, assunto encerrado.

Tem uns que forçam o cartão pra não precisar jogar na rodada do Carnaval, pra não ter que viajar pra muito longe, enfim, pra toda e qualquer coisa. Nada que mereça muita atenção.

Forçar o cartão faz parte do jogo, assim como o time pequeno que faz um gol no time grande e passa a fazer cera o resto do jogo, revezando na botinada, fazendo o famoso rodízio de cartões, tudo isso faz parte da malandragem do futebol em geral. É parte do DNA do esporte.

Pra não ficarmos presos a clubismos, pra não acusarem esse texto de teoria da conspiração palestrina, peço que assistam ao lance abaixo:

Na última rodada da fase classificatória da Copa do Mundo de 1962, o Brasil perdia pra Espanha por 1×0, num jogo em que o derrotado voltava pra casa. Foi aí que Nilton Santos, logo depois de cometer o penalti do vídeo acima, deu dois passos pra fora da grande área, e enganou o juiz, que marcou falta no lance. Aquela altura, um gol poderia ter fechado o caixão brasileiro, e o resultado seria uma estrela a menos na camisa da seleção.

Não fosse a malandragem, o Brasil talvez não tivesse sido campeão do mundo de 1962, assim como a Argentina talvez não teria levantado o caneco em 1986:

El Pibe, por sinal, ao final do jogo disse sobre o gol que “Lo marqué un poco con la cabeza y un poco con la mano de Dios”, mas não teve STJD nenhum pra ir lá e anular o gol do Maradona e que poderia ter decretado não ter valido de nada um dos gols mais antológicos na história do futebol (não o demão, mas o segundo, que desempatou a partida). Já parou pra pensar no estrago?

Permitir, portanto, que um Tribunal privado formado por gente que nunca tirou um contra na rua com gol caixote, passe a exercer o fiel da balança entre o bem e o mal, a dizer o que é certo ou errado dentro de campo, a punir a malandragem tão antiga quanto o próprio futebol, é sepultar mais de uma centena de anos daquilo que faz o futebol ser o que ainda é hoje.

O segundo ponto é que um episódio como o de hoje mostra o quanto o rabo está balançando o cachorro no futebol. Autorizar que um apresentador de TV influencie na punição de um jogador de futebol, sem que o próprio árbitro da partida tenha incluído qualquer relevância ao cartão amarelo do atleta na súmula, é o fim dos mundos.

Com o Palmeiras, não é novidade. Já tivemos até delegado da partida anulando gol depois de ter sido avisado da irregularidade do lance pela repórter de campo:

Vejam só que curioso o Sr. André Rizeck dando a entender no video acima que os recursos de TV não podem influenciar as decisões do árbitro da partida. Já influenciar as decisões do STJD, tipo assim, ligando pro presidente do Tribunal pra dedar uma das coisas mais manjadas do futebol, isso parece não ter problema nenhum…

Pois então, quando o jornalista que devia estar ali só pra comentar o jogo começa a influenciar resultado de partidas, a provocar punições pros jogadores, enfim, a participar do jogo – e de forma absolutamente parcial, sem esconder a vontade de prejudicar o rival do time do coração – é que alguma coisa está muito errada.

Fico imaginando Mario Filho, Armando Nogueira, Fiori Gigliotti e tantos outros grandes nomes do jornalismo esportivo se revirando nos seus túmulos de ver tamanho absurdo.

Começa que esse senhor, feito o estrago, sequer teve a coragem de assumir o que disse na oportunidade, adiante reproduzido:

Foram várias vezes que se repetiu “ELE BURLOU A REGRA DO JOGO”, “ELE AGIU DE MÁ-FÉ”, “ELE BURLOU O ESPÍRITO DO CARTÃO”, e blablabla. Isso é defender a punição, especialmente depois de entrevistar o presidente do Tribunal, certo?

Errado, pelo menos pro proprio jornalista:

E esse é o grande problema. Esses Andrés Rizeck que aí estão ultrapassam os limites das redações esportivas, transcendem do outro lado do microfone, e passam a virar protagonistas, interferir nos resultados das partidas, na punição dos jogadores, muitas vezes pautados por suas preferências clubísticas ou pela pauta das emissoras.

Some-se a isso os tira-teimas, os comentaristas de arbitragem, as bolas com chip,  e em breve o futebol virará aquele jogo monótono e bizarro tipo futebol americano, que o jogo pára 3 minutos pro juiz assistir o VT e depois decidir se teve ou não o first down.

Se já não bastasse as emissoras ditarem os horários esdrúxulos das partidas – pergunte a um argentino o que ele acha do horário e ele vai te perguntar porque brasileiro gosta tanto de novela – de criarem bizarrices como João Sorrisão e congêneres, agora vão pautar decisões de tribunal desportivos, resultados de jogo e por aí vai o futebol pro ralo.

E ainda há quem critique o ódio eterno ao futebol moderno. Tristes de vocês que não tiveram chance de assistir uma partida de futebol no Século passado…

Pobre futebol.

AVANTI PALESTRA! 

 

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