Arquivo mensal: junho 2013

Sociedade Esportiva Prudente

E pra você que comemorou o término da gestão Tirone/Frizzo, que achou que nunca mais teria que ir ao Canindé, a Barueri ou a Presidente Prudente pra ver o Palmeiras jogar, só tenho uma coisa a dizer: C H U P A !

Infelizmente, no Palmeiras entra e sai presidente, mudam os discursos, muda a fuça, mas não mudam as atitudes.

Mandar um jogo em Prudente é tão ou mais abusivo do que cobrar 60 Dilmas pra que o torcedor se dirija a Itu pra ver o time estrear NA SÉRIE B!!!!!

Agora vamos pagar 60 pilas lá em Prudente, aqui pertinho, só SEIS horas pra ir, SEIS horas pra voltar, pra assistir um jogo na vergonhosa Série B…

Fico aqui tentando imaginar uma razão plausível, qualquer que seja, a justificar que o Palmeiras, punido de jogar a 100 km da Capital, vá cumprir essa pena numa distância 06 (SEIS – eita número do Capeta…) vezes mais longe.

Se o time está sendo punido obrigado a jogar a 100kms da Capital, é porque não poder jogar na cidade onde o clube tem sede é prejudicial. O que se dizer do clube que, voluntariamente, decide ir SEIS vezes mais longe?

Pra mim é tão ilógico quanto um cara que vai preso e condenado a um ano de prisão, mas decide cumprir SEIS anos de cana. Coisa de Gambá, né?

Aí virão os discursos de sempre, que o torcedor do interior também é palmeirense, que o Palmeiras tem torcida no Brasil inteiro e blábláblá. Araraquara tá aí pra provar que as coisas não são bem assim, que a diretoria deveria estar preocupada em cumprir a punição na MENOR distância possível.

Mas não, o que pesa é sempre algum fator não ligado ao aspecto desportivo. É sempre na base do quem dá mais…

E chega. Falar mais que é isso  é chover no molhado.

Temos mais do mesmo.

Viva o Mumu, viva Prudente!!!!

AVANTI PALESTRA!

#13junho2012 Eu fui!

IMG_7433Era a última semana do mês de maio.

O Palmeiras tinha passado pelo Atlético Paranaense e iria disputar, dali 20 e poucos dias, a semi-final da Copa do Brasil. O adversário era o Gremio, e o primeiro jogo seria no temido  Olímpico, o último do Palmeiras lá, diante da desativação premente do estádio.

Zunzunzum entre os amigos sobre se íamos ou não para Porto Alegre, até que, depois de uma rápida pesquisa na Internet, comprei o vôo da TAM, Congonhas – Salgado Filho, 13 de junho de 2012, 17:50 – 19:10.

Fui pro chat do grupo e postei a confirmação do e-ticket. Tava feito, iríamos para Porto Alegre. Em minutos, ou nos dias seguintes, os amigos foram comprando e montamos o efetivo do Bonde: 10 malucos e 1 maluca.

Explicar em casa, mulher grávida de 7,5 meses, que eu ia ver um jogo fora do Estado, não foi moleza. A santa sogra se dispôs a dormir em casa pra tentar salvar a lavoura caso os gêmeos decidissem nascer no dia 13.

E assim (não) passavam os dias até o confronto decisivo, com direito até, pelo Brasileiro, ao Palmeiras ir a Porto Alegre enfrentar o mesmo Grêmio; perdemos de 1×0 MUITO roubado, um pênalti absurdo do Gilberto Silva no Henrique não marcado a minutos do fim do jogo. Era só mais um elemento a pesar na vindoura decisão: a sempre temida arbitragem.

Na semana do jogo dava ânsia de ler a imprensa “esportiva”: o Palmeiras já tinha perdido, para alguns dos nobres jornalistas, nem precisava disputar a partida. O Grêmio vinha de oito vitórias consecutivas na Copa do Brasil, 30 e não sei quantos gols marcados, 3 sofridos (sei lá se são esses os números mesmo), não perdia no Olímico há 05 meses, enfim, não teríamos a menor chance na partida.

Felipão, que do alto de todos os defeitos possíveis e imagináveis, sempre foi um especialista em mata-mata, fechou os treinos e deixou todos sem saber que time iria a campo.

Chegamos a Porto Alegre 19:20, o aeroporto, assim como o avião, repleto de camisas verdes. Tínhamos que ir ao hotel, no Centro, antes de seguir pro estádio. Por sorte, encontramos uns amigos com um mini ônibus, com 11 vagas disponíveis. Fala sério!

Pisamos no hotel, 02 casais brigavam com o funcionário da recepção, havia tido um vazamento de água e nao tinha mais nenhum apartamento disponível. Pra eles, é claro. Pra gente, o Bonde da ZL já tinha feito os check-ins de todos os nosso quartos e conseguimos deixar as malas e seguir pro Olímpico.

No caminho, um puta trânsito infernal, já se aproximavas das nove e nada de chegar no Olímpico. Um mar de azul por toda a parte. E nós de camisa no peito, a torcida do Gremio é amiga, dizem, mas vai saber… Tenso.

IMG_3929Enfim paramos em frente ao portão destinado à Torcida visitante, P. 20, que estava praticamente tomado de azul. Sim, realmente, a torcida do Grêmio é amiga. Dividimos o mesmo boteco até a última Polar acabar. Mesmo sem qualquer indício de confusão, um PM gaúcho fez questão de atirar gás de pimenta nos palmeirenses. Típico..  Era hora de entrar no estádio.

Lá dentro, um estádio muito parecido na minha opinião com a Gaiola das Loukas, principalmente pela distância do gramado pra bancada. 96% azul, contra 2.000 de nós espremidos de verde num cantinho atrás do gol, mal dava pra andar. E apesar de ser junho em Porto Alegre, não era um dia frio. Lá fazia até um certo calor, principalmente na parte superior do espaço visitante, onde ficavam os banheiros e a lanchonete pra tentar tomar uma água. Enfim, um lugar inóspito, como deve ser todo setor da torcida visitante.

Pouco antes de começar, vimos a escalação: Bruno, Artur, M. Ramos, T. Heleno e Juninho; Henrique, Assunção, João Vitor e Daniel Carvalho, Luan e Barcos, uma formação nunca antes vista, principalmente pela presença de Henrique como falso terceiro zagueiro, fazendo a cabeça de área do primeiro volante. A grande novidade era a ausência de Márcio Araujo, que vinha fazendo partidas dignas de… Márcio Araujo.

E foi um primeiro tempo amarrado, tenso, o Palmeiras tentando segurar o Gremio a todo custo, mas atacava pouco, a aposta era por uma bola, por uma chance numa bola parada ou num – improvável – contra-ataque. Mas me lembro de, ao fim do primeiro tempo, estar muito preocupado. Estaria muito mais se tivesse visto – não me lembro – uma cobrança de falta de Fernando na trave, aos 43 minutos. Muita, mas muita raça, esse era o Palmeiras naquele 13 de junho. Mas era praticamente isso. Um time raçudo.

O segundo tempo veio e com ele, ia aumentando a esperança de voltar pra casa com um 0x0, resultado fantástico, comentávamos. E o relógio não saía do lugar, a angústia ia tomando conta e pra gente só restava gritar e empurrar o Palmeiras cada minuto mais: OLEEEEE, OLEEEEEEEEEEEE! CANTA AÊ!!!

Sem explicação lógica, o Palmeiras começou a tocar a bola como nunca antes se viu naquele ano e, com isso, começou a diminuir e controlar as investidas do Grêmio. Barcos, por duas vezes, quase marcou na etapa final. Mesmo assim, era quase incrível se pensar em uma vitória.

Daniel Carvalho, praticamente morto, saiu pra dar lugar a Mazinho, aos 40 minutos. O curioso dessa substituição é que estávamos atrás do gol do Vitor, justamente onde os jogadores do Palmeiras faziam aquecimento, e na hora que foi chamado um jogador do Palmeiras, quem correu pra entrar em campo foi o Marcio Araujo. 

Decepção geral ao nosso lado. Porra, o Marcio Araujo, não! Agora que o time jogou bem sem ele… De repente, o Marcio Araujo volta correndo pro lugar onde estavam os reservas, e foi o Messi Black pro jogo. O Bigode mudou de ideia! Genial! (Depois, fomos saber, o Felipão tinha chamado o “Mazinho”, e não o “Marcinho” – como ele era chamado pelo Bigode – nada de mágica, uma simples confusão…).

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E bastaram 2 minutos. Falta de Henrique no Rondinelly (que não foi, por sinal…) cobrada pelo Léo Gago, bola cortada pelo Barcos e contra-ataque puxado pelo Verdão, bola nos pés de Cicinho – que tinha entrado no lugar do Artur pouco antes – rolou pro Mazinho – primeiro lance dele – no meio da zaga, que bateu e venceu o Vitor por baixo. GOOOOL!!!! PUTA QUE PARIUUUU! 1×0!  Vamos ganhar, vamos ganhar caralho! Um silêncio ensurdecedor no Olímpico só era vencido por um uníssono LIBERTADORES!!!!! SOMOS DA MANCHA VERDE A MAIS TEMIDA!!!!! (ver no video abaixo, a partir dos 1:30.00).

mas não seria só isso. Tinha que ser mais. E Foi. Aos 45, Pará cavou uma falta e Heber Roberto Lopes marcou falta técnica pro Palmeiras. Na cobrança, a bola espirrada sobrou pro Luan na meia, que – acreditem – acertou um passe milimétrico e colocou Juninho na linha de fundo, que – ACREDITEM – acertou um cruzamento perfeito na cabeça de Barcos, e o argentino cabeceou com precisão, sem muita força, no contrapé do Vitor, e veio comemorar ali na nossa frente. 2×0!

Neste exato momento, quando eu acabava de gritar algo que mal podia se assemelhar com “goool”, fui atropelado pelo Diego Zupo, que desceu arrastando todos a sua frente, gritando, 8, 10 degraus abaixo… Tava todo mundo maluco! Lágrimas, risos, abraços, parecia final de Copa do Mundo, e era mesmo, nunca uma vitória foi tão improvável, tão duvidada, nunca menosprezaram tanto nossa camisa, nossa força! Que alívio do caralho, o jogo era nosso, assim como o título seria! Bambis ou Coritiba, ninguém ia nos segurar…

Fim do jogo mas a festa tava só começando. Durante os 40 minutos – ou mais, perdi a noção do tempo – que ficamos confinados dentro do estádio a pegada da arquibancada seguiu a mesma OLEEEEEEE, OLEEEEEEEEEE!!!!!!! CANTA AÊ!!! EU CANTO EU SOU PALMEIRAS ATÉ MORRER!!!!!! O vídeo abaixo não me deixa mentir:

Na saída do estádio, a torcida do Gremio esperava na porta, acreditem ou não- mas perguntem pra qualquer um dos que lá estavam – pra nos aplaudir. Nós tínhamos merecido, jogamos com o time os 90 minutos, aquela vitória também era nossa.

E saímos na noite de Porto Alegre, não sem antes sermos mantidos numa ruinha ao lado do estádio por mais bons 40 minutos – ou sei lá quanto tempo. De volta ao hotel, uns foram comemorar, outros dormir, alguns já foram direto pro aeroporto. Eu, liguei a TV e fui assistir o VT do jogo, queria ter certeza que o que eu acabara de vivenciar tinha mesmo acontecido.

IMG_3965No dia seguinte, no Salgado Filho, o Pepe Reale me pergunta: Qual vôo você está? To no das 9:15. Vc vai no voo dos jogadores. Era a cereja do bolo.

E foi no Salgado Filho que tiramos essa foto com o Betinho – 33, esse aí que aparece envolto numa áurea iluminado na imagem e que, algumas semanas mais tarde, iria desviar uma falta cobrada pelo Assunção pro fundo da rede do Couto Pereira e confirmar o 11.o título nacional do Verdão, o maior campeão de todos.

Acreditem, é a mais pura verdade! Tanto que o Rovaron foi ao Couto Perreira com nada menos que a camisa 33. Nós já sabíamos! AAHHAHAHAHAHA

Era pra fechar mesmo com chave de ouro. Inesquecível. Impagável. Inigualável. Sem exageros poéticos, mas nunca antes o Palmeiras foi tão Palmeiras, no sentido de calar a boca dessa gente maldita que insiste em desmerecer a força dessa camisa. Depois desse dia, tenho certeza que muitos Netos, Kfouris, Birners e etc vão pelo menos pensar duas vezes antes de desdenhar o Palmeiras. Bom, talvez eles não, mas outros com certeza…

O dia 13 de junho vai ficar marcado pra sempre na minha vida como um dos mais importantes de todos. Só perde pra ontem, 12/06, e dia 16/06. Como junho é o mês do Palmeiras, né? Mas #13junho2012 vai ficar marcado também porque eu tava lá. #Eufui!

E pra marcar a data, nada como o VT na íntegra que deixo pra vocês abaixo:

E com isso, marco o retorno do Maluco. Ainda não sei se vou ter paciência, tempo ou até mesmo vontade  de escrever sobre o time atual, que segue repleto de vagabundos e incompetentes. Mas já tá claro pra mim que não dá pra ficar sem falar do Verdão. Mesmo que seja só pra comentar com nostalgia nossos momentos mais marcantes. Afinal, o alviverde ressurgirá imponente, já dizia um amigo meu. Desculpem pela bipolaridade, mas nada disso deve ser estranho pra vocês…

AVANTI PALESTRA!

Há 20 anos (publicado originalmente como Há 18 anos…)

Aquele 12 de junho de 1993 foi um dos dias mais lindos na vida de um palmeirense.

Se bem que nem tudo foi fácil naquele dia. A derrota na semana anterior, o gol porco, o início de jogo nervoso, pegado, e os 16 anos sem conquistas (pra mim, eram 14) provocavam uma tensão fora do comum. Pelo menos até os 40 do primeiro tempo, quando saiu o gol do Zinho, o primeiro da sacolada que os Gambás ainda iam levar naquela tarde.

Segundo tempo e aquele baile em campo, dava até dó dos pebinhas. Aliás, não dava dó porra nenhuma. A gente queria era mais, se fosse 6, 7, nunca ia ser o bastante.

Quando o Matador guardou, de penalti, o quarto gol, já na prorrogação, olhei pro Rubão, meu tio, com uma cara de “o que eu faço agora?”. 14 anos e não sabia comemorar um título.

De lá pra cá isso mudou. Nos anos que seguiram aquele 12 de junho, não tinha pra ninguém, o Verdão passava o carro e faturava tudo. Mas nenhum time, nem o dream team de 96 ou o time campeão da América, fizeram este palmeirense tão feliz quanto Ségio, Mazinho, Antonio Carlos, Tonhão e 6, Sampaio, Daniel Frasson, Zinho e 10, Edmundo e Evair.

 A vocês (menos aos 2 traíras), o muito obrigado da nação palmeirense. Esse título a gente nunca vai esquecer!

EM 93, NÓS GANHAMOS O PAULISTÃO, FOI EM CIMA DOS GAMBÁS, FILHOS DA PUTA, 4X0 PRO VERDÃO!

AVANTI PALESTRA!

PS – O Maluco não voltou à ativa. Ainda temos um time muito vergonhoso para merecer qualquer comentário, repleto de vagabundos que não honram a camisa. Mas hoje é uma data inesquecível que merece registro, até mesmo num blog desativado.

Fim

Senhores, enquanto Bruno, Wesley, Maikon Leite e Valdivia forem jogadores do Palmeiras, enquanto a administração do clube estiver mais preocupada em extorquir o torcedor e a contratar centenas de diretores, CFO, CEO e os caralho a quatro,  e nenhum jogador, não vejo mais sentido em seguir escrevendo aqui.

Cansei de passar vergonha e nervoso vendo esses desgraçados afundando e/ou roubando o Palmeiras. Prefiro reservar minha raiva aos alambrados afora, do que ficar vociferando por aqui.

Seguirei acompanhando o Palmeiras em todos os jogos que eu puder estar (terça que vem 19:30 em Itu, por exemplo, não é pra mim), mas o blog vai dar um tempo indefinidamente, pra mim e pra vocês; melhor assim.

Honestamente, não sinto que com isso esteja de alguma forma diminuindo meu compromisso com o Verdão. A bem da verdade, a idéia de parar o blog já vem desde o rebaixamento, um misto de sentimento de impotência e de perda de tempo aumenta a cada novo dia, a cada nova humilhação.

A cada derrota esdrúxula, aumenta a certeza de que as pessoas que estão no comando do Palmeiras não estão preocupadas com o futebol, mas com o departamento financeiro, com o marketing, com o basquete… Só que nada disso faz sentido sem um time no mínimo decente, capaz de reinar absoluto no vexame de, depois de 10 anos, voltar a disputar a Série B. E isso não é mais do que obrigação.

Por isso tudo, é hora de interromper as atividades por aqui, mesmo porque manter o blog já tinha virado um fardo, o tesão de escrever sobre o Palmeiras já acabou faz tempo,vocês devem ter percebido.

Mas seguirei torcendo como sempre – acompanhando no estádio que é meu lugar – afinal, como escrevi no primeiro post aqui, há 03 anos atrás, a idéia era analisar o dia a dia do Verdão sem o ranço e o desdém da imprensa esportiva, mas a bem da verdade o que se vê hoje é uma administração que faz de tudo pra que a imprensa se lambuze na esbórnia de tanto aloprar o Palmeiras.

Fica aqui meu agradecimento pelas centenas de milhares de acessos, pelos milhares de comentários, e por terem me dado esse voto de confiança.

Nos vemos nas bancadas.

Pela última vez (quem sabe, né…), AVANTI PALESTRA!

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