Tem Jogo! Flamengo x Palestra – BR12 R36

É a última chance. Todos sabemos disso. Então, ao invés de um post sobre o jogo de logo mais, façamos uma reflexão sobre o que está muito próximo de acontecer, infelizmente.

Porque, mesmo que o Palmeiras vença hoje, se o Bahia e a Portuguesa vencerem seus jogos, estará tudo acabado. Como tenho dito sempre aqui, acreditar eu acredito sempre, mas temos que ser realistas. Impossible is nothing, diria nosso patrocinador de material esportivo, mas quase impossível é bem diferente, é tudo… Ficou muito difícil.

E a se confirmar nossa desgraça, muito antes de procurar culpados – e nós sabemos muito bem quem são os 2 principais responsáveis – o ano que vem deverá ser de reconstrução, de renovação e de resgate do orgulho pela nossa palestrinidade. Sim, porque, não há maior provação pro torcedor do que enfrentar um ano afastado da elite justamente do campeonato que ninguém venceu mais do que o Palmeiras.

É bem verdade que – a se confirmar o desastre –  quis o destino que ao mesmo tempo em que amargasse a rabeira da tabela no Brasileiro, o Verdão voltasse à disputa da Libertadores, além de finalmente voltar ao solo sagrado da Turiassu, 1840, que tanta falta nos fez nesses últimos dois anos, o que, se bem planejado, poderá fazer de 2013 um ano inesquecível para o palestrino.

Para concluir, aproveito a dica da minha amiga @lipalestra no twitter e deixo com vocês um texto da palestrina Denise Fraga na Folha de São Paulo com o qual eu muito me identifiquei, por estar prestes a enfrentar a batalha de formar dois palestrininhos nesse momento difícil que o time está vivendo. Mas, a esperança é VERDE, senhores!

Nada melhor para exercitar a esperança que ser palmeirense

DENISE FRAGACOLUNISTA DA FOLHA

Eu já andava de olho no Palmeiras quando conheci meu marido. Me apaixonei pelo time, por aquele homem de um metro e noventa gritando de joelhos no tapete da sala e a alma italiana desta cidade que pôs um visgo no meu pé. Sou flamenguista de nascença, mas palmeirense pelo coração. Tive o coração invadido pelo choro de uma criança segurando o jornal quando foi vendido o Leivinha e tive também o Ademir da Guia num porta retrato mantido na estante. O amor e a felicidade de voltar aos estádios louca por um time foram forjando esta nova e legítima palmeirense. Gosto de futebol. Não entendo muito, mas sou mulher que detecta um impedimento.

Nosso primeiro rebento já voltou da maternidade com uma miniatura de camisa do Palestra na mala. Foi a primeira de uma progressiva coleção, guardada até hoje pelos dois moleques.

Confesso que não foi coisa fácil mantê-los torcedores. Na última década, nosso time nos exigiu grandes demonstrações de fidelidade. Gostaria até de agradecer aqui ao Goiás e ao Guarani que, com suas camisas verdes, nos emprestaram alguns gols na terrível campanha de 2002. Colocávamos a TV sem som para podermos ensinar os pequenos a gritarem “gol do Palmeiras!!!”.

Pode parecer traição, mas o nome disso é fidelidade.

Descobrimos também que o Papai Noel do shopping era palmeirense. “Duvida que até o Papai Noel é palmeirense? Pode perguntar.”

E ainda teve o Tiaguinho, um amigo da escola, uma espécie de pastor corintiano de cinco anos de idade, que tentava aliciar nosso pequeno Pedro. Um dia, o Luiz entra no quarto com cara de tragédia: “Acho que eu vou dar uma camisa do Corinthians pra ele. Ele tá pedindo muito”. Estava completamente triste, mas queria ser um bom pai. Uma leoa doida baixou em mim. “Ele não é corinthiano, ele é Tiaguinho. Você é palmeirense! Não pode dar uma camisa do Corinthians pra ele.”

O time já estava mal, e eu sentia que, se abríssemos a guarda, poderíamos comprometer pra sempre nossas idas ao estádio em família.

Para nosso alívio, Tiaguinho mudou de escola, e o Palmeiras caiu pra segunda divisão. Digo alívio porque, apesar de tudo, foi gritando os gols do time rebaixado que os pequenos viraram palmeirenses de vez. Santa Segunda! Era um misto de alegria e dor vê-los pequenininhos, de uniforme, gorro e bandeiras, gritando “É campeão!” sem nem saber direito o que significava.

O Palmeiras subiu e, desde então, vamos cambaleando pelos campeonatos. Nada melhor para exercitar a esperança que ser palmeirense nos últimos anos.

Mas bons ventos sopraram, e chegamos em julho deste ano com a Copa do Brasil nas mãos e uma vaga na Libertadores. Fazia tempo que não vibrávamos tanto na arquibancada. O que aconteceu, meu Deus?! No mesmo ano!! Um sentimento de injustiça se mistura à minha tristeza. Não merecemos, não é time pra cair. Foram muitas bolas na trave, muitas chances de gol, muitos quase. Mas quase não é gol, e a vida é cada vez mais contada em números. Não acontecendo o milagre, desceremos com dignidade, nutridos pela garra de um time que vimos lutar até o fim. Meu agradecimento especial a Barcos e a Marcos Assunção. Apesar de já saberem o que é a segunda divisão, nossos filhos renovaram suas crenças em superheróis.

Em homenagem à Denise, Barcos faz um hoje. Se o Assunção jogasse, faria o outro.

AVANTI PALESTRA! PRA CIMA PALMEIRAS!

Publicado em 18/11/2012, em Tem Jogo! e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Ainda ha esperanca… ainda sao 22 min do primeiro tempo e o Gremio Gaucho nao vai entregar para a Lusa para derrubar o Palmeiras… kkkkkkkkkkkkk

    Ah, apenas para lembrar …. O pastel de carne de porco vai sair do cardapio pois nao vendo carne de SEGUNDA na pastelaria… hehehehehe

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