Arquivo mensal: outubro 2012

Jornalistas Palmeirenses

Não tenho nenhuma dúvida: antes de ser filho, pai, marido, neto, primo, sobrinho, advogado ou blogueiro, sou palmeirense. Não há um ato sequer da minha vida que não tenha alguma consideração sobre o Palmeiras em primeiro lugar. Assim como eu, conheço mais de mil.

Eu conheço alguns “palmeirenses jornalistas”. O Guilherme Costa é um deles, meu irmão de arquibancada que em toda sua carreira como jornalista sempre foi, acima de tudo, palmeirense. É assinada por ele uma das matérias mais legais sobre o velho estádio Palestra Itália e seu significado pros torcedores, pro bairro da Pompeia e pra história da Capital, feita quando trabalhava pelo jornal Metro e na qual um dos ilustres entrevistados, errr, bom, fui eu… kkkk. O Guina nunca se preocupou em esconder o orgulho de ser palestra, mesmo quando o que tinha que escrever do Palmeiras não era motivo de orgulho algum.

O que foge da minha compreensão é a quantidade quase que ínfima desses “palmeirenses jornalistas”, minoria quase absoluta dentre os infinitos “jornalistas palmeirenses” que habitam pelas redações esportivas do País.

Não sei o que acontece, se é pelo fato de serem minoria – não há nenhuma dúvida que as redações, pelo menos aqui em São Paulo, estão infestadas de gambás (todos “gambás jornalistas”) – pra ser, e parecer, imparcial, ou sei lá mais o que poderia ser, e nem aqui estou fazendo algum juízo de valor, mas parece que muitos dos verdes das redações se sentem na obrigação de serem jornalistas antes de palmeirenses.

Nada contra. De novo, não faço aqui qualquer juízo de valor. Pelo contrário, respeito. Só estou me propondo a entender…

Vamos ao exemplo mais emblemático: Paulo Vinicius Coelho, o PVC, da ESPN Brasil. Fissurado em estatísticas, chega a ser “chato” na busca de dados históricos para rechear seus argumentos e opiniões. Quando o Palmeiras está em pauta, PVC parece fazer questão de sempre se posicionar contra o que pensa o torcedor palmeirense. Fez um estudo minuncioso pra defender que o Palmeiras não seria campeão mundial em 1951. Em outro estudo detalhado, foi contra a unificação dos títulos nacionais do Robertão e Taça Brasil, que apenas ratificou o Palmeiras como o maior campeão nacional. E apesar de defender que o Palmeiras tem o direito de buscar a anulação do jogo contra o Inter e que isso não o apequena, sustenta: manteria o resultado do jogo, apesar da interferência externa ilegal. Pois é. Sobre o penalti cometido no Barcos no mesmo lance, nada disse

Antero Greco é um cara que eu gosto muito. O amigo do amigão é palestrino, sim, senhor! E é mais um exemplo de jornalista palmeirense. É veementemente contra a investida do Palmeiras contra a decisão do árbitro anular o gol do Barcos. Assim decretou em seu blog:

Gol de mão é desonesto, gol de mão não é lícito, gol de mão não deve ser encarado como malandragem. Não importa se vale título ou luta contra o rebaixamento. Desonestidade é desonestidade, seja qual for a circunstância. E, no entanto, muitos alegam, com postura que lembra aquela de crianças contrariadas, “ah, mas para os outros vale” .

O penalti no Barcos? Nada.

Erich Beting é meu amigo de infância. Só eu e ele sabemos o quanto era difícil ser palmeirense na época do colégio em que estudavamos, em anos diferentes. Consegui com ele comprar, no dia do lançamento, a primeira camisa da era Parmalat, o item mais antigo do Verdão que tenho na minha coleção. Eu fui embora daquela escola em 1992, não tive a chance de comemorar a redenção no ano de 1993 com o Erich. Assim como o tio Joelmir e o primo Mauro, Erich se tornou jornalista. Escreve no Negócios do Esporte, blog sobre marketing esportivo. Em A ética e o esporte, o Erich defende:

o absurdo que se apresenta é a tentativa desesperada do Palmeiras de anular uma partida por causa da tomada de decisão do árbitro auxiliada pela televisão.” 

E conclui: 

“Quando um clube cogita prejudicar o outro porque sentiu-se prejudicado por conta de uma trapaça que fez e não foi bem-sucedido, temos a síntese de que ética é uma palavra que não consta no vocabulário do esporte. Ou, pelo menos, está colocada num segundo plano.” 

Perfeito, assino embaixo. Mas e o penalti no Barcos antes da mão na bola, não podia ter sido usado o recurso da tv pra marcar o penalti ao invés de apena anular o gol? cri cri cri… Sem explicação.

O que têm de comum os 3 jornalistas citados acima, além do fato de serem extremamente competentes e, também, palmeirenses? Nenhum dos 3 enxergou o tema com os mesmos olhos que o torcedor palmeirense, mas apenas de jornalistas. Perfeito, mais uma vez não me ponho a criticar. Afinal, estão ali exercendo a profissão, antes de mais nada. Talvez numa mesa de bar ouvíssemos opiniões um pouco diferentes… Aposto nisso.

Mas é certo que, mesmo sendo jornalista, e dos bons, há espaço pra defender a palestrinidade sem medo de ferir os princípios do jornalismo. Exemplo é o Mauro Beting, o primo do Erich. 

Mauro escreveu dois textos sobre o famigerado lance do Beira-Rio, Recursos e Recrutas Eletrônicos, e Erros Desumanos. No primeiro, depois de repudiar com afinco a interferência externa no resultado, terminou dizendo:

Revendo o lance, a reclamação de muitos palmeirenses é válida: antes de enfiar o braço na bola, Barcos é agarrado por Índio. Seria pênalti. Como vários semelhantes acontecem. E raramente são marcados. Com ou sem televisão.”

Já no segundo, foi categórico: 

arbitragem brasileira erra na mão indiscutível de Barcos. Erra ao não marcar o discutível agarrão de Índio antes do toque de mão. Erra ao aceitar a interferência escamoteada da televisão para ver o que o mau árbitro em má fase não viu, e o que assistente adicional não assistiu e não adicionou.

O erro maior é se basear na ajuda ilegal. É fora da regra e de propósito e do espirito de isonomia do esporte aceitar o recurso eletrônico. Ainda que seja para evitar erro capital.

(…)

O que não pode é justiceiro fazendo justiça arrepiando a lei. Milícias de apito reinando na anarquia. International Board não liberou o uso das imagem na interpretação da regra do jogo. E faz muito bem. Muitos lances não têm definição depois de dias de discussão. Muitos deles são interpretativos. Não existem máquinas capazes para discernir e analisar intenção (no caso de mão na bola) ou uso de força excessiva, imprudência ou temeridade para a marcação de infrações. Mesmo impedimentos precisam ser interpretados quanto à influência do impedido na jogada.

Apenas bola fora ou dentro da meta é fato. Ainda assim discutível a olho (ou coração) humano.

O debate deve permanecer. Até pelo avanço tecnológico. O que não pode é o combate à regra com artimanhas ilegais e não disponíveis em todos os jogos do campeonato.

Algo que nem precisaria ser discutido. Como a reclamação de quem quer validar um gol irregular.

Erros não justificam outros. Por mais doloridos que sejam.

A discussão maior não é mais a respeito de um grande erro de fato. É o grave erro de direito cometido para arrumar o errado. Não é saber se o Inter será prejudicado ou o Palmeiras ajudado. É evitar que o futebol como um todo seja mais uma vez lesado. Não é a pequena fotografia do lance. É o grande quadro do futebol.

Taí um palmeirense jornalista. Sem medo de errar, e não errou, abordou a questão pelo lado jornalístico sem esconder a visão palestrina da questão. É tão difícil assim? 

Realmente não sei dizer. Afinal, não sou jornalista, sou advogado. Um palmeirense advogado.

AVANTI PALESTRA! PRA CIMA PALMEIRAS!

A Noruega, Guantánamo, o Brasil e o gol de Barcos*

ethos de uma sociedade costuma se exprimir de várias maneiras, mas fica especialmente visível quando ela precisa lidar com situações extremas. É nos momentos de resolução de problemas que uma sociedade responde ao mundo o que rege seu comportamento.

Vejamos alguns exemplos recentes. Quando o terrorista Anders Behring Breivikmatou mais de 70 pessoas em Oslo e na ilha de Utoya, a Noruega ficou traumatizada. Um amplo debate se seguiu a respeito do que fazer com Breivik, mas a Noruega decidiu simplesmente aplicar a lei. Breivik foi condenado a 21 anos de prisão, a pena máxima, que pode ser convertida em perpétua à medida que a justiça, de tempos em tempos, se reunir para decidir se ele representa ou não risco à sociedade. Muitos comentaristas não-noruegueses se indignaram com pena curta, mas a Noruega conseguiu retomar a normalidade sem mudar as leis de forma casuística, tornando-as mais severas, ou adotar chicanes para ampliar a pena do terrorista. Como disse o primeiro-ministro Jens Stoltenberg, Breivik falhou, pois não conseguiu o que queria: mudar a Noruega.

Os Estados Unidos lidam de forma diferente com terroristas (e supostos terroristas). Hoje, o país onde a maioria dos políticos defende a exportação do ideal de liberdade e democracia, mantém detidos, sem julgamento e muitas vezes sem provas, alguns acusados de terrorismo. Hoje, diz-se, eles são mais torturados. Há críticas a Guantánamo, mas os EUA convivem tranquilamente com esta situação. Tudo em nome da segurança. Nada de novo para um país que destruiu reputações, carreiras, famílias e vidas de cidadãos americanos em nome do combate a uma ameaça que não existia: a implantação do comunismo nos Estados Unidos.

A sociedade brasileira está, de forma inequívoca, no campo dos Estados Unidos. Em temas sérios ou supérfluos, vale tudo em nome de uma causa maior. Foi assim em 2011, quando a Justiça decretou a ilegalidade da operação Satiagraha da Polícia Federal. Em nome do combate à corrupção, defendia-se que uma das instituições cujo dever máximo é proteger a lei descumprisse essa mesma lei para punir os supostos criminosos. É assim quando a Polícia Militar mata suspeitos. Em nome da segurança, sobram vozes para defender execuções ilegais, cometidas por policiais. No Brasil, chega-se ao cúmulo de eleger candidatos que defendem essas práticas.

Ainda que as dimensões sejam completamente diferentes, a mesma lógica vale para o gol anulado de Barcos, do Palmeiras, contra o Internacional. Não há dúvidas de que houve uma ilegalidade. Ela é flagrante e condenável. Ainda assim, caso seja confirmada a suspeita de que o árbitro Francisco Carlos do Nascimento teve ajuda externa (o que não é uma novidade nem para ele nem para o futebol brasileiro) estaremos diante de um caso semelhante. Caso tenha feito isso, o árbitro simplesmente resolveu modificar as regras do futebol para, ilegalmente, anular o gol ilegal. Ao contrário do que muitos dizem, isso não é justiça. É “justiçamento”.

Como mostrou Fernando Graziani, provas obtidas de forma ilegal não são válidas no Brasil. É assim para evitar perseguições, garantir que a lei seja uma só para todas as pessoas, enfim, para impedir o caos. Tão mais grave é a ajuda externa diante da validação do gol ilegal que o Código Brasileiro de Justiça Desportiva diferencia os dois. O primeiro é um erro de fato, ao qual qualquer árbitro está sujeito e que faz parte do futebol. O segundo é um erro de direito que, como diz o § 1º do artigo 259 no CBJD, pode anular uma partida se for “relevante o suficiente para alterar seu resultado”.

Diante da política ou da violência, o futebol é um assunto menor. O episódio ocorrido no Beira-Rio, no entanto, serve para mostrar como, no ethos da sociedade brasileira, está a selvageria. Em qualquer tema, há sempre uma turma messiânica, pronta a pegar em tochas e garfos de feno para, em nome de uma determinada causa, queimar bruxas e sacrificar qualquer coisa. Isso ajuda a mostrar por que, lamentavelmente, estamos tão longe der ser uma democracia liberal como a da Noruega.

* Texto de José Antonio Lima, no Blog Esporte Fino.

Era isso que eu estava tentando escrever e argumentar nos últimos dias, mas não tive capacidade pra fazê-lo.

Assino embaixo.

Sobre a suspensão dos pontos do jogo contra o Inter, não é motivo para nenhuma comemoração. Trata-se de uma medida preventiva e protocolar, significa apenas que a reclamação do Palmeira foi aceita, porque foi realizada no prazo e forma regulamentares, e agora será analisada em seu mérito. Não é, como pintaram por aí, indício de que o Palmeiras sairá vencedor nessa disputa.

Mas nós metemos o asterisco na Tabela. Já não era sem tempo que o Palmeiras adotasse uma medida enérgica e drástica, do time que todos os anos é o mais prejudicado e o menos beneficiado pelos erros de arbitragem. É pra acabar de uma vez por todas com esse papo hipócrita de que juiz erra pros dois lados. Só se for dos 2 lados que a CBF quiser.

Num futebol comandado por uma entidade privada putrefata, com interferência direta de um tribunal não menos privado que tem em suas bancadas verdadeiros torcedores, em sua imensa maioria, dos times do Rio de Janeiro, chega de deixar barato.

Hoje o Palmeiras estaria pelo menos na 13ª posição, pra não falar 9ª, não fossem os infindáveis erros de arbitragem cometidos contra o clube.

Não vi nenhum dos ilustres comentaristas que chamam o Palmeiras e Barcos de hipócritas, defender, por exemplo, que o jogador do Cruzeiro deveria ter confessado que o pênalti marcado sobre ele, na verdade, tinha sido fora da área. Isso sim é hipocrisia. Porque o juiz só pode interferir no resultado contra o Palmeiras mas quando é a favor, parece até caso de crucificação?

Num universo sujo e imundo como o futebol deste país, querer que só o Palmeiras se comporte como coroinha, como o honestinho, devia ser motivo de vergonha alheia. Depois, o Palmeiras só está buscando os seus direitos, como muito bem defendido no texto acima.

E só lamento por quem pensa diferente.  

AVANTI PALESTRA! PRA CIMA PALMEIRAS! 

Hipocrisia?


Vergonha Sem Fim

Leiam a Súmula do jogo do último sábado, que relatou que “nada houve de anormal” durante a partida.

Leiam a entrevista de Aristeu Tavares, responsável pela comissão de arbitragem.

Leiam, agora, a entrevista de Barcos, na qual ele revela que o delegado da partida, Gérson Baluta, se vangloriava de ter prejudicado o Palmeiras.

Pois bem, vamos aos fatos. Em detalhes.

R2 – Gremio x Palmeiras: Penalti absurdo não marcado em Henrique. 1 ponto perdido.

R3 – Sport x Palmeiras: gol mal anulado do Palmeiras, 1 ponto perdido.

R5 – Palmeiras x Vasco: penalti não marcado para o Palmeiras, 2 pontos perdidos.

R13 – Cruzeiro X Palmeiras: 2 gols do Cruzeiro irregulares, 3 pontos perdidos.

R17 – Palmeiras x Flamengo: gol do Palmeiras em impedimento, 2 pontos ganhos.

R18 – A/GO x Palmeiras: penalti não marcado, 1 ponto perdido.

Esses dados são os considerados pelo Placar Real, que não computou o assalto contra o Bahia, em que tivemos 1 penalti não marcado e 1 penalti que não aconteceu pro Bahia (+3 pontos pro Palmeiras e – 3 pontos pro Bahia), a expulsão vexatória do Luan no jogo ontra os Gambás, o jogo contra o Inter, entre outras. Há, ainda, outros jogos em que o Palmeiras foi favorecido pelo arbitragem, mas como não houve interferência no resultado do jogo, também não estão sendo computados aqui.

Considerando apenas os lances que foram identificados pelo, até onde se sabe, isento, Placar Real, o Palmeiras estaria hoje em 13.o lugar, com 38 pontos.

Ao se admitir que o placar do jogo contra o Inter tenha influência direta e imediata das imagens de televisão, por uma questão de equidade, muito antes de pedir a anulação daquele jogo, o Palmeiras teria direito que os pontos perdidos para Grêmio, Sport, Vasco, Cruzeiro e A/GO lhe fossem creditados depois de constatados os erros de arbitragem, correto?

Errado, senhores, porque o futebol é comandado por gente do naipe de Aristeu Tavares, pra quem um dos times mais prejudicados de todo o campeonato estaria, “agora”, tentando, talvez por desespero, mudar o foco.

Curiosamente, a Súmula do jogo, elaborada pelo juiz cujo chefe é o senhor do parágrafo acima, que ficou interrompido por 6 minutos por conta do famigerado lance atesta que nada houve de anormal. Como pode um gol ser primeiro validado, e vários minutos depois invalidado, e nem uma linha de explicação sequer consta do relato do juiz?

A resposta fica óbvia quando se lê o relato do tom de deboche com que o delegado da CBF, um sujeito que deveria ser imparcial e neutro, se dirigiu a um integrante da comissão técnica do Palmeiras, o clube que mais títulos venceu no País…

Mas isso é assim desde que o mundo é mundo. “O mundo do futebol é imundo”, e vai continuar sendo assim sempre. Faz parte do contexto, e prevalece quem sabe dançar a música, ou quem sabe se esquivar dela.

O que salta aos olhos é que, tivesse a diretoria do Palmeiras, ao menos uma vez, se portado com o mesmo brio e amor ao clube que Alexandre Kalil que, ao menor sinal de prejuízo ao Atlético, virou um bicho selvagem, talvez não estivéssemos nessa situação. Talvez não tivéssemos perdido mais de uma dezena de pontos por erros ridículos – pra não dizer propositais – de arbitragem. Talvez não tivéssemos todo tipo de absurdo praticado contra o clube dentro de campo, na beira do campo, nas tribunas de julgamento, etc…  

Um clube do tamanho do Palmeiras, com um currículo invejável de conquistas e glórias, jamais poderia ter sido entregue às mãos de gente tão pouco afeita ao mundo da bola. Culpa não só de quem é eleito, mas de quem elege também.

Quem sabe já nesse próximo pleito presidencial, ainda que indireto, essa gente que tanto mal faz pra instituição seja posta em seu devido lugar e com isso volte o Palmeiras à sua posição de maior expoente do futebol nacional.

Só assim termina essa vergonha sem fim, não do Palmeiras, mas do que fazem do clube a cada novo dia.        

AVANTI RENOVAÇÃO! 

Inter 2 x 1 Palmeiras – BR12

O Palmeiras foi vergonhosamente prejudicado na tarde de hoje. O gol de empate que garantia ao Palmeiras continuar a 4 pontos de escapar da degola, foi validado pelo juiz, pelo árbitro atrás do gol e pelo bandeirinha. Só foi anulado depois que uma repórter de campo anunciou ao delegado da CBF que a bola havia desviado na mão de Barcos, que falou pro quarto árbitro, que chamou o juiz, que anulou o gol.

Acontece, senhores, que essa não é a primeira vez que isso acontece com o Palmeiras. Pra quem não se lembra, vejam o post a respeito do empate do Palmeiras com o Galo na Copa Sulamericana de 2010, aqui. Na ocasião, assim comentamos aquele jogo maldito:

É natural de todo torcedor fanático reclamar de arbitragem. Muitos jogos são decididos em lances duvidosos, irregulares, mas via de regra, não são decorrentes de má-fé. Jogo rápido como o futebol, é até natural que o juiz e seus auxiliares errem eventualmente, em lances duvidosos.

Mas hoje, a história é outra. E é triste. É doído ver uma safadeza com a de hoje que aplicaram sobre o Palmeiras, é de indignar os mais calmos. O Palmeiras foi simplesmente OPERADO em campo.

Não importa se o Lincoln estava ou não impedido. O que importa é que o bandeirinha não marcou. Correu pra linha de fundo. Se posicionou na linha de fundo, a bola já estava na marca de cal e, aí, sem a a menor explicação, o penalti foi anulado. Como assim? Como?

Quando até o Gambánet reconhece que o Palmeiras foi assaltado, não tem discussão… “Com 20 minutos, surgiu o personagem que seria o grande protagonista da partida: o árbitro Marcelo de Lima Henrique. Primeiramente, Lincoln invadiu a área e foi derrubado por Jairo Campos. Com convicção, o juiz apontou a marca da cal e deu a penalidade para o Verdão.

Porém, após alguns instantes, ele inverteu a marcação, dando impedimento de Lincoln na jogada. O detalhe fica por conta de que o auxiliar, em nenhum momento, ergue a bandeira assinalando a irregularidade.

Sete minutos depois, veio a cereja do bolo. Cruzamento na área do Palmeiras e Obina desaba ao passar por Márcio Araújo. Com a mesma certeza que havia marcado o pênalti em Lincoln, o árbitro novamente marca a infração. Os jogadores do Palmeiras reclamaram muito pois, claramente, Araújo não esbossa[sic] reação alguma sobre o atacante do Galo que justificasse a marcação.”

Precisa falar mais? Não, né?

Desnecessário escrever novamente tudo isso, o post daquele jogo serve pra hoje como uma luva. O que impressiona é que aquele jogo aconteceu há exatos 2 anos, no dia 27/10/10. E, 2 anos depois, o Palmeiras ainda não aprendeu a se proteger desse tipo de assalto a mão armada. Com o ponto perdido hoje, sobem para 11 os pontos que perdemos na conta da arbitragem. Hoje, teríamos 43 pontos e estaríamos tranquilos na primeira página da tabela.

Pois está ai: se chegarmos no dia 03 de dezembro e o pior tiver acontecido, isso se não antes, aí quero ver tiozinho vir falar que caímos porque fomos prejudicados pela arbitragem. Ocorre que, ao invés de fazerem como Kalil, os que comandam o Palmeiras, medíocres que são, incompetentes que são, omissos que são, vão mandar uma merda de um ofício que vai pro quadro de piadas daquele antro que comanda o futebol do país.

Saibam, senhores Frizzo, Tirone, e companhia limitada, o Palmeiras é roubado assim por culpa de vocês, que não tem trânsito nenhum na CBF, na Comissão de Arbitragem, com os outros cartolas, nem na FPF, que vocês tiveram a capacidade de faltar na reunião. Tenho nojo do que vocês fizeram com o Palmeiras. Se tivessem um pingo de vergonha na cara, jamais pisariam de novo no clube.

Sem mais. A derrota do Sport e o empate do Bahia, o quarto seguido, ainda nos deixam com chances. São 5 pontos pra buscar, de 15 pra jogar.

Eu acredito!

PRA CIMA PALMEIRAS! AVANTI PALESTRA!

 

Tem Jogo! Inter x Palmeiras – BR12 R33

Com freguesia de 15 anos no Beira-Rio, Palmeiras faz a viagem mais difícil do Brasileiro.

Com exemplos no passado, Inter quer aproveitar Palmeiras ‘irresponsável’.

Contra degola, Verdão precisa dobrar pontuação da reta final no 1.o turno.

É com essas manchetes que subiremos a campo contra o Inter no jogo deste sábado, em Porto Alegre. Voltamos à cidade em que, há 4 meses atrás, contrariando a opinião de 15 entre 10 ‘cronistas esportivos’, iniciamos a escalada definitiva rumo ao título da Copa do Brasil.

Na ocasião estas eram as manchetes que líamos à véspera daquele 13 de junho de 2012:

Palmeiras sonha em afastar crise na semifinal contra embalado Grêmio. 

Então, manolo… o script é sempre o mesmo. Essa imprensa imunda retratando o Palmeiras como se fosse time pequeno. Só que sempre esquecem que aqui tem camisa e quando menos se acredita no Verdão, é nessa hora que o bicho pega…

Que isso nunca mude. Dessa corja dominante na imprensa esportiva não quero nada. Continuem desdenhando, porque aqui É PALMEIRAS!

2×1 Palestra, e o churrasco do Bracos vai ser no Sul!

Pra cima dos Gaúchos! 

PRA CIMA PALMEIRAS! AVANTI PALESTRA!

Millonarios 3 x 0 Palmeiras – Sulamericana 12

Que me desculpem os que pensam diferente. Apesar de odiar ver o Palmeiras perder, foi melhor assim.

Temos mais o que fazer senhores. Enquanto Bahia, Ponte Preta, Sport, Figueirense, Flamengo e Portuguesa descansaram durante a semana, foi lá o Palmeiras se meter num avião pra Colombia pra disputar um torneio que, quando muito, nos renderia uns trocados e a mesma vaga pra Libertadores 13 que já temos? Qual o sentido disso?

Alguns disseram, com certa razão, se tratar de um título internacional, ou que o Palmeiras sempre ter que entrar pra ganhar tudo. Assinaria embaixo. Mas, temos que ser realistas, não estamos em 1999, quando o time disputava ao mesmo tempo, a final do Paulista e da Libertadores, as fases decisivas da Copa do Brasil e da Sulamericana e ainda o campeonato Brasileiro, e mesmo assim ganhamos “só” a Libertadores…

Em 2012 a realidade é absolutamente outra. Os sacrifícios pela conquista da Copa do Brasil estão cobrando a conta agora, com o time tendo que fazer campanha de campeão pra não jogar a série B em 2013. Nesse contexto, não há como se acomodar a disputa de um torneio como a Sulamericana.

Imaginem entre os jogos de Botafogo, Fluminense e Flamengo, o Palmeiras ter que enfrentar o Grêmio duas vezes, uma no Sul, jogando com titulares, com os gaúchos sedentos por uma vingança pela Copa do Brasil? Qual a necessidade de passarmos por esse tipo de disputa agora?

Por isso, senhores, por mais irritante que tenha sido, ouso dizer que foi melhor assim.

Pra cima dos gaúchos do Inter.

PRA CIMA PALMEIRAS! AVANTI PALESTRA! 

Oração do Bonde do Imenso

Senhor Deus Pai todo poderoso…..
Sei que o Senhor sabe das nossas aflições…
Sei que sabes dos nossos esforços e até entreveiros por conta do nosso objetivo maior….
Nesse momento em que a angústia nos atormenta, eu te peço ó Pai!
Iluminai nos, iluminai nosso treinador, iluminai nossos jogadores
Pai, prometemos aqui, os seus servos, que em DEZEMBRO, todo
esse BONDE que vos suplica estará presente em Aparecida do Norte
para mais uma vez agradecê-lo e glorificá-lo.
Que assim seja…
Amém!

Por Rogério Fumo, bondista e palestrino de coração.

PRA CIMA PALMEIRAS! AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 2 x 0 Cruzeiro – BR12

Para desesperos dos incrédulos, os 9 pontos que separavam o Palmeiras da zona de conforto hoje são “míseros” 4. 

Míseros, obviamente, em relação aos 9 pontos de duas rodadas atrás, mas ainda é ponto pra caralho…

O que importa é continuar ganhando, ou pelo menos somar pontos em cada uma das últimas 6 partidas que nos restam. 

3 notas rápidas: Barcos MONSTRO! Que alegria poder contar com Wesley novamente. E Assunção sem palavras, puro coração.

Vamos de Tinoco, sal grosso, Robério de Ogum e o que mais estiver à disposição até o fim! Chegaremos lá! PORQUE AQUI É PALMEIRAS!

E na onda da mandinga, sem ficha técnica e vídeo dos lances do jogo. Única imagem de Araraquara que deve ser registrada é essa aqui:

[http://www.youtube.com/watch?v=3KBFvvjn4g0]

PRA CIMA PALMEIRAS! AVANTI PALESTRA!

Tem Jogo! Palmeiras x Cruzeiro – BR12 R. 32

Eu dizia aqui, no último post, que o Palmeiras deu um pequeno passo em direção à redenção, mas um passo gigante para restaurar a força da camisa verde mais imponente do mundo.

Faltava uma vitória improvável para o time deslanchar e ela veio, contra quase todas as expectativas. Daqui pra frente a camisa verde e o P estampado no peito estão no comando. Só nos resta torcer. E acreditar.

De novo, nada de escalação. aliás nem mesmo imagino quem vá jogar. Melhor assim. Espero 11 HOMENS em campo, que honrem a camisa e lutem sem parar. Palpite é de 2×1, roubado, devolvendo a gentileza do primeiro turno. Nada mais justo.

PRA CIMA PALMEIRAS, AVANTI PALESTRA!

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