PorcoNews n. 74

PorcoNews voltando depois de uma breve pausa. E hoje só tem um assunto. Ou quase. Afinal, é a Edição 74. Como em mil novecentos e 74. Ano que afundamos os Gambás malditos. Passe de Leivinha, gol de Ronaldo, 1×0, e pode botar 21 anos na fila… Tem mais disso aí e muito mais no PorcoNews de hoje, mais um especial do Bem x Mal.   

PENDRIVE

O zagueiro Chicão, da imundicie, disse que iria estudar o Pirata num pendrive. Segundo a matéria, o Gambá costuma gravar videos dos seus adversários pra entregar aos juizes auxiliarem no esquema, digo, aos jogadores para que eles vejam os pontos fortes dos outros times. O trouxa do zagueiro Gambá podia baixar uma foto da Juanita, a bola esquerda do meu saco, porque do Barcos ele não vai ver nem a cor. Pode apostar: O Pirata guarda 2!

VALDIVIA

Se tem alguém que deve estar atravessado pra pegar os Gambás é o camisa 10. No ano passado, o Mago se machucou quando fazia sua melhor atuação desde que voltou pro Verdão, e no último jogo contra os imundos foi expulso absurdamente pelo Seneme. Agora, o Mago teve uma semana pra descansar e só pensar nos Gambás. Se o Palmeiras estiver ganhando, vai dar pena do Jorge Henrique e do Chicão… Sobre este último, vamos ver se ele é homem de palavra

 BAIXA OU MIGUÉ?

 Diz a imprensa que Daniel Carvalho não terá condições de jogo. Pode ser verdade ou pode ser que o Bigode esteja escondendo o ouro. A conferir.

PARPITES V!

Já deixou seu palpite do jogo no Verdazzo!? Vale uma biografia do Marcão!

CONVOCAÇÃO

A foto é do Forza Palestra! Leio o texto do post e já começo a olhar pro relógio… chega logo, domingo, porra! Peço licença ao Barneschi pra reproduzir aqui essa poesia:

Domingo, 25.03.2012. Seremos 2.000 guerreiros de alma verde na cancha municipal. Todos prontos para a guerra. À enorme nação palestrina que ficará do lado de fora, deixo a garantia de que lutaremos por vocês. Seremos a voz dos muitos milhões que gostariam de estar naquele pequeno espaço de arquibancada em meio às fileiras inimigas. Seremos poucos e bons, e lutaremos até o fim. Pela honra alviverde. Pela nossa camisa. Pela história. Pelo futebol.

A história pesa, senhores. A história nos precede, nos apresenta e nos fortalece. A história vai a campo. A história joga. A história decide. Quando surgir no gramado o alviverde imponente, junto estarão as grandes vitórias conquistadas em quase um século de história. Elas também jogam.

2.000 guerreiros de alma verde. Seremos os representantes de toda uma nação. Em alma, em espírito e na voz que haverá de se fazer ouvir na cancha municipal. Seguiremos juntos, desde a nossa casa até o Pacaembu. A pé. E assim voltaremos para a casa que construímos e que simboliza a nossa história.

Aos 11 que vão a campo, só um pedido: “Que honrem a camisa e lutem sem parar”. Nós lutaremos juntos!

Nesse bonde eu vou! Só falta arrumar o ingresso, kkkkkkk. Meio dia na Turiassu pra conseguir o ticket e depois, pé no asfalto até o Pacembu buscar 3 pontos e assistir mais uma surra na freguesada fiel.

MAIS QUE UM CLÁSSICO

E pra concluir sobre o Derby, me permito mais uma vez reproduzir o Mais que Um Clássico, pra que não venha Gambá dizer que o jogo deste domingo não vale nada:

 Ontem li no Facebook de um gambazão que nós estávamos falando desse jogo do próximo domingo como se valesse título. Discurso típico de derrotado é esse tal de  “não vale nada”.Palmeiras e Gambá vale TUDO. Senão vejamos:

1917 – O PRIMEIRO JOGO

Foi em 06 de maio de 1917. Os Gambás estavam invictos há 25 jogos e três anos, mas toda boa freguesia começa com um cartão de visitas: 3×0, no Palestra e pro Palestra, 3 gols de Caetano. Logo de cara, já se criou um dos mitos desse clássico: o Palmeiras ter um mesmo jogador marcando 03 vezes contra os Gambás em um único jogo. Feito este repetido por jogadores como Imparato, Magrão, Cristiano e Obina, e superado apenas por Romeu Pelicciari (feito que logo adiante vamos registrar).

1920 – O PRIMEIRO PAULISTÃO

Em sua coluna do 3vv, o Jota Christianini, um acervo histórico ambulante do Palmeiras, conta que desde a fundação do Palmeiras em 1914, a obsessão do clube era a conquista de um título paulista, feito que por pouco não ocorreu nos idos de 1917 e 1919.

Foi em 1920 que teve início a freguesia, justamente na conquista do primeiro paulistão pelo Verdão. O Palestra e os Gambás terminaram empatados com 26 pontos o campeonato. Embora o Verdão tivesse apresentado a melhor campanha, o regulamento determinava um jogo extra para determinara o campeão.

Diz o Jota que os relatos da época dão conta de que a cidade parou em razão da decisão. Não se falava me outra coisa, a Federação da época subiu o preço dos ingressos. E no fim das contas, prevaleceu a lógica: 2×1 Palestra, e o nosso primeiro título paulista faturado em cima da gambazada.

1933 – A MAIOR SACOLADA

Em agosto daquele ano, o Palestra já tinha ido na Fazendinha e sapecado 05 no lixão. Agora, era a vez da favela vir até o Palestra. O jogo foi no dia 05 de novembro de 1933.  Um domingo qualquer, mas como nenhum outro, como conta o Jota. Logo de cara, Romeu Pelicciari guardou três, isso ainda no primeiro tempo. Começa o segundo tempo e com menos de um minuto, Gabardo faz o quarto. Aos 7, Romeu faz o seu quarto gol no jogo, feito até hoje jamais repetido. Basta? Não, senhor, mais 03 gols de Imparato pra fechar o caixão. 8×0! OITO!

Dizem que a torcida dos Gambás invadiu a sede do clube e teve quabradeira e até incêndio. O presidente e o diretor de futebol dos Gambás “caíram” depois da partida.

1974 – SAIR DA FILA, AQUI NÃO!

Os Gambás já estavam 20 anos sem título. O último foi ganho justamente contra o Palmeiras, em 54, num jogo que acabou 1×1. Eis que mais uma vez os dois clubes iam decidir o Campeonato Paulista. 22 de dezembro de 1974, a confiança da Gambazada era imensa, tanto que a imensa maioria dos mais de 120 mil pagantes, maior público do clássico, era de favelados.

Mas, em cima da gente, rival não sai da fila. 24 minutos do segundo tempo, bola passada por Leivinha

(como o próprio Leiva contou pra mim, pro Guina e pro Saleta) para o gol de Ronaldo, calando todo o lixão. 1×0, pro Verdão e os palmeirenses do Estádio gritavam: Zum Zum Zum, é 21!

Dizem que um certo empresário de calçados da Zona Leste tinha mandado fazer 100 mil camisas do suposto título paulista. Imagino que fogueira bonita que devem ter virado…

1993 – SAIR DA FILA, AQUI SIM!

Essa eu posso contar sem recorrer aos historiadores! Sábado nublado, 12 de junho de 1993, dia dos namorados, finalíssima do Paulistão. Já se iam quase 17 anos desde que o Palmeiras tinha sido campeão a última vez, em 76.

O time com Sérgio, Claudio, Antonio Carlos, Tonhão e Roberto Carlos, Daniel Frasson, Mazinho, Zinho e Edilson, Edmundo e Evair havia sido derrotado uma semana antes por 1×0, jogo do “gol porco”.

O palmeirense tava com sangue nos olhos. Jogo do mais tenso até que, aos 41 do primeiro tempo, a bola vinha sendo conduzida pelo Edmundo, falta nele do henrique, o juiz deu vantagem, a bola sobrou pra Evair que achou Zinho na entrada da área, chute colocado, mas sem muita força, e abola foi devagarinho, quase como se os segundos durassem horas, rolando bem pro canto direito do gol de Ronaldo, quase rente à trave… GOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLL!

Bom, o resto vocês já sabem (e eu não consigo não ir às lágrimas quando vejo esse vídeo e o Silvério dizendo – E agora eu vou soltar a minha voz!):

1994 – BICAMPEÃO PAULISTA – DE NOVO EM CIMA DELES

O Palmeiras já tinha sido campeão no meio daquela semana, mas o último jogo era justo contra os vira-latas. Não era final, MAS ERA FINAL! Ganhar o título e perder pros Gambás não teria o mesmo sabor. Ainda bem que aqui é Palmeiras e mais uma sapecada pra cima deles:

Detalhe pro Gato Fernandez no vídeo AHAHAHAHAH

1994 – ATÉ BRASILEIRO

A rivalidade entre Palmeiras e Gambás nunca tinha sido posta à tão árdua prova (até então), do que em 1994, quando os dois times disputaram a final do Campeonato Brasileiro. E, de novo, sobramos em campo. 3×1 no primeiro jogo, show de RIvaldo e 1×1 no segundo, garantiram o bi-brasileiro em cima dos cachorro, mais um feito que eles nunca conseguiram…

Narração do segundo gol é do bosta do Galvão. Mas o RRRRRRRRRRRRRRRRRRRIvaldoooo é da hora!

1996 – PAULISTÃO

O time dos 102 gols, a segunda maior máquina de fazer gols, segundo a VW, 

também não deixou barato pra Gambazada e castanhou 3×1 neles, num jogo pra lá de inusitado:

O primeiro gol aos 40 segundos de jogo, e a comemoraçao mais esquisita já vista, protagonizada pelo Djalminha. 2×0 num golaço do gago Júnior, que também não deixou barato e foi dançar o Tchan. Djalminha e Edmundo foram expulsos, um a menos pra cada lado (isso, aliás, não teve nada de inusitado…). e o terceiro gol do Palmeiras foi num cruzamento de Cafu para Célio Silva deixar o dele, contra…

O Palmeiras é desde então e até hoje, o time que mais gols marcou numa edição do Campeonato Paulista.

1999 – LIBERTADORES I

São nas batalhas mais épicas que surgem os verdadeiros ídolos. Se essa frase tem alguma verdade, a prova dela se chama Marcos. Ele que, de terceiro goleiro, foi alçado à titular exatamente nas quartas-de-finais da Libertadores da América, obsessão alvi-verde que dias depois se tornaria realidade. Ele que, de umdesconhecido camisa 12, tornou-se São Marcos, o goleiro dos maiores milagres antes vistos, o maior goleiro do Mundo.

Primeiro jogo, 2×0 pro Palmeiras, numa das atuações mais impressionantes de um goleiro. Surge o ídolo:

E no segundo jogo, 2×0 pra eles, e aí, cobrança de penaltis, surge o Santo:

O Palmeiras, quatro jogos depois, conquistaria a América.

2000 – LIBERTADORES II

Novamente, o Bem e o Mal se cruzam na Libertadores. Dessa vez, semi-final. Quem ganhasse pegaria o Boca na final. E lá fomos nós… primeiro jogo, 3×1 pros caras, o Palmeiras consegue empatar e num lance dos mais cagados, os Gambás fazem o quarto gol no fim do jogo.

Na semana seguinte, o Palmeiras tinha que ganhar por 2 gols. Vitória simples levaria aos penaltis. E o juiz, pra quem não lembra, era o Edilson, só pra piorar.

O vídeo do Gabriel Santoro no youtube descreve bem melhor do que quaisquer palavras o que foi o chamado jogo do Século:

Mais uma vez, o Palmeiras superava os morféticos na Libertadores.

ESPECIAL – VALDÍVIA

Nunca um jogador incorporou tanto o espírito do torcedor quando se trata de um Palmeiras x Gambá. O Mago entendeu que o torcedor gosta de ver eles sendo humilhados, judiados sem dó. E assim o foi, sempre que El Mago enfrentou a favela:

Eu dava um braço pra ver ele entrando amanhã! Ia ser do CARALE-O! Quem sabe não brilha uma surpresa ai…

E esses são apenas os mais marcantes de todos os outros jogos em que entram em campos o Palmeiras e o Gambá. Nunca não valerá nada. Nunca.

No ano passado, o Palmeiras vinha de 03 anos sem perder pros favelados e acabou perdendo duas vezes, e só não venceu o jogo que terminou empatado porque, pra variar, fomos assaltados pela arbitragem.

Amanhã, Antonio Rogerio Batista do Prado, juiz de Campinas, será o encarregado do apito. Fica esperto, mano!

E nunca tivemos com tanta chance de espantar de vez a má fase dos últimos dois anos do que no jogo deste domingo, em que nem mesmo a galinhada tá abusando da sorte: dos 18 mil ingressos que tinham sido vendidos até sexta-feira, 15 mil foram pro Palmeiras.

Sempre vale alguma coisa. Pra nós, a paz que há muito anos não se via. Pra eles, um folegozinho pros jogadores e comissão técnica. Depois do vexame de quarta-feira, uma derrota pro Palmeiras, especialmente se for expressiva, vai custar várias cabeças…

Então, gambazada, não vale nada é o caralho! Contra vocês, vale tudo sempre!

Pode preparar a sacolada pra amanhã!

Pena que, como os Gambá vão de Kombi pro Pacaembu, não vai dar pra ver aquela cena típica de quando eles enchem o Tobogã: é o retrato exato de Serra Pelada!

AVANTI PALESTRA!

VALEU, NAZARENO!

Faleceu hoje, aos 80 anos de idade, Chico Anysio o pai de tantos e tantos personagens de humor que quem tem mais de 30 costumava ver às noites de sábado na TV. O meu favorito, Nazareno, serviu até de ilustração para um dos posts aqui do Maluco. O Chico era palestra. A foto aí não deixa mentir. A diretoria do Palmeiras irá homenagear o Chico, no jogo do domingo. Segundo o Mondo Palmeiras, dá onde eu emprestei a foto, os jogadores irão entrar em campo pra pegar os Gambás com os nomes dos personagens do Chico na camisa. Se o Daniel Carvalho for jogar, com certeza ele entra com a camisa do Seu Boneco! KKKKK

Valeu, Nazareno! E pode deixar que nós vamos mandar a galinhada ficar CAAAAAAAAAALAAAADAAAAA!

 AVANTI PALESTRA!

Publicado em 23/03/2012, em PorcoNews. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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