Não Tem Explicação!?

Eu sei o que é. Você também. Estamos acostumados. Vivemos isso desde os primórdios. Aquela inexplicável vontade de estampar o manto alvi-verde no peito e sair pra rua: “Sou Palmeiras!”. E é sempre que possível. E até quando não é possível, o verde acaba predominando na gravata, na meia, na camisa social, na bermuda, mas está ali presente.

E passa a ser uma coisa que a gente começa a reparar na rua. Dificil passar um dia sem avistar outro palestra pelas vias, desfilando a nossa camisa verde, amarela, azul, ou branca – sem qualquer referência as cores da bandeira nacional, é claro. Pra mim é quase uma obsessão. Eu, que todo santo dia vou pro trabalho, com a minha mochila do Verdão nas costas, fico procurando outro maluco que vai estar pela rua, orgulhoso, carregando o manto no peito, nas costas, na cabeça e, principalmente, no coração.

Sair do estado de São Paulo sem pelo menos 03 camisas do Palmeiras? Nem pensar. E contar quantas camisas do Verdão a gente vê nos outros estados é quase uma obrigação. As minhas últimas férias eu passei assim, na foto ao lado. Mas nada disso é novidade pra você, palmeirense como eu.

Mas e para os outros? Como será que é pra um torcedor de outro time ver os palestras sempre estampando no peito o orgulho que é ser palmeirense, todo santo dia?

Finalmente poderemos descobrir: essa dica é do Felipe Giocondo, um dos palestrinos que mais se empenhou pra tornar realidade a procissão de São Marcos, um dos que arregaçaram as mangas e fizeram acontecer, junto, é claro, de muita gente que dedica muito do seu tempo pelo bem da SEP.

O trecho a seguir foi retirado do Boteco do Edu, blog do @edugoldenberg, carioca, Flamengo (como ele se auto-definiu) e que basicamente tem de tudo, de futebol a receitas culinárias, música, política e por aí vai.

Eis que, de maneira muito talentosa, o blogueiro fluminense se põe a tentar explicar aquilo que, segundo ele, seria um fenômeno: a camisa do Palmeiras perambulando pelas ruas cariocas todo santo dia. Vou tomar a liberdade de separar alguns trechos do post (publicado em 2008), sem me furtar, é óbvio, de antes indicar o texto na íntegra, que você lê aqui (e não percam também mais este, este e, finalmente, este post do Buteco do Edu, todos sobre nós, palmeirenses!):

Todos os dias – eu disse TODOS, com a ênfase szegeriana – eu esbarro com pelo menos uma pessoa envergando, orgulhosa, a camisa do Palmeiras. E eu disse “pelo menos uma” porque às vezes – estou sendo preciso do início ao fim – eu esbarro com duas, três, quatro, cinco camisas do Palmeiras, no mesmo dia, em horários e locais diferentes.

No Rio de Janeiro, por razões óbvias, é fácil dar de cara com camisas do Flamengo, do Vasco, do Fluminense, do Botafogo, do América.

Mas por que razão – esta a pergunta que faço com as mãos espalmadas pedindo ajuda – a camisa do Palmeiras é onipresente na cidade do Rio?!

Quando o Palmeiras joga, então, você tem a impressão, em plena Tijuca, de que está caminhando pela rua Turiassu ou descendo, animadamente, a avenida Francisco Matarazzo.

Dia desses, inclusive, eu estava dentro do 239, voltando pra casa. Era dia de jogo do Palmeiras (não me lembro qual, nem à fórceps). O ônibus parou no sinal (no farol, palestrinos), na esquina da Frei Caneca com a Marquês de Pombal, onde há um buteco de primeira, vagabundo, como devem ser os grandes butecos. E do teto do bar – creiam! – pendia uma enorme, uma gigantesca, uma impressionante bandeira do Palmeiras. Diante do balcão da espelunca, uns dez, doze, sei-lá-quantos homens vestidos a caráter bebiam e faziam algazarra, como se estivessem devastando sanduíches de pernil com cerveja numa das kombis da Turiassu e prestes a entrar no estádio.

E é assim, meus poucos mas fiéis leitores. Desconheço a razão desse fenômeno. Pois é, de fato, um fenômeno.

Meu caro Edu, posso te garantir: para a gente verde e branca, não se trata de fenômeno algum. Ser palmeirense é isso aí mesmo. Você faz questão que o mundo todo saiba que você é palestra, porque orgulho maior não há. Inexplicável pra alguns? Pode ser, mas pra quem é Palmeiras, isso é uma simples e mera redundância, já diria o Joelmir…

AVANTI PALESTRA!

Publicado em 13/02/2012, em Torcida e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. COM O PALMEIRAS AONDE ELE ESTIVER.

    PALMEIRAS IMENSO!!!

  2. Belo Post! Sou assim também, viajo bastante e sempre carrego 2 ou 3 mantos na mala…

  3. Otavio Moura

    faço de suas palavras as minhas….

    se eu pudesse todos os dias sairia com o manto no peito, mas como nao tenho essa chance, ao menos meu chaveiro do carro esta estampado o amor pelo PALESTRA.

    TENHO E SEMPRE TEREI ORGULHO DE SER PALESTRA

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