Os Dois Lados da Moeda

Muito se falou no início deste maldito 2011 que o Palmeiras não tinha dinheiro, que o clube estava quebrado, que a ordem era economia, economia e mais um pouco de economia, que o clube não faria loucuras pra trazer jogadores, blablablablabla…

Com isso, ao invés de jogadores renomados e com poder de solução das deficiências do clube, o Palmeiras apostou em Tinga, Rivaldo, Ricardo Bueno, Fernandão, Gérley, João Victor e outros promessinhas que, como todo mundo sabe, não deram em nada. Pior, o Palmeiras quase caiu, só fez o palmeirense passar vergonha, apanhamos de 6 em Coritiba, fomos eliminados da Sulamericana pelo time reserva do Vasco. Mas as contas, estas iam de vento em popa, diria um marinheiro…

Por falar em Vasco, vejam só: o time de São Januário vive hoje situação complicadíssima em termos financeiros. Os jogadores, sem receber salários há meses, decidiram – em rebelião – não se apresentar para a concentração definida pelo clube.

E como foi o ano do Vasco em 2011? Primeiro, foram contratados jogadores já conhecidos, como Diego Souza, Juninho (sim, ele veio de graça), Felipe, Alecssandro, e ainda investiu-se em jovens talentos como Bernardo, Elton, Fagner, além de contar com profissionais na direção do departamento de futebol (Rodrigo Caetano).

E ai? O Vasco disputou a final da Taça Rio – e perdeu, é verdade, mas foi campeão da Copa do Brasil, garantindo vaga na Libertadores deste ano. Chegou à semi-final da Copa Sulamericana e foi vice-campeão Brasileiro, só não levando o caneco, como todos sabemos, porque foi vergonhosamente assaltado na última rodada do campeonato.

Aí vem a questão: pergunte pro torcedor vascaino o que ele preferiria: ver o time quebrado (como está hoje), mas disputando e ganhando títulos ou com as contas em dia e não disputando merda nenhuma?

Resposta mais óbvia não há. Torcedor quer que se fodam as contas do clube. Não é por menos: time que não arrisca no futebol, inclusive nos resultados financeiros, vira coxinha, não chega em lugar nenhum. 

Aqui, não devia ser diferente. O Palmeiras não é restaurante. Pouco importa quantos beirutes saem das chapas das lanchonetes das alamedas. Clube de futebol não tem que dar lucro, tem é que dar títulos à torcida. O lucro, neste último caso, é consequencia.

Sim, como decorrência lógica de um clube ser vitorioso, o apelo de marketing é maior, porque o torcedor compra mais camisa, o clube aparece mais no jornal, a imprensinha é um pouco menos filha da puta e, no fim das contas, isso agrega mais resultados financeiros ao clube. Ainda mais em se tratando de Palmeiras, com uma torcida que, mesmo com o clube na draga que está, consome produtos do clube como se aqui fosse a Catalunha. Os resultados financeiros vem com os títulos, mas os títulos não vem com os resultados financeiros. Evidente, não?

Mas nossa realidade é outra. Aqui, na visão dos nossos diretores de “vanguarda”, o que importa são as finanças. É isso o que faz um clube ser próspero. Títulos? Pra que títulos? Se você tem muitos títulos, vem alguém e te protesta, né presidente?

E vamo pra Paulista comemorar!

AVANTI PALESTRA!

Publicado em 31/01/2012, em Geral e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Inspirado hein Maluquinho. APROVO tudo o que disse.

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