Arquivo diário: 14/11/2011

Oitenta por Cento

Judas abriu a matraca de novo. Dessa vez, pra novamente soltar o verbo contra o Felipão. A entrevista foi concedida ao programa SP Acontece da Rede Bandeirantes, onde o empresárinho pulha do ex-jogador deve gastar os tubos de tanto pagar favores pros “apresentadores”.

Dentre outras pérolas que o traíra soltou, disse que “80% do grupo não gosta do Felipão”, isso além de deixar mais do que claro que parou de jogar bola porque não recebeu o aumento depois do assédio do Flamengo (isso pra meia dúzia que ainda punha fé neste merda deixar de ser iludido).

Mas vamos nos concentrar nos 80%, este número tão cabalístico citado pelo Judas:

– 80% do elenco não presta. Sério, temos no time titular hoje Deola, Cicinho, Thiago Heleno, Henrique e Gabriel Silva (com um pé fora), Marcio Araujo, Assunção, Valdivia e Luan, Maikon Leite e Ricardo Bueno. No banco, temos Fernandão, Patrik, Tinga, Dinei, Vinicius, Leandro Amaro, Mauricio Ramos e Rivaldo. Dizer que 80% não serve pra jogar no Palmeiras é até otimista.

– 80% do elenco nunca ganhou um título:

– 80% do elenco tem salário muito maior do que o futebol jogado merecia;

– 80% do elenco jogará em um time de menor expressão quando sair do Palmeiras – o Judas inclusive;

– 80% dos pontos é o que esse elenco medíocre desperdiçou no segundo turno;

– 80% da torcida odeia o Judas e o xingaria se o visse na rua; 

– 80% de quem entende de futebol acha o Judas um jogador nada extraordinário.

Podia continuar, mas acho que cheguei onde eu queria. O futebol hoje está infestado de jogadores como o Judas, extremamente mal preparados, mal assessorados e, principalmente, mal agradecidos. O cara não consegue entender que, se não fosse o futebol e, principalmente, os clubes (que pagam salários que nenhum outro trabalhador sonharia receber e muitas vezes, por uma contrapartida nada condizente), ele ainda estaria levando uma vida humilde, realidade de muito mais que 80% dos jogadores profissionais no Brasil.

Sem a menor condição intelectual de entender o que é ser um ídolo, usam apenas a seu favor a idolatria da torcida pra fazer chantagem com o clube e cada vez exigir mais e mais. Judas, por exemplo, não cansa de dizer em toda entrevista o quanto fez de “esforço” pra vir jogar no Palmeiras. Sim, veio passar fome aqui ganhando R$ 300 mil por mês, um salário digno de miséria… E ainda fez o clube prometer ao seu empresarinho que ele teria o segundo maior salário do elenco, fato este que veio a desencadear toda a crise já conhecida por qualquer palmeirense.

Judas, como a maior parte dos jogadores que desempenham a atividade de jogador profissional atualmente – não vou dizer 80% pra não ser injusto – não deixará nenhuma saudade no torcedor. Serão esquecidos rapidamente, diferente dos ídolos do passado, jogadores que, se não eram anjinhos, pelo menos sabiam o que significava honrar uma camisa de futebol de um grande clube.

E nao precisamos ir muito longe, o time campeão paulista de 1993 tinha sérios problemas de relacionamento, vaidades e tal, mas quando entrava em campo ninguém percebia. Eram homens que honravam o contracheque. Muitos foram jogar no rival, como foi o caso do Edmundo, do Edilson, do Sampaio, do Antonio Carlos e do Roberto Carlos e, mesmo assim, nenhum deles perdeu a condição de ídolo do torcedor – Ok, talvez o RC tenha perdido cerca de 80% (rá!) da sua condição de ídolo…

Eles eram caras que sabiam o quanto o Palmeiras, sua camisa e sua torcida lhes proporcionou na vida. Não eram ingratos. Tome-se por exemplo a contratação de César Sampaio, como gerente de futebol do Palmeiras. Marcos à parte, diga um outro jogador que veste nossa camisa hoje que poderia, daqui a 15 anos, ser contratado pro lugar do Sampaio? … E aí, ainda tá pensando? Pois é, não tem ninguém…

No futebol moderno de hoje, jogador troca de time como muda de cuecas ou de esposa. Luizão, por exemplo, conseguiu defender quase todos os times grandes do Brasil. Muller, idem. O primeiro ainda soube aproveitar e, se não me engano, empresaria jogadores de futebol e não deve demorar pra vermos jogador seu pulando de galho em galho… Já o segundo, estava a passar necessidade quando foi acolhido pelo Premiere FC pra ser um dos piores comentaristas esportivos nunca antes visto.

Felipão pode ter seus defeitos. 80% da torcida – ou até mais – não consegue entender os critérios escusos escolhidos para definir escalação e substituições. Boa parte dos torcedores (80%?) também acha que o Bigode precisa urgentemente de uma reciclagem, que aquele papinho de Familia Scolari é uma lenda e que muitas discussões com imprensa e arbitragem podiam ser evitadas.

Mas, mesmo assim, é fácil afirmar que 80% da torcida prefere o Bigode do que os jogadores que hoje vestem a nossa camisa. Por isso, tomara que o Judas puxe a fila, e que o restante dos 80% medíocres insatisfeitos VÁ LOGO À PUTA QUE PARIU E DEIXEM O PALMEIRAS EM PAZ!

E quem sabe, com isso, tenhamos um 2012 com pelo menos 80% de decepções a menos…

AVANTI PALESTRA!

 

 

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