Arquivo diário: 03/06/2011

Primeiro Tempo, de Rogério Zagallo

Como prometido, estivemos hoje no Museu do Futebol, para acompanhar a abertura do II Cinefoot, mostra de cinema exclusiva sobre filmes de futebol. Como noticiamos aqui, a abertura ficou por conta do filme Primeiro Tempo, que contou a história do estádio Palestra Italia, desde 1917, sua inauguração como estádio de futebol usado pelo Palmeiras, até o último jogo antes do fechamento do Palestra para a reforma que o transformará na Arena Palestra Itália.

Chegamos cedo, para garantir presença na sala lotada de palestrinos e, como sempre, de rostos conhecidos. Nenhuma cadeira vazia e a necessidade de uma sessão extra deram o tempero do que estava por vir.

Antes de começar o filme, foi exibido um curta metragem sobre o Vivaldão, estádio do Amazonaa que foi demolido para a reforma pra Copa 2014. O filme conta a história do segundo estádio mais demorado pra se construir do mundo. Foram 25 anos até estar pronto. O mais demorado, como vocês sabem, é um aí que já se vão 100 anos de promessas e nenhuma perspectiva de sair do chão… AHAHAHAHAH!

Começado o Primeiro Tempo, foi primeiro dificil, depois impossível conter as lágrimas. Um trabalho primoroso e dotado de todo o carinho que só um verdadeiro torcedor sabe dedicar à sua paixão, o documentário navegou pelo dia 22 de maio de 2010, data da última partida oficial do Palmeiras no velho Palestra, antes da reforma que o transformará na maior e melhor arena multi-uso da América Latina.

A todo momento, o transcorrer do dia da despedida era mesclado com depoimentos dos heróis palmeirenses como Oberdan, Valdir, Ademir, César, Evair e Marcos, cada um contando um pouquinho da sua história com o Majestojoso da Pompéia. Também não faltou depoimento de torcedores palmeirenses, sócios do clube ou membros das organizadas, e até uma estreante no Palestra justo no dia da sua despedida, um dos relatos mais emocionantes.

Uma verdadeira obra-prima, um patrimônio e uma verdadeira homenagem ao Palmeiras, à sua casa e, principalmente ao seu torcedor.

Ao final, luzes acesas, o que se viu foram olhos marejados, emocionados e entregues a um belíssimo registro que refletiu toda a nostalgia da casa palestrina, das conquistas do nosso glorioso passado e, principalmente, da imensurável paixão que o torcedor palmeirense sente pelo clube e pelo Palestra Itália.

Pra quem freqüenta estádio assim como eu, é difícil explicar a emoção de rever o Velho Palestra depois de quase um ano sem encontrar os amigos na esquina da Turiassu com a Caraibas antes do jogo, sem entrar no estádio e já ali do fosso, fazer a primeira previsão do público presente (sempre errada…), sem pisar naquele sexto degrau atrás do gol, ali onde não dá pra ver quase nada do jogo, e esperar toda a moçada se juntar ali mesmo pra apoiar o Verdão.

Acho o Pacaembu bem bacana, nao gosto muito do Canindé, do Panetone ou de Barueri, mas nenhum deles, nem mesmo a nova Arena, irá me trazer o conforto e aquela sensação de estar em casa como eu sentia no Velho Palestra, ali onde eu vi, pela primeira vez, aquele time guerreiro de verde subir as escadas pra mais um prélio que o aguardava.

Se você é palmeirense, o documentário é obrigatório e imperdível. Agora, pra você ver, vai ter que esperar mais um pouco. O filme não será mais exibido no Cinefoot, mas deve ser lançado em DVD no segundo semestre. Eu vou comprar o meu!

Mandei um e-mail pro Rogério Zagallo, diretor do filme, e vou ficar torcendo para que ele aceite dar uma entrevista aqui para o blog. Faz figa aê, parmera!

As fotos da Mostra:

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AVANTI PALESTRA!

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