Arquivo diário: 27/10/2010

Marcelo de Lima Henrique 1×1 Palmeiras – Um dia triste para o futebol

É natural de todo torcedor fanático reclamar de arbitragem. Muitos jogos são decididos em lances duvidosos, irregulares, mas via de regra, não são decorrentes de má-fé. Jogo rápido como o futebol, é até natural que o juiz e seus auxiliares errem eventualmente, em lances duvidosos.

Mas hoje, a história é outra. E é triste. É doído ver uma safadeza com a de hoje que aplicaram sobre o Palmeiras, é de indignar os mais calmos. O Palmeiras foi simplesmente OPERADO em campo.

Não importa se o Lincoln estava ou não impedido. O que importa é que o bandeirinha não marcou. Correu pra linha de fundo. Se posicionou na linha de fundo, a bola já estava na marca de cal e, aí, sem a a menor explicação, o penalti foi anulado. Como assim? Como?

Quando até o Gambánet reconhece que o Palmeiras foi assaltado, não tem discussão… “Com 20 minutos, surgiu o personagem que seria o grande protagonista da partida: o árbitro Marcelo de Lima Henrique. Primeiramente, Lincoln invadiu a área e foi derrubado por Jairo Campos. Com convicção, o juiz apontou a marca da cal e deu a penalidade para o Verdão.

Porém, após alguns instantes, ele inverteu a marcação, dando impedimento de Lincoln na jogada. O detalhe fica por conta de que o auxiliar, em nenhum momento, ergue a bandeira assinalando a irregularidade.

Sete minutos depois, veio a cereja do bolo. Cruzamento na área do Palmeiras e Obina desaba ao passar por Márcio Araújo. Com a mesma certeza que havia marcado o pênalti em Lincoln, o árbitro novamente marca a infração. Os jogadores do Palmeiras reclamaram muito pois, claramente, Araújo não esbossa[sic] reação alguma sobre o atacante do Galo que justificasse a marcação.”

Precisa falar mais? Não, né?

Sério, não vou falar do jogo. Não importa se o Palmeiras jogou bem ou não. O Palmeiras foi operado DELIBERADAMENTE, com intenção de  prejudicar. Com dolo, com falta de vergonha na cara…

Sem quaisquer precedentes na história do futebol uma vergonha dessas… O JUIZ MARCOU O PENALTI, O BANDEIRINHA EM NENHUM MOMENTO MARCOU O IMPEDIMENTO. Depois que a bola estava na cal, o bandeirinha se posicionou para a cobrança de penalti e de repente, para surpresa geral de todos, menos do sr. Mauricio Noriega, o penalti foi anulado, sem qualquer explicação. O juiz não deu impedimento, nem o bandeirinha. Foram avisados pela TV? Só pode ser.

Até aí, ainda vai, porque o Lincoln estava de fato impedido, só que pra completar a obra, pra mostrar que de fato a roubalheira era premeditada, o juiz marca um dos penaltis mais vergonhosos que o futebol já viu, menos na opinião da Globo… Obina se jogou na área, Márcio Araujo nem encostou nele, isso porque o safado deixou de marcar dois penaltis no Kléber, um deles INDISCUTIVEL, e o ‘mothafucka’ marcou penalti. 1×1…

É triste. Se você é um palmeirense normal, gasta pelo menos R$ 1.000,00 por ano entre ingressos e camisas do time. Aí vem um sem vergonha foder de  vez com o futebol como ele deveria ser… antes de mais nada, honesto… É de desesperar qualquer um. O que se esperar depois de um feito desses? É alarmante o torcedor ver uma coisa dessas acontecer e ter esperança de que o time vai ser campeão no campo, jogando bola.

Hoje, pra mim, o futebol morreu.

Se deixarem, o Palmeiras vai ser campeão dessa porra! É uma questão de honra. Só assim o futebol vai ser ressuscitado…

Dia 10, tem que ser 11×0 para o Palmeiras. Só assim será feita justiça. Não podemos desanimar, aqui sempre foi, sempre será, contra tudo e contra todos!

Sem mais,

AVANTI PALESTRA!

Tem jogo! CAM X Palmeiras – Quartas de Finais Sulamericana

Passada a ressaca da derrota pra os gambás, ou pelo menos assim esperamos, o Palmeiras pega o Galo em Sete Lagoas, pela primeira partida das quartas-de-finais da Copa Sulamericana.

O caminho vai ficando mais fácil, já que o Galo optou por um time misto no jogo de hoje. Dorival Jr. prioriza a permanência do Galo na Série A do Brasileirão. Isso não quer dizer que vai ser moleza. Pelo contrário, é nesse tipo de jogo que as coisas costumam se complicar, pois o Palmeiras entra em campo com a obrigação de vencer, ednquanto o Galo joga sem nenhum compromisso.

O Palmeiras só terá os desfalques de Vitor e Mauricio Ramos. Valdivia deve começar jogando e, tomara, permanecer até o fim, mas somente se for necessário. Se  o jogo estiver fácil e o Palmeiras ganhando, tem que poupar o Mago . O Verdão vai a campo com Deola; Marcio Araujo, Danilo, Fabrício e Gabriel Silva; Edinho, Marcos Assunção, Tinga, Rivaldo e Valdívia; Kléber. Já o Galo mineiro vem com time misto: Renan Ribeiro; Jairo Campos, Cáceres e Werley; Diego Macedo, Zé Luis, Méndez, Daniel Carvalho e Fernandinho; Neto Berola e Ricardo Bueno.

A primeira das “seis finais” até o título da Sulamericana e a vaga na Libertadores será disputada hoje. Tem que entrar pra matar, sem tomar conhecimento do mistão do Galo. É hoje, de novo, o jogo mais importante do ano. 180 minutos é o caralho. Tem que resolver em 45.

Palpite do Maluquinho – 3×0 Palmeiras, gols de Assunção, Kléber e Gabriel Silva.

AVANTI PALESTRA!

Vendetta!

Não me lembro muito bem do meu primeiro Palmeiras x Gambás. Não digo nem o primeiro no campo, esse eu lembro bem. Me refiro ao primeiro dérbi da minha memória.

Sendo palmeirense com pai corinthiano, só ia aos jogos quando meu tio e meu avô (culpados da minha palestrinidade) me levavam. E eles nunca me levavam neste jogo específico. Eu fui um dos poucos que, por exemplo, não esteve no Morumbi em 12 de junho de 93, para a minha eterna tristeza.

Só fui entender direito o que era um Palmeiras e Corinthians, no campo, depois de velho. Mesmo assim, do meu jeito criei um certo mito com esse jogo: pus na cabeça que contra os gambás eu não devia ir no campo. Não sei se porque eu daria azar ou por qualquer outro motivo, mas Palmeiras e Corinthians eu simplesmente não ia e pronto.

Assisti a final do Paulistão de 93, o brasileiro de 94, e os mata-mata das Libertadores de 99 e 2000 pela tv. Naquele ano de 99, finalmente deixei de ser o Zé poltrona e assisti a vitoria de 3×1 do Palmeiras sobre os gambás pelo Paulista.

Para os jogos pela Tv, eu tinha todo um ritual: comprava uma caixa de cerveja que eu iria tomar sozinho, pra depois chorar, fosse derrota ou vitoria. Junto a isso meio maço de cigarros.

Depois fui perceber que, no estádio, me sentia muito mais tranquilo do que na tv ou no radio. Talvez porque era confortante saber que aquele mar de gente ao meu lado estava sofrendo igual a mim, pulando e gritando até o pulmão secar, sentindo o coração parar de bater no instante imediatamente anterior à bola estufar a rede dos gambás e a terra começar a tremer…
Foi no Morumbi, por exemplo, num jogo para 22 mil gambás e 1,5 mil palmeirenses, que vi o Verdão, que vinha em péssima fase, atropelar os lixos e meter 3, dois gols do Animal e um de Osmar Cambalhota, num jogo que foi o primeiro de muitos espetáculos que o Mago daria contra os malditos.

Mas, VOLTANDO AO TEMA, o primeiro Palmeiras e Corinthians da minha memória não foi final de campeonato e não valeu título pro Palmeiras.  Foi uma semi-final de campeonato Paulista.

Em 27 de agosto de 1986, eu tinha apenas 08 anos. Minha memória não é perfeita sobre os fatos dessa partida, mas  a Internet ajuda nessas horas…

Pelo turno regular do campeonato paulista de 1986, o Palmeiras já havia trucidado os gambás, no dia 05/08, 5×1, fora o baile. O Palmeiras, indiscutivelmente, era mais time que a galinhada.

Pouco menos de 20 dias depois, o Palmeiras iria de novo pegar os Gambás, agora pelas semi-finais do torneio.

Dia 24 de agosto, no primeiro jogo, o juiz Ulisses Tavares da SIlva Filho (um Héber ou um PC de sua época) foi o grande “jogador” dos gambás, ao não marcar um penalti claro pro Palmeiras, anular um gol legítimo de Vagner Bacharel, validar um gol irregular dos gambás e ainda expulsar de campo, entre titulares e reservas, Edu, Zetti e Amarildo. Resultado: 1×0 pro Lixão e só faltou o safado do juiz comemorar  com a torcida dos banguelas.

No jogo de volta, o Palmeiras tinha que ganhar no tempo normal para jogar pelo empate na prorrogação (e tem gente que reclama dos regulamentos de hoje). E só deu Palmeiras o jogo inteiro, mas o gol não saía de jeito nenhum. O Lixão se defendia como podia de um adversário muito, mas muito melhor em campo, mesmo desfalcado de seu melhor jogador, Edu, que cumpria suspensão por obra do maldito do juiz do primeiro jogo. O primeiro tempo chegou ao fim sem que o placar tivesse sido aberto, para aumentar ainda mais a tensão do palmeirense.

No segundo tempo, era a trave que parecia não querer ajudar. Não uma, mas duas bolas foram parar na baliza e o gol do Palmeiras dava a impressão que não ia acontecer, o que seria uma verdadeira INJUSTIÇA. A torcida gambá, minoria dos 93 mil presentes, começava a ensaiar um aiaiaiai quando, aos 42 do segundo tempo, Jorginho cobra falta pra dentro da área, a bola sobra no meio da área para Mirandinha deviar, meio sem jeito, meio fraquinho, e abrir o placar, pra delírio da torcida verde: o jogo iria para a prorrogação e agora, ao Palmeiras bastava empatar para garantir uma vaga na final.

Mas a vingança haveria de ser completa contra o assalto do primeiro jogo: Logo que começou a prorrogação, aos 3 minutos, Mirandinha vem com a bola dominada, corta pro meio e toca na saída do frangueiro Carlos.

Tá bom já? Não, porque Éder, aos 13, em gol olímpico, deu números finais ao jogo, pra delírio do palmeirense, que botou o panetone abaixo!

Naquele dia os gambás aprenderam o verdadeiro significado da palavra “vendetta”. Foi uma vitória do bem contra o mal. Contra tudo e todos. Foi uma vitória digna de la Società Sportiva Palestra Itália. Foi uma vitória pra ficar marcada pra sempre na memória e no coração de um moleque de 08 anos que nunca tinha visto seu time ser campeão, e ainda não veria por mais 7 anos. Mas nada podia ser mais saboroso que aquela pura expressão da vingança, nem mesmo o título do Paulistão daquele ano, caso tivesse sido conquistado (coisas de Palmeiras…).

Moral da hsitória, meu paciente amigo palestrino? Para cada derrota injusta para a gambazada, sempre haverá uma vitória arrebatadora, vingativa e EXPRESSIVA do Palmeiras! Para cada vez que os lixos nos vencerem jogando futebolzinho e no apito amigo, não muito depois o Palmeiras irá aniquilar os fregueses, com crueldade e sangue nos olhos. Como em 27 de agosto de 1986. Como em 12 de junho de 1993, depois do gol porco. Como em 06 de junho de 2000, depois de um injusto 4×3 pela Libertadores. Como em tantas outras datas um tanto especiais pro torcedor do Palmeiras. Como sempre…

Odeio perder pros gambás. Realmente odeio. Mas só de pensar que a próxima vitória do Palmeiras será cruel, será a mais pura expressão da vingança que o palmeirense merece contra esse timinho da marginal sem número, já me animo tudo de novo. Será de derrubar técnico e presidente, como nos 8×0 de 1933. E será aquela pra macular pra sempre a alma dos gambás malditos, como nas Libertadores de 1999 e 2000. Quem sabe na Libertadores 2011?

Comecem a rezar, gambás!

AVANTI PALESTRA!

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