Vitória na Montanha pra fazer justiça

O Palmeiras ganhou do Universitario de Sucre, ontem, na Copa Sulamericana, pelo placar de 1 x 0, e espantou de vez o mito da altitude, confirmando a boa fase do time (5 vitórias e 2 empates nos últimos 7 jogos).

Lá no Izidoro (L’Osteria Palestra Itália), não sobrou cadeira vazia pra assistir o Verdão e até 04 autênticos hooligans, torcedores do West Ham, estiveram presentes pra ver o campeão do século jogar e também pra sentir a pegada do que é torcer pelo Palmeiras.

A transmissão exclusiva da SporTV foi, de novo, conduzida pelo estagiário da redação na narração e pelo cable man nos comentários. É impressionante o quanto a Globo carioca gambá odeia o Palmeiras. Por mais gambás que sejam, Milton Leite e André Rizek, ou então Oliveira Jr. e o palestrino Nori seriam escolhas mais apropriadas.

O Palmeiras entrou em campo com bandeiras do Brasil, da Bolivia e do Chile, e uma frase que dizia “Salud a los Mineros” e foi a jogo com Deola, Márcio Araújo, Danilo, Maurício Ramos e Gabriel Silva, Pierre, Assunção, Rivaldo e Tinga, Valdivia e Kleber. Edinho, que seria titular nem no banco ficou.

A chave do jogo na altitude acabou sendo a bola parada no ataque e a consistência no setor defensivo. Felipão tinha dito que o Assunshow não tinha acertado nenhuma cobrança de falta nos treinos, por conta da altitude. O Kid Bengala estava se poupando para o jogo. Logo na primeira cobrança, colocou o Kléber na cara do gol, que cabeceou para fora. Na segunda, aos 26, CAIXA! Bola no ângulo esquerdo e o goleiro Lampe nem na bola foi, ficou de cativa assistindo a mais um golaço do Assunção, que correu pra comemorar com os reservas e comissão técnica no melhor estilo bang-bang.

Aos 35, aconteceu o que não podia: A lesão que o Mago sentiu na terça-feira, até então um desconforto, ficou séria. Valdivia vinha fazendo mais uma boa partida e teve que sair para a entrada do Lincoln. Passa a ser dúvida para o jogo contra os Gambás, no próximo dia 24.

O primeiro tempo terminou assim, sem muito mais e sem perigos para o gol de Deola.

No segundo tempo, começou a pressão dos bolivianos e foi a hora de brilhar Deola, que fez pelo menos três defesas importantíssimas. Goleiro e time campeão têm que contar com sorte também. E a sorte do Palmeiras ontem foi ter o Horrivaldo, o Ruimvaldo, na hora certa e no lugar certo. Escanteio pro Sucre, bola cabeceada na trave e, na pequena área, o volante palmeirense bloqueou um chute do atacante do Sucre que tinha endereço certo. O lance, que mais parecia um “toco” de basquete, foi comemorado lá no L’Osteria como se fosse um gol.

Ainda teve tempo do safado do juiz anular um gol legal do Lincoln (ou o Aviador, como definiram o Gé e o Saleta, por conta dos cabelos esvoaçantes a la Doc Emmet Brown, de De Volta Para o Futuro), no rebote de um chute do Gladiador, e de não marcar um penalti ESCANDALOSO no Rivaldo, daqueles que, além da penalidade máxima, deveria ter sido registrado Boletim de ocorrência por agressão. Teria sido um 3 x 0 justíssimo.

Por falar em justiças, o jogo de ontem foi emblemático:

Justiça seja feita ao Deola, que pegou feito gente grande ontem e já há alguns jogos vem merecendo ocupar o lugar do Santo, calando a boca dos críticos;

Justiça seja feita ao Gabriel Silva, que de reserva de zagueiro improvisado na lateral esquerda, virou titular absoluto e vestiu a 10 ontem com propriedade, foi um monstro em campo, deu chapéu na defesa e apoiou no ataque, foi o melhor homem em cmpo;

Justiça seja feita ao Rivaldo, que de péssimo jogador vem se firmando como peça importante no esquema tático do Felipão (embora ainda seja muito, mas muito ruim) e ontem garantiu a vitória em chance de gol clara do Sucre, além de ter sofrido um penalti absurdamente não marcado. Todo time campeão tem um cabeça-de-bagre, o do Palmeiras chama-se Rivaldo e é melhor o palmeirense ir se acostumando, porque não há o menor sinal de que ele sairá do time;

Justiça seja feita ao Assunshow, contratação contestada por muitos e que é, sem dúvida, a aquisição mais importante do Palmeiras para essa temporada. É o jogador que melhor encaixou no time e, embora não tenha a raça do Gladiador ou o talento do Mago, tem em suas cobranças de falta e lançamentos um diferencial que vem resolvendo os jogos mais complicados do Palmeiras;

Justiça seja feita, também, ao Felipão. Chamado de ultrapassado e desinformado pelo mídia gambá (leia-se Sr. Benjamim Back, Neto, etc), o Bigodon mostra que continua com a velha forma de sempre, sabe como ninguém montar em campo um time copeiro e especialista em mata-mata. Por mais que possa parecer teimoso às vezes, é inegável que achou um padrão de jogo para o time e é o grande responsável pela boa fase que o time atravessa;

E justiça seja feita, por fim, a nós palmeirenses que, enfim e aos poucos, estamos vendo em campo um time que honra a camisa do Palmeiras e que pode dar orgulho e alegria ao torcedor.

Ainda vamos longe nessa Sulamericana…

AVANTI PALESTRA!

Publicado em 15/10/2010, em Palmeiras em Campo e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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