Palmeiras 4×1 Ferroviária – Paulistão17

Está difícil analisar o Palmeiras taticamente. 

Depois de um primeiro tempo vistoso, 1 gol marcado pelo Keno, numa pintura do time, e duas chances claras desperdiçadas, uma pelo Keno e outra pelo William, o intervalo chegou com aquela sensação de dever cumprido e de um segundo tempo tranquilo por vir. 

E, óbvio, nao foi isso que se viu. 

Mas até que parecia, quando Michel Bastos, em jogada de falta, fez o segundo. 

E aí começou a ficar esquisito. O Palmeiras tinha o Thiago Santos a frente da zaga. A linha de quatro tinha Zé Roberto, Michel, Dudu e Keno. 

Veio então um pênalti pros caras. Desses que nunca marcam pra gente. E o Prass pegou, mas o safado do bandeirinha mandou voltar – outra regra que só vale pro Palmeiras: 2×1. 

Só que o Thiago Santos machucou. E entrou o Veiga. E virou bagunça. Ninguem sabia o que fazer. E a poderosa Ferroviaria ameaçou crescer.

Mas tinha algo mais hoje. Tinha a estreia do Borja. Que tinha marcado em todas as estreias e hoje não seria diferente. E não foi mesmo.

Foi ele quem criou a chance, depois de uma bola rebatida pela nossa zaga, que o Borja venceu do zagueiro no peito; sobrou ele e o Dudu com um único zagueiro. 

Aí o Borja tocou no Dudu. E o Dudu devolveu. E o Borja liquidou sem dó. 3×1. Força, explosão e técnica. Numa jogada só. Puta que pariu se esse BID sai na terça passada…

Ainda deu pro RG fazer de cabeça o quarto. 

4×1 que mostrou um Palmeiras muito superior, como de fato é e foi. Mas mesmo assim sofreu pressão num jogo ganho. 

Tá errado. E preocupa. Mas por ora nos contetemos com a vitoria expressiva. 

E fecho o post com um salve pra minha querida Mancha Verde e todos os Zés do Brasil!!! Que desfile da hora!

AVANTI PALESTRA!

AVANTI MANCHA!

Gambá 1×0 Palmeiras – Paulistão17

Complicado demais perder de forma tão vexatória. 

Que o gambá tem menos time, que ia jogar por uma bola só, todo mundo sabia. Ou quase todo mundo…

Mas do jeito que foi é inaceitável. O Palmeiras foi passivo demais. Parecia que quem tinha tido um jogador expulso injustamente era a gente.

Não que o Gabriel não tivesse que ser expulso, pois o juiz deixou de dar amarelo pra ele na primeira falta violenta que ele fez. Quando finalmente tomou o primeiro amarelo, já era pra ter sido expulso.

Mas não justifica o erro absurdo do juiz. E menos ainda a inércia do Palmeiras. A falta de criatividade. A incapacidade de criar lances de perigo contra um adversário acuado que só se defendia. A falha bizarra generalizada no lance que definiu o jogo. Tudo inadmissível. 

O Palmeiras precisa decidir logo o que quer da vida. Com todo esse investimento, já passou da hora desse grupo não ter elos fracos.

AVANTI PALESTRA!

Linense 0 x 4 Palmeiras – Paulistão17

Nunca pensei que um 4×0 não fosse me animar.

Mas não me animou.

Nada parecia ser suficiente de acalmar nossa alma depois que Moisés saiu de campo com uma grave torção de joelho.

Maldito campeonato de merda que não serve pra absolutamente nada, mas já nos custou dois dos maiores pilares do título brasileiro de 2016.

Sem ânimo pra escrever sobre o jogo.

Desculpem aí.

Parabéns ao Veiga, Willian, Michel, Barrios e ao Eduardo, mas não vejo motivo nenhum pra comemorar se tivermos perdido nosso principal articulador a 20 dias da estreia da Libertadores.

Maldita, MALDITA camisa 10…

AVANTI MOISES! FORÇA MALUCO!

Palmeiras 2×0 São Bernardo – Paulistão17

 

Finalmente um placar convincente, mas apenas pelo futebol jogado em parte do segundo tempo.

Depois de um primeiro tempo sofrível, de pouca ou nenhuma criatividade por parte da equipe, muito por conta da inoperância do RG, enquanto Moisés e Guerra jogavam em linha sem conseguir produzir muito, foi do excelente banco de reservas do Palmeiras que saiu a vitória.

Primeiro, a saída mais que comemorada do inofensivo Roger Guedes, com a entrada do Michel aberto pela direita deu vida nova ao Palmeiras no jogo. Com a entrada do Veiga no Guerra, o lado esquerdo do ataque também começou a fluir, e aí a retranca do São Bernardo foi pras picas…

Foi num lance pela direita com participação do Michel, Moises e Jean, .que o Palmeiras abriu o placar com Dudu.

E foi nele também o pênalti que originou o segundo gol, convertido por Jean.

No fim, o time titular foi mal, mas a vitória saiu do banco de reservas, com atuações convincentes de Keno, MB e RV.

É isso que queremos ver do Eduardo. O Palmeiras tem muito elenco pra entrar mal escalado, e principalmente para não produzir depois de alterações equivocadas. Que o fiasco de Itu tenha sido só um susto. Que o professor tenha entendido que esse time tem como render muito mais.

E com a produção mais que limitada do nosso centroavante, que aliás, nem centroavante de ofício é, já passou da hora do Baptista dar ao menos uma chance ao Barrios. Em 3 jogos, só Alecsandro e William jogaram, e nenhum dos dois marcou, ou fez alguma coisa de útil. Qual o problema de escalar o paraguaio?

Por último, de um novo recado pra diretoria: 23 mil pagantes, menos de 60% da ocupação… 19:30, quinta-feira, prum Palmeiras e São Bernardo, precisa ter ingresso mais em conta…

AVANTI PALESTRA! 

OS GOLS:

A FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 2 X 0 SÃO BERNARDO
Local: Allianz Parque, São Paulo (SP)
Data-Hora: 16/2/2017 – 19h30 (horário de Brasília)
Árbitro: José Claudio Rocha Filho
Auxiliares: Daniel Luis Marques e Evandro de Melo Lima
Público/renda: 23.708 pagantes/R$ 1.238.229,74
Cartões amarelos: Keno e Willian (PAL), Marcinho, Geandro e Vinicius Kiss (SBR)
Cartões vermelhos: –
Gols: Dudu (19’/2ºT) (1-0), Jean (32’/2ºT) (2-0)

PALMEIRAS: Fernando Prass; Jean, Edu Dracena, Vitor Hugo e Zé Roberto; Felipe Melo; Róger Guedes (Michel Bastos, aos 14’/2ºT), Guerra (Raphael Veiga, aos 13’/2ºT), Moisés (Keno, aos 25’/2ºT) e Dudu; Willian. Técnico: Eduardo Baptista.

SÃO BERNARDO: Daniel; Eduardo (Marcinho, aos 23’/2ºT), Edimar, Anderson Conceição e Breno; Geandro, Vinicius Kiss e Rafael Costa (Alyson, aos 24’/2ºT); Rodolfo, Walterson (Patrick Vieira, aos 24’/2ºT) e Edno. Técnico: Sergio Vieira. 

Ituano 1×0 Palmeiras – Paulistão 17

Sem saber o que é perder um jogo desde outubro do ano passado, o palmeirense amargou ontem o primeiro revés de 2017. E o que se viu foi realmente desagradável para olhos tão acostumados a ver o time vencer.

Se a proposta inicial do Eduardo, trazendo o Jean para o meio pra vaga do Tche Tche, com Fabiano na direita, parecia ser uma opção inteligente, foi tudo por água abaixo quando o treinador resolveu abandonar a ideia para colocar o Thiago Santos em campo no lugar do lateral direito contundido.

Jean voltou pra lateral direita, só que o 1-4 do meio de campo ficou com dois volantes de contenção (Melo e Santos), ou seja, um 2-3 desnecessário e exageradamente defensivo contra um adversário fraco como o Ituano.

A melhor opção seria Michel Bastos, que iria contribuir bem mais pra qualidade da saída de bola e  auxiliar o Guerra na armação das jogadas.

Também não entendi o porquê da inversão de Dudu e Roger Guedes, o primeiro pela direita e o segundo pela esquerda, sendo que ambos rendem muito mais no lado oposto em que atuaram.

Ainda foi numa falha dupla do Prass e do TS (que nem devia ter ido pro jogo) que saiu o gol do Ituano, no segundo tempo, numa cobrança de escanteio.

O Eduardo precisava corrigir o erro de ter mandado o TS pro jogo, mas ia ficar muito feio pra ele ter tirado o volante que ele mesmo colocou no time. Resultado: tirou o Dracena, recuou o TS e mandou Alecsandro pro campo. Ficou mais feio ainda.

No fim das contas, em todo o segundo tempo o Palmeiras teve um único lance perigoso, uma cabeçada do Keno que passou raspando, logo depois de ele ter substituído o péssimo Roger Guedes.

De positivo, a atuação do Guerra foi um contraponto de tanta coisa errada no time do Palmeiras no Novelli Jr., foi possível ver que ele tem muita qualidade, embora no segundo tempo, cansado, caiu bastante de produção.

Sim, é começo de temporada. Mas também é começo de temporada pro Ituano, pro Botafogo/SP e pra Ponte Preta (que foi massacrada ontem no Panetone), e até agora o Palmeiras não conseguiu mostrar um bom futebol contra nenhum dos adversários enfrentados neste ano, mesmo tendo disparado o melhor elenco do país.

É hora de ter paciência, é verdade. Mas conheço pouquíssimos palestrinos que dentre suas virtudes têm a capacidade de serem calmos quando o assunto é Palmeiras. Em especial quando, no segundo jogo da temporada, o treinador já tá quebrando a prancheta tirando zagueiro pra colocar centro avante. Aí fica complicado…

Essa derrota, afinal, pode ser positiva (se é que existe a possibilidade de “derrota” e “positivo” numa mesma frase quando o Palmeiras perde), pois o Eduardo já pôde ter bem uma ideia, na coletiva ao final do jogo, de como a imprensa irá jogar querosene na fogueira sempre que o Palmeiras não tiver o resultado esperado.

A 10 dias do primeiro grande desafio, Eduardo tem muito a aprender com o tropeço de ontem, especialmente porque o time está inoperante. Saímos de ser o time que mais finalizava a gol no final de 2016 pra sermos o pior nesse quesito até aqui, em 2017.

É certo que com a volta do Moisés, já esperada pra esta quinta-feira, contra o São Bernardo, no Allianz, as coisas devem melhorar. É só não inventar que o futebol vai aparecer. Bola esse time já mostrou que sabe jogar.

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 1×0 Botafogo – Paulistão17

Finalmente começou a temporada. E com vitória, que é o mais importante.

A expectativa era grande, apesar da ausência dos dois principais articuladores do Verdão – Moisés e Guerra ainda seguem aprimorando a forma física. 

Achei que o time começou bem, logo de cara Roger Guedes foi lançado na cara do goleiro, mas o botafoguense conseguiu defender.

Tche Tche jogando mais adiantado era o principal condutor das jogadas do Palmeiras, enquanto o Veiga parecia um pouco perdido. O Bigode também pareceu não estar muito afinado com a proposta de jogo do Eduardo Baptista. 

No fim do primeiro tempo o Palmeiras estava bem previsível e o Botafogo até ensaiou uma pressão, obrigando o Prass a trabalhar. 

Veiga e Bigode ficaram no vestiário e o Palmeiras voltou pra etapa final com Michel Bastos e Alecsandro. Logo aos 6, Tche Tche, de fora da área, marcou o primeiro gol do Verdão no campeonato.

Com a entrada do Michel, o nosso lado esquerdo com ele, Zé e Dudu virou a melhor opção de ataque, e várias chances foram criadas, mas o segundo gol não saiu, muito em conta da atuação econômica do camisa 9..

Na zaga, Dracena foi perfeito, embora todo o sistema defensivo, inclusive o Prass, foi bem. Só tive a impressão por um momento que aquele problema de bola nas costas do Zé Roberto da época do MO podia ter voltado, mas que fique só na impressão mesmo. 

24.900 presentes, ou 60% da ocupação dão ao também estreante presidente Maurício Galiotte a dimensão do desafio que terá pela frente pra fazer o Allianz lotar todo jogo, especialmente nesses jogos pouco atrativos do estadual.

Alguns passos importantes já foram dados, como a acertada redução pela metade no valor das centrais e a diminuição dos preços das superiores que, como sempre falei aqui, não podiam nunca jamais custar mais caro que os setores inferiores.

Outro ponto positivo é que com a distribuição das cadeiras da W Torre, todos os setores inferiores agora estão abrindo pra venda ao público geral, o que corrige o fato de que, antes, todos os ingressos mais baratos acabavam na pré-venda.

Ainda assim, 90 pratas como valor mínimo é muito, mas muito dinheiro prum jogo como o deste domingo. 

Mas essa nova administração está no caminho certo. A hora que resolver esse cerco absurdo que a PM faz em volta do Palestra, cairá de vez nas graças da torcida.

AVANTI PALESTRA! 

Chape 2 x 2 Palmeiras – Amistoso 2017

Primeiro de tudo, um feliz e o mais verde 2017 para todos nós palestrinos!

Já tava doendo ficar tanto tempo sem ver o Palestra entrar em campo, e sábado serviu pra matar um pouco a saudade de acompanhar o Verdão numa partida de futebol, ainda que num amistoso.

Não dá pra comentar muito sobre o jogo, seja pelo aspecto emocional do evento, seja pela desfiguração da equipe do Verde, sem boa parte da zaga e meio campo titulares, ou pelo menos, que eram titulares quando o Cuca ainda carregava a prancheta.

De qualquer forma, foi legal ver os novos nomes vestindo a camisa centenária e gloriosa do Palestra, como também foi muito bom ver o Arouca fazendo uma boa apresentação já na pré-temporada. Talvez o esquema 4-1-4-1 possa favorecer que ele reencontre seu bom futebol, e isso fará ser intensa a disputa pela posição para a qual são concorrentes diretos Felipe Melo, Thiago Santos e, talvez, Tchê Tchê.

Talvez porque, com a mudança do esquema tático, não parece que o Eduardo Baptista pretenda seguir jogando sem um primeiro volante “por natureza”, como o Cuca fez na maior parte das partidas em que o meio era formado por Tchê Tchê, Moisés e mais um (que podia ser Dudu, CX, Allione etc.).

É muito cedo, porém, pra se prever qualquer coisa a respeito do esquema tático e se o Palmeiras será mais ou menos ofensivo que no ano passado. Até porque ainda não tivemos a presença dos principais articuladores na equipe – Moisés e Guerra – o que esperamos que ocorra já para o próximo amistoso, dia 29 contra a Ponte. 

Agora, legal mesmo, foi o golaço que o Vitinho fez, que impediu que começássemos o ano com o carma ruim de uma derrota, ainda que em amistoso. Que patada! Valeu o ingresso. E valeu ainda pra dar confiança pro Vitinho quem sabe deixar pra trás o futebol tímido que apresentou nas pouquíssimas oportunidades que ele teve no ano passado.

O melhor de tudo, afinal, foi ver de novo o Verde em campo. Que esse 2017 seja o melhor dos últimos 20 anos!

AVANTI PALESTRA!

Eleições Conselho Deliberativo 2017

Formado por amigos associados do clube e com presença assídua nas arquibancadas palestrinas, o grupo “SOMOS PALESTRA” nasceu com o objetivo de tornar cada vez mais eficientes e transparentes as gestões da SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS. Com cerca de 50 pessoas entre membros ativos e simpatizantes, temos representantes de diversas áreas profissionais, todos com mentalidade jovem e vencedora, diretrizes que consideramos essenciais para o futuro da S.E.P. Como verdadeiros TORCEDORES da S.E.P., buscamos e buscaremos sempre defender os interesses de TODA A FAMÍLIA ALVIVERDE, sem distinção de condição social, econômica ou de filiação a qualquer tipo de agremiação nas nossas cores.
Em cerca de dois anos de atividades, elegemos o Sr. Leandro Bafume como conselheiro. Engenheiro de formação, Bafume é reconhecidamente um dos nomes fortes na futura política do clube por seu respeito à toda coletividade alviverde e pela forma humilde, honesta e transparente na relação com torcedores, associados e demais membros do Conselho Deliberativo.
Nossos ideais:
1 – Prioridade total ao Futebol da S.E.P.
2 – Apoio à gestão do atual Presidente Mauricio Galliote.
3- Defender a contínua estruturação e profissionalização do clube em todos os segmentos.
4 – Defender uma gestão consciente, transparente e responsável, tanto no futebol como no clube social.
5 – Defender o direito do torcedor palmeirense, sempre com uma visão moderna do futebol, porém, inclusiva.

Para o pleito que se aproxima, apresentamos nossos candidatos ao Conselho Deliberativo da S.E.P.:
Caio Mônaco
Caio Vinícius Ferreira Mônaco, 37 anos, médico veterinário, faz parte da quarta geração de tradicional família palestrina. Sócio do clube desde 1997 e frequentador assíduo das arquibancadas desde 1989 concorre pela primeira vez por uma cadeira no Conselho.

Guilherme Romero
Guilherme Romero, 28 anos, administrador e empresário no segmento imobiliário, é sócio do clube desde 2006, quando já acompanhava frequentemente o Palmeiras em jogos dentro e fora de casa. Também concorre pela primeira vez ao cargo.

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Vitória 1×2 Palmeiras – BR16

E acabou o melhor Brasileiro de pontos corridos da história. Pra gente, é claro, porque é só o que importa.

Ainda fomos jogar na Bahia com o time inteiro modificado, e mesmo assim fizemos nossa obrigação, que era mandar o Vitória pra Série B, que só não foi porque o Inter quis mais. E também, porque o Vitória já quis mais que a gente em 2014. A cicatriz de 2002 está finalmente remediada, pelo menos com o time baiano, mas nunca vai sair dos nossos corações.

Lembro como se fosse hoje aquela tarde maldita de domingo no Barradão, lembro onde eu estava, com quem, a tristeza aumentando, os minutos acabando, aquela angústia do caralho e a desgraça total no apito final.

14 anos e duas malditas séries B depois, finalmente terminamos o campeonato no Barradão com o já conquistado título, pro ódio profundo das redações esportivas do Brasil. Essa banca de inimigos da imprensa que habitam os jornais, rádios, e programas esportivos do país não tem ódio, na verdade eles tem é um medo enorme de ver o Palmeiras nesse estágio.

Sabem que quando nossa hora chega, ela chega mesmo. Isso aliado à uma administração competente, à camisa mais valiosa do Brasil e ao estádio e programa de sócio torcedor mais rentáveis do país, deve ser fruto da insônia da gambazada que trabalha com o microfone na mão.

E não há como negar que a administração do Palmeiras foi competente. Isso depois da quase tragédia do primeiro mandato, quando o presidente finalmente entendeu que seu lugar não era conduzindo o futebol, e sim administrando o Palmeiras e deixando quem é do ramo tocar o barco. Basta ver a diferença de resultados e de qualidade técnica do time entre 13/14 e 15/16 pra se ver o óbvio.

Tivesse sido assim logo no primeiro mandato, talvez hoje o Palmeiras estivesse no Japão se preparando pra algo ainda maior do que esse dificílimo título brasileiro. Mas, enfim, o que passou já foi e é hora de olhar para a frente.

Paulo Nobre teve muito mais acertos do que erros, e assim deve ser lembrado, apesar de errar na maior parte das vezes com a nossa torcida. Segue o jogo. Obrigado, e que venha o Maurício pra manter o que foi feito de correto, e corrigir os erros de percurso pra tornar o Palmeiras ainda mais gigante.

O jogo de ontem marcou a despedida do profético e indecifrável Cuca. Quantos não foram os jogos que quebramos a cabeça tentando entender que diabo ele tava fazendo com aquela escalação, com aquela substituição e quase sempre quebramos a cara quando no final tudo dava certo. Mas quem duvidou dele quando ele cravou, na semana em que ia começar o BR, que a gente ia ser o campeão? Eu não!

Cheguei ao ponto de escrever várias vezes aqui, que desisti de entender o que o Cuca tava fazendo, pra mim bastava acreditar que ia vingar, e pronto, vingava. Uma ou outra vez, claro, não vingou, mas pensa num cara intuitivo e iluminado, é esse Alex Stival… Hoje eu até entendo o que a torcida do Galo quer dizer com aquele ridículo “Eu acredito” que, aliás, desde que ele saiu de lá, nunca mais funcionou … Fará uma puta falta pra gente no próximo ano, sua obstinação e competência (e sorte também) não se encontram em qualquer esquina.

Mas, igualmente, obrigado Cuca, volte sempre e que venha o Eduardo pra seguir nesse caminho de conquistas e glórias.

E se tem um a quem realmente devo me redimir, esse é o Alecsandro. Quantas vezes não foi aloprado aqui? Nem vou contar porque foram várias. Mas mostrou que merece vestir essa camisa, principalmente no último semestre, quando desbancou todas as demais opções – mais jovens ou mais badaladas – pra ser o substituto direto do Jesus, função que restou coroada com o último gol do Verdão na competição, que nos garantiu a 24ª vitória e os 80 pontos conquistados. Valeu Alecgol!

E o que falar do Jaílson, o Invencível?

Do Gabriel?

Do Highlander ZR?

Do incansável Tchê Tchê?

Do Maestro Moisés?

Do Dudu – finalmente um 7 pra valer?

Do Jesus?

Do Jean?

Do Mina?

Do VH?

Do Dracena?

Ia passar semanas escrevendo sobre cada um, até caírem os dedos…

Só nos resta torcer que fiquem todos, que saíam apenas aqueles que pouco agregaram e que os que cheguem continuem essa trilha vitoriosa.

Vamos prum 2017 ainda mais foda do que 2016.

Obrigado, Palmeiras!

Minha vida é você!

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 1×0 Chapecoense – BR16

Em 1994 eu tinha 16 anos. Entendia de Palmeiras o quanto um moleque podia entender. Mas eram outros tempos, o Palmeiras consagrava o bicampeonato brasileiro, justamente em cima da Gambazada, e foi aquele atropelo que ninguém esquece.

18 meses antes, eu via o Palmeiras ser campeão pela primeira vez, também em cima dos lixos, e lembro que aos 14, nem sabia como era ao certo comemorar um campeonato.

Em 1994, o quinto título seguido tinha um gosto que quase se aproximava da soberba. Como era fácil ser campeão.

Não era. E não foi.

Um Paulista fenomenal em 1996, a Copa do Brasil escapando pelos nossos dedos com um dos melhores elencos que já defenderam nossas cores, o vice brasileiro em 1997, com um Vasco com Evair e Edmundo do lado de lá.

98 a Copa do Brasil e a Mercosul prenunciavam a conquista da América em 1999, o injusto vice campeonato mundial. 

7 anos de hegemonia e protagonismo deram lugar a uma derrocada vertical. Em pouco mais de 03 anos conhecemos o fundo do poço em 2002. Parecia mentira mas não era. O mesmo time que jantou o M.United no Japão, mas não levou, ia disputar a série B quase tempo nenhum depois.

 Foram 06 anos até a conquista do Paulista de 2008. Era pouco.

E foi mesmo.

Mais 4 anos até a Copa do Brasil e, no mesmo ano, mais uma tragédia inexplicável e muito mais dolorida.

Depois do maldito calvário do Centenário, a Copa do Brasil em 2015, desacreditado que foi o Palmeiras, teve um sabor de cara lavada, de apontar o dedo na cara de quem desrespeitava a grandeza da camisa, e esquecia da história que vinha por trás dos resultados na maior parte magros dessas últimas duas décadas.

Mas ainda faltava um passo a mais. O título brasileiro por pontos corridos, que disputado nesse formato há 14 anos, nos escapou por muito pouco em 2009.

E o engraçado é que embora o Palmeiras tenha liderado 28 das 37 rodadas deste campeonato, dessa vez o título nunca esteve tão perto quanto no fatídico 2009. Pelo contrário, quis o destino que justo na nossa vez o campeonato mais disputado de todos os tempos se colocasse como mais uma barreira a ser superada rumo ao título.

A linha editorial da maior parte das redações esportivas também foi outro obstáculo a ser batido. Poucos jornalistas se deram ao trabalho de disfarçar sua preferência pelo nosso insucesso. Avaliações rasas, brigas com imagens e até com a eficiência da equipe se tornaram emblemas dessa gente que não suporta ver o nosso triunfo.

Veio a Olimpíada e com ela acho que recebemos o maior golpe nessa caminhada: Prass, o melhor de 2015, que já ficaria de fora de pelo menos 9 partidas por causa dos jogos olímpicos, sofre uma contusão e é declarado como carta fora do baralho pra essa temporada.

E eis que surge a improvável estrela dum completo estranho, Jailson, que estreiou na Série A aos 35 anos, simplesmente para nunca perder vestindo a nossa camisa. Só isso: NUNCA PERDEU. Como não ser campeão com um goleiro que não perde nunca?

Tiveram também as incontáveis punições, tiraram nossos instrumentos, tiraram nosso Gol Norte por 05 jogos – o único clube que cumpre integralmente as punições desse circo chamado de Justiça Desportiva -tiraram até o nosso direito de ir e vir pelos arredores do Palestra, esse último golpe com os inexplicáveis apoio e conivência da nossa diretoria, uma verdadeira mancha numa gestão que mostrou, em seu segundo mandato, extremas competência e também intransigência, principalmente quando o assunto é torcida.

Mas nem isso foi capaz de abalar nossa festa e a nossa vitória. Se não tínhamos a Caraíbas, teríamos Congonhas, a Marquês, o mundo…

E nem vou entrar no mérito de onde a festa foi mais saborosa, dentro do elitizado estádio ou nas sarjetas da rua Caraíbas: é uma questão de predileção, eu sei a minha, mas não julgo a sua.

O importante foi vibrar, gritar e chorar esse título tão suado e sofrido como tinha mesmo que ser, há tempos digo aqui, nada é fácil pra nossa gente, e o primeiro título brasileiro por pontos corridos, 22 anos depois, durante os quais nunca os rivais sequer chegaram perto de nos ultrapassar em número de títulos, não poderia ser – e nem gostaríamos que fosse – diferente.

Se essa campanha vai ter um símbolo, nenhum gol marcado teve mais importância do que esse não sofrido, que representa tão claramente o quanto foi lutado e brigado esse caneco, que nenhum filho da puta ouse diminuir essa conquista!ze-roberto

Pra fechar não posso deixar de falar que há 22 anos, meu tio Rubinho e os amigos descolaram uma kombi pra levar toda a molecada, eu incluído, pra ver o Verdão bater o Vitória e ganhar o Brasileirão de 94. Hoje foi minha vez de levar o Rubão pro primeiro título dele na nossa nova casa. Foi o primeiro jogo dele lá também. Tive o prazer de retribuir a gentileza e agradecer um pouquinho essa herança maravilhosa de torcer pro Verdão que ele e o Laurão me proporcionaram.

PARABÉNS MAIOR CAMPEÃO NACIONAL DE TODOS! #NINGUÉMTEMMAIS

AVANTI PALESTRA!

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