Palmeiras Um, Dois Três, Leonores Zero – Libertadores 2021

Hoje seria um dia que o Mundo lucraria se por aqui ainda habitasse Roberto Avallone. Espero que a festa no Céu dure por eras a fio.

Pra quem vive a patifaria de 1942, sabe o que estava em jogo.

Pra quem já transitava pelo globo e tinha consciência esportiva em 1994, sabe o que valia.

Os que tinham idade suficiente pra entender a dor e a injustiça de 2005 e de 2006, sabem o que significava.

E pra quem acabou de chegar e já sofreu a dolorida e ocasional derrota no Estadual, sabe muito bem o que pesa esse tal de choque-rei, nome tão patético que deveria ser abolido e substituído pro 3ª Guerra Mundial ou algo com semelhante peso.

Não importa a sua idade, o quanto tempo você vive o Palestra, você sempre soube que do lado de lá estava o inimigo, o time sujo e sorrateiro, o time do establishment, da Bambipress, o escrete do Governador, enfim, essa baixaria que sempre circundou o bi-falido.

Diferente do que é perder pro nosso rival – e é um lixo, a derrota pro inimigo é ainda mais amarga e sofrida, trágica, insone, uma verdadeira desgraça.

Se Palmeiras e eles jogassem 100 vezes a final do Paulista deste ano, 99 vezes o Palmeiras seria o campeão. Um pênalti não marcado na ida, um gol acidental na volta, decidiram a sorte mentirosa duma decisão que só poderia ter um vencedor e não foi o time que deu a volta olímpica rebolando.

Uma prévia destas quartas de final, válida como isso apenas, no Campeonato Brasileiro, bateu o alerta geral, ainda mais pelo jeito que foi o empate sem gols, com decisões acertadas, mas agudas, da cabine do VAR, sendo tachadas de tudo quanto é nome pela feroz e parcial imprensinha.

Como eu acredito que nada é ao acaso, o 0x0 no BR foi indispensável pro resultado e para a vitória conquistada hoje. Qualquer que fosse o vitorioso, um ganhador traria um peso totalmente diferente pro que estava por vir.

E veio o primeiro jogo, numa partida relativamente boa do Palmeiras, com as melhores chances criadas no 1º tempo, assassinadas pelo Breno Lopes e sepultadas pelo gol, mais uma vez ocasional, mais uma vez do 13 do Leonor, mais uma vez injusto.

E não fosse o iluminado chute do Patrick de Paula numa despretensiosa cobrança de falta, certamente o resultado do jogo de hoje poderia ser outro. de um 1×0 complexo, viemos pro Allianz com um 1×1 de certa forma confortável, pelo empate no campo do inimigo com gol qualificado.

Chegou finalmente o dia de hoje, absolutamente ignorada a tungada sofrida na rodada do final de semana pelo BR, que sequer despertou a ânsia deste pobre mortal em manifestar alguma irresignação por aqui, embora ela fosse imensa. Nada, nada mais importava, senão a partida que carregaria pra dentro do campo 27 anos de injustiças pelo torneio Continental. Força máxima, até nas ideias de um post, estavam reservadas apenas para hoje.

Quando era melhor, quando era pior, o resultado na Libertadores era sempre o mesmo. Com ajuda da arbitragem ou sem, o vencedor sempre era o inimigo, numa retórica desgraçada que evidentemente não combina com a verdade do confronto, muito menos com a história (limpa) do Palmeiras e (suja) do lado de lá.

E se o empate lá não foi de todo bom e nem de todo ruim, o Palmeiras pisou em campo hoje sabendo que tinha que dar mais, tinha que querer mais.

Do lado de lá, um treinador aclamado pela medíocre imprensa clubista, do lado de cá um DT odiado não apenas pela sua intensidade, mas também pelas suas conquistas, por ser sempre um cara fora da curva e, claro, por ser Palmeiras.

Ninguém, absolutamente ninguém deve mais – para a imprensa – do que o pobre coitado que aceita ser o treinador do Palmeiras, seja ele quem for, não importa quão vitorioso for.

Guardiola seria rapidamente tachado de “comum” ou retranqueiro, ou, pelo menos, adepto do “futebol feio”, que “não acrescenta nada ao futebol brasileiro”, se estivesse à frente da Sociedade Esportiva Palmeiras, tamanho o ranso e a má vontade que a imprensa destila, no geral, contra quem quer que seja o comandante técnico do Verdão.

Mas quem liga pra imprensa, né mesmo?

O fato é que o Abel, o Deusbel Ferreira, conseguiu passar pros jogadores toda a raiva e a importância que envolve um jogo como o de hoje. O Palmeiras entrou pilhado, faca nos dentes, sangue nos olhos e, não por menos, já vencia por 1×0 antes dos 10 do 1T.

Roubada de bola e arrancada magnífica do Zé Trem Blindado Rafael, com assistência precisa pro Veiga deixar o Volpi ajoelhar, lembrando os bons tempos daquele narigudo que carregou as chuteiras do Marcão no Pentacampeonato da Família Scolari pro Brasil.

Um primeiro tempo que se seguiu com o Palmeiras perfeito na defesa, Weverton sem sujar o uniforme, e as duas melhores chances sendo do Verdão, com Veiga de fora da área, e com Veiga cruzando pro Rony, contra um chute bem mal dado do lado de lá.

Veio o segundo tempo, mais alguns menudos pro campo, e o Palmeiras seguia com a tátic amuito bem desenhada, corpo fechado na defesa e contraataque mortal pra definir a sorte do jogo.

E foi assim que o 2º gol veio, depois de um pênalti vergonhosamente não marcado pro Palmeiras, a sequência do lance castigou: jogadassa na área do Danilo, um monstro em campo, bola rolada pro lado e o Dudu, reinaugurando a contagem de gols pelo Verdão – e contra os Bambis – meteu um gol antológico, de primeira, encaçapando o ângulo do fraco goleiro inimigo.

2×0, resultado bem confortável, mas ainda perigoso, porque quem é palmeirense sabe que o perigo mora nos milimétricos detalhes. Palmeiras 2×3 Fortaleza, e até mesmo a final do Paulista, tão aí pra não deixar ninguém esquecer.

Veio então o Patrick no lugar do valoroso Zé Rafael.

E mal entrou em campo, já coube à cria roubar uma bola, e com toda aquela saúde, emendar uma patada de perna esquerda, a mesma que despachou a gambazada no Paulista de 2020, a mesma que trucidou o Santos no BR do ano passado, a mesma que devolveu, de falta, o Palmeiras ao confronto na semana passada. 3×0 fatura liquidada, zica encerrada, a normalidade restaurada.

E vieram mais 15 minutos duma expulsão pro lado de lá – ah, que isso, elas estão descontroladas – e muito totó, toco y me voy, bambi na roda, e só faltou chute no vácuo e mais um golzinho pra que a Caraibas e Turiassu explodissem no histórico

TOMOU DE QUATRO, MAGO ZUOU….

Quatro que, aliás, teria sido pouco, perto do que esses malditos mereciam levar. E não adiantou todo o empenho e esforço que a imprensa tentou pra jogar nas costas do Palmeiras a responsabilidade perla vitória de hoje, que não pesou, pelo contrário, incentivou o Palmeiras a mostrar como as coisas realmente são.

E fecho esse longo relato/desabafo, com duas pitadas da majestosa, mais uma, entrevista de Abel Ferreira, primeiro elogiando a arte e o show que a nossa torcida deu na decoração do estádio, lembrando que mil vezes mais importante eles decorando estádios do que pichando muros pra xingar jogador, e depois cobrando os torcedores metidos a treineiros que acham que sabem escalar o Palmeiras melhor que o próprio treinador:

Quero ver se vocês são torcedores do Palmeiras, ou se são torcedores de vitórias.

Véio, se eu tivesse que listar quantas bocas essa frase cala, eu estaria a redigir uma lista telefônica de respeito.

Pois chupem todos, os Leonores, a imprensa, e quem mais se sentir na obrigação de fechar a matraca e acreditar no trabalho do Palmeiras, dos jogadores, da comissão técnica e, principalmente, no peso que esse P branco impõe sobre uma camisa verde.

AVANTI PALESTRA!

SPFC 1×1 Palmeiras – Libertadores 21

Desculpem a ausência, mas desde o sorteio pras quartas da Liberta pouca coisa chama atenção que não as partidas de ida e volta contra o inimigo.

Nem mesmo a dolorida derrota pro Fortaleza foi suficiente pra tirar o foco deste pobre palmeirense do que estava por vir.

Semanas inteiras vivendo como zumbi, só esperando as 21:30 de hoje.

E serei econômico. Gostei do que vi, mas podemos mais, merecemos mais e teremos mais.

Dudu.

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 1×0 Fluminense – BR2021

Segue meu PAL que ele tá lá em cima.

9 jogos, 9 vitórias, a sétima seguida no BR. Já são 10 vitórias e 1 empate em 13 jogos, campanha impressionante, menos pros animais da imprensa esportiva, segundo os quais ao Palmeiras não basta ganhar, tem que encantar.

Eu não conheço um palmeirense que não esteja absolutamente encantado com o desempenho do Verdão.

E o que mais encanta o palmeirense não é firula, goleada etc. Mas a entrega, a dedicação, o sangue escorrendo no rosto do Zé Rafael jogo sim, jogo também, aquela bola tirada em cima da linha pelo camisa 8, momento muito parecido com aquele carrinho milagroso do Zé Roberto contra o Cruzeiro em Araraquara em 2016.

A evolução e entrega do Zé Rafael é a cara desse Palmeiras que não para de vencer do grande Abel Ferreira.

QUE MOMENTO!

Então, se a imprensa não tá encantada, que se foda a imprensa.

E que venha o inimigo.

Pra cima delas!

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 1×0 U. Catolica

Que venham le bambine!

Depois de se confirmar na liderança do BR numa importante vitória em Goiânia, o Palestra recebeu e venceu a U. Católica, pela partida de volta das 8as de final da Libertadores.

Um excelente jogo coletivo marcado por muitas chances criadas e muitos gols perdidos, 2 bolas na trave e defesas míticas do Neuer da vez, o goleiro Perez.

Partida muito boa dos pontas, primeiro Wesley, e depois Breno Lopes e Dudu, comandaram nosso ataque e participaram das melhores chances de gol criadas e, a maior parte delas desperdiçadas.

A única crítica é essa: melhorar a pontaria. Nao pode criar, criar, criar e perder, perder, perder… A próxima fase envolve muita coisa, contra um adversário que tá atravessado na nossa garganta, e não é de hoje e marcar quando a chance aparece será fundamental.

Que venham. E que o Palmeiras prevaleça.

Pra cima delas!

AVANTI PALESTRA!

U. Católica 0x1 Palmeiras – Libertadores 21

Vitória dificílima do Verdão na primeira perna das 8as da Liberta contra o campeão chileno, num pasto a menos de 13⁰C.

Sim, não foi um jogo brilhante do Verdão, mas, em futebol, há mais brilho do que vencer? Na minha concepção, não.

Seria melhor jogar bem e liquidar o adversário já na primeira oportunidade, indiscutível.

Mas quando o jogo não apresentar essa oportunidade, garantir a vitória sempre estará de excelente tamanho.

Talvez o que faltou foi una partida melhor do Scarpa, que vinha numa sequência excelente, mas ontem ele errou praticamente tudo que tentou, dribles, chutes, desarmes e até mesmo o cruzamento na falta que originou o pênalti que nos deu a vitória, o Deyverson teve que se esforçar muito pra dominar a bola e conseguir cruzar, cruzamento este bloqueado com a mão pelo zagueiro da Católica.

Depois de muito tempo, pelo VAR, finalmente foi marcada a penalidade que o Veiga 100%, guardou.

Incrível a diferença do VAR pro Palmeiras na Libertadores e no Brasileirão. Vai ver que é só mania de perseguição, né…

O ataque não teve muito destaque durante todo o jogo, Breno e Deyverson pouco conseguiram fazer, e depois vieram Dudu, Bigode e Wesley, este o que provavelmente mais se destacou.

Mas os grandes nomes do jogo foram Zé Rafael e Weverton.

O camisa 8 reencarnou o Imparato, o famoso Trem Blindado dos anos 30 e dos 3 gols no histórico 8×0 sobre a gambazada, e simplesmente rachou a maioria das jogadas de ataque da Católica, inclusive, o lance do pênalti surgiu de uma falta nele, depois de roubada de bola.

E o Weverton, então, nem precisa falar né, duas defesas impossíveis, outras tantas absurdas, e temos que aplaudir em pé a diretoria por ter mandado a CBF pra casa do caralho e negado a liberação dele pra bosta da seleção olímpica.

Excelente resultado do Verdão num jogo complicado e que nos deixa em boas condições pra avançar de fase pras quartas de final.

Antes disso, defenderemos a liderança do BR contra o A/GO.

PRA CIMA, PALMEIRAS!

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 3×2 Prantos – BR21

Segue meu PAL, que é líder isolado da porra toda!kkkkk

Com o empate na Arena da Baixada, o Verdão abriu 2 pontos de vantagem na ponta da tabela, mesmo tirando os jogos a menos do Athletico.

Foi um jogo muito bom do Palmeiras, e teria sido até mais fácil, não fosse a cagada do Marcos Rocha e a patifaria da arbitragem no lance do pênalti do Mayke sobre o Marinho.

Na semana passada, contra o Inter, Deyverson levou uma trombada muito, mas, muito mais criminosa do goleiro do Inter, logo depois de terem marcado pênalti e expulsado Kusevic, e os bandidos do apito e da cabine do VAR fingiram miopia.

Que apetite pra marcar pênalti contra o Verdão, e que má vontade pra marcar a nosso favor.

Mas fodam-se, mesmo assim somos líderes, 5 vitórias consecutivas  8 em 11 jogos, 76% de aproveitamento, que orgulho do Palmeirão!

Em 3 ataques, o Verdão abriu 2×0, com Gomes no escanteio do Scarpa, e Breno na jogada de futvolei do ataque do Verdao, com ajeitada de Deyverson e assistência do Veiga.

No 2⁰ tempo, o Palmeiras seguiu criando boas oportunidades de contrataque até que o João Martins decidiu – com acerto – descansar Veiga e Scarpa, afinal, tem jogo fora pela Liberta no meio da semana.

E teria dado tudo certo, não fosse o imbecil do Marcos Rocha cometer o pênalti mais ridículo da história do futebol.

Mas o Palmeiras não se abalou e, aos 40, fez o 3×2, cruzamento do Rocha, cabeçada-passe do Deyverson e voadora do Bigode: 3×1, apesar do arrombado do bandeira ter inventado um impedimento que o VAR corrigiu.

Mas num lance normal de disputa de bola, em que o Marinho se atirou pra cima do Mayke, eis que estava lá o implacável agitador e o conivente VAR pra marcar mais um pênalti contra o Palmeiras, o 4⁰ em 7 jogos. Mas é muita boa vontade…

Mas o Verdão não passou aperto, segurou o resultado e garantiu o 15⁰ ponto consecutivo, de 18 disputados.

Menção honrosa ao Deyverson, que foi fundamental em 2, dos 3 gols do Verdão. Ganbou absolutamente todas as bolas pelo alto. Se seguir jogando  com essa seriedade, sem palhaçada, vai ser difícil perder a titularidade. Ótimo, os outros que se esforcem mais.

Menção honrosa também à dupla de zaga Melo e Gomez, partida perfeita, e com recado velado do Abel à inapta diretoria: Melo Capitão, gostem ou não…

E ainda teve o retorno do Dudu, que praticamente nem precisou tocar na bola pra garantir os 3 pontos e a manutenção da liderança por mais uma rodada.

O Palmeiras conseguiu superar lesões e desfalques importantes para Seleção olímpica e Copa America, fazendo 15 de 18 pontos possíveis. Subiu 6 posições na tabela e agora segue cascudo mantendo a ponta pela primeira rodada desde que assumiu a liderança. Faltam 27.

E agora, que venha a Liberta!

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 2×0 Gremio – BR21

Parece até que tava falando chegar o 2⁰ semestre pra voar em campo.

16 segundos, 1×0. 16 minutos 2×0.

Quando foi que você viu isso?

Eu já nem lembro mais.

Verdão entrou massacrando, matou o jogo antes da metade do 1⁰ tempo.

Ainda, o Palmeiras ganhou, Mas…

MAS PORRA NENHUMA, MEU CONSAGRADO!

3 pontos são 3 pontos, pai.

Partidassa do Verdão hoje, festeje, comemore a liderança que é tudo nosso.

Pra cima do Lambari!

E um salve especial pro meu leitor mais ciumento, o Marco Aurélio.

AVANTI PALESTRA!

Sport 0x1 Palmeiras =BR21

3 vitórias seguidas. 4 nos últimos 5 jogos.

Definitivamente, o Palmeiras está na briga pelo BR.

A vitória de hoje, gol de Svarpa, assistência do Danilo, podia até ter sido um pouco mais tranquila.

Não fossem dois milagres do zagueiro do Sport, já no fim do jogo, teríamos voltado pra casa com 3 gols de saldo.

Saldo à parte, os 3 pontos foram essenciais pra seguir ali nas cabeças.

Individualmente, destaques pro Danilo, Scarpa, Renan e principalmente pro Melo, ganhou tudo na defesa.

Pros próximos jogos já devemos ter importantes retornos, como GG, Vina e até a reestreia de Dudu.

Passamos pelos desfalques da Copa America, Seleção Olímpica e alguns outros mais praticamente ilesos, o que vai ser fundamental pros próximos 3 jogos, contra Grêmio, Santos e Fluminense.

2⁰ lugar na metade do 1⁰ turno. Tá excelente.

Pra cima, Palmeiras!

AVANTI PALESTRA!

Palmeiras 1, 3, 2 x Bragantino 3, Bahia 2, Inter 1

Primeiro lugar, desculpa o sumiço, famiglia.

Não faltou vontade de escrever antes, faltou foi tempo, mas cá estamos pra falar dos últimos 3 jogos, em que o treinador é o time foram do Céu ao Inferno ao Céu de novo…

Depois da grande vitória em Caxias, o Palmeiras tinha a chance de assumir a ponta da competição em Bragança.

Não conseguiu. Numa jogada irregular, em que o grandíssimo LFO deixou de marcar falta no Veiga e o VARgança fingiu não ver, um chute mal espalmado pelo goleiro Vinicius nos custou o 1×0, gol do Ytalo, o primeiro dos 3 q ele fatia aquela noite.

O Palmeiras competiu e buscou o empate, mas no final do 1o tempo, num lance bem infeliz da zaga, levamos o 2⁰ gol.

2T começou com Breno no lugar do Rocha e apesar da pressão o Palmeiras não conseguia passar do goleiro Cleiton que, como todo goleiro de time pequeno, vira Neuer contra o Palmeiras.

Foi até que num raríssimo cruzamento certo do Vitor Luis que o Breno marcou aos 20. Abel imediatamente colocou o time pra cima, com 4 atacantes e mais dois armadores pra tentarmos buscar o empate.

E foram algumas chances boas, todas, porém, pra fora ou defendidas pelo goleiro.

E aí, no fim, sofremos o 3⁰ gol, um castigo pelo que foi o jogo, mas um prêmio pra quem teve a eficiência, tanto na defesa como no ataque.

Na entrevista coletiva, Abel jogou merda no ventilador, reclamou de reforços e criou um belo climão com elenco e diretoria.

Pegou mal. Mas foi ótimo, porque chacoalhou todo mundo, inclusive a desaparecida diretoria do Palmeiras, que deu as caras nos programas esportivos da tarde seguinte. Fez o presida sair da toca. Eu gostei.

E assim recebemos o Bahia no final de semana.

Logo no início, Scarpa acertou uma patada em cobrança de falta, 1×0 pra gente.

Mas durou pouco, cobrança de falta pelo lado direito e o zagueiro de 2 metros do Bahia mal precisou pular junto do Luan pra empatar o jogo.

No segundo tempo o Bahia acertava a trave dum lado, o Palmeiras tentava do outro, jogo aberto.

Aos 29, em mais um lance de falha defensiva do lado esquerdo – volta, Viña, pelo Amor de San Gennaro, o jogador do Bahia entrou tranquilo na área e bateu forte na saída do Jailson, 1×2.

Mas durou pouco também, logo na sequência, Scarpa bateu falta do mesmo lugar q o gol do Bahia, Veiga relou nela e estava empatada a partida.

Mais uns poucos minutos e outra bola na nossa trave em ataque do Bahia.

Mas foi aos 46, passe de Scarpa e infiltrada do Breno Lopes pelo meio da área, que tomamos a vitória na marra.

3⁰ gol seguido do Breno, e como é bom ver seu time vencer na bacia das almas.

A imprensa, sempre escrota, não perdeu tempo em taxar nosso triunfo de a vitória mais injusta do campeonato. Que se fodam eles, sempre. O dia que o Palmeiras depender de imprensa, teremos virado Bambi ou Gamba. Obrigado, mas não, obrigado. Sigam nos odiando, por favor!

E fomos pra Porco Alegre bem colocados na tabela, único grande no pelotão de frente do Campeonato.

Com Breno merecidamente escalado como titular, o Verdão caiu pra dentro do Inter.

Aos 5 já uma ótima chance em chute cruzado Breno. Aos 9, rebote de escanteio, chute forte do Veiga e desvio providencial do Deyverson pra abrir o placar.

Breno seguiu reinando no ataque e garantindo que os contragolpes do Palmeiras fossem sempre jogadas importantes, tendo até marcado o 2⁰, mas em impedimento marcado pelo bandeira e confirmado pelo VARmelho.

Aos 35, o controle do Palmeiras no jogo foi mingunado e o Inter passou a controlar mais a bola mas sem grandes emoções.

O segundo tempo começou parecido com o fim do primeiro, com a diferença de que, pra surpresa geral, Breno deu lugar ao Vitor Luis.

O Inter veio pra cima e começou a pressionar, mas foi o Palmeiras, aos 13 que perdeu a chance de matar o jogo, numa desviada de carrinho do Veiga, em cruzamento pela esquerda, que o goleiro do Inter defendeu.

Imediatamente na sequência, Kusevic empurrou pelas costas o atacante do Inter dentro da área, e o VARmelho entrou em campo: pênalti, correto, e expulsão discutivel do Kusevic, mas naquele limite que a interpretação da regra é sempre implacável contra o Palmeiras. 1×1.

Com um a menos, as chances do Verdão eram mínimas, mas logo na sequência, Deyverson sofreu um golpe de MaiThay do goleiro do Inter dentro da área, pênalti absurdamente claro, mas o VARmelho certamente estava repondo a água do chimarrão nessa hora.

O Inter veio inteiro pra cima e os contra-ataques começaram a aparecer.

Até que, aos 45, em jogada iniciada pelo Deyverson, Danilo Barbosa avançou pela direita e cruzou pro Danilo, todo desengonçado, fazer o primeiro gol-parabola da história do futebol.

As reações dos palmeirenses foram maravilhosas. Aqui eu mandei um PQPpariuDanilotadebrincadeirGOOOOOLLLLLLLLL

No estádio 97 Dodo mandou um NAO! NAAAOOOOgOOOLLLLLLL

E na Web Rádio Verdão enquanto o Bruno Massa ficava em silêncio tentando entender o que aconteceu, o grande Ge Guarino levava as mãos ao rosto pra, depois tentando disfarçar, comemorar o gol da nossa vitória. Virou meme ahahaha

Foi épico. Foi justo. Foi merecido. Foi a cara desse Palmeiras guerreiro do Abel.

E as notícias boas da semana não pararam na quarta-feira. Na quinta, empate do líder. Na sexta, Dudu e Pedrao liberados pela Fifa pra voltar imediatamente – eles tinham que aguardar até agosto pra poder jogar – e, a noite, o Paraguai foi eliminado, Gomez fez gol e foi expulso e já voltará pra acabar com o caos que virou a nossa zaga nos últimos 3 jogos.

Quem sabe hoje a Colômbia não vence o Uruguai e o Viña volta pra casa também? Ou o Uruguai vence a Colômbia e o Borjão da massa é reintegrado? Só notícias boas…

E amanhã vamos à Ilha do Retiro trazer mais 3 pontos pra casa. Eu tô confiante.

No fim, a irritante derrota em Bragança parece ter servido pra mexer geral com o brio de todos e o Palmeiras reagiu. Que siga nessa pegada.

E obrigado ao Ródnei Pinesso, leitor dedicado deste blog que foi puxar minha orelha lá no Twitter pra voltar a escrever. Tá pago, Ródnei! kkkk

AVANTI PALESTRA!

Juventude 0x3 Palmeiras – BR21

Eu poderia falar da boa vitória do Verdão, Renan, Deyverson e Breno Lopes, 3 assistências do Scarpa.

Mas eu prefiro lembrar que ontem, 16 de junho, 22 anos da Primeira Conquista da América, o Eixo da Terra parou, quando Dom Luis Felipe visitou a concentração do Palestra em Caxias e, por algumas horas, trocou figurinhas com Sir Abel Ferreira, o responsável pelo Bi do torneio continental.

Felipão, vocês devem saber, foi quem convocou Abel, pela primeira vez, para jogar pela seleção portuguesa.

Àquela altura Scolari já era Deus no Palmeiras e quem sabe, tenha servido de inspiração para que o jovem jogador português quisesse se tornar treinador um dia.

E quis o destino que aquele jovem português viesse treinar justamente o Palmeiras, para repetir o feito do mestre, seu primeiro título como treinador.

Roteiro de um filme que não podia terminar melhor do que, numa data tão especial, Felipão e Abel se reencontrarem, a ponto do Bigode conversar com os jogadores e quem sabe, ter ajudado a inspirar a reação do Palmeiras em campo com um resultado largo num jogo que podia ter sido complicado.

Que as palavras do Felipão ressoem por meses a fio na cabeça dos jogadores e que vejamos mais em campo o que vimos ontem do que na semana que passou.

E pra não dizer que não falei nada do jogo, Felipe Melo de zagueiro, só vejo vantagem.

AVANTI PALESTRA!

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