Cantina Palmeiras

O tempo dita as regras da sobrevivência e seleciona os que irão sobreviver e os que deverão se reinventar, senão a morte é próxima.

É com esse pensamento que conto aqui a estória da Cantina Palmeiras, que foi única e soberana durante muito tempo e hoje mostra ao mundo como não se deve gerenciar um estabelecimento que pretende perdurar e malograr. Vamos à estória:

Na cidade de São Paulo, quando se falava de gastronomia se pensava na Cantina Palmeiras que teve Chefs renomados como Osvaldo Brandão, Filpo Nuñes , Luxemburgo e Felipão. E na equipe, desde a cozinha até o salão contou com profissionais como Oberdan, Leão e Marcos (que já salvou vários pratos) e xerifões da cozinha do naipe de Luis Pereira, Antônio Carlos e mais recentemente Henrique.  Não que os atuais responsáveis da cozinha -Prass e Lúcio sejam ruins, só que não fazem milagre!

No salão já contou com Maitres do naipe de Dudu, César Sampaio e Mazinho, sempre com a maestria e facilitando o trabalho dos Garçons, que teve o maior deles, que atendia pela alcunha de Divino , porém já teve garçons que extraiam o máximo do cliente , exemplos de César Maluco e Edmundo, esse último, um apaixonado pela cantina e pele seu público.

Falando em público, a Cantina tem um público apaixonado e cativo, ultimamente um tanto quanto cansado com o nível da cozinha, do atendimento e da gerência, mas que nunca arreda pé dessa paixão.

Os anos 2000 têm sido catastróficos para a cantina, pois em duas ocasiões foi rebaixada no ranking dos restaurantes e deixou de figurar como protagonista no cenário gastronômico e, além disso, os gerentes que lá passaram ora primaram por economizar dinheiro bobo , ora por gastanças absurdas, deixando salários e caixinhas da equipe mais atrasados que ônibus aos domingos.

Assim que chegou o novo Gerente, os clientes se empolgaram e imaginaram dias melhores, pois a equipe que lá estava não era das piores, tinha um dos garçons que faltava demais (o apelido delem era chinelinho) , mas quando estava afim de trabalhar atendia com magia, assim como um outro que saiu para um restaurante GLS ao lado da cantina, por migalhas. Fora o assédio ao restante da equipe, que basta um convite para que a rotatividade aumente.

Como última cartada, os administradores da cantina resolverem inovar, trazer um Chef Argentino, que traria também garçons Argentinos (não pela capacidade, mas pela empatia e custo). Muitos clientes pensaram: agora vai!

Enganaram-se, pois além da carência na equipe, onde a equipe da cozinha nem ferramentas tem para cozinhar, falta talento, falta tesão, falta capacidade para trabalhar nessa cantina, que deve ter o melhor salão do País em meses, mas pode perder muitos dos clientes, pois salão imponente e comida/serviços ruins não atraem ninguém.

A cantina tem 02 alternativas:

1) Fechar de vez as portas para o público e viver de festas fechadas como casamentos e formaturas;

2) Apostar na capacidade do novo Chef e dar a ele uma equipe de primeira linha, com profissionais da cozinha e do salão com sincronismo e sinergia.

Não vamos deixar a cantina entrar para a História apenas, afinal são 100 anos de existência e conquistas únicas e marcantes. Fome todos têm, mas gororoba ninguém quer comer , ainda mais com os preços abusivos que são cobrados. Pensem nisso!

Gambá 2×0 Palmeiras – BR14

Mais uma vez, faltaram jogadores aptos a vestir nossa camisa.

Nenhuma análise de jogo precisa ser feita, quando se vê que o Palmeiras não conseguiu sequer chutar no gol do fraco time do Gambá no primeiro tempo.

E se não deu jogo no primeiro tempo, era só olhar pro banco e ter certeza que no segundo tempo não seria muito diferente. Wendel, Marcelo Oliveira, Wesley, Henrique, Felipe Menezes, Leandro, Mendieta, entre outros, não merecem vestir nossa camisa.

Dava pra esperar bem mais do Palmeiras hoje, afinal, jogamos com um velho freguês, que sempre treme pra gente e hoje não foi diferente: se o Palmeiras tivesse um mínimo de qualidade, o atropelo na freguesia seria como de costume.

 Como eu disse há algum tempo atrás, quando o técnico foi contratado, que ele não seria milagreiro, é o que estamos vendo: 03 jogos, 03 derrotas, e o que falta é nitidamente jogadores que sejam dignos de jogar pelo Palmeiras. São tão poucos os bons que, machucados apenas 02 (Lucio e Diogo, nossos melhores) já parece que não temos um time inteiro em campo.

E a diretoria, como sempre, só esta preocupada em contar moedinhas. Venderam os dois laterais esquerdos, dois meias, inclusive o camisa dez, e até agora não se ouve falar de peça de reposição. Não temos um lateral direito desde o início do ano. Perdemos o camisa 9 pro rival. E nem falo mais nada sobre patrocínio. Isso que é planejamento e profissionalismo?

Que vergonha no ano do centenário ter que lutar pra não cair. Parabéns aos responsáveis.  

Única coisa da qual podemos continuar nos orgulhando é a nossa torcida. Essa sim é digna da camisa, mas continua sem merecer o time modorrento que veste nosso manto.  Parabéns aos que puderam nos representar no Entulhão, que carregaram nossas cores, que vestiram máscaras pra não sentir o cheiro da podridão que aquela estrutura representa, levantada dos nossos restos.

Sem ficha técnica ou lances.  

AVANTI PALESTRINOS!

Avai 0x2 Palmeiras – Copa BR 14

Enfim, a primeira vitória de Ricardo Gareca no comando do Palmeiras. Mesmo com todos os defeitos, mesmo com o time misto, mesmo com vários jogadores que não tem qualquer condição de vestir a camisa do Palmeiras, a vitória veio. É verdade que o adversário modesto contribuiu, mas isso não importa pro merecido resultado.

A evolução do Palmeiras no segundo tempo, em comparação com o primeiro, deste e do jogo anterior, parece indicar que temos um treinador que sabe ganhar jogo no intervalo, mesmo sem mexer no time logo na volta do jogo. Um cara que entende do riscado. O mesmo time que matou o palmeirense dos nervos no primeiro tempo foi o que, no segundo, começou a apresentar um futebol mais condizente com o que esperamos, considerados, é claro, os evidentes limites técnicos dos jogadores que hoje foram pra campo.

04 jogadores da base em campo (Fabio, Wellington, Victor Luiz e Gabriel Dias) também é sinal de novos tempos no Palestra , algo que há muito tempo não se via. Nenhum deles foi mal, e isso vem em benefício do time. Investir na base depende, necessariamente, dos jogadores terem chance no time principal, coisa que acontecia muito pouco com os treinadores anteriores.

Mas, otimismo a parte, sabemos que só isso não é o bastante. Ainda falta muito pra termos uma equipe competitiva, ainda virão muitos tropeços, como os dois da semana passada, mas, vindo os reforços que tanto precisamos, estaremos no caminho certo.

Quem diria que algum dia ganharíamos um jogo (oficial) com dois gols do Felipe Menezes? Pois esse dia chegou. Muito antes de olhar o nome que está nas costas, temos que ver como o cara defende o escudo que leva no peito. Hoje, depois de um primeiro tempo de entristecer (e depois de muitas e muitas partidas lastimáveis), o camisa 18 honrou o escudo. Que siga assim.

Mas que ninguém se iluda de achar que o Menezes é o novo Alex, pois que será um terrível pecado. Ele é o Menezes, e pra ganhar do Avaí, hoje, serviu. Pode ser uma boa opção de banco, mas nunca o camisa 10 do Palmeiras. Esse, ainda falta comprar. Assim como um 9, um lateral direito, um primeiro volante, etc.

E Domingo eh dia de fazer a Laje do entulhão tremer igual tremia quando ainda era um concreto de primeira linha no Palestra, lá pelos anos 90. Pra cima do Lixão, Palestra!  

OS GOLS:

A FICHA TÉCNICA:

AVAÍ 0 X 2 PALMEIRAS

Local: Ressacada, em Florianópolis (SC)
Data/Horário: 23/7/2014 
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Assistentes: Paulo César Silva Faria (MT) e Lincoln Ribeiro Taques (MT)
Cartões amarelos: Eduardo Costa, Marrone, Marquinhos (Avaí); Josimar, Wesley, Mouche, Victor Luis (Palmeiras)
Público/renda: 8.512 presentes/R$ 147.440,00

GOLS: Felipe Menezes, aos 17 e 25 do 2º tempo.

AVAÍ: Vagner; Marrone, Pablo, Bruno Maia e Eltinho (Revson 28’/1º T) ; Eduardo Costa, Eduardo Neto, Cleber Santana (Diego Jardel 37’/2ºT), Marquinhos; Paulo Sergio (Roberto 10’/2º T) e Anderson Lopes. Técnico: Geninho.

PALMEIRAS: Fábio; Weldinho, Wellington, Marcelo Oliveira e William Matheus; Josimar (Gabriel Dias 35’/2º T), Wesley, Felipe Menezes (Mazinho 31’/2º T) ; Leandro (Bruno César 15’/2º T), Mouche e Henrique. Técnico: Ricardo Gareca.

AVANTI PALESTRA! 

Pensar GRANDE

Salve meus amigos, saludos Hermanos.

Depois de uma pausa necessária, volto aqui para escrever sobre o nosso amado Palmeiras!

Pelo que me consta, a Dilma continua no poder, a Globo manipulando as coisas do Brasil e o Palmeiras sem Patrocínio Master. Triste constatação com um time que está para completar 100 anos e prestes a inaugurar uma Arena, que até mesmo os rivais, estão elogiando pelas mídias sociais. A questão crucial é: Como não conseguimos amarrar o evento de 100 anos, uma arena multi uso e a possibilidade de ações cruzadas de Marketing? Mistério…

Não acredito que seja por falta de vontade, muito menos de capacidade de Gestão de Marketing, todavia isso faz uma falta tremenda no nosso orçamento, bem ou mal, seriam R$2 Milhões de Reais por mês, que ajudariam tremendamente o fluxo de caixa, além disso, bons times atraem mais sócios Avanti e maior exposição de marca. Será que estamos concentrando nossos esforços de obtenção de patrocínio apenas em Grandes Corporações e deixando de lado empresas que queiram crescer no País?

Ouvi até de uma fonte confiável que essa gestão não tem se esforçado nessa questão para que fiquemos – cada vez mais- reféns do dinheiro do Presidente. Sinceramente, não acredito. Em tempo, tomara que não esteja errado.

Outra questão que tem nos incomodado – e muito- é o elenco que ainda temos, num nível de intermediária prá baixo e pior, com jogadores que nem condições de jogo tem, vide o caso de Vitorino. Não seria uma contradição tremenda, afinal estamos com a grana curta e gastando com jogadores que nada trazem de retorno…

O jogo que quinta feira com os Lambaris ficou marcado pela falta de capacidade ofensiva do time, com poucas opções para o novo técnico (eu boto fé no trabalho do Odair José) que no segundo teve que colocar 02 garotos numa fogueira tremenda, pelo menos pudemos ver um Erik muito mais presente que o mistério chamado Leandro. Será que uma psicóloga, pai de santo, macumbeiro dariam jeito nesse promissor talento? Sei lá…

E sobre pensar GRANDE? Há uma frase de Buda que exprime exatamente o que vem acontecendo com nosso amado alviverde:

Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo.

Em suma, se pensarmos em ficar contando moedas e analisando apenas custos e despesas, seremos eternos controladores financeiros, por outro lado, se pensarmos em investir, crescer, conquistar, seremos gestores de uma grande marca, simples assim. Do que adianta ter história, torcida gigante e apaixonada se não há reciprocidade? Do que adianta termos gestão profissional se não disputarmos títulos?

Afinal objetivos e metas são balizadores de qualquer negócio, entretanto a missão e valores são estados permanentes e a razão de existência. Será que a missão do Palmeiras não seria:

Alimentar a paixão de milhões de torcedores através de times competitivos e conquistas expressivas.

A partir disso, toda e qualquer ação contrária não seria um afronte a razão de ser e existir dessa paixão centenária?

Marcar negativamente a paixão dos torcedores apaixonadas não seria uma contradição tremenda?

Portanto, é hora de refletir e deixar de lado avarezas Mustafísticas e reconduzir o nosso amado Palmeiras ao lugar de destaque, que hoje vem sendo ocupado por equipes como Fluminense e Cruzeiro, que somados e elevados ao quadrado não chegam ao número de conquistas que temos e muito menos no número de seguidores apaixonados por esse Brasil afora.

PENSE GRANDE PALMEIRAS!

MARCELO NACLE

Palmeiras 1×2 Cruzeiro – BR14

Pouca coisa melhorou em relação ao jogo de quinta. O apagão dos primeiros 10 minutos, um frango do goleiro, e o time sem conseguir criar nada até a metade do primeiro tempo foram prova disso.

Com a saída de Eguren, machucado, o Palmeiras finalmente entrou em campo. E aí as coisas começaram a melhorar, mas não o bastante. O que fez a diferença? Do lado de lá, tinha goleiro. Fabio fez pelo menos duas defesas impossíveis. E do lado de cá, tínhamos Henrique, que perdeu dois gols que camisa 9 não pode perder.

No primeiro, Leandro de dentro da pequena área chutou pra primeira defesa impossível do goleiro dos caras, e a bola sobrou limpa, na cara do gol, goleiro batido, e o Henrique mandou lá pro tobogà. No segundo, Leandro botou ele na cara do goleiro, era só guardar, Henrique tentou dar um cavadinha, e acabou dando chance pro Fabio fazer o outro milagre. Ainda mandamos uma bola na trave no primeiro tempo, quase gol contra pra gente.

E o Mouche ainda acertou uma bomba cruzada que caprichosamente saiu lascando a trave.

Então, podemos dizer que, de novo, faltou qualidade. Com esse elenco, não dá pra exigir muito do treinador. Ele, aliás, fez muito bem ao tirar do time – e não colocar durante o jogo – os bostas do Bruno Cesar  e do Josimar. Depois da vergonha que foi o jogo de quinta, não se podia esperar outra coisa. Ponto mais que positivo, ainda mais se lembrarmos da insistência do GK e do Fleipão com alguns jogadores até o ponto do desespero crônico da torcida.

Mas, o treinador não foi tão bem ao optar por Eguren, que nos 20 minutos que esteve em campo, quase nos deu saudades do Josimar. Não, pensando bem, não deu não. E Leandro já pode dar o lugar pro Mouche no próximo jogo, pra ver se fica esperto também.

Apesar da derrota, foi melhor do que o último jogo. Isso foi claro. Derrota muito injusta por final, o time melhorou, muito graças às cinco mudanças que o treinador fez no time pro jogo de hoje. Um empate, no mínimo, o Palmeiras merecia. 

Agora, como sempre digo, o cara não faz milagre. Esperar que com esse time o Palmeiras vá disputar alguma coisa, é querer demais. Se a diretoria não trouxer jogadores, pra ontem, ficar na Série A será a árdua meta pra 2014.

17 mil pagantes pra ver esse time medíocre jogar. Imagina se o preço do ingresso fosse proporcional à qualidade do time? 

Quarta vamos pra Floripa jogar com o Avaí, e no domingo vamos visitar o entulho do Palestra lá no Estádio Federal de São Paulo. Se a primeira vitória do Gareca não vier na quarta, de domingo não passa. Doutor, eu não me engano!

AVANTI PALESTRA!

Santos 2×0 Palmeiras – BR14

Desesperador. Esse certamente devia ser o sentimento de Ricardo Gareca ao fim do jogo do Palmeiras, hoje, na Vila Belmiro.

É vergonhoso ver a camisa do Palmeiras ser vestida por lixos como Bruno Cesar, Marcelo Oliveira, Leandro, Josimar, entre outros. E, na boa, se Lucio e Henrique estivessem em campo, não seria muito lá diferente do que se viu.

Pobres dos que se deixaram enganar durante a pausa da copa do Mundo: o time do Palmeiras era uma bosta antes da Copa, e continua sendo depois dela. Mas os súditos que se esborneiem, tem MAIS UMA camisa nova a venda, isso que importa, né mesmo? VINTE tipos de camisa, NENHUM patrocínio pra pagar as contas…

Palmeirense, aprenda a rezar o Pai Nosso em castelhano, esse fim de ano será uma edição ainda mais dramática do que foi 2012. Esse time que aí está, que é a nossa “base”, não fará muito mais do que se viu hoje: nada.

Menos mal que o Gareca não paga pau pra vagabundo, saíram de campo todos os lixos que estavam em campo enganando com a camisa do Palmeiras. e entrou a molecada, nossa última esperança O argentino terá todo o meu respeito se vagabundos como Josimar, BC e Leandro comecem o jogo no banco, ou sequer relacionados, no domingo. E a entrada dos moleques tem que ser aplaudia. Ainda que pouco, fizeram MUITO mais que os mentecaptos que começaram jogando.

Ainda é cedo pra reclamar – aliás, não é não – mas será uma inesperada surpresa que os dois únicos meias mais ou menos do elenco sejam repostos em tempo hábil para evitar alguma desgraça e, claro, à altura. Se puxar o histórico desses quase 20 meses de gestão, tempos ate que não foi suficiente sequer pra arrumar um patrocínio, qual a chance deles terem sido vendidos com peças de reposição já engatilhadas? “Nenhuma”, alguém ai soprou? Levou o 10…

Enfim, palmeirense, se prepare pra mais um fim de ano tenebroso, de continhas e reza braba… PU TA QUE PA RIL…

Sem lances ou estatísticas, foda-se.

Não me lembro o último treinador que estreou com derrota. Que seja um bom presságio, só Deus sabe como…

AVANTI PALESTRA! 

Xau, Valpinga!

Ame-o ou odeie-o, está chegando ao fim o ciclo de um dos camisas 10 mais polêmicos que o Palmeiras já teve.

Quando esse blog foi criado, Valdivia tinha chegado fazia questão de meses, e a cega confiança sobre o meia ainda restava indene de dúvidas.

Com o passar das rodadas, das contusões, das noitadas, do compromisso quase nenhum com o clube que pagava seu gigantesco salário, pelo menos pra mim, a confiança foi dando lugar a um ódio profundo. Quantos e quantos jogos o Palmeiras precisou dele nesses 4 anos e o cara ou tava no DM, ou em campo simplesmente não correspondendo?

De qualidade indiscutível, quando queria jogar, podia ser facilmente apontado como o melhor camisa 10 em atividade no Brasil. Mas quantos foram esses jogos? 5? 10? Não pode ter sido muito mais que isso.

Como vêem, estou aqui pra engrossar o coro daqueles que estão aliviados com a saída do jogador. Já vai tarde, muito tarde. E quem acha que ele era ídolo, só lamento, mas falta um pouco de conhecimento da história dos homens que já vestiram nossa camisa, como Marcos, Evair, Leivinha, Dudu, Ademir, Cesar, Oberdan entre tantos outros que estão a mil anos luz à frente do chileno nesse quesito.

Até respeito quem o idolatra, numa lembrança justa daquilo que o Valdivia jogou na sua primeira passagem pelo Palmeiras, entre 2007 e 2008, tantos e tantos lances humilhando os bambis e os gambás. Chute no vácuo, dancinha na frente do goleiro de Hockei, chororô, a dança do siri, lembro de cada um desses dias…

Mas na sua segunda passagem por aqui, muito pouco disso se viu… Pelo contrário, quando estava em campo, quantos e quantos não foram os cartões amarelos imbecis que os tiraram de campo dos já poucos jogos em que tinha condições físicas de atuar? Quantos jogos ele esteve à disposição no BR 2012, enquanto o time rumava ladeira abaixo pro segundo maior vexame de sua história? E a expulsão infantil na primeira partida da final da Copa BR daquele ano? 

Enfim, esse post era pra ser curto.

Resumindo, Valpinga já deu o que tinha que dar no Palmeiras, vendê-lo era mais do que necessário pra compensar uma parte do prejuízo que o Palmeiras teve em trazê-lo de volta, e quem sabe agora o time possa investir num novo camisa 10, menos badalado e mais disponível, e que tenha consciência da responsabilidade que é vestir a dez que já foi um dia de Ademir da Guia.

Segue o jogo.

AVANTI PALESTRA!

A Copa Acabou, Grazie a Dio!

Fiz questão de não postar um grão de arroz sobre a Copa do Mundo.

Muito antes de querer criticar quem o fez, eu não quis perder meu tempo com uma seleção que, desde 1998, não me importo em acompanhar, e mesmo antes disso, nunca torci como torço para o Palmeiras.

Não serei hipócrita, assisti a quantos jogos pude, torci tanto pelo Brasil quanto pela Itália, mas nem mesmo depois dos 7×1 de ontem, perdi um minuto de sono como tantas vezes ocorreram depois de fracassos monstruosos do Palmeiras, como os 6×0 em Curitiba, os 6×2 em Mirassol, dentre tantos outros que não precisam ser lembrados aqui.

E se tivesse sido campeão, tanto a Italia como o Brasil, também não seria uma satisfação nem próxima do que é comemorar um gol do Palmeiras num derby, um título tão simples quanto um Rio São Paulo. Nunca será igual.

Também não postei nada sobre a Copa aqui porque jamais me prestaria a manter um blog pra falar de seleção brasileira nem mesmo a cada quatro anos, e especialmente pela gestão CBF/Globo tão inimiga do Palmeiras nos últimos anos.

Vou assistir ao jogo de hoje, verei os dois jogos do final de semana, e darei um tchau e  bença quando, lá pelas oito da noite do dia 13, estiver tudo terminado.

Naquele momento do apito final da Copa, tudo voltará ao normal: quem só veste a camisa de time (ou da seleção) a cada 4 anos, que paga de 200 a sei lá quantos mil reais pra ver um jogo de futebol, seguirá acreditando que é só um esporte, que futebol é lazer e tals.

E nós, que estamos no estádio toda quarta e domingo, chuva ou sol, dentro ou fora de casa, onde e contra quem o Palmeiras jogar, teremos finalmente nossas vidas de volta.

Porque, convenhamos, o que há pra se gostar de um evento que, assim como o Natal e o Ano Novo, só serve pra nos afastar do Palestra? Tá. A copa é legal e blábláblá, mas 40 e poucos dias sem encostar a cara no alambrado pra ver o Palmeiras é insuportável.

Por isso, Ciao Copa, benvenuti Gareca, Tobio e Mouche, e que venham os lambaris.

AVANTI PALESTRA!  

Eeeeemmmmmmm 93!!!!!

Aquele 12 de junho de 1993 foi um dos dias mais lindos na vida de um palmeirense.

Se bem que nem tudo foi fácil. A derrota na semana anterior, o gol porco, o início de jogo nervoso, pegado, e os 16 anos sem conquistas (pra mim, eram 14) provocavam uma tensão fora do comum. Pelo menos até os 40 do primeiro tempo, quando saiu o gol do Zinho, o primeiro da sacolada que os Gambás ainda levariam naquela tarde.

Segundo tempo e aquele baile em campo, dava até dó dos lixos. Aliás, não dava dó porra nenhuma. A gente queria era mais, se fosse 6, 7, nunca ia ser o bastante.

Quando o Matador guardou, de penalti, o quarto gol, já na prorrogação, olhei pro Rubão, meu tio, com uma cara de “o que eu faço agora?”. 14 anos e não sabia comemorar um título.

De lá pra cá isso mudou. Nos anos que seguiram aquele 12 de junho, não tinha pra ninguém, o Verdão passava o carro e faturava tudo. Mas nenhum time, nem o dream team de 96 ou o time campeão da América, fizeram este palmeirense tão feliz quanto Ségio, Mazinho, Antonio Carlos, Tonhão e Roberto Carlos, Sampaio, Daniel Frasson, Zinho e Edilson, Edmundo e Evair.

 A vocês, o muito obrigado da nação palmeirense. Esse título a gente nunca vai esquecer!

EM 93, NÓS GANHAMOS O PAULISTÃO, FOI EM CIMA DOS GAMBÁS, FILHOS DA PUTA, 4X0 PRO VERDÃO!

AVANTI PALESTRA!

PS – Texto publicado originalmente em 12.06.2011. Hoje tive o prazer, pela primeira vez, de colocar meus dois filhos no colo, e mostrar o vídeo dos gols daquele jogo, pra gente comemorar junto. Se bem que, do alto dos seus 02 anos, o Marcos e o Felipe não entenderam muito bem porque o pai estava chorando a cada gol narrado pelo José Silvério. Logo mais eles saberão…

Gremio 0x0 Palmeiras – BR14

O pior empate é aquele que podia ter sido vitória. Menos mal que, em 9 jogos, o Palmeiras só tenha empatado uma vez. Mas dá raiva demais esse resultado que é 2/3 derrota, se o time tem chance de ganhar e não ganha.

Pros conformados de plantão, vão dizer que o Palmeiras foi prejudicado pela arbitragem vergonhosa do árbitro Jailson de Freitas. Verdade. Além do gol de Diogo mal anulado, deixou o time do Grêmio bater a rodo e miguelou nos cartões pros caras, enquanto que pros jogadores do Palmeiras o dedo coçou o jogo inteiro.

Mas, não foi só isso, pois apesar do Valentim ter corrigido muito bem o time que começou travado e tomando uma pressão gigante nos primeiros 15 minutos, foi ele também que não quis ganhar o jogo quando a oportunidade se apresentou. Na hora de tirar Felipe Menezes, depois de ter ficado 70 minutos sem mexer no time, ao invés de colocar Patrik Vieira ou Bernardo, optou por Josimar. Podia ter sacado Marquinhos Gabriel, que não foi bem hoje, mas o manteve até o fim.

E o Grêmio, seja com Barcos, seja com Judas, não ofereceu perigo. É, aquela tal de praga de palmeirense… Fabio não precisou fazer nenhuma defesa difícil. Era jogo pra 3 pontos.

O técnico foi cagão. Quis segurar o resultado, garantir um ponto, ao invés de buscar a vitória que estava ao alcance das mãos. Quando começa assim, é hora de seguir seu caminho. Obrigado, Valentim, passar bem. Que venha o argentino.

Partida boa do William Matheus, e excelentes do Lúcio e do Diogo. E o Henrique cada vez mais vai me lembrando o Cahê, se bem que nesses últimos 4 jogos foi difícil chegar uma bola que não fosse quadrada… Pelo lado dos perebas, Marcelo Oliveira foi péssimo, entre ele jogar como zagueiro ou volante, o melhor era ele fora do time. E o Felipe Menezes, não consigo avaliar se é pra rir ou pra chorar, mas há quem esteja dizendo que ele jogou bem. Tá.    

E as primeiras 9 rodadas, em comparação à minha expectativa, foram até melhores do que eu imaginava. Se não tivessem sido as duas últimas rodadas, e as derrotas ridículas pra Chapecoense e Botafogo, ou então o baile levado contra o Flamengo, o Palmeiras seria líder, algo inimaginável no começo do Campeonato. O que mostra uma competição nivelada por baixo. 

Dependendo dos resultados das 18:30, podemos terminar essa primeira parte do Campeonato do meio da tabela pra baixo. É pra ficar esperto. Ou contrata ou vamos habitar o lado perigoso da classificação o campeonato inteiro.

Agora serão 42 longos dias sem Palmeiras, e nem os jogos da seleção, brasileira ou italiana, como queiram, irá fazer diminuir o vazio de ficar tanto tempo sem ver o Verdão em campo.

Que essa pausa sirva pra alguma coisa. Qualquer coisa. Porque jogar até o fim do ano com um time parecido com o de hoje, a gente não merece…

OS LANCES:

 

A FICHA TÉCNICA:

GRÊMIO 0 X 0 PALMEIRAS

Data e horário: 1/6/2014, às 16h00
Local: Alfredo Jaconi, Caxias do Sul (RS)
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (CBF/BA)
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (FIFA/BA) e Adson Marcio Lopes (CBF/BA)
Público e Renda: não divulgado
Cartões Amarelos: Werley, Maxi Rodriguez, Ramiro (GRE); Henrique, Marcelo Oliveira, Lúcio, Marquinhos Gabriel, Renato (PAL) 
GOLS: Não teve

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Rhodolfo, Werley e Marquinhos; Edinho, Alan Ruiz, Ramiro e Rodriguinho (Maxi Rodriguez, 17’/2ºT); Dudu (Zé Roberto, 31’/2ºT) e Barcos (Kléber, 17’/2ºT). Técnico: Enderson Moreira

PALMEIRAS: Fábio; Wendel, Lúcio, Wellington e William Matheus; Marcelo Oliveira, Renato e Felipe Menezes (Josimar, 40’/2ºT); Marquinhos Gabriel, Diogo e Henrique. Técnico: Alberto Valentim

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