Palmeiras 1×1 Atlético/PR – BR14

Um dos piores Palmeiras que já se viu jogar pisou no gramado sagrado de Palestra Itália para, mais uma vez, nos envergonhar nesse ano maldito que, graças a San Gennaro, acabou sem que uma desgraça maior tivesse ocorrido.

Não fossem os competentes jogadores de Santos e Coritiba, podíamos ter vivenciado uma das maiores tragédias do futebol. Em 06 jogos, o Palmeiras conseguiu marcar 1 único ponto, sofreu 12 gols e marcou 2. Terminou o campeonato como a pior defesa, com 59 gols sofridos, um belo troféu pra ser exibido por essa diretoria.

Dorival Júnior mostrou toda sua incompetência ao mandar pra campo um time com 03 volantes e só 1 atacante, isso precisando de uma vitória pra não passar sufoco. E o que se viu foi um festival de Gabriel Dias e Renato aramando o jogo. Vai entender o que se passa na cabeça desse cara, ou então de quem contrata um treinador com um gabarito tão baixo quanto esse…

Mas, na real, nem quero falar do jogo em si. Falemos apenas de Fernando Prass e Valdívia, os únicos que podem merecer algum respeito do torcedor. Sem eles, esse time estaria completamente fudido.

Prass foi mais uma vez monstruoso. Evitou que o Palmeiras fosse goleado. Mais uma vez. 

Já o Valdívia é um caso a parte, temos todos os motivos do mundo pra odiá-lo, mas na tarde de hoje não teve ninguém em campo mais empenhado em vencer do que ele. Foram carrinhos às dezenas, passes perfeitos, bronca nos perebas a todo momento e muita luta, mesmo estando claramente baleado. Hoje, mereceu vestir nossa camisa. Quem dera fosse sempre assim, quem sabe não passe a ser de agora em diante…

E a torcida foi disparado o melhor homem em campo. O Palmeiras não merece a torcida que tem. Tantos e tantos anos de tropeço atrás de tropeço e o palmeirense parece que fica cada vez mais fanático. E ainda tivemos a desonra de ter que comemorar pela primeira vez uma vitória na nova casa, só que quem ganhou o jogo foi o Santos… Puta que pariu, é muito sofrimento pruma torcida só!

E agora vou dormir finalmente em paz. O que não conseguia há quase 06 meses, Time maldito, reflexo de uma diretoria absurdamente incompetente, que fez de tudo pra que esse time fosse rebaixado, mas por um milagre divino e por muita bola jogada por Flamengo, Santos e Coritiba, não conseguiram.

Que no ano que vem, esse clube renasça com a certeza da sua grandeza, que toda essa banca de incompetentes suma, um por um, e caiam no nosso esquecimento e eterno desprezo.

Que comece a faxina.

AVANTI PALESTRA!

É guerra!

Senhores!

Vejam as manchetes das páginas esportivas:

Com futuro em xeque, Henrique vive seu maior jejum no Palmeiras

Time do Palmeiras custa mais do que o dobro de rivais na luta contra degola

Indefinição entre Série A e B deixa Palmeiras engessado em negociações

Argentino do Palmeiras aumenta mistério de compatriota do clube

Pressão sobre Dorival cresce, e técnico faz ‘jogo da vida’ no domingo

Zagueiro do Palmeiras posta mensagem enigmática no Twitter

Mouche deve voltar à Argentina se Dorival permanecer no Palmeiras

Palmeiras completa um mês sem fazer pontos no Brasileirão

Dorival deve deixar o Palmeiras, que quer Mano Menezes e busca um executivo

Mouche questiona Dorival: “Para nós, argentinos, custa ter continuidade”

Não tenham dúvidas, essas manchetes foram colocadas no ar com o único propósito de desestabilizar ainda mais o já instável ambiente do Palmeiras. As redações esportivas, infestadas de gambás e bambis, estão em polvorosa sambando numa possível desgraça do Palmeiras.

Infelizmente, o clube não respondeu à altura de tantas e tantas investidas para desmoralização do Palmeiras e não conseguiu blindar o elenco como em outras oportunidades, justamente na semana mais importante (e sofrida) do Palmeiras no ano mais importante de sua história.

Declarações como a insatisfação de Mouche, uma possível briga entre Dorival e Prass, a saída do treinador, a intenção de contratar Mano Menezes, comentários sobre o que o Tobio postou no twitter, além das costumeiras matérias em tom de deboche, não podiam ter passado sem no mínimo algum tipo de retaliação oficial do Palmeiras.

Aí você lembra que a última nota oficial do clube foi justamente pra responder a uma legítima convocação da torcida pra protestar pacificamente no dia das eleições do clube, e volta à cabeça a impressão de que a diretoria não perde tempo pra mostrar os dentes pro torcedor insatisfeito com o desempenho do time, mas vê com leniência e passividade a imprensa tripudiando dessa mesma situação difícil que o Palmeiras enfrenta, justamente quando o que mais se precisa é paz. Lamentável, e algo pra se aprimorar no próximo ano.

Mais uma vez só cabe à nós, torcedores, fazermos nossa parte, ignorarmos o sarcasmo da imprensa suja e empurrarmos esse time no domingo até perdermos a voz, em uníssono, e fazermos valer o peso gigantesco dessa camisa tão maltratada pelos que hoje às vestem dentro das 4 linhas.

Se pisarmos no Allianz com essa carga negativa e suja que a imprensa pilhou a semana inteira, será o nosso fim… Vamos esquecer por 90 minutos o ódio eterno aqueles jogadores que todos sabemos os nomes e que nunca deviam ter vestido nossa camisa, mas que hoje aí estão, pois serão eles que poderão nos tirar dessa situação, para apoiá-los e fazer com que consigam produzir um mínimo de futebol necessário pra garantirmos os 03 pontos.

Com o apito final, aí sim, cada um por si, quem quiser xingar que xingue, quem quiser comemorar que comemore, quem quiser simplesmente celebrar o alívio e ir embora pra casa esperando que em 2015 essa campanha estapafúrdia não se repita, que assim seja.     

Agora é com a gente.

É guerra!

Pra cima Palmeeeeiras!

Essa imprensa de Gambá, FDP!      

Torcedor não é bicho

Ontem acompanhei, em tempo real do Lance!, a entrevista do promotor que, nesta semana, oficiou a CBF e a FPF pedindo que o Palmeiras fosse proibido de jogar em seu próprio estádio na última rodada do campeonato Brasileiro.

Estádio este que, depois de ter sido parcialmente vetado pela Polícia para a inauguração contra o Atlético Mineiro, obteve todos os alvarás necessários da Polícia, Bombeiros, Contru etc. e recebeu o jogo contra o Sport, 19/11, bem como os shows de Paul McCartney no dias 25 e 26/11. Ao todo, 140 mil pessoas estiveram no estádio nessas 03 datas, sem que tenha sido registrada qualquer ocorrência significativa, mesmo no jogo em que, na estreia, o Palmeiras perdeu vergonhosamente para o Sport.

Com todo o respeito, os argumentos a justificar uma suposta alteração do local da partida, de tão vazios, não se sustentam ao menor sopro de vento.

Comparar um jogo de futebol a uma operação tática como se a polícia fosse subir algum morro é simplesmente injustificável.

Pode dar errado? Pode. Mas se for pra dar errado, dará no Pacaembu, em Barueri, no Allianz Parque e até mesmo em Alcatraz. Até lá, se pudesse ser realizado o jogo, daria errado em caso de uma trágica derrocada do Palmeiras novamente para a Série B.

O problema, obviamente, passa longe de ser o Estádio e menos ainda a situação que o Palmeiras se encontra no campeonato.

Em 2008, por exemplo, na final do Paulista, jogo de risco nenhum, em que a Polícia adotou medidas como uma das sugeridas na coletiva de ontem – de que pessoas sem ingresso não possam ficar no entorno do estádio – não foram suficientes pra evitar confronto ao final da partida entre polícia e torcedores. Era um dia de festa, o título, ao final confirmado com um sonoro 5 x 0, já tinha sido ganho em Campinas, uma semana antes, quando o Verdão ganhou de 1 x 0 da Macaca, gol de cabeça do Judas.

Outro argumento equivocado é o de que na Turiassu há bares ao lado do estádio, o que não ocorreria no Pacaembu. Talvez se o senhor promotor frequentasse o Pacaembu, iria ver a mesma quantidade de bares servindo torcedores na Praça Villaboim, ou então as incontáveis reuniões de torcedores nas praças ao lado do estádio, sempre regadas a churrasco e cerveja. Na Turiassu vende álcool tanto quanto em qualquer outro estádio de futebol, e nos que não vendem, como no Morumbi, a torcida leva o isopor de casa.

O problema também não é a bebida que, aliás, é vendida em alguns estádios do Brasil, como na Bahia, por exemplo, sem que lá isso se torne motivo de maior violência nos jogos de futebol do que aqui. Muito pelo contrário.

Mas, pra mim, o pior argumento é o de que não existem grades de contenção no Allianz Parque, como se o torcedor tivesse que ficar enjaulado tal como um animal de zoológico, separação sem a qual se veria cena semelhante àquela do menino indiano que caiu na jaula do tigre meses atrás. Admite-se, com esse pensamento, a vala comum de que torcedor é tudo delinquente e devem ser tratados como tal.

Isso porque se está falando da arena multiuso mais moderna do país, com sistemas de imagem de reconhecimento de face que, em questão de segundos, consegue identificar as pessoas que porventura provocarem atos de depredação e/ou vandalismo, tecnologia esta que as autoridades que garantiriam a segurança do jogo no Pacaembu, por exemplo, nem sonham em ter á sua disposição.

No fim da coletiva, vencido pela própria fraqueza da tese, o promotor “garantiu” a partida na nossa casa, sujeita a uma vistoria marcada pra tarde de hoje, em que, não duvido, mais sugestões e exigências descabidas serão propostas.

Que me desculpe o Sr. promotor, mas torcedor não é bicho. A imensa maioria sabe das consequências que uma invasão de campo ou a depredação do patrimônio do clube trarão, e é essa maioria que tem que ser tratada com o devido respeito, seja num jogo com ou sem risco, fazendo valer, inclusive, o Estatuto do Torcedor que garante a esses torcedores, entre outras coisas, a impossibilidade de se alterar o mando de campo com menos de 10 (dez) dias da sua realização.

Por fim, não custa dizer, toda essa preocupação não passa de fumaça, porque o Palmeiras não cairá.

AVANTI PALESTRA!

Inter 3 x 1 Palmeiras – BR14

5 jogos. 5 derrotas. 11 gols sofridos. 1 gol marcado. E toda a esperança do palmeirense reside apenas numa vitória no próximo jogo. Só depende da gente, sim, mas como confiar que um time que vem descendo ladeira abaixo sem nenhum freio irá reagir?

Pelo resultado das urnas no sábado, o associado do clube realmente não está desconfiado dessa gestão, que poderá iniciar o segundo mandato exatamente onde começou o primeiro: na segunda divisão com um time pífio e sem um puto de dinheiro. Com a diferença que, em janeiro de 2013, esse time ainda tinha patrocínio. Ainda tinha Henrique. Ainda tinha Barcos. Enfim… 

Falando sobre o jogo, se eu fosse o Marcelo Oliveira, pedia pra não jogar nunca mais como jogador profissional. O caso dele é crônico, a mesma coisa que, tempos atrás, aconteceu com o goleiro Bruno. Simplesmente tudo que ele encosta vira merda, o negativo de um Rei Midas.

E o Dorival se mostra cada vez mais perdido, primeiro ao insistir com esse maldito desse Marcelo Oliveira, depois por ter escolhido logo o Bruno Cezar pra entrar em campo quando o jogo ainda estava 2 x 1, parece até piada, mas foi isso mesmo que aconteceu.

E agora tudo depende mais uma vez de quem? Sim, senhores, se Valdivia não jogar contra o Atlético, podem se preparar para o pior. De novo nosso destino está nas mãos desse sujeito. Dele, do Santos e do Coritiba, que também podem resolver a nossa vida se o Palmeiras não tiver a competência para tanto.

E seja o que San Gennaro quiser…

REAGE PALEMIRAS!

  

 

Coritiba 2×0 Palmeiras – BR14

Nada que eu disser aqui vai mudar nossa situação.
Dependemos de duas derrotas do Vitória. E que o Botafogo e Bahia não vençam um dos seus dois jogos.
Porque a depender só do time do Palmeiras, estamos fudidos.
Um misto de vergonha e desespero me recomendam o silêncio e é isso o que eu farei.
AVANTI PALESTRA!

Mambembes numa Arena

Salve meus amigos Centenários, que semana!

Acredito que todos tenham vivido dias e horas de ansiedade para enfim voltar prá casa, num cenário de festa e mostrar a todos o quanto ainda somos fortes. Sonho esse que virou pesadelo. A revolta Pós jogo estava presente em todas as movimentações no entorno da linda arena, nas rodas de conversa e principalmente nas mídias sociais, palmeirenses ou não.

E venhamos e convenhamos, estamos sendo muito pacientes com o amadorismo que temos visto no nosso amado time há anos, que vai desde a estrutura diretiva até o conceito técnico e tático mínimo que um jogador de futebol deve ter. Exemplificando esse desabafo acima, vamos aos fatos:

Contra fatos não há argumentos, tudo leva a crer que no início do ano e após a copa (com o afastamento do CEO) , o planejamento foi montar um time titular para ir bem no Brasileiro e Copa do Brasil. Prass, Luis Felipe, Lúcio , Victorino (Tóbio) e W. Matheus; Eguren, Wesley, Mendieta (Allione) e Valdívia (Bruno César), Leandro (Mouche) e Kardec (depois Cristaldo) certamente deveria ser essa a linha mestre para iniciar o campeonato, que juntamente com os Argentinos e atletas da base iriam compor um elenco apto para brigar por uma vaga da Libertadores de 2015.

Pois bem, o lateral esquerdo foi vendido pela primeira oferta que apareceu e o lateral direito – que foi muito bem no ano passado- não cedeu ao erro amador de seu contrato. E o que vimos no decorrer do campeonato?    Um time torto, cheio de improvisos e um festival de ressurreições de pernas de pau.  Metaforicamente, planejaram um FOGO DE CHÃO e serviram espetinhos mimi, como resultado: consumidor enganado, torcedor traído e time assustado.

Para ilustrar melhor, seria como se em 1993, ao invés daquele esquadrão, tivéssemos no time TITULAR a zaga com Edinho Baiano e Alexandre Rosa, o meio com Daniel, Amaral e Jean Carlo e o ataque com Maurílio e  Sorato.  Com isso Antônio Carlos barrado, Cléber e Edmundo no depto médico por tempo inaceitável, Zinho e Sampaio encostados e Evair indo de graça para os bambis, além de Roberto Carlos sendo vendido na primeira oferta por qualquer Mustadólar.  Será que teríamos conquistado os 05 títulos em 93/94?

Com certeza não.

Isso sem contar com Barcos (ao invés desse mistério chamado Leandro) e Henrique na zaga. Isso no mundo dos negócios se chama falta de planejamento total.

E não vamos nos iludir que outra chapa política poderá mudar esse cenário, pois o que temos hoje na arcaica Sociedade Esportiva Palmeiras é um bando de conselheiros, Diretores e mal-intencionados, que ao invés de deixarem os profissionais trabalharem, preferem exercer por puro ego esse ambiente inóspito e que só gera politicagem dentro do Clube e no C.T.

Infelizmente os Palmeirenses mais lúcidos já têm em mente o terceiro rebaixamento – e muito provavelmente  isso acontecerá. Nos obrigando a rever e mudar 100% do que aí está, com gestão profissional no futebol, sem influência de Diretores mais ultrapassados que uma máquina Olivetti e com um Comando Técnico de 1ª linha, afinal, Dorival Júnior tem se mostrado o mais do mesmo, e pior, com a teimosia  de um Felipão, insistindo com 03 laterais esquerdos ruins de bola ao mesmo tempo , deixando o time torto e sem variação de jogadas.

A torcida já está pronta para essa revolução (MUDANÇA) e certamente terá o apoio da opinião pública e até mesmo dos parceiros (Adidas, W Torre, AEG e Allianz), afinal, fico imaginando os comentários que os executivos dessas vitoriosas empresas devem proferir em relação aos nossos dirigentes!

Afinal, somar a história e conquistas dessa marca com o número de consumidores apaixonados deveria dar algo POSITIVO e definitivamente não é que temos para o momento. ACORDA PALMEIRAS, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS!

Palmeiras 0x2 Sport – BR14

Esse estádio, por mais bonito e moderno que seja, não vai ganhar jogo sozinho.

E o presidente, que cansou de dar entrevista jurando que não tinha a menor vaidade de estrear a Arena no seu mandato, aparentemente envaidou-se, e foi o grande responsável por entrarmos em campo de volta na nossa velha casa com uma das formações mais vergonhosas que o Palmeiras já teve, e que nos faria passar vergonha jogando no campo do Nacional, o que se dirá no novo Palestra….

Parabéns, presidente. Fez de tudo pra se reeleger, abriu o estádio, privilegiou o sócio do clube, mas esqueceu de avisar o Sport. E agora, hein?

Era lógico que ia dar errado.

Dependemos, agora, de uma combinação ímpar de resultados, porque depois de perder os 03 últimos jogos, levar 06 gols e não marcar nenhum, não há o que faça esse time ter moral pra tirar pontos de Coritiba e Inter, ambos fora de casa.

Eu nem vou me dar o trabalho de fazer contas. Só sei que precisamos torcer que nem loucos contra Botafogo, Chapecoense (que se enfrentam na próxima rodada, aliás) e, principalmente Coritiba, com a esperança de que, na última rodada o Atlético Paranense entregue o jogo pra foder com o arquirrival. Porque se formos depender somente do nosso time, podem se preparar pra tragédia.

E o Valdivia, adivinhem só, não joga. Está com a coxa fodida mais uma vez. Só pra variar, quando mais precisamos, eis com quem não se pode contar?

Seja o que Deus quiser.

Mas já fica um aviso: se esse time cair pela terceira vez, que suba sozinho no ano que vem. Eu já fiz minha parte duas vezes. Terei mais o que fazer nesse inesperado, nefasto e trágico futuro que cada vez mais se desenha no nosso horizonte.

AGONIZA, PALESTRA!

Eterno, por Marco Nespoli

Queria escrever algo sobre o Parque Antárctica. É difícil. Foram tantas alegrias, tantos choros, tantos gols, a fila, a Libertadores, vitórias épicas, derrotas humilhantes, golaços, frangos, brigas, abraços…

A arquibancada que tanto ensinou foi substituída por cadeiras retrateis. O cimento não existe mais. Mas quis o destino que um pedaço – físico – do antigo Palestra tenha sobrevivido. A nova arquibancada da Matarazzo foi construída sobre a antiga ferradura. Um pedacinho dele ainda está lá. Vivo. Para sempre.

Lembro-me que assim que as obras iniciaram, um dia tive a oportunidade de ficar sozinho na arquibancada – a que sobreviveu. O estádio quase que totalmente derrubado. Naquele momento um filme passou na minha cabeça. O silêncio era ensurdecedor, podia escutar a massa que canta e vibra. Parecia que eu estava junto a 35 mil dos meus. Pude relembrar vários dos momentos que o Palestra proporcionou. Começou uma fina garoa, daquelas que só acontecem em jogos, no frio, das quartas a noite, como amanhã. Continuei lá, olhando e imaginando como seria minha volta. A nossa volta. A volta de um povo para sua terra.

Em poucas horas voltaremos para casa. Para aquele que sempre foi um caldeirão. A casa que tanta falta nos fez nesses longos quatro anos. Não podia existir hora melhor. O Palmeiras sente falta do Palestra. O Palmeiras precisa do Palestra. O Palmeiras é o Palestra.

Que amanhã seja o reencontro do Palmeiras com sua grandeza.

E estarei, como quis o destino mais uma vez, na arquibancada que tem um pedaço do Palestra.

Bambi 2×0 Palmeiras – BR14

Em mais uma partida lastimável do Palmeiras, teve participação de todo o time nessa derrota vexatória.

A começar pelo treinador. Não serve pro Palmeiras. Falar mais é desnecessário.

Juninho foi responsável imediato pelos dois gols delas. Outro que não tem o direito de vestir nossa camisa. Não bastasse, o cara ainda dá entrevista pra falar que não é pra torcida ficar puta da vida. Ah, Juninho, vá pro inferno! Cala a boca, pega suas coisas e some do Palmeiras, maldito!

Assim como o merda do Wesley. Se alguém tinha dúvida de que esse canalha já assinou pré-contrato com os bambis, hoje ficou claro.

Nathan foi péssimo, furar duas bolas num único jogo dentro da área não é coisa de zagueiro profissional. Numa delas, gol das bichas…

Mas no fim das contas, esse é o Palmeiras, um amontoado de grossos, de moleques inexperientes, refugos e descompromissados.

Esse time aí chegou à marca absurda de 51 gols sofridos em 34 partidas. Lastimável.

Agora o jogo de quarta-feira passa a ser fundamental pro Palmeiras manter um mínimo de folga da maldita zona do rebaixamento. O que era pra ser só festa já ganha contornos de tragédia, e qualquer resultado que não seja a vitória será desastroso e poderá significar o pior.

Dorival podia começar tirando Juninho e Wesley do time. Mas sabemos que isso não vai acontecer. Então, que no ano que vem sumam os três daqui.

AVANTI PALESTRA! 

Hakone Verde

Salve meus amigos Centenários, hoje peço vossa permissão e torço pela sua atenção nessas linhas que seguirão falando de um dos maiores Palmeirenses que conheci: Mário Albanez Junior, ou simplesmente Marião, ele passa a proteger o nosso amado Palmeiras num outro plano.

Indignado com a situação atual do time, Hakone (que em japonês significa guerreiro) sempre comentava da importância de termos 02 meias de ligação de qualidade no time, algo que definitivamente não se encaixa no perfil de Renato e Marcelo Oliveira (que deveria ter patrocínio de caneleiras), além disso, não se conformava com a inoperância dos dirigentes em deixarem o time tão enfraquecido.

Recordo-me de algumas passagens com o grande Hakone na peregrinação da nossa religião chamada Palmeiras e quero dividir aqui com vocês:

Em 1998, durante a final da Copa do Brasil, num sábado chuvoso no Morumbi, lá estávamos nós, sofrendo a cada minuto e na falta cobrada por Zinho, onde Oséas fez um gol mágico, nos abraçamos aos prantos, pois sabíamos que dessa conquista, algo maior viria, que seria a nossa primeira taça Libertadores de América em 1999, que foi acompanhada exaustivamente, jogo a jogo, menos na final, pois um mercado paralelo se formou e os cambistas lucraram horrores dos mais abastados, onde não nos enquadrávamos. Para se redimir foi a Tóquio com outro grande amigo Alemas e puderam prestigiar o Verdão do outro lado do mundo- em tempo, me arrependo até hoje de não ter ido (mesmo com o revés).

Outra passagem memorável foi num momento triste e de muita indignação , jogo no Morumbi contra os bambis na Libertadores de 2006, tínhamos Edmundo e Paulo Baier e a bola do jogo nos pés do animal, que preferiu cavar a falta e a expulsão de uma delas ao invés de marcar o gol da vitória (talvez tenha sido a decisão mais equivocada). Logo depois, o juíz FDP marca um pênalti inexistente do Cristian mendigo em cima do Junior traíra (logo após esse mesmo juiz ter atrapalhado um contra ataque nosso). Ao fim do jogo, os policiais nos seguravam na saída das numeradas superiores, quando Hakone fala ao policial que quer sair e lá vamos nós, passar com a camisa do Verdão no meio de alguns Bambis. Estávamos em 04 guerreiros (Hakone, eu, Nandão e Pêlo) com sangue nos zóio e nada aconteceu de mais sério, apenas um empurrão num bambi saltitante.

Por fim e não menos importante, na peregrinação para Curitiba em 2012, durante 07 horas de estrada, com muita fé e alegria, chegávamos em Curitiba, numa tarde fria e chuvosa.  Seu otimismo exacerbava e mal sabíamos que ali seria nosso último título juntos (comemoramos vários na década de 90 e o Paulistão de 2008). Na chegada ao estádio, um policial FDP nos direcionou para a torcida dos caras, sorte a nossa que as cores dos times se assemelham e estávamos com casacos para cobrir. Hakone trajava aquela camisa listrada e antológica de Leão na década de 80 e eu estava com minha tradicional camisa retrô. Presenciamos a chegada do ônibus do verdão (ele tirando fotos inclusive) e pudemos comemorar juntos esse título numa atmosfera maravilhosa.

Hakone não conseguiu presenciar uma peleja na nova arena, que ele tanto sonhava, mas certamente estará nos protegendo de outro lugar e poderá dividir as responsabilidades com San Genaro na proteção ao nosso amado Palmeiras. Que domingo, contra os Bambis – no panetone, a justiça seja feita dessa roubalheira que aconteceu em 2006 e que Hakone seja homenageado com uma vitória.

#hakoneprasempre

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